9.11.09

Valeu Walter Rodrigues!!!!

Reproduzo do Blog do Colunão, uma versão dos fatos ocorridos no lançamento do livro  "Honoráveis Bandidos", de Palmério Doria, no Sindicato dos Bancários do Maranhão, em São Luis/MA.
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domingo, 8 de novembro de 2009

Violência nos Bancários: fatos, memória e contexto
http://www.walter-rodrigues.jor.br/

Com licença. É tarefa para jornalista sério narrar, explicar e situar no contexto o conflito ocorrido dia 4 no Sindicato dos Bancários do Maranhão, durante o lançamento de um livro esquisito contra o senador José Sarney e sua turma. Como tive que me afastar por alguns dias do blogue, só agora posso atender à demanda dos leitores.
Os doze estudantes, cálculo médio de fontes confiáveis, que irromperam no auditório do sindicato gritando “Jackson ladrão, envergonha o Maranhão”, certamente não foram lá apenas para protestar ou lembrar a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o ex-governador e correligionários, por suposta participação no bando Gautama (Operação Navalha, 2007). Queriam tumultuar e tirar o brilho da festa alheia, naturalmente imaginando que seriam expulsos do local com apenas alguns empurrões ― que ninguém dá a cara a tapa se puder evitar.

Desinformados. Deviam saber que no Maranhão você pode apedrejar a casa de Roseana Sarney, como ocorreu no intervalo do primeiro turno de 2006, sem sofrer represálias. Mas nem sonhe em perturbar manifestações da aliança PDT-PSDB e seus menores. O pau canta na hora. Episódios do recente governo Jackson, como o incêndio de prédios públicos, agressão policial ao ex-senador Chiquinho Escórcio e exortações oficiais à violência política definem um estilo. Flávio Dino e seus aliados petistas e outros provaram um pouco disso na campanha municipal do ano passado, quando o candidato do PCdoB enfrentou João Castelo (PSDB), apoiado por Jackson.

Guerra de panfletos
Quando os jovens sarneístas chegaram ao local, havia umas 150 pessoas no auditório, segundo cálculos moderados. Os manifestantes gritaram seus slogans e espalharam exemplares do livreco Corrupção: bandidos navalhados, espécie de contrapanfleto em resposta ao Honoráveis bandidos servido aos presentes pelo jornalista Palmério Dória.
Uma dúzia de pessoas comuns, desarmadas e praticamente indefesas, entre as quais várias moças, só se estivessem loucas seriam capazes de iniciar um quebra-quebra ou provocar conscientemente uma pancaria em tamanha desvantagem.
Dois ou três delas, segundo correligionários jackistas, lançaram ovos. Isso não se vê nas imagens divulgadas até agora, nem mesmo sinais de ovos quebrados pelo chão ou na roupa dos presentes. Mas pode ter ocorrido. Nesse caso os lançadores postaram-se no fundo da sala e foram os primeiros a dar o fora quando a barra pesou.
Já as moças e rapazes que se aproximaram da mesa diretora dos trabalhos, onde Palmério discursava sobre honestidade, observado carinhosamente pelo ex-governador José Reinaldo e outros heróis do livro dele, limitaram-se a dizer palavras de ordem e a jogar panfletos. Estes foram cercados e espancados com violência abusiva e desnecessária. Não precisva tanto, nem isso faz ou fazia parte dos costumes locais, pelo menos na capital. De mais a mais, foi, digamos assim, uma briga de irmãos.

A bolsa ou a vida

Examinando-se as imagens de vídeo postadas no Youtube e no próprio saite do Jornal Pequeno, porta-voz dos anti-sarneístas e anti-lulistas no Maranhão, percebe-se claramente o que aconteceu. Os sarneístas, após alguns minutos, deixaram o local correndo e debaixo de pancada, perseguidos por seus algozes.
Uma moça baixinha foi cercada e agredida por três jackistas, que até lhe tomaram a bolsa. No relato faccioso do JP, “Uma das manifestantes, identificada como Ana Paula Ribeiro, engalfinhou-se com um dos organizadores do evento e, ao sair correndo, acabou deixando sua bolsa, com documentos pessoais, no meio do auditório”. Veja as imagens.
Quem adiante mexeu na bolsa da moça sem nenhum constrangimento, exibindo-lhe o conteúdo como um troféu, foi o deputado federal Domingos Dutra. Para esse dissidente petista aliado aos tucanos no Maranhão, a cédula de identidade de Ana Paula, líder estudantil ligada ao secretário estadual da Juventude, Roberto Costa, é a “prova do crime”, de que o “ato terrorista”, como o chamou, foi manipulado pelo secretário.

Ou pelo próprio senador Sarney, como mudaria no dia seguinte, na Câmara, aproveitando para transformar os 10 ou 12 manifestantes ― “no máximo quinze”, segundo as versões mais condescendentes ― em quarenta pugilistas.
Do JP: “Dutra afirmou que o presidente do Senado enviou uma tropa de choque de cerca de 40 pessoas para invadir o Sindicato dos Bancários e tentar impedir o evento, munidos de pedras e ovos”.

Pedras? Nenhuma imagem de qualquer jornal ou saite mostra algum jackista ferido, machucado ou reclamando de pancada ou pedrada. Parecem todos, pelo contrário, muito felizes depois da briga desigual. Querendo, confira no vídeo outra vez.
Já no saite sarneísta iMirante temos as imagens de manifestantes feridos e queixando-se de dor. Veja aqui:

Bandos estudantis

Esses doze infelizes que meteram a cara em falso naquela noite pertencem à União Municipal de Estudantes Secundaristas (Umes) e à Federação da Juventude Maranhense (Fejuma). Leitores deste Colunão estão cansados de saber do que se trata. São organizações contaminadas pelo clientelismo e, em última análise, pela corrupção, inclusive no sentido mais amplo de que degeneraram e perderam a própria identidade.
A mãe de todas elas, a Umes, caiu primeiramente sob a influência do então deputado e depois governador e senador e atual vice-governador João Alberto, PMDB, ex-PDS, outrora ligado também ao PCB. Uma das jovens criaturas de João Alberto foi o atual vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), adiante cooptado pelo esquema Jackson.
Como prefeito e como governador, Jackson usou e abusou da corrupção estudantil. Em 2000, ano em que Jackson conquistou seu terceiro mandato municipal ― aliado ao PFL de Roseana na famosa coligação champanhota ― a Umes já se havia transformado num covil de bandos rivais, uns correndo atrás dos outros em torno do cofre, a gritar pega ladrão. “Umes é caso de polícia (e de política)”, registrou o Colunão de 5/11/2000 (veja aqui).
Tem origem na Umes o famigerado Weverton Rocha, ex-secretário da Juventude no governo Jackson. Espécie de afilhado e herdeiro político do ex-governador, esse jovem precoce maneja a pecúnia pública com uma ousadia de assombrar os veteranos.
O ex-pedetista Tadeu Palácio, atual secretário de Turismo de Roseana, que foi vice e sucessor de Jackson na prefeitura, mais ou menos que pacificou os ânimos na Umes repartindo o pão.
Tadeu, Ivaldo e Weverton estimularam a criação de novas “entidades estudantis”, tão agressivas quanto famintas. Usou-as contra o DCE da Universidade Federal do Maranhão quando este, bem fraquinho, tentou reagir às novas regras da “meia- passagem” combinadas pelo prefeito com os empresários de ônibus. Essa mesma “militância espontânea” desafiou professores grevistas inimigos da Lei do Cão no governo Jackson.
Chávez patetando
Quando Hugo Chávez veio ao Maranhão patetar ao lado de Jackson, do MST e de notórios direitistas como os secretários Aderson (Maluf) Lago e Lourenço (Sylvio Frota) Vieira da Silva ― ocasião em que a imprensa jackista-governista cumpriu direitinho a instrução de suspender temporariamente a habitual fuzilaria antilulista e antichavista ― os sarneístas protestaram acionando o grupo dessa mesma AnaPaula cuja bolsa o deputado remexeu com sem-cerimônia de lanceiro. A qual, a propósito, assim como Ewerton, também andou envolvida em desvio de verba numa dessas entidades fantasmas.
Portanto não é de estranhar que agora, com a cassação de Jackson e o retorno de Roseana, Ana Paula esteja mais ousada e que a Umes de Jackson e Tadeu passe a ser a Umes de Roseana, visto que o prefeito João Castelo (PSDB), que tem lá os seus caprichos, nunca deu trela a essa gente.
Um pior que o outro

Marco d’Eça, colunista do iMirante (da família Sarney) afirma que a manifestação anti-Jackson nos Bancários foi obra de Roberto Costa, atual secretário da Juventude, a quem chamou de “idiota” por haver ajudado a “promover” o lançamento dos inimigos de Sarney. Diz também que Roberto Costa é “igual a Weverton”.
Se foi Costa quem enviou doze gatos pingados para o sacrifício, sem nem mesmo cuidar do suporte midiático prontamente acionado pelos adversários após a confusão, será mesmo um tanto idiota, sim, além de sadomasoquista. Ele nega, diz que foi tudo idéia da Umes, tão somente.
Quanto a ser “igual a Weverton”, nem de longe. Pelo menos por enquanto. Só quando provarem que esse Costa, como aquele Weverton, meteu a mão no cofre da Umes, fez acordo de restrição de direitos com o Ministério Público para não ser condenado por peculato, criou entidade fantasma em nome da própria mãe para desviar recursos externos, e ainda afrontou a comunidade ao sumir com o dinheiro da reforma de um ginásio de esportes, o Costa Rodrigues, cujas ruínas o denunciam no centro da cidade. (Mas sim: e o Ministério Público, que nunca termina essa “apuração” do ginásio Costa Rodrigues?).
Seja lá como for, pouca gente acredita que os estudantes sarneístas, os líderes, sejam mais ou menos indiferentes a grana que a militância ou clientela jackista-reinaldista equivalente.
Dizem que os jovens são o futuro da nação. Danação. É isso aí.

Amigo do peito
Informa o Jornal Pequeno que o “evento” nos Bancários foi organizado pelo conhecido jornalista Marcos Nogueira.
Trata-se de um “amigo pessoal” do senador José Sarney. Pelo menos foi assim que ele se identificou em 2002, logo depois do sarneísmo ter ganho mais uma, com a vitória de José Reinaldo (PFL) sobre Jackson Lago (PDT).
Naquele ano (ou terá sido no começo de 2003), Nogueira tantas fez que convenceu Sarney a comparecer ao aniversário dele, na área de convivência do condomínio Canopus. Foi o bastante para que plantasse no noticiário de meia página que se reservou no jornal Folha do Maranhão, do qual fora feito editor-chefe pelo deputado sarneísta Manoel Ribeiro, o seguinte (cito de memória, mas a parte grifada é literal):
“A festa foi prestigiada por destacadas personalidades da política local, entre as quais o senador José Sarney, amigo pessoal do jornalista".
Nogueira é cearense. Palmério é paraense. Nada de preconceitos contra o Maranhão

De coração
O trabalho que me deu pesquisar e lincar tanta informação, tratando de um assunto afinal de contas menor, ofereço à inteligência do leitor honesto e independente. Se, por sua vez, você se der ao trabalho de ler tudo e tudo analisar, dou-me por recompensado.
Walter Rodrigues
22:48

15 comentários:

Anônimo disse...

Esses reino vizinho ao nosso acaba por nos dar má fama aqui no Norte. Ainda bem que nosso Reino é bem administrado ao ponto de até mesmo as diferenças políticas serem abafadas em nome do bem comum e da governabilidade.
O exemplo maior é a nossa capital. Governo do Estado e governo municipal de mãos dadas pelo melhor para Belém.

Cláudio Teixeira

Marise Morbach disse...

Claudio, fala sério ai! Em qual cidade você mora, e que preconceito é esse com os vizinhos?

Marise disse...

Entrou um espertinho nos comentários tentando denegrir a imagem do Walter, por sorte tenho acompanhado os fatos e já tinha visto esse tal fato do fernandinho sarney que você tenta relacionar com o Walter. Vá caçar coquinho tolinho.

Anônimo disse...

Bom dia!

Marise, tenho a impressão que o Claudio foi apenas irônico.

abs

Anônimo disse...

A intenção do comentário, não foi desqualificar nossos vizinhos maranhenses.Quis mostrar que tal como lá, aqui em Belém não estamos melhor servidos em termos de políticos. Vide as sessões da Câmara onde se debatia a privatização do SAEB e outras coisas mais que surgem por essas bandas.

Cláudio Teixeira

Artur Dias disse...

O Cláudio tá ironizando, com certeza, Marise. Quanto ao livro, o Lúcio Flávio foi premonitório: ao resenhá-lo, disse que o Sarney era bem capaz de dar um jeito de se vingar do Palmério Dória, de maneira apequenada. E olha só o que aconteceu!

Anônimo disse...

Orar e vigiar. A nota da CPT denunciando ação truculenta dos poderosos da polícia contra o MST na... curva do S em Eldorado é estarrecedora. Botemos todos os olhos, razão e coração... os sinais são mais que preocupantes.
o link da nota: http://www.cptnacional.org.br/?system=news&action=read&id=3478&eid=8

Cidadao Perplexo disse...

Escrevi um comentario no proprio blog desse jornalista que se intitula "independente", porem ele censurou, nao foi publicado.
Atençao, nao sou nenhum "espertinho tentando denegrir a imagem do Walter", jamais tinha ouvido falar no sujeito.

Comentario censurado pelo jornalista "independente":
"Antes de mais nada devo dizer q nao sou simpatizante de Jackson, Reinaldo, ou seja la quem for, sequer sou Maranhense.

O que sei, e nao eh novidade para qualquer Brasileiro (exceto evidentemente os miseraveis sem acesso a cidadania cultivados cuidadosamente por este grupo de honoraveis bandidos) - eh que o grupo Sarney compoe-se exclusivamente de honoraveis bandidos.

Portanto ja estranhei de cara a denominaçao que voce deu ao excelente livro de Palmério Dória - que esta em 4º lugar no ranking da Veja e subindo, como certamente sabe - "um livro esquisito"

Concordo com voce quanto à qualificaçao dos patetas que resolveram tumultuar o lançamento do livro - mercenarios (talvez uns boboes tambem acompanhando os pequenos parasitas da UMES)
Afinal, quem mais defenderia este grupo corrupto que tanto mal fez e esta fazendo a todos os Brasileiros e Maranhenses que nao fazem parte dele?
Obviamente quem defende esta podridao, esta politica de condenar milhoes de pessoas a ignorancia e mendigagem apenas para se juntar com a duzia de colegas gangsters, estufar o peito e dizer "nos temos poder", eh quem de alguma maneira se aproveita dela.

Estou passeando pelo Maranhao, adorando a viajem. Mas nao posso negar o nojo que sinto ao ver a estrutura corrupta e ineficiente ao extremo dos tres poderes deste estado, e de ver esse bando de puxa-sacos sem carater defendendo suas migalhas de poder mesmo sabendo o custo social disto.

Lamentavel.

Obs: eh "Email", nao "Emeio"
OBS II: Eu estava la, a pobre baixinha a qual voce se refere eh uma funcionaria da secretaria de esportes e perdeu sua bolsa ao subir no palco e tentar atirar uma torta nos palestrantes. As pedradas foram em carros dos visitantes, na rua, e na porta de entrada do imovel, que era de vidro"

Obs:
Diz ele que nao publicou pq postei com nome falso.
Realmente acho perigoso postar com meu nome verdadeiro, sei bem o que pode acontecer aos cidadaos que ousam dizer o que pensam neste estado.
Nao publicou apenas pq nao publica nada que possa deixar seus chefes chateados. Percebi que o sujeito tem costume de dar pequenas "alfinetadas" na famiglia pra tentar passar um tom de imparcialidade, mas basta ler seus textos pra ver como bajula esses gangsters.

Marise Morbach disse...

Anõnimo das 1:12, cada um decide o acesso dos comentaristas ao blog. Eu não deixo passar muita coisa mas não gosto daquele sistema de identificação, outros gostam.
Se o Walter tem "chefe" isso não está em questão, o que me interessa são os detalhes e a qualidade das informações que o Walter apresentou. só isso!

Lafayette disse...

Marise, Lucas, mestre e todo mundo, hoje é aniversário do papai, 70 anos!!!

Terça-feira, não é dia de nascer... não dá para ter festa! rsrsrs

Assim, sábado, dia 14/11, bolamos, os filhos, uma forma de comemorar esta vitória! rsrsrs

Vai ser lá no TERRA DO MEIO - restaurante rural, seu único meio de vida, nesta vida de batalhas que ele e a mamãe travam, diariamente.

Vocês e todos os leitores estão convidados...

Cidadao Perplexo disse...

Agradecido pela publicaçao Marise, voce sim demonstra ser independente.

Sobre a qualidade das informaçoes, ele ja abre o artigo de forma totalmente tendenciosa, denominando o corajoso e excelente livro de Palmerio Doria, que está nas primeiras posiçoes entre os mais vendidos no Brasil de "um livro esquisito"!

Quanto ao conteudo, tambem eh tendencioso. Apesar de chamar os "estudantes" de mercenarios, omite informaçoes que certamente teve acesso (OBS II no meu texto) para parecer q sao "vitimas".
Na verdade a unica informaçao "polemica" confiavel no texto dele eh o numero de patetas que foram perturbar o evento, realmente cerca de uma duzia.

Fico profundamente entrestecido ao ver como este cancer da bajulaçao e falta de carater esta impregnado na sociedade Maranhense. Quem paga a conta da festança de meia duzia sao os milhoes de miseraveis condenados por geraçoes à ignorancia e indigencia.
O cara estufa o peito e se diz "independente". Seria comico se nao fosse tragico.

Quanto ao fato dele censurar comentarios indesejaveis, verifiquei que de longe nao sou o unico, olhe so os comentarios que encontrei nesta pagina:
http://www.jornalpequeno.com.br/Blog/JohnCutrim/?p=1480

A UNICA "pessoa" que eh favoravel a esse bajulador eh uma tal "Patricia", que segundo outros comentarios trata-se do proprio Walter!!
E se voce seguir ate o final da pagina vai perceber que "alguem" teve o cuidado de publicar centenas de comentarios com BULAS DE REMEDIO ate encher toda a pagina, eliminando a possibilidade de outros comentarios serios.
Ou seja, o cara se esforça para CENSURAR ATE O BLOG DE OUTROS JURNALISTAS! Quem mais se daria a este trabalho?

Veja que vergonha!

Mais uma vez agradeço a oportunidade de dizer o que penso.

Anônimo disse...

Polêmicas a parte, o texto do Colunão é confuso, a gente fica sem saber quem é o mocinho, quem é o bandido, e ninguém morre no final. Afinal, quem provocou o incidente? Quem é culpado, o grupo do todopoderoso Sarney, o grupo do Jackson, o grupo do Reinaldo, o Palmério só porque é paraense, ou todos são farinha do mesmo saco? Faltou clareza.

Marise Morbach disse...

Não achei o texto confuso, nem acredito em culpados, nem vou entrar na polêmica sobre o livro do Palmério pois não li.
O que eu considero importante são os bastidores da política maranhense que eu não tenho grandes conhecimentos, e a narrativa na qual não temos heróis. Conflito entre oligarquias políticas é isso, e o Walter descreve maravilhosamente bem o que são e o que mobilizam à realização de seus interesses.

Lafayette disse...

Certa vez, o Juca me disse:

-O Walter tem uma mão forte!

Tem sim!

*Vão mesmo, ele ficaria super feliz!

Cidadao Perplexo disse...

"o Walter descreve maravilhosamente bem o que são e o que mobilizam à realização de seus interesses."

Eh como diz o velho sabio:
"Gosto nao se discute... Se lamenta!"

Quanto ao livro acredito que deveria ler, explicita o que acontece com nossos impostos, mostra claramente por que nosso querido Brasil tem as mais altas taxas de impostos do planeta e mesmo assim existe dinheiro pra nada.

"Se o povo soubesse como sao feitas as leis e as salsichas...."