No Liberal de hoje a coluna de Cláudio Humberto não teve cortes.
Nem tem fofocas contra o reitor Alex Fiúza
15.12.05
Vergonha
O Congresso Nacional deu mais um empurrãozinho na vergonha e no ódio que despertam em todos os brasileiros. Por 252 a 160 absolveu o mensaleiro Romeu Queiroz, do PTB de Minas, que recebeu R$ 300 mil de Marcos Valério.
Nem a enxurrada de provas, nem o parecer do Conselho de Ética, nem a opinião pública, nada demoveu a indomável e crescente tendência congressual pela combinação do 171 com o 228 ,politicamente falando.
Em tempo, o 171 é o estelionato e o 228 é a formação de quadrilha.
Nem a enxurrada de provas, nem o parecer do Conselho de Ética, nem a opinião pública, nada demoveu a indomável e crescente tendência congressual pela combinação do 171 com o 228 ,politicamente falando.
Em tempo, o 171 é o estelionato e o 228 é a formação de quadrilha.
Dasfú
A Justiça Federal em São Paulo aceitou abrir processo contra o esquema da Daslu.
Não tenho dúvidas que Tranchesi vai ser condenada.
As provas são robustas e cabais. A prática era continuada. E permeada por uma rede de pessoas e empresas.
Era, portanto, uma quadrilha.
Elegante, charmosa, tradicional, mas uma quadrilha, pois não?
Vai chiar, dizer que está sendo um bode expiatório, que será uma condenação para dar satisfações, represálias talvez...
Terá razão em parte, a Tranchesi. Para ela é uma infeliz coincidência. Exemplos, nessa hora, oxigenam a safadeza interminável do sistema.
Para suas ações a condenação na medida exata da Lei. E só.
Mais pra que? Menos por quê?
(ps. O título do post tomo emprestado ao Tutty Vasquez)
Não tenho dúvidas que Tranchesi vai ser condenada.
As provas são robustas e cabais. A prática era continuada. E permeada por uma rede de pessoas e empresas.
Era, portanto, uma quadrilha.
Elegante, charmosa, tradicional, mas uma quadrilha, pois não?
Vai chiar, dizer que está sendo um bode expiatório, que será uma condenação para dar satisfações, represálias talvez...
Terá razão em parte, a Tranchesi. Para ela é uma infeliz coincidência. Exemplos, nessa hora, oxigenam a safadeza interminável do sistema.
Para suas ações a condenação na medida exata da Lei. E só.
Mais pra que? Menos por quê?
(ps. O título do post tomo emprestado ao Tutty Vasquez)
Mas Assim...
Putas e poder sempre estiveram lado a lado.
Mas como em Belém do Pará, difícil de ver, é garradinho mesmo.
Depois de muitos anos funcionando na Avenida Portugal, pertinho da antiga Prefeitura, em pleno centro histórico da cidade, um dos mais tradicionais bares de raparigas se mudou para uma ruazinha das proximidades.
Agora o famoso Chuá fica entre o Tribunal de Justiça e a Assembléia Legislativa, mais precisamente ao lado da residência do Cura da Sé Metropolitana.
Quem trabalha por lá garante que a partir das duas da tarde começam a chegar as meninas, prá alegria da galera.
Mas como em Belém do Pará, difícil de ver, é garradinho mesmo.
Depois de muitos anos funcionando na Avenida Portugal, pertinho da antiga Prefeitura, em pleno centro histórico da cidade, um dos mais tradicionais bares de raparigas se mudou para uma ruazinha das proximidades.
Agora o famoso Chuá fica entre o Tribunal de Justiça e a Assembléia Legislativa, mais precisamente ao lado da residência do Cura da Sé Metropolitana.
Quem trabalha por lá garante que a partir das duas da tarde começam a chegar as meninas, prá alegria da galera.
Museu das Loucas
Nada igual ao aplomb britânico para manter as boas relações entre as diferentes comunidades. Olha só o museu que estão preparando para os (como é mesmo que me disse outro dia um comentarista aqui no blog...) sexualmente orientados de forma diversa
Convocação Ordinária
Frase do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) presidente do Senado a respeito da convocação extraordinária do Congresso:
“O Legislativo não é uma possessão do Executivo”
Tá vendo, deputado Mário Couto?
“O Legislativo não é uma possessão do Executivo”
Tá vendo, deputado Mário Couto?
14.12.05
Balancete
Trezentos posts e quase quatro mil acessos em sessenta dias do 5ª Emenda.
Visitado diariamente por leitores de pelo menos seis estados brasileiros, e três das cinco maiores cidades do Pará. Blogado por formadores de opinião, políticos, gente da mídia, da justiça e da academia, amigos, desconhecidos e anonimos.
A todos o meu muito obrigado, muito mesmo!
Visitado diariamente por leitores de pelo menos seis estados brasileiros, e três das cinco maiores cidades do Pará. Blogado por formadores de opinião, políticos, gente da mídia, da justiça e da academia, amigos, desconhecidos e anonimos.
A todos o meu muito obrigado, muito mesmo!
Silencio Governamental
Mais uma nota,a oitava em dois meses, censurada pelo Liberal na coluna de Cláudio Humberto,que voce pode ler na transcrição abaixo.
Campeão
A Comissão Pastoral da Terra divulga esta semana seu relatório anual sobre conflitos no campo, em 2005. Não há novidades quanto ao campeão de mortes: continua sendo o estado do Pará, governado pelo tucano Simão Jatene, que registrou 14 dos 28 assassinatos no campo no Brasil, este ano.
Mas o blog está impressionado com o silêncio da Comunicação Social do governo do Pará em relação a esses acontecimentos.Podia sair ao menos uma nota dizendo que não concordam com essa prática, que o governo não tem nada a ver com isso,né não?
Campeão
A Comissão Pastoral da Terra divulga esta semana seu relatório anual sobre conflitos no campo, em 2005. Não há novidades quanto ao campeão de mortes: continua sendo o estado do Pará, governado pelo tucano Simão Jatene, que registrou 14 dos 28 assassinatos no campo no Brasil, este ano.
Mas o blog está impressionado com o silêncio da Comunicação Social do governo do Pará em relação a esses acontecimentos.Podia sair ao menos uma nota dizendo que não concordam com essa prática, que o governo não tem nada a ver com isso,né não?
Folgados
Acredite, contundiu-se numa animada pelada, no último dia de novembro, o mandante da morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro deste ano no Pará, e precisou ser encaminhado a um hospital.
Taradão, como é conhecido na região o ordinário Regivaldo Galvão, já recebeu alta, mas quer continuar no hospital. Não vai não. Vai voltar prá chorar onde mamãe não pode ouvir.
Enquanto isso a esposa chora na redação de O Liberal, que lhe dedica um quarto de página para ela dizer que o Taradão “está sendo condenado pela imprensa”.
Taradão, como é conhecido na região o ordinário Regivaldo Galvão, já recebeu alta, mas quer continuar no hospital. Não vai não. Vai voltar prá chorar onde mamãe não pode ouvir.
Enquanto isso a esposa chora na redação de O Liberal, que lhe dedica um quarto de página para ela dizer que o Taradão “está sendo condenado pela imprensa”.
Pena Mesmo
Algo De Novo No Céu
" São os blogs, com sua maravilhosa capacidade de levar qualquer um para qualquer lugar, empurrado apenas pela curiosidade, pelas próprias idéias e pela certeza de que pode dar sua opinião, pois alguém haverá de lhe dar atenção."
Por Elio Gáspari em sua coluna de hoje,em O Globo
Por Elio Gáspari em sua coluna de hoje,em O Globo
Vai Dar Bode
Ainda não era blogueiro quando Severino caiu.
Mas me diverti muito pela televisão, vendo as imagens do peru bêbado em que se transformou em Nova Yorque, nas vésperas da queda.
A cada declaração mentirosa ou contraditória ajustava os relógios, contava os dias, na torcida contra o único presidente da Câmara que renunciou ao mandato por corrupção.
Obra da engenharia política tucana e pefelista, lembro de uma conversa que tive na época com um deputado conhecido meu, que veio me dizer, todo alegre, que havia votado nele. Ao que disse: “mas é muita irresponsabilidade sua, esse é o tipo de atitude que caberia em mim, um simples cidadão, jamais num parlamentar”.
Ficou chateado comigo.
Parlamentares nem sempre estão acostumados a ouvir críticas.
Azar o dele, mas azar o nosso também. Ele foi lá e roubou o dinheiro do restaurante da Câmara.
Ao invés de levar a mulher do Buaini.
E agora em 2006 diz que vai voltar em cima de 100.000 bodes,digo,votos, do agreste nordestino.
Mas me diverti muito pela televisão, vendo as imagens do peru bêbado em que se transformou em Nova Yorque, nas vésperas da queda.
A cada declaração mentirosa ou contraditória ajustava os relógios, contava os dias, na torcida contra o único presidente da Câmara que renunciou ao mandato por corrupção.
Obra da engenharia política tucana e pefelista, lembro de uma conversa que tive na época com um deputado conhecido meu, que veio me dizer, todo alegre, que havia votado nele. Ao que disse: “mas é muita irresponsabilidade sua, esse é o tipo de atitude que caberia em mim, um simples cidadão, jamais num parlamentar”.
Ficou chateado comigo.
Parlamentares nem sempre estão acostumados a ouvir críticas.
Azar o dele, mas azar o nosso também. Ele foi lá e roubou o dinheiro do restaurante da Câmara.
Ao invés de levar a mulher do Buaini.
E agora em 2006 diz que vai voltar em cima de 100.000 bodes,digo,votos, do agreste nordestino.
Cabra Macho
Recebendo medalha na Assembléia Legislativa da Paraíba o Procurador da República Fábio Nóbrega disse, em Plenário, que os políticos roubam R$ 500 milhões por ano naquele estado, 70% disso em verbas da saúde e educação.
Ninguém se coçou na platéia.
Bem que um deputado aí poderia propor uma homenagem ao Dr. Ubiratan Cazzeta, mais do que justa, por sinal, e ele, ao agradecer, diria para nós quanto é marromeno o rombo por aqui.
Cazzeta tem 128 menções no Google. Sempre atrás dos danados.
Ninguém se coçou na platéia.
Bem que um deputado aí poderia propor uma homenagem ao Dr. Ubiratan Cazzeta, mais do que justa, por sinal, e ele, ao agradecer, diria para nós quanto é marromeno o rombo por aqui.
Cazzeta tem 128 menções no Google. Sempre atrás dos danados.
Mal Explicado
O juiz federal que autorizou a retirada dos conteúdos da Folha On Line que falavam dos escândalos da Kroll e do orelhudo Daniel Dantas, do Oportunity, deu uma nova interpretação à polêmica sentença. Mas a Polícia Federal também foi censurada e foi obrigada a fazer o mesmo. Quer dizer, se a polícia que investiga revelou, porque há de se ter sigilo no caso?
Por Pouco
A Justiça Federal em Pernambuco foi quem decidiu a volta ao trabalho dos coveiros da UFPE. Ou volta, ou vara... rs.
Claro que voltaram né?Bem feito!
Mas a Jacob de lá não tinha nenhum jornal prá fazer fofoca.
Claro que voltaram né?Bem feito!
Mas a Jacob de lá não tinha nenhum jornal prá fazer fofoca.
Fui Traída
Quem assistiu a Assembléia da Adufpa ontem contou para o blog que muito pressionada pela categoria, revoltada com as baixarias contra o reitor Alex Fiúza, Jacob disse que apenas deu uma entrevista e que não sabia que ia ser explorada daquela maneira.
Óh... mas é uma coisinha fofa a Jacob...
Óh... mas é uma coisinha fofa a Jacob...
13.12.05
Fim de Linha
Acabou a greve da UFPA.
Aliás, acabou misteriosamente a greve dos professores da Adufpa.
Em Assembléia realizada agora há pouco, os coveiros decidiram pelo encerramento e retorno às aulas na próxima segunda feira.
A comandita se estrepou de verde e amarelo.
Isto 24 horas depois de bradarem a radicalização do movimento.
Sem que nada tivesse acontecido, aqui ou no sindicato nacional.
Melhor assim, voltam ao trabalho os paredistas, sindical bem entendido. Às aulas alunos e docentes sérios e comprometidos.
Mas ficam as perguntas: porque a Jacob mudou de idéia repentinamente? Porque decidiu contra a vontade de quem dizia representar?De que teve medo?
Será que além de medrosa, Jacob enfim percebeu a que tipo de uso estava se prestando?
Bem, espaço é que não vai lhe faltar para explicar a seus pares sua condição de marionete, que compromete seus representados e liquidou sua imagem pública.
O Liberal não lhe há de faltar. Ou não?
Aliás, acabou misteriosamente a greve dos professores da Adufpa.
Em Assembléia realizada agora há pouco, os coveiros decidiram pelo encerramento e retorno às aulas na próxima segunda feira.
A comandita se estrepou de verde e amarelo.
Isto 24 horas depois de bradarem a radicalização do movimento.
Sem que nada tivesse acontecido, aqui ou no sindicato nacional.
Melhor assim, voltam ao trabalho os paredistas, sindical bem entendido. Às aulas alunos e docentes sérios e comprometidos.
Mas ficam as perguntas: porque a Jacob mudou de idéia repentinamente? Porque decidiu contra a vontade de quem dizia representar?De que teve medo?
Será que além de medrosa, Jacob enfim percebeu a que tipo de uso estava se prestando?
Bem, espaço é que não vai lhe faltar para explicar a seus pares sua condição de marionete, que compromete seus representados e liquidou sua imagem pública.
O Liberal não lhe há de faltar. Ou não?
Na Veia
Depois da absurda matéria de capa de O Liberal de domingo,objeto de nota aqui no Quinta,aguardava a resposta do prof. Alex Fiúza,reitor da UFPA.
E ela veio na veia,chamando a atenção da população,acadêmica ou não,sobre os perigos de alianças movidas a interesses pessoais,subalternos e inconfessáveis.
Alianças como a que produziu a matéria citada,libelo da fofoca e da degradação,humanas e jornalística.
Uma vergonha,mais uma,protagonizada por setores que se entregam abertamente à difamação continuada do reitor que agora,com esse artigo que voce vai ler a seguir,deverá mudar a estratégia com que tem pautado sua conduta .
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PARA ENCERRAR O QUE NÃO VALE À PENA
(breve resposta à presidente da ADUFPA)
Alex Fiúza de Mello
Reitor da UFPA
Sempre que publico meus artigos em jornais, procuro distinguir crítica política de ataque pessoal. A primeira, considero um direito e um dever de cidadania; a segunda, uma atitude fascista.
A tentativa de desqualificar-me, como pessoa, perante a opinião pública, a partir de informações descontextualizadas e parciais, é um ato de oportunismo e deselegância que, em si, desqualifica, isso sim, uma liderança sindical – que demonstra não estar eticamente à altura da função (esta também passageira) – e recoloca na ordem do dia, infelizmente, táticas e recursos utilizados pela extrema direita (quem não se lembra?), com suas aleivosias acusatórias típicas de regimes ditatoriais e totalitários.
Como toda uma geração de docentes, em todo o Brasil, só não entrei na UFPA por concurso público porque ele não havia à época; logo, por contingência histórica e não por privilégio. A conquista do enquadramento dos professores colaboradores por meio de uma greve não dá o direito de mal julgar os beneficiados, mesmo porque, em seguida, todos foram julgados por bancas internas, constituídas para tal fim.
Como estudante, fui o primeiro colocado no Vestibular de 1974 para o Curso de Ciências Sociais da UFPA. Só fui chamado pelo Titular de Ciência Política para exercer a função de professor colaborador, logo que formado, em função de meu desempenho acadêmico. Fiz concurso público nacional para mestrado (tendo obtido o primeiro lugar na UFMG, em 1979) e para doutorado (UNICAMP, 1994), obtendo, com a tese de doutoramento, nota 10 com distinção e louvor, de uma banca extremamente exigente e de notáveis professores. Fiz pós-doutorado em Paris, na principal Escola de Ciências Sociais da França e uma das melhores do mundo, tendo obtido aprovação em língua em exame público e aceitação como visitante por reputado professor daquele Centro. Além de inúmeros artigos em revistas indexadas, publiquei oito livros, em renomadas editoras paraenses e nacionais, dois deles na segunda edição. Meus trabalhos acadêmicos são citados nacional e internacionalmente, e tenho reputação entre meus pares, seja em âmbito nacional, como internacional (caso da França). Como professor, meus alunos, de graduação e pós, são a minha testemunha. Como pesquisador, meus trabalhos publicados idem. Ajudei a criar instituições universitárias – como o Núcleo de Arte da UFPA; o Programa Academia Amazônia; a nova fase do Programa de Interiorização da UFPA; o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do CFCH, só para citar alguns. Quando Pró-Reitor de Extensão da UFPA, fui eleito duas vezes Presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das IFES públicas. Como Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas e como Reitor, fui eleito por voto direto da comunidade acadêmica – na última eleição para reitor, com dois terços dos votos, tendo vencido nas três categorias, na capital e no interior. Em nível nacional, por reconhecimento de trabalho (nunca por conchavos políticos), fui recentemente nomeado para o Conselho Nacional de Educação, designado para ser o Coordenador Geral do Fórum das Estatais pela Educação Pública e para integrar o Conselho Doutoral da Cooperação Brasil-França, pela CAPES.
Pergunto: não me submeti a processos públicos de avaliação?
A minha biografia acadêmica responde à professora Vera Jacob.
E a sua? (talvez sua orientadora de doutorado saiba responder...)
Lamento, pela categoria docente, a matéria publicada em O Liberal de domingo passado. Um jornal, aliás, que sempre me honrará com suas aleivosias e calúnias, pois não vendo a minha consciência (como na solidariedade a Lúcio Flávio Pinto pela agressão recebida) em troca de fama (ou por medo). A citada professora, exatamente por ser do Centro de Educação, deveria ser, pelo menos, mais educada, honesta e pedagógica em suas críticas.
Criticar um reitor – e não a sua pessoa física! –, desde que sem calúnia, é um direito de qualquer um. Jamais desqualifiquei qualquer pessoa – nem a professora Vera Jacob – em meus artigos. Reafirmo o que sempre disse – e a raiva de professora Jacob, expressa na matéria, confirma a observação: a ADUFPA, há muito, está sendo mal dirigida, manipulada por interesses partidários que, menos que defender os interesses de categoria, usa do sindicato para fazer política contra governos (de FHC ou de Lula), iludindo a opinião pública, prejudicando os estudantes e a imagem da Universidade.
Desafio a ficar demonstrado em meus artigos que, alguma vez, desqualifiquei as greves. O que fiz foi denunciar a sua má condução, a sua manipulação, fatos que acabam justamente prejudicando as negociações sérias com o Governo e os ganhos da categoria. Lideranças, como a atual da ADUFPA, prejudicam a Universidade Pública, pois são fascistóides, infantis e levam a lugar nenhum. Precisamos de líderes mais sérios, éticos e competentes. Talvez então possamos conquistar o que os Governos estão a nos dever (e à nação brasileira).
Como reitor, tenho, sim, responsabilidade pública pelos interesses de alunos e da sociedade em geral. Divulgar que uma decisão do CONSUN, colegiada, é tão-somente de meu cunho pessoal significa, no mínimo, desqualificar aquele Conselho, superior ao reitor e autônomo em suas decisões. Mas essa é a tática da professora Jacob; alguém que, apesar de concursada, há muito está a dever o que produz, com qualidade, no meio acadêmico – pois ganha salário para isso. No sindical, já sabemos...
Os desafios da Universidade Pública me obrigam a não perder mais meu tempo com querelas domésticas, muito menos pessoais. Dou assim por encerrada minha participação neste episódio, deixando ao tempo e ao tribunal da história – como ensina Hegel – que julgue cada um por suas obras.
E ela veio na veia,chamando a atenção da população,acadêmica ou não,sobre os perigos de alianças movidas a interesses pessoais,subalternos e inconfessáveis.
Alianças como a que produziu a matéria citada,libelo da fofoca e da degradação,humanas e jornalística.
Uma vergonha,mais uma,protagonizada por setores que se entregam abertamente à difamação continuada do reitor que agora,com esse artigo que voce vai ler a seguir,deverá mudar a estratégia com que tem pautado sua conduta .
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PARA ENCERRAR O QUE NÃO VALE À PENA
(breve resposta à presidente da ADUFPA)
Alex Fiúza de Mello
Reitor da UFPA
Sempre que publico meus artigos em jornais, procuro distinguir crítica política de ataque pessoal. A primeira, considero um direito e um dever de cidadania; a segunda, uma atitude fascista.
A tentativa de desqualificar-me, como pessoa, perante a opinião pública, a partir de informações descontextualizadas e parciais, é um ato de oportunismo e deselegância que, em si, desqualifica, isso sim, uma liderança sindical – que demonstra não estar eticamente à altura da função (esta também passageira) – e recoloca na ordem do dia, infelizmente, táticas e recursos utilizados pela extrema direita (quem não se lembra?), com suas aleivosias acusatórias típicas de regimes ditatoriais e totalitários.
Como toda uma geração de docentes, em todo o Brasil, só não entrei na UFPA por concurso público porque ele não havia à época; logo, por contingência histórica e não por privilégio. A conquista do enquadramento dos professores colaboradores por meio de uma greve não dá o direito de mal julgar os beneficiados, mesmo porque, em seguida, todos foram julgados por bancas internas, constituídas para tal fim.
Como estudante, fui o primeiro colocado no Vestibular de 1974 para o Curso de Ciências Sociais da UFPA. Só fui chamado pelo Titular de Ciência Política para exercer a função de professor colaborador, logo que formado, em função de meu desempenho acadêmico. Fiz concurso público nacional para mestrado (tendo obtido o primeiro lugar na UFMG, em 1979) e para doutorado (UNICAMP, 1994), obtendo, com a tese de doutoramento, nota 10 com distinção e louvor, de uma banca extremamente exigente e de notáveis professores. Fiz pós-doutorado em Paris, na principal Escola de Ciências Sociais da França e uma das melhores do mundo, tendo obtido aprovação em língua em exame público e aceitação como visitante por reputado professor daquele Centro. Além de inúmeros artigos em revistas indexadas, publiquei oito livros, em renomadas editoras paraenses e nacionais, dois deles na segunda edição. Meus trabalhos acadêmicos são citados nacional e internacionalmente, e tenho reputação entre meus pares, seja em âmbito nacional, como internacional (caso da França). Como professor, meus alunos, de graduação e pós, são a minha testemunha. Como pesquisador, meus trabalhos publicados idem. Ajudei a criar instituições universitárias – como o Núcleo de Arte da UFPA; o Programa Academia Amazônia; a nova fase do Programa de Interiorização da UFPA; o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do CFCH, só para citar alguns. Quando Pró-Reitor de Extensão da UFPA, fui eleito duas vezes Presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das IFES públicas. Como Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas e como Reitor, fui eleito por voto direto da comunidade acadêmica – na última eleição para reitor, com dois terços dos votos, tendo vencido nas três categorias, na capital e no interior. Em nível nacional, por reconhecimento de trabalho (nunca por conchavos políticos), fui recentemente nomeado para o Conselho Nacional de Educação, designado para ser o Coordenador Geral do Fórum das Estatais pela Educação Pública e para integrar o Conselho Doutoral da Cooperação Brasil-França, pela CAPES.
Pergunto: não me submeti a processos públicos de avaliação?
A minha biografia acadêmica responde à professora Vera Jacob.
E a sua? (talvez sua orientadora de doutorado saiba responder...)
Lamento, pela categoria docente, a matéria publicada em O Liberal de domingo passado. Um jornal, aliás, que sempre me honrará com suas aleivosias e calúnias, pois não vendo a minha consciência (como na solidariedade a Lúcio Flávio Pinto pela agressão recebida) em troca de fama (ou por medo). A citada professora, exatamente por ser do Centro de Educação, deveria ser, pelo menos, mais educada, honesta e pedagógica em suas críticas.
Criticar um reitor – e não a sua pessoa física! –, desde que sem calúnia, é um direito de qualquer um. Jamais desqualifiquei qualquer pessoa – nem a professora Vera Jacob – em meus artigos. Reafirmo o que sempre disse – e a raiva de professora Jacob, expressa na matéria, confirma a observação: a ADUFPA, há muito, está sendo mal dirigida, manipulada por interesses partidários que, menos que defender os interesses de categoria, usa do sindicato para fazer política contra governos (de FHC ou de Lula), iludindo a opinião pública, prejudicando os estudantes e a imagem da Universidade.
Desafio a ficar demonstrado em meus artigos que, alguma vez, desqualifiquei as greves. O que fiz foi denunciar a sua má condução, a sua manipulação, fatos que acabam justamente prejudicando as negociações sérias com o Governo e os ganhos da categoria. Lideranças, como a atual da ADUFPA, prejudicam a Universidade Pública, pois são fascistóides, infantis e levam a lugar nenhum. Precisamos de líderes mais sérios, éticos e competentes. Talvez então possamos conquistar o que os Governos estão a nos dever (e à nação brasileira).
Como reitor, tenho, sim, responsabilidade pública pelos interesses de alunos e da sociedade em geral. Divulgar que uma decisão do CONSUN, colegiada, é tão-somente de meu cunho pessoal significa, no mínimo, desqualificar aquele Conselho, superior ao reitor e autônomo em suas decisões. Mas essa é a tática da professora Jacob; alguém que, apesar de concursada, há muito está a dever o que produz, com qualidade, no meio acadêmico – pois ganha salário para isso. No sindical, já sabemos...
Os desafios da Universidade Pública me obrigam a não perder mais meu tempo com querelas domésticas, muito menos pessoais. Dou assim por encerrada minha participação neste episódio, deixando ao tempo e ao tribunal da história – como ensina Hegel – que julgue cada um por suas obras.
Acorda Amor
Depois de ler este rol de atividades de Daniel Dantas, convém recordar que, em seu benefício, foi concedida uma liminar que censurou as matérias da Folha On Line que cobriam um dos escândalos em que está envolvido.
Aí você junta com o caso daquela escuta “autorizada” contra o jornal capixaba, o caso que recentemente envolveu o jornalista Jorge Cajurú e outras medidas judiciais na cola de jornalistas e conclui: é muito grave a crise entre a Justiça Brasileira, a Lei de Imprensa, a mídia e os meliantes que dela querem se beneficiar.
Aí você junta com o caso daquela escuta “autorizada” contra o jornal capixaba, o caso que recentemente envolveu o jornalista Jorge Cajurú e outras medidas judiciais na cola de jornalistas e conclui: é muito grave a crise entre a Justiça Brasileira, a Lei de Imprensa, a mídia e os meliantes que dela querem se beneficiar.
Escândalo do Grampo
Assumiu grandes proporções o escândalo dos grampos na Gazeta do Espírito Santo, exatamente como previu o blog há três dias. Tempo que levou o governador Hartung, do PMDB, para reagir. Depois que reclamaram o Ministro da Justiça, um Ministro do Supremo, e toda a sociedade.