25.4.09
Correndo o Mundo
Hiroshi, com mais de trinta anos de experiência na profissão, assistiu ao vídeo que mostra o conflito e não tem dúvidas: a confissão bate com as imagens.
A farsa é gravíssima, pois induz a opinião pública a formar conceitos que apoiam a grilagem no sul do estado e criminalizam os movimentos sociais, revelando a articulação subterrânea entre a mídia e o crime.
Ontem, a nota da CPT mostrou outra articulação entre os advogados de Dantas e o crime, quando a defesa do banqueiro driblou o TJ.
A edição de hoje do IVCezal nada fala sobre a confissão do repórter. O Diário do Pará idem. Os dois jornais lêem blogs, surrupiam quase que diariamente as postagens sem dar-lhes crédito, e escondem sem o menor pudonor as peripécias em que se envolvem ou criam de forma deliberada, como no caso da fraude contra o IVC, até hoje silenciada pelo Liberal.
A armação correu o mundo. Até o Instituto Prensa y Sociedad, entidade com sede em Lima, foi vítima da farsa e emitiu um alerta mundial sobre os agora desmentidos "cárcere privado" e "escudo humano".
Agora quem vai correr o mundo é a verdade.
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Não pude aferir as informações do Público. Até o momento, a edição de hoje não chegou na maior banca da capital, a do Alvino, na praça da República.
24.4.09
Farsa Desmontada
Miguel Cunha, Delegado de Polícia de Interior, acaba de ouvir o depoimento do repórter Victor Haor, da TV Liberal. Em essencia, o rapaz desmente a versão de que os repórteres levados em uma aeronave do banqueiro Daniel Dantas para a fazenda Espírito Santo tenham sido usados como escudos pelos sem-terras, durante confronto a tiros com seguranças do Grupo Santa Bárbara.
Outra versão desmantelada pelo repórter, a de que a mesma equipe tenha ficado em cárcere privado.Victor Haor disse que só entrou na aeronave depois de ter sido autorizado a cumprir a "pauta" pela Chefe de Reportagem da TV Liberal, Lene Andrade.
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Desculpem, mas eu tinha que voltar antes do previsto.
A confissão do repórter Victor Haor, da TV IVCezal, confirma as notícias que Hiroshi Bogéa antecipou às 10:00 da manhã de hoje.
Haor e seus comparsas foram "escudos de Dantas".
E em cárcere privado ficou quem acreditou na mídia dantesca.
O episódio mostra que nem todo mundo voa neste país.
Amanhã a gente se vê.
Voa Deputado, Voa
Na imagem, do blog do Noblat, um deputado federal na cabeçeira da pista, no momento em que decolava para o exterior.----
O poster nunca passeou no exterior, e trabalha até nos finais de semana. Vou aproveitar este findi e avançar na redação da dissertação. Só volto na segunda.
Boa viagem a todos, inclusive aos que só viajam na maionese, ou no Carrossel
Rastreamento Comprova Nota da CPT
E o Gilmar? Encara?
Joaquim Barbosa, que sugeriu a Gilmar Mendes andar pelas ruas, acaba de passar pelo teste que propôs ao desafeto. Barbosa almoçou acompanhado de três amigos no tradicionalíssimo Bar Luiz, um restaurante no Centro do Rio de Janeiro, fundado em 1887.
Tomou dois chopes e comeu um filé bem passado com salada de batatas. Ao final da refeição, de sua mesa até a porta teve que parar em todas mesas por que passou: os comensais levantavam-se estendiam-lhe as mãos e mandavam um "parabéns" ou um "muito bem, ministro".
Em seguida, caminhou pela Rua da Carioca, sempre cumprimentado. Parou para tomar um cafezinho de pé. Mais saudações.
Por volta das 14h50, quando seguiu para entrar no carro oficial na esquina da Avenida Rio Branco, formou-se um pequeno tumulto: várias pessoas o pararam. Novas saudações e sessões de fotos feitas pelos celulares dos admiradores. Por pelo menos cinco minutos, Joaquim Barbosa foi cercado e parabenizado.
Agradecia a todos com um sorriso, um aperto de mãos e um "obrigado".Até que sua segurança abriu caminho e Barbosa pôde entrar no carro oficial.
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Moral da nota de Jardim: a rua não é burra e cada vez mais forma opinião baseada nas frestas, como as imagens exibidas na sessão rasga toga do STF.
Na Direção do Gol
Parece que é o caso da cobertura que Paulo Henrique Amorim faz, como ninguém, dos bastidores do depoimento do delegado federal Protógenes Queiroz na CPI do Grampo, ou, segundo PHA, a CPI dos Amigos de Dantas.
Naquele dia foi notada a presença de uma assessora parlamentar do STF na sessão. Até aí nada demais. Tais assessores, entre outras coisas, servem para isso.
O problema é que a observação da observadora do STF mostrou que ela poderia estar no exercício das tais outras coisas mais. Por exemplo: trocando mensagens com o presidente da CPI, Marcelo Itagiba, ou recebendo-as de outros destinos não muito distantes e até bem semelhantes.
Seja como for, algo não saiu bem para os interesses que moveram a assessora, e ela precisou da velha, boa e insubstituível forma de comunicação: a interpessoal. Itagiba, que recebeu contribuições de empresas de Daniel Dantas para sua eleição, saiu da sala da Comissão, em pela sessão, e foi até o corredor conversar face to face com a assessora.
Todas essas ações foram denunciadas por PHA em seu blog ao longo das semanas seguintes, quando procurou identificar a moça.
Procurada, a assessoria de comunicação do STF negou que qualquer funcionária da Corte estivesse na sessão, mas negou à PHA a informação por escrito.
Sabia porque o fazia, como verenos mais adiante.
Não satisfeito, PHA perguntou a todos os ministros da casa, por e.mail, se algum deles havia mandado a funcionária à sessão. A isca estava lançada.
Alguns dias depois de um silêncio e uma lentidão constrangedoras, o ministro Carlos Ayres respondeu. Não era de seu gabinete.
Faltam dez gabinetes responderem, mas a foto que comprova a presença de Anita, aliás Dalide, aparaceu.
Quem sabe PHA poderia perguntar ao departamento de Pessoal do Supremo aonde está lotada a moça?
Ou quer cozinhar o galo lentamente, sabendo o gabinete que a enviou para travar esses diálogos aqui com o presidente da CPI?
Lula, sempre esperto, também cozinha o galo ao dizer que a patroll que Barbosa passou em Mendes na quarta foi uma discussão de futebol.
É óbvio que não foi, mas a bola esta rolando.
Apareça, Margarida
Quem sabe a FAEPA, que nunca deu o ar de sua graça por lá, faz a sua estréia?
CPT Acusa Dantas de Enganar TJ
A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S/A enganou o Tribunal de Justiça do Estado do Pará para conseguir uma liminar de reintegração de posse da Fazenda Espírito Santo, localizada nos Municípios de Xinguara e Sapucaia.
A empresa agiu de má-fé ao ingressar com a Ação Judicial na Vara Agrária de Marabá, sendo que o imóvel localiza-se na área de jurisdição da Vara Agrária de Redenção, onde já tramitam duas ações judiciais referentes à Fazenda Espírito Santo: um interdito proibitório, com audiência marcada para o dia 22.06.09 e uma Ação Civil Pública proposta pelo ITERPA, na qual o juiz ordenou o bloqueio das matriculas do imóvel, por suspeita de grilagem. A manobra da Agropecuária Santa Bárbara é ainda mais gritante se considerarmos que a Ação foi proposta durante a ausência da Juíza titular da Vara Agrária de Marabá, tendo sido imediatamente concedida a liminar pela Magistrada de plantão.
Na segunda feira subseqüente, na volta da Juíza Titular, a mesma revogou a liminar e marcou audiência para ouvir a parte autora. A Empresa recorreu para Belém e maliciosamente induziu o Tribunal a erro, declarando que o imóvel dista apenas 105 KM de Marabá, quando na verdade fica a mais de 170 KM.
Assim, o Tribunal de justiça concedeu a liminar, acreditando localizar-se o imóvel no Município de Marabá.Certamente a Agropecuária Santa Bárbara não impetrou a Ação na Vara Agrária de Redenção como prevê a lei, temendo uma decisão negativa, considerando que o Juiz daquela Vara já havia determinado o bloqueio da matrícula da Fazenda Espírito Santo por entender que se trata de terra pública, patrimônio do Estado do Pará.
Não é a primeira vez que fazendeiros da região usam desse estratagema criminoso para obter proveito da justiça. O grupo Quagliato, proprietário da Fazenda Rio Vermelho, próxima à Fazenda Espírito Santo, também usou desse artifício em 2006, ao requerer na Vara Agrária a concessão de liminar alegando que o imóvel encontrava-se ocupada pela MST. A liminar foi deferida e as famílias foram despejadas de outra área, distante mais de 20KM da Fazenda Rio Vermelho.
Mais tarde os advogados dos trabalhadores conseguiram provar que o local do acampamento era terra pública, ilegalmente apropriada pelo grupo Quagliato. A liminar foi suspensa e os agricultores voltaram e continuam acampados no local aguardando serem assentados pelo INCRA.
No caso da Fazenda Espírito Santo, os advogados dos trabalhadores vão ingressar com as medidas legais na Vara Agrária e no Tribunal de Justiça contra a Agropecuária Santa Bárbara. É importante deixar claro que NÃO EXISTE LIMINAR A SER CUMPRIDA NA FAZENDA ESPÍRITO SANTO, e as famílias de lá não vão sair sem ordem judicial.
O que existe é uma liminar, conseguida de forma fraudulenta, para ser cumprida em uma fazenda localizada a 105 km de Marabá, sob jurisdição da Vara Agrária de Marabá, que não se trata da Fazenda Espírito Santo que é situada no Município de Xinguara, sob jurisdição da Vara Agrária de Redenção.
Ooops!
O poster assistiu, ontem à noite, imagens do conflito na fazenda Espírito Santo, registradas por um rapaz treinado pelo MST para documentar suas ações no campo. Lá está bem nítido, o trajeto feito pelos invasores num piquete da propriedade sem que haja, interpostos no espaço que separa sem-terras e o grupo de segurança da Agropecuária Sanra Bárbara, as figuras dos repórteres.
Quem conhece a área de vídeo, de cara compreende serem originais as imagens de qualidade amadora, sem qualquer indício de edição.Num giro de 180º feito pela câmera, saindo do amontoado de sem-terras até o local onde se concentram os defensores da propriedade, atrás de veículos e de árvores, depara-se com o cinegrafista da TV Liberal, Felipe Almeida, e outros repórteres, esforçando-se a ficar fora da trajetória do tiroteio.
Se essas imagens forem usadas pelas autoridades, pode cair por terra a versão de que os rapazes da imprensa tenham sido usados pelo MST como escudos humanos.
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No mesmo blog, na sequência, sob o título Sinal Verde.
Era o que faltava para as principais lideranças do MST criar convicção definitiva de que nenhum invasor é para sair das imediações da fazenda Espírito Santo: a oficialização, pelo INCRA, de improdutividade do imóvel, fartamente comemorada pelo MST e Fetraf, tão logo a Superintendência de Marabá do Instituto de Colonização e Reforma Agrária bateu o martelo.
Oficialização, registre-se, sem a vistoria documentada. Como a Agropecuária Santa Bárbara prefiriu questionar na Justiça sua desapropriação, ao INCRA não foi permitida a auditoria da área. Mas o órgão federal se manifestou publicamente quanto ao caráter improdutivo da fazenda.
Estresse Total
O Carrossel
Só os cavalariços, é claro, e só porque estão de volta à ordem do dia.
O mesmo aconteceu, antes, com praticantes e apoiadores da pedofilia, assentadores de papel, membros da organização falsária que devasta a capital, exibidores de cadáveres incinerados, distribuidores de cestas básicas, e todas as outras hordas que circulam em torno de um eixo sombrio, e que são alcançadas pelas linhas do blog.
A lista é longa, mas não é maior que o dedo do blogueiro.
Quadra Animada
Na Real
Um decreto publicado hoje no DOE contingencia 30% das dotações de "Outras Despesas Correntes"; limita o horário de funcionamento dos órgão até as 14:00h; redução em 20% dos gastos em energia, telefone, combustível e material de consumo e diárias e passagens para fora do estado estão suspensas por 90 dias.
O último artigo do decreto permite renovar as restrições por mais 90 dias.
Outros cortes, em investimentos e obras, já foram anunciados aos secretários. Algumas ações serão adiadas para o segundo semestre e até para o ano que vem.
Lançamento

Burros N'água
Na Assembléia Legislativa, até o líder tucano José Megale admitiu que é contrário ao pedido da senadora ruralista.
Está enfiada no saco a viola tucano-democrata, apanhada de calça curta na mais desastrada trapalhada eleitoral que assisti nos últimos tempos.
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O Diário do Pará repercute, em página nobre, a forte reação da opinião pública paraense contra a proposta avalizada pela dupla desastrada, mas o IVCezal nem tchuns.
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Existem nada menos que 16 pedidos de intervenção federal admitidos pelo STF para o estado de Tocantins, a unidade da federação da senadora que esconde dois paroaras debaixo da saia.
Direito do Cadáver
Entre tantos, a desembargadora Eliana Abufaiad, especialmente, vai adorar este post, no blog do Parsifal.Já as pocilgas...
23.4.09
O Que Vem no JP
- O noticiário policial da grande imprensa paraense visa o comércio, não a informação.
- O melhor que a vereadora Vanessa Vasconcelos pode fazer é renunciar ao mandato.
- Ação da família Sefer contra o blog Quinta Emenda tangencia a questão principal: a pedofilia. A defesa do próprio deputado é inconvincente.
- João Santos, o grande empresário pernambucano, foi um cangaceiro até o fim, aos 101 anos.
- PT repete Paulo Chaves na Estação das Docas.
De Olho Nas Urnas
Como é que Tapiocouto avalia o impacto de se apresentar ao povo paraense na condição de candidato ao governo ano que vem, sancionando o desejo corporativo da senadora de outro estado?
E Flexa, pela mesma razão, acha que os eleitores vão reelegê-lo senador?
Por que a dupla não pede diretamente a intervenção? Pega mal, é? Jader não deixa?
E por isso preferiram se esconder, e seus interesses eleitorais, debaixo das saias da senadora do outro estado?
O blog aguarda as manifestações dos citados, querendo.
Encontro de Genis
Permitam-me a sugestão do local: o Porcão de Brasília, fascinante espaço de degustação de bovinos e correlatos.
O poster gostaria muito de assistir ao encontro mas, sem dinheiro para a passagem e avêsso a cotas, agradeceria se algum parlamentar enviasse uma foto pelo celular. Seria publicada, com os devidos créditos.
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Depois de três dias de atordoamento, o baixo clero da Câmara já volta ao comportamento aboçalado de sempre. O vagal Ciro Gomes (PSB-CE) foi mais longe:
Ministério Público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados. Pode escrever o caralho aí.”
Gritos e Sussurros
A imagem que escapou à atenção dos poucos fotógrafos escalados para cobrir a sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF) mostraria o ministro Joaquim Barbosa sentado sozinho e cabisbaxo, enquanto seus pares saíam em grupo para uma reunião que duraria mais de duas horas.
Barbosa e Gilmar Mendes, presidente do STF, haviam acabado de protagonizar a mais longa e áspera discussão pública da história do tribunal. Eles trocaram estocadas durante 13 minutos. Mas foi Barbosa o autor das mais agressivas.
Nunca antes na história deste país se ouvira um ministro acusar o outro de estar destruindo a Justiça. "Vossa Excelência está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário", acusou Barbosa. "Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas de Mato Grosso", completou.
Antes que deixasse o prédio do tribunal, Barbosa foi procurado por dois dos seus colegas. Eles o aconselharam a pedir desculpas a Gilmar e a soltar uma nota se retratando. Barbosa recusou os dois pedidos. Foi embora para casa.
Os ministros que se reuniram em seguida com Gilmar cogitaram de redigir uma nota de censura a Barbosa. Desistiram. Limitaram-se a assinar uma nota de míseras quatro linhas de solidariedade a Gilmar. O Supremo suspendeu a sessão marcada para hoje.
Barbosa e Gilmar foram procuradores da República antes de ser nomeados ministros do STF por Lula e Fernando Henrique Cardoso. Jamais foram amigos - pelo contrário. Gilmar nunca engoliu o fato de não ter sido promovido a procurador de primeira categoria. Barbosa foi promovido.
A birra de Gilmar com o Ministério Público vem daí, segundo dois amigos dele. De temperamento mais explosivo, Barbosa tem birra com vários dos seus colegas de tribunal. Com alguns deles bateu-boca em público durante sessões do ano passado.
O que Barbosa disse contra Gilmar é sussurado por alguns ministros do STF e repetido em voz alta por juízes federais e procuradores da República. Gilmar não parece se importar com isso. Deve manter o mesmo comportamento que o alçou à condição de o mais polêmico ministro que já presidiu o STF.
É difícil imaginar como ele e Barbosa conviverão no mesmo tribunal daqui para frente. Barbosa deu aos críticos de Gilmar tudo o que eles queriam - munição de grosso calibre. Nem mesmo os juízes mais afoitos haviam tido a coragem até aqui de acusar Gilmar do que ele foi acusado por Barbosa.
O Congresso enfrenta uma dura crise de credibilidade que não se esgotará tão cedo. Só faltava o Supremo, do outro lado da Praça dos Três Poderes, ser atingido por algo semelhante.
Arbage na Roda
Ontem, na Assembléia legislativa e na casa de Noca da capital os ânimos tambpem andaram exaltados. Bom para todos, que assim podem ver quem é quem, quem defende o quê.
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Mas o tempo vai esquentar mesmo é para o vereador Duciomar Costa, digo, Walter Arbage (PTB), presidente da Câmara, que deverá ser alvo de duas ações do MPE ( promotora Graça Cunha). Deverão ser ações civis públicas, por improbidade, que estacionarão na Justiça até a semana que vem.
Tá Tudo Lá
O mais gostoso de tudo isso é ver como o crime é anunciado antes, às vezes até por quem quer fazer parte das quadrilhas.
Quanto mais o jornalismo investiga, mais se abre a lupa sobre as gangs, pois seus braços midiáticos deixam rastros eloquentes: os arquivos...rs
Ritmo Alucinante
Numa imensa área próxima a sede da concorrente Construfox, construtora especializada em pavimentação instala seus equipamentos, no bairro do São Félix III.
Como não há nenhuma concorrência vencida nos últimos tempos para asfaltamento de rodovias no entorno do município, tudo indica ser estrutura de empreiteira voltada para cuidar das futuras obras de pavimentação de ruas de Marabá.
Para não perder tempo, veio antes de sair os editais.
Pode até ser, esclareça-se o interesse da empresa apenas em asfaltar as ruas do Loteamento Novo Progresso, localizado em frente e que tem sua matriz em Palmas.
Mas daí acreditar em contos de trancoso, há distancia oceânica.
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Impressionam a desfaçatez e a rapidez com que o fox é tocado em Marabá.
Com Todas as Letras
Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia a rua, ministro Gilmar. Saia a rua, faz o que eu faço...V. Excia está na mídia, destruindo a credibilidade da Justiça neste país.
Tem muito mais aqui.
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Pouco depois, todos os ministros presentes à sessão, menos os contendores e Ellen Gracie, no exterior, assinaram uma nota de apoio à Gilmar Mendes, que pediu um voto de repúdio ao ministro Barbosa. Os demais integrantes da corte não concordaram. A nota, com apenas três linhas, diz o mínimo depois de três horas e meia de reunião. Ouvido pelo Globo, o presidente nacional da OAB, Cesar Britto classificou a discussão pública como de caráter pessoal, e que contribue para aumentar a desconfiança do brasileiro em relação ao Judiciário. Embora a discussão, em sua origem, não seja de caráter pessoal, serve para consolidar a desconfiança que a sociedade, atolada pelos fatos, tem do judiciário. E Gilmar, devagar e sempre, resume cada vez mais essa desconfiança.
Roupa Suja
A imprensa brasileira tem muita roupa suja para lavar, mas algumas coisas já foram superadas no eixo Rio-São Paulo- Brasília. Coisas que aqui, neste rincão amazônico, ainda são tratadas com a maior naturalidade. Vamos a elas:
1) Repórter que é também assessor de imprensa e vai até o assessorado fazer entrevista pelo jornal onde trabalha. Essa prática, explicitamente condenada no código de ética da categoria, é tão reiterada que o repórter nem se importa de assinar a matéria (veja o episódio Micheline). Ah! O pior: os editores incentivam “É melhor mandar o fulano, ele é assessor lá, terá mais acesso, entende melhor o assunto”.
2) Editor que também é assessor recebe matéria contra seu assessorado e, ao invés de se declarar suspeito, simplesmente edita o material da maneira que lhe convém ou ... engaveta a pauta.
3) Editor que tem empresa de comunicação recebe sugestão de pauta interessante e de interesse público, mas como é da empresa concorrente, derruba a sugestão.
4) Repórteres viajam para o interior com despesas pagas por prefeituras e na volta, enchem o município de elogios sem que a informação de quem pagou a viagem seja dada ao leitor.
5) Colunista social presta assessoria para “socialite” (??) e enche sua coluna com fotos da dita-cuja, dos filhos, etc. Não é a toa que as colunas são cheias de notas sobre quem colou grau (isso é notícia?), concluiu o cursinho no Aslan, foi a Fernando de Noronha num feriado prolongado e outras coisas da mesma importância. Quem paga o colunista decide o que é importante. Os interesses do leitor?Que se danem.
Sabe o mais grave: ninguém quer discutir essas coisas.
Por quê? Os donos de jornais porque não querem pagar salários melhores que garantam aos repórteres e editores serem apenas repórteres e editores.
Os repórteres e editores porque não conseguem viver com um salário só e temem que, ao final da lavação de roupa suja, nada melhore nas redações e eles ainda tenham que abrir mão de uma fonte de renda.
Os donos de agência de assessoria porque não se preocupam com a qualidade dos releases que mandam para a redação e ficam contando apenas com o “bom relacionamento”.
Perguntas que gostaria que alguém respondesse aqui: Como fazer uma boa matéria se, nas redações, muita vezes, não se pode ligar para celular ou fazer interurbanos?Como cobrir decentemente o interior do Pará se qualquer ida a Cotijuba é vetada pelo financeiro das empresas? Como fazer uma matéria isenta se o repórter recebe do jornal e da fonte que está lhe dando a informação?Como obter credibilidade se um dos lados está pagando?
A Boa notícia? Há menos de cinco anos, essas indagações ficavam restritas às mesas de bar.
Hoje, já temos espaço onde se pode discutir de maneira mais aberta.
Já é um começo.Viva os blogs.
22.4.09
Corregedor e Correição
Estão colocando nomes de pessoas sérias como se fossem bandidos! Acho que a imprensa quer fechar o Congresso.”
ACM Neto (DEM-BA), deputado e Corregedor da Câmara, no blog do Noblat.
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Acho que está na hora da sociedade ter coragem de se defender.
Estão colocando a vida de pessoas sérias na condição de animais irracionais.
Acho que o Congresso quer fechar o país.
Cotas de Passagens
O trecho da matéria de O Globo na edição impressa de segunda feira, 20, que dá essa informação, foi suprimido na edição online.
É compreensível que a edição online não reproduza a íntegra da edição impressa. Mas, pela relevância da informação, não deveria ter desaparecido da edição online e deveria ter sido consignado no relato do jornalista do Opinião.
Prática comum nos cadernos de turismo, o envio de repórteres ao local objeto das reportagens sob algum tipo de custo bancado por empresas, mesmo naqueles, é informado ao leitor.
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Curiosamente, na semana que passou fui contactado a pedido de um prefeito de uma grande cidade do interior, próxima da zona do conflito, que gostaria de conversar comigo. Disse ao intermediário que não teria nenhum problema em falar com o gestor, alvo de algumas críticas em postagens, links ou comentários aqui no blog.
O assessor adiantou: ele vai te convidar para ir até lá e mostrar as obras de sua administração. Respondi que se fosse só o convite, ele nem precisava se incomodar. Como tenho que ir noutra grande cidade da região no mês que vem para mais uma etapa de pesquisa de campo da minha dissertação, nada me custaria pegar uma van e esticar até a cidade do prefeito atencioso e lá dar uma volta com ele pela cidade.
Não estou dizendo que foi por isso, mas prefeito e assessor tomaram rumo ignorado. Paciência. Páro por lá e , em vez de obras, revejo os amigos.
Se não é correto políticos usarem mal suas cotas de passagem, muito menos mediadores de informações o fazerem com as cotas das empresas sem informar seus leitores.
Quimeras e Querelas
O patrimonialismo é uma herança do absolutismo mesmo nas democracias maduras: nós, os políticos, queremos ser reis pelo tempo dos nossos respectivos mandatos.Por isto, o marco legal de que o Poder Público só pode fazer o que estiver expressamente permitido em lei, abstendo-se de cometer tudo aquilo que não estiver lavrado, é uma quimera que só vale nas querelas.
Na íntegra aqui.
Fez e Aconteceu
Nos idos tucanos, dizendo eles, Vic indicou Izan para superintendente do INSS no Pará.
O tucanato said no.
Muitos Nomes. Todos Ruins
No noticiário sobre a contratação de empregadas domésticas da Vereadora Vanessa pela Câmara Municipal de Belém há sempre um sujeito oculto.
Explico. Em juridiquês simplificado.
É que a nomeação dessa servidora pública municipal foi um ato administrativo complexo. A Vereadora indicou e a Presidência da Câmara nomeou. Sem esse ato administrativo da Presidência o ato não se completaria.Portanto, a Presidência da Câmara participou da agora descoberta irregularidade.
Mas no noticiário o Presidente da Câmara é sempre sujeito oculto.
Se a coisa resvalar para o âmbito do Direito Penal ganha outro nome: co-autoria.
E na sociologia de Raymundo Faoro ganharia outro: patrimonialismo.
Cestas Furadas
Uma greve de professores e funcionários da educação prejudica o calendário escolar. Seguindo eles, há descontos indevidos na filha da área da educação.
Na sessão de hoje de manhã da casa de Noca a coisa foi um pouquinho pior. A turba enfurecida que lotava as galerias fez com que os vereadores deixassem de onda e cumprissem suas obrigações.
Já que há mais de tres meses não circula o Diário Oficial do Município - aliás, nunca circulou na gestão de Das Cestas - a Câmara aprovou por unanimidade ( 8 x 0) uma solitação de envio do contrato com a lixeira Clean, em razão de suspeitas de irregularidades.
Na esteira, aprovaram também um pedido de prestação de contas dos tres primeiros meses da gestão do prefeito que adora uma cestinha básica.
Tá feia a coisa.
No Forno
Voei, Mas Não Roubei
Não roubei na minha vida pública.
Nunca me apropriei do que não fiz por merecer com o meu trabalho.
É isso que ensino todos os dias para os meus filhos. E é só isso que posso deixar pra eles, que é a minha honra.
Estou triste. Triste e envergonhado com tudo isso.
Pouco me importa se junto comigo estão todos os outros 512 deputados e tantos outros que exerceram o mesmo cargo e fizeram a mesma coisa. Eu poderia fazer das minhas, as palavras do Gabeira, mas tenho o dever de vir aqui e me explicar para cada um de vocês.
Antes de mais nada, gostaria que cada um de vocês lessem a nota oficial da presidência da Câmara dos Deputados, que confirma que as cotas de passagens dos parlamentares sempre foram usadas livremente como cotas de cada deputado, e que a partir de agora serão feitas as mudanças necessárias.
Isso justifica alguma coisa ? Acho que não, mas me deixa mais tranquilo em poder provar pra vocês que não errei com dolo.
Não me locupletei. Errei, como todos os meus colegas erraram.Não fiz nada escondido, na calada da noite, pra tirar proveito pessoal.De que adianta eu vir aqui agora e dizer que tudo precisa ser mudado ? É difícil vocês entenderem de outra forma que não essa revolta toda que toma conta da opinião pública, querendo mudanças em tudo que se arrasta errado por tanto tempo.
Vamos mudar, sim.
Vamos fazer o que a sociedade espera da gente.
Mesmo que seja tarde.
Vic Pires Franco
Deputado Federal
21.4.09
A CPI Que Não Pode Sair
Bar quase vazio no feriadão, uma delícia.
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Pouco antes do grupo chegar, tocou o celular.
Era o vereador Carlos Augusto (DEM) comentando a matéria da página 7 do caderno Poder, edição de hoje do IVCEzal.
Sob a manchete "Outra doméstica na folha da Câmara", peremptória, como se vê, a matéria traz uma acusação ao vereador de ter empregado Vania Leal como funcionária da Câmara, embora a marajoara de Santa Cruz do Ararai supostamente trabalhasse em sua residência.
Na retranca abaixo, a defesa do vereador e de Vania, que desmentem a manchete.
Custaram algumas ligações telefônicas e um certo esforço ao vereador, segundo me revelou, a oitiva da funcionária de seu gabinete pela reportagem do maior fraudador do IVC em todo o Brasil. Alegações de que a matéria já estava fechada quase impedem a publicação do "outro lado".
Não satisfeito, Carlos Augusto ligou para a autora da matéria, Micheline Ferreira, que, pasmem, negou a autoria da dita e se revoltou com a pegada da mesma, dizendo que às 17:00 de hoje, quando chegasse na pocilga, iria reclamar a quem de direito, afirmando que o IVCezal precisa melhorar seus quadros.
Disse mais: que o prefeito falsário de Nova Déli, de quem Micheline é assessora, teria ficado aborrecido com a matéria contra o vereador.
Carlos Augusto é um homem educado e ponderado.Talvez tenha acreditado no que ouviu.
Micheline, se for pontual, já chegou ao IVCezal.
Mas eu vou voltar pro chorinho, crente que a organização do falsário tudo fará para descredenciar quem estiver pela frente em seu caminho, contanto que a CPI da Saúde não seja instalada. Ajuda muito a falta de quadros na linha editorial do IVCezal, velha conhecida em todo o norte e nordeste do país.
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Até amanhã.
Terra Sustentável, Terra de Paz
É a grilagem enfrentando o estado de direito.
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Nas duas edições de ontem dos telejornais da TV IVCezal, o secretário de Segurança, delegado federal Geraldo Araújo, admitiu com todas as letras a incapacidade do setor de segurança do governo em enfrentar o problema agrário, e a sua própria, ao revelar que três dias depois do tiroteio entre sem terras e jagunços, ainda não havia falado com seus subordinados na zona do conflito.
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Desde sempre, o governo Ana Julia caminha no fio da navalha na questão agrária, corretamente, tentando provar na Justiça a grilagem das terras de Dantas e negociando como MST. Mas a lenta reintegração de áreas ordenadas pela Justiça, que segue a ordem cronológica das sentenças, e a demora e a corrupção que grassam na política de assentamento do governo federal é atropelada pelos fatos, diminuindo, dia após dia, a margem de manobra do governo estadual, que agora se vê ameaçado até pelo colaborador do maior criminoso de colarinho branco do país, segundo os inquéritos que responde, no Brasil e no exterior.
Vamos ver o que a governadora dirá sobre as ameaças.
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No início da semana, o ex secretário de Planejamento do governo Ana Julia, Carlos Guedes, foi enfim nomeado coordenador do órgão especial do INCRA que vai cuidar da questão agrária na Amazônia. Em razão do contêxto de sua saída do governo, com poucos meses no cargo, e das lutas internas da tendência da governadora (DS), que instada pelo secretário de Formação Bruta de Capital Fixo, digo, Ciência e Tecnologia, fez tudo o que podia e até o que não devia para impedir a nomeação de Guedes, o que causou até uma fortíssima puxada de orelha do ministro Guilherme Cassel (Reforma Agrária) no secretário Maurílio, durante uma conturbada audiência em Brasilia, há dois meses.
Os intestinos da DS estadual estão mais calmos atualmente, mas se soltarem o cabresto o caldo entorna novamente.
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O título do post, longe de querer reacender um dos muitos debates aqui no blog - ao qual só voltarei no final de outubro, depois de discutir minhas impressões a respeito num congresso técnico e trazer os resutados para os leitores - indica a única alternativa de médio e longo prazo capaz de descomprimir a cena sócio-econômica do estado.
Quem Vem Lá...
‘Agi como se a cota fosse minha propriedade soberana’
‘Confesso que caí na ilusão patrimonialista brasileira’
‘Vamos iniciar uma batalha para mudar essas regras’
‘O fato de errar não quer dizer que eu não vou enfentar’
Fernando Gabeira (PV) ontem, no blog do Josias.
As frases do deputado deveriam ser endossadas pelos 513 membros do Congresso Nacional. E pelos membros das legislaturas anteriores que também assim se comportaram. E mais beneficiados, parentes, aderentes e correligionários.
Um bilhete ou setecentos, propriedade indevida, ilusão patrimonialista, enfrentamento dos erros, tudo isso precisa ser resolvido, e urgente.
Por que a verdadeira batalha, a das ruas, pode estar começando.
E poderá não será ilusória, individual ou covarde, mas real, coletiva, corajosa.
Uma coisa certamente será: soberana.
Outro Lado
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O Correio do Tocantins ainda não apresentou sua versão para o espetecular episódio, mas se o fizer creio que, novamente, será muito parecida com a do Público: a de que publicou o release "em confiança". Afinal, o filho do dono do jornal marabaense é o assessor de comunicação da prefeitura. É como se Rômulo Maiorana Jr. ou Jader Barbalho Filho fosse o secretário de Comunicação do governo do Pará.
20.4.09
Dança Comigo
Correio do Público, Público do Correio
O Opinião, concorrente do Correio, tem outra opinião. E nada indica que deve mudá-la, assim como o MPE.
Só falta a juíza se manifestar.
E a cidade está insatisfeitíssima.
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Agora, o detalhe sórdido: o Público poderia processar o Correio por plágio. Ou vice versa.
O texto dos dois jornais é 99% igual, até nas retrancas.
Está de parabéns a assessoria de comunicação da prefeitura de Marabá.
Francamente...
A coincidência ainda está nas edições online do Correio do Maurino e do Público do Maurino.
Acabou a Farra

Não, Obrigado
E oferece a passagem.
Caldeirão Santareno
Os mocorongos comemoram o empate de ontem, embora lamentem o gol perdido cara a cara na última volta do ponteiro.
De olho nos passos da cartolagem remista e da FPF, a modo de garantir a realização da partida decisiva lá na Pérola, a diretoria do São Raimundo investe na motivação do time e da cidade, que hoje só tem motivos de alegria nas garras do Pantera.
Air Congresso
Amazônia Doc

CTbel S/A
Malha
Ana Célia promete novos posts sobre o assunto ao longo da semana.
O Que Pensa o Coleguinha
Meu caro Juvêncio, grão-vizir dos blogueiros e afins, resolvi me manifestar aqui por ter sido citado nominalmente e - pior - por minha melínflua e afável mãe, dona Maria Emília, primeira e única líder da dinastia pratinhense, ter entrado na história. Deixo bem claro, que falo aqui como leitor de seu blog e cidadão, nunca como um porta-voz do jornal O LIBERAL, deixo isso para o advogado Jorge Borba e para nosso diretor de Relações Públicas, Edson Salame. Quanto a questão das fotos sanguinolentas, tétricas, sem senso, arrasadoras de moral e todos outros adjetivos que seus comentaristas adoram citar, elas são - de fato - fortes, mas necessárias: mostram o mundo cão que se tornou a capital paraense (nem quero falar no hinterland, como meu guru Jacy Duarte chamava o interiozão do Pará no seu saudoso Regatão). Agora gostaria que vossa excelência me cedesse um espaçozinho aqui nos seus comentários para algumas explicações pessoais que eu tenho sobre o tema. Vamos a elas.
1) Quando me refiro à censura prévia, entendo, enquanto cidadão, que estamos falando da exceção que se abre com a decisão da magistrada Abulfaiad. Já vi esse filme: primeiro não podemos mostrar cadáveres. Depois, com a jurisprudência criada, vão dizer que não podemos mais mostrar a careta dos pilantras que saqueiam a nação; dos deputados que não trabalham e recebem, isso quando não avançam sobre tíquetes de alimentação de seu funcionários; dos assessores contratados que ganham 40 mil por mês para fazer serviço que concursados poderiam fazer sem problema; dos vereadores e vereadoras que contratam empregadas domésticas pagas com dinheiro público só para se locupletarem, isso só para mostrar alguns parcos exemplos. As ditaduras começam assim. Já não bastasse o tal pacto republicano, que oprime as fontes com a perda do emprego (isso sim humilhante e sem senso). Já vi esse filme e sei como acaba: não tem happy end, não!
2) Para quem gerencia o caos da segurança pública no Pará, a decisão da magistrada cai como uma luva, melhor dizendo, como uma espécie de embassador de espelho. A sociedade fica míope, enxerga vultos, mas não ver o contexto. Pior para sociedade, melhor para autoridades. Afinal, o jornal mostra o que a sociedade paraense se tornou hoje. Para os que querem imputar ao jornal a violência que ele simplesmente retrata é necessário explicar que um jornal é formado por editorias e assuntos determinados: ninguém é obrigado a folhear as páginas policiais. Deixem-nas para quem as queiram ler e olha que não são poucos. Para os que dizem "ter bom senso" e que as páginas policiais são de "mau senso" ainda restam o primeiro caderno, o caderno de cultura e o de economia e política e diversas colunas nos mais variados estilos. Como diz minha experiente mãe: "Só quem come vômito é cachorro, sofre quem quer". Se os cidadãos de "bom senso" continuam lendo as páginas de "mau senso" que tanto lhes fazem mal ou é porque gostam de sangue e escondem (teoria da opinião e atitude diferentes da escola alemã de comunicação explica isso) ou porque amam sofrer deliberadamente (aí, só Sade explica). Daí a querer que ninguém leia o que eu não gosto de ler é um absurdo, parece mesmo medieval, bem medieval, coisa de quem tem "pouco senso", seja ele bom ou mau.
3) Alguns dos comentários desta página querem imputar aos jornais a responsabilidade de educação popular - que segundo constituição é obrigação do Estado e da família - aos meios de comunicação, que não são em hipótese alguma instituições governamentais e sim empresas privadas. Quem cria cidadãos poucos críticos são as escolas mal equipadas, os professores mal pagos, os kits escolares fajutos e mal explicados, as verbas do Fundeb e da merenda escolar que vão parar na Suíça e por aí vai.
4) Embora respeite cada opinião aqui publicada, como manda a regra democrática, há muito de falso moralismo embutido nelas e sei que poucos vão aceitar com a mesma cordialidade que me é peculiar as minhas opiniões aqui expostas. Até porque sei que alguns deles são fãs de carteirinhas das páginas policiais, embora nunca admitam isso publicamente. Mas quem sou eu, um reles pratinhense, para julgar. Mas como me ensinou dona Maria Emília, minha inexorável mãe: cada macaco no seu galho, meu filho. E o meu galho é bem longe dos que preferem não ver que a culpa não é do jornal A ou B, mas de quem transformou nossa sociadade nessa carnificina sem fim. Também vai minha crítica, construtiva, para os que se encastelam atrás de teorias fajutas e sem comprovação de segurança pública e se protegem atrás de seus blindados, sejam apartamentos ou carros, e ignoram que existe vida além de seus ar-condicionados.
5) Só para concluir na prática o que disse na retórica: enquanto escrevo estas mal traçadas linhas me chegam dois jovens repórteres e me confirmam que até o meio-dia de hoje, domingo, dia 19 de abril, aconteceram - somente na Região Metropolitana de Belém - dez homicídios, que somados aos quatro de ontem totalizam 14 mortes. Uma morte a cada uma hora e meia. Se alguém quiser assinar embaixo e jogar este tipo de matança para baixo do tapete da história, não conte comigo. Como já sou conhecido como um dos mais chatos e "sem senso" chefes de reportagem da história paraense, prefiro valorizar este título, do que silenciar, seja por texto ou fotograficante, diante da incompetência dos sistemas de segurança e educação pública do Pará.
A Outra Rede (5)
Alex Lacerda - Rasteira
Laercio Coelho - O que é o que é?
Lafayette Nunes - Acorda Amor
Zé Dudu - Caso Sefer e a volta da ditadura
28 - Blogueiro censurado pela justiça
Alcilene cavalcante - Censura no Pará
Paula Góes - Twitter
Ribamar Ribeiro Jr. - Censura no ar
Marcelo Marques - A Censura
19.4.09
Novo Partido
Tem partido novo na praça.
O nome dele é Partido Pátria Livre.Mas pode chamar de MR-8 que ele atende.Quem quiser participar do ato histórico de nascimento do novo partido, que sai do casulo do PMDB onde permaneceu por trinta anos, desde os tempos da clandestinidade, abaixo está o convite com o serviço completo.O texto completo da Carta ao Povo Brasileiro, em que o Comitê Central do MR-8 explicou em 8 de dezembro de 2008 suas razões, está no Google Docs.
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Outras opções de serviço estão aqui, já que eu não consegui acessar o Google Docs.
Sogrão
Vic na Farra de Passagens
Na edição de hoje da São Paulo, vemos o nome do Dep. Federal Vic Pires Franco, que por sua vez, não se limitou a usar cotas aéreas apenas para familiares, tendo agraciado até o namorado de sua filha com uma viagem a Miami.
A Flor da Pele
Uma delas, acompanhada da mãe, era uma sósia de Valéria Pires Franco (DEM).
A outra estava acompanhada do pai, digo, do prefeito falsário de Nova Déli, Duciomar Gomes da Costa.
Assustado ao ver a sósia de Valéria, o falsário enfiou um boné na cabeça e saiu de fininho com a mala e a morena. Mas a mãe da sósia ainda ouviu o falsário balir: "Vamos sair daqui, A Valéria está aí".
Tarde demais. A mãe da sósia, que não conseguiu embarcar pois estava na lista de espera, do aeroporto mesmo ligou para o poster contando o caso e perguntando como anda a saúde da cidade.
Respondi-lhe que estava nas mãos do juiz Marco Antonio Lobo Castelo Branco.
Antes estivesse nas mãos das morenas...aças.
De Volta ao Ancien-régime
O comparecimento do banqueiro Daniel Dantas à CPI das interceptações telefônicas de pouco adiantará. Como ocorreu antes, ele será tratado como um respeitável senhor. Dentro da elasticidade ética de grande parcela do ,Parlamento, todos os passos de sua vida são considerados virtuosos. Teve a virtude de nascer em uma família de títulos e cabedais. Entre os títulos, os papéis do Império que fizeram de um de seus ancestrais barão de Jeremoabo. Essas circunstâncias benéficas o tornaram filho de um amigo do senhor da Bahia, Antonio Carlos Magalhães, que o “encaminhou” aos gabinetes do poder. Foi aluno do professor Mário Henrique Simonsen, um dos baluartes do empresariado nacional e ministro do governo militar.Dantas contratou outro “gênio”, também procedente das oligarquias, o professor Mangabeira Unger, para que ambos – o advogado com a ductilidade das leis – modelassem o gelatinoso polvo financeiro do Opportunity. Como o Tartufo, de Molière, ele sempre soube agarrar sua oportunidade, onde a encontrou.
Diante de sua importância, os parlamentares se curvam, titubeiam na timidez das perguntas, escolhem seus vocábulos no dicionário das amabilidades. Mesmo que o seu silêncio não estivesse protegido pela justiça, os cuidados dos inquisidores o assegurariam. É muito difícil – embora estejamos em tempos surpreendentes – que alguém o faça revelar alguma coisa.Há, em torno do banqueiro, vasta e poderosa conspiração protetora. É a mesma conspiração que busca blindar os donos da Daslu, e de outros prósperos negócios. Os grandes senhores podem roubar do povo, ao sonegar impostos; associar-se a bandidos estrangeiros, a fim de contrabandear mercadorias, legítimas ou de grifes falsificadas; enviar bilhões de dólares ao exterior, conforme fizeram bancos de Foz do Iguaçu, durante o governo passado, com a complacência do Banco Central; pagar e receber propinas, dependendo do lado do balcão em que estejam. O pobre que for apanhado levando um pacote de biscoitos de algum supermercado para o filho faminto será agredido e espezinhado pelos “seguranças” e autuado em flagrante por furto. Mais do que isso: os pobres que não tiverem a paciência de esperar pelo próximo trem, e quiserem enfiar-se de qualquer maneira nos vagões superlotados, como ocorreu agora no Rio, correm o risco de serem golpeados. Pouco importa se o instrumento da agressão seja um cordão com crachá e apito ou com os punhos: trata-se de ignomínia que a classe média alienada vê com indiferença,mas da qual as vítimas sentem a dor e humilhação.Há mais de 50 anos, o admirável cronista Rubem Braga encontrou imagem para a indiferença dos ricos e da classe média alta diante do sofrimento dos pobres. Escreveu que a situação era semelhante à de um balão que pairasse a 500 metros do solo, de onde os privilegiados enxergassem a humanidade rasteira nas ruas, nas favelas, no sofrimento cotidiano, enquanto se divertissem. Em entrevista concedida a Terra Magazine, Fernando Lyra criticou o Ministro Gilmar Mendes. “Ele fala o tempo todo sobre o Brasil de cima, mostra sua preocupação com isso, enquanto do Brasil de baixo ninguém sabe quem morreu, assim como não se sabe quem matou. É a explicitação do apartheid”.
A insânia dos poderosos impede-os de perceber que alguma coisa se move no mundo, com a arregimentação veloz dos cidadãos. Para o bem e para o mal, as informações hoje circulam em segundos, e é possível, como ocorreu na Moldávia, reunir milhares de pessoas nas praças públicas. Quando a situação se torna intolerável, essa mobilização é inevitável.Nos primeiros anos da Revolução Francesa, com a economia perturbada pela situação política e os gastos de guerra, alguém perguntou a um lavrador de beira de estrada se ele não estava descontente. Sua resposta foi simples: podia lhe faltar, naquela conjuntura, o pão para os filhos, mas ele se sentia orgulhoso, porque adquirira uma dignidade que o feudalismo lhe negava. Nenhum senhor iria manchar mais a honra de sua filha, nem o tratar como animal de lida.Quando as favelas são cercadas com arame farpado, antes que sejam removidas, como querem muitos, os bancos de jardim ajustados contra o sono dos mendigos, os usuários dos trens agredidos por “seguranças” de uma empresa concessionária de serviços públicos, e o banqueiro Daniel Dantas é tratado com reverência, parece que voltamos ao ancien-régime.
Filhos de Deus
Onomástico
Mas pode dar São Raimundo, muito expedito nos contra ataques.
Fatura
18.4.09
A Farsa do Pacto Republicano
Que plano republicano é este em um país que se diz República? Até parece que as maiores ameaças rondam o Brasil, republicano há 120 anos, e sua atual Constituição, velha de 21. O simples anúncio de que os representantes dos Três Poderes democráticos se reuniram para assinar o tal imponente e caudaloso documento presta-se a despertar, muito além de perplexidades, espanto e temores. Ou não, melhor cair na gargalhada?
Fosse este, ao contrário do que entendia De Gaulle, um país sério, teríamos fartas razões para recear uma ruptura institucional, a impor a urgência de um acordo por cima. Sim, convenhamos: a nação não parece incomodar-se com a solene encenação. Mas, assim como cabe a pergunta “que República é esta?”, também vale outra: que nação é esta?
Interpretação viável. O presidente do STF, Gilmar Mendes, denuncia há tempo a ameaça de um “Estado policial” pronto a se instalar no País, se já não teria tomado posse. Não falta quem, do lado oposto, aponte a tentativa do ministro Mendes de submeter o Brasil a um “Estado judicial”. Estaria aí o confronto em andamento?
Pode ser. Mas não se desenrola também uma luta surda, porém acirrada, dentro da própria PF? Remonto, talvez instintivamente, à Operação Satiagraha como a um divisor de águas, momento fatal que separa o antes do depois. A partir daí o circo arrisca-se ao incêndio, a despeito da tentativa bombeira da mídia. Com os habeas corpus a Daniel Dantas, Mendes ganha dimensão extraordinária, reforçada pela história fantasiosa do pretenso grampo da sua inócua conversa com o senador Demóstenes, o que o leva a “chamar às falas” o presidente da República. E o presidente? Acede ao chamado.
Decorrem implacavelmente o desterro do diretor da Abin, Paulo Lacerda, e as diversas vicissitudes sofridas pelo delegado Protógenes e pelo juiz Fausto De Sanctis. Recordo que na manhã do dia em que foi deflagrada a Satiagraha, figura importantíssima do governo (escolho o superlativo, embora avise não se tratar do presidente Lula) ligou-me para dizer: “Viu, viu o que a gente fez?”
Caí das nuvens, nada sabia. Ouvi todas as explicações do outro lado da linha, a começar pela frase: “Prendemos o orelhudo”. A figura, sublinho importantíssima, estava eufórica. Com o decorrer dos dias e dos meses mudou o tom. Quem sabe a manada tenha entrado na linha. Encontro motivos, contudo, para acreditar no delegado Protógenes quando afirma que a Satiagraha recebeu o aval do Palácio do Planalto.
Seria o destino do banqueiro do Opportunity tão decisivo para a saúde da República? Haja surpresa. De todo modo, enxergo no pacto republicano o enésimo arreglo para oferecer aos privilegiados do Brasil ulteriores e mais amplos privilégios. Acerto a bem da patota, da turma, do grupo. Do estamento, diria Raymundo Faoro, de vivíssima memória nesta redação. Algo bem mais medíocre do que a célebre conciliação das elites, mas de efeitos igualmente deletérios para a maioria dos cidadãos, sufragado pelo apoio, diria mesmo a proteção, da mídia.
Sim, que República é esta, que nação, que elites... E qual seria o país sério, democrático e civilizado em que a mídia não repercute uma grave acusação contra o chefão da polícia, suspeito de atentado aos direitos humanos?
CartaCapital, com uma reportagem de Leandro Fortes, acusou o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, de ter torturado a empregada doméstica da avó da mulher nas dependências da polícia de Porto Alegre, quando lá prestava serviço. Corrêa não soube produzir explicações convincentes para o fato, e muito menos o desmentiu categoricamente. Contou, entretanto, com o costumeiro silêncio do jornalismo pátrio. Normal, normalíssimo. Estamos é no Brasil.
A Lição do Público
A imagem é do repórter fotográfico Elcimar Neves, da Agência Pará, e retrata a mãe de todas as violências.
São Jorge
A Taberna São Jorge - ou Bar da Walda - point de fama internacional da night de Nova Déli, realiza a quarta semana Salve São Jorge . São quatro eventos entre os próximos dias 21 a 24.Dia 21, terça-feira, show de Lívia Rodrigues e Nêgo Nelson.
Dia 22, quarta-feira, o assunto será moda. A estilista Ana Miranda fará um desfile inspirado em São Jorge, com acessórios, bolsas, roupas e biojóias feitas de madeira e osso.
Dia 23, quinta-feira, no dia de São Jorge, terá o show do Festa de São Jorge, com o sambista carioca Marquinhos Satan.
Dia 24, sexta-feira, Érika Nunes com o show Canto para Ogum.
Os shows começam sempre às 21h.
SERVIÇO: A camisa para o acesso à festa de São Jorge, na quinta, 23, custa 30 reais e pode ser adquirida pelos telefones (91) 3222-9400 / 8145-4546, ou no e-mail tabernasaojorge@gmail.com.
Lago do Crime
Estaremos hoje em Tucuruí, Juva, mas bota lenha, pois o latifúndio está nos dando um recado cruel. A morte desse companheiro, não à toa, ocorreu à vésperas de uma data simbólica para o movimento do campo. É o recado dado pela máfia do latifúndio e seus colaboradores, desafiador ao nosso governo, cujo anúncio começou pela Senadora do DEM quando esteve em Belém para pressionar intervenção em nosso Estado.
Rojões do atraso e do terror, estouram hoje no Lago...
Não vão nos intimidar.
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Não são apenas rojões de comemoração que estouram no lago da barragem de Tucuruí. Estouram também as ocorrências de pesca ilegal, narcotráfico e a retirada ilegal de madeira fazem do lago um valhacouto de quadrilhas a desfiar o estado. Essa ocupação do crime é antiga e bem sucedida, registra casos de conivência com alguns políticos locais, prefeitos inclusive, comprovando a inépcia das polícias estaduais.
Dose Dupla
Pauta do Jogo
O programa traz declarações do senador Magno Malta, que quer criar no país um banco de pedófilos, com nome, endereço, profissão e fotografia desses criminosos. Malta defende 30 anos de cadeia, sem direito a progressão de pena e "monitoramento eletrônico até a morte" para os pedófilos.
A pauta do programa também trata de violência contra homossexuais, revelando números alarmantes sobre crimes praticados nas grandes cidades contra pessoas por sua orientação sexual.
Sobre a lei Maria da Penha, outro assunto, o programa mostra uma pesquisa atestando que metade da população brasileira conhece ou tem conhecimento de um caso envolvendo violência doméstica contra a mulher, praticada por marido ou companheiro.
Por fim, uma gravação com o prefeito de Barcarena, João Carlos Dias, o João das Cestas, cassado no juiz eleitoral da comarca e reintegradom por meio de uma liminar no TRE, afirmando não existir justiça em seu município, e que esteve em Nova Déli para obtê-la.
O "Jogo Aberto" vai de 2 às 4 da tarde e poderá ser sintonizado no rádio, no celular ou pelo endereço http://www.radiotabajara.com.br/.
17.4.09
O Que Dizem os Coleguinhas
Leia aqui.
Mas veja o quanto é interessante, qualificado e assinado o debate que segue a matéria do Portal.
(Pauta enviada por Sandra Garcia, de São Paulo)
Condolências
A Sra. Roseana Sarney, após apresentar hoje de manhã sua renúncia ao cargo de senadora da República, tomou posse na Assembléia Legislativa do Maranhão no cargo de governadora do Estado.
Antes ainda, recebeu o seu diploma no TRE-MA, em curta cerimônia fechada, das mãos do presidente em exercício daquela Corte Eleitoral, o Desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos.
Por que o ato oficial da diplomação não foi dirigido pela presidente do tribunal, a sua tia Desembargadora Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa?
Será que foi para evitar alguma manchete do tipo:
"APRESENTOU A RENÚNCIA AO PAI, E RECEBEU O DIPLOMA DA TIA"?
Nossos pêsames aos cidadãos do Estado vizinho.
Brasil no Topo da Lista
A polícia alemã anunciou nesta sexta-feira (17) ter desmantelado uma rede internacional de pedofilia em uma das maiores operações contra esse tipo de crime.
As investigações apontam para cerca de 9 mil suspeitos em mais de 91 países. O Brasil estaria, segundo os investigadores, entre os primeiros da lista em número de supostos membros do círculo.
De acordo com os investigadores, imagens não somente de menores em poses eróticas, mas também de "sérios abusos sexuais envolvendo crianças, incluindo bebês", foram transmitidas de mais de cerca de mil conexões alemãs para 8 mil endereços de computadores em várias partes do mundo.
Na operação, foram apreendidos mais de 500 computadores, mais de 43 mil dispositivos de armazenamento de dados e quase 800 discos rígidos em diversas cidades alemãs.
'No alto da lista'
"Constatamos 781 registros de usuários com origem no Brasil e enviamos esses dados às autoridades do país", disse à BBC Brasil Horst Haug, porta-voz do órgão responsável pelas investigações, a Agência Estadual de Investigações Criminais de Baden-Württenberg, estado no sul da Alemanha.
Apesar de reticente ao tecer comparações, Haug confirmou que o Brasil está entre as nações com maior quantidade de registros na suposta rede, na frente dos Estados Unidos e de países europeus. "Não quero comparar, porque os números são relativos, mas pode-se dizer que os Brasil está entre os primeiros da lista".
A rede de compartilhamento de dados, na qual eram trocados filmes de conteúdo de pedofilia através de um software de troca de arquivos, estava desde o ano passado na mira dos investigadores alemães.
Nesta sexta, autoridades alemãs fecharam um contrato com cinco dos maiores provedores de internet do país para bloquear o acesso dos usuários a sites com conteúdo de pedofilia. Com isso, o governo da Alemanha espera possibilitar a obstrução de entre 300 mil e 400 mil tentativas de acesso diárias de internautas no país a mais de mil sites internacionais.
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Estamos n'A Outra Rede
Ação Inédita
O Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC), em conjunto com o Ministério Publico Estadual (MP/AC), ingressou com ação civil pública para proibir o uso de fogo por produtores rurais em todo o estado do Acre. A ação também visa obrigar que sejam fornecidas alternativas técnicas e práticas para o uso das queimadas como parte do processo produtivo agrícola, conforme a tradição local.
Na íntegra aqui.
São Luís, 17 de Abril de 2009
Termina em comédia e insensatez o governo Jackson Lago.Ontem à noite, depois de ver na TV que estava definitivamente cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ex-governador anunciou que só desocupa o Palácio dos Leões depois que o Supremo Tribunal Federal julgar os recursos com que pretende impedir a posse de Roseana Sarney (PMDB), marcada para hoje, às 10. Já é um discurso diferente do de poucos dias atrás, quando chegou a anunciar que deixaria o palácio “com seus próprios pés”. Ali parecia perto de aceitar o gentil conselho do deputado federal Domingos Dutra (PT), de só sair do local “morto”. (Curiosamente, Dutra nem sequer insinuou a disposição de acompanhá-lo no sacrifício). Agora já é só uma questão de aguardar mais um julgamento.
Na busca de uma “saída honrosa”, Jackson acentua a irresponsabilidade e se aproxima perigosamente do ridículo. O TSE é um colegiado constituído por três ministros do Supremo, dois do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois oriundos da advocacia.
Que alguém se dispusesse a desrespeitá-lo na condição de contestador em guerra com a ordem estabelecida, ainda se admite. Mas quando resiste ao TSE e ao mesmo tempo anuncia obediência ao Supremo, como se um tribunal fosse mais legítimo do que o outro, aí já não há como levá-lo a sério. Menos ainda quando diz que entrega o cargo de bom grado à Assembleia, caso os deputados dêem um golpe de estado e nomeie novo governador.
O presidente da Assembleia, Marcelo Tavares (PSB), correligionário do ex-governador, nem sonha em participar de aventuras. Em conversas reservadas, defende até a necessidade de “baixar o pau” em que sem se insurgir contra a determinação legal.
O ex-governador está lá, neste momento, como “ocupante” . do palácio, cercado de correligionários e especialmente de militantes do MST (Movimento dos Sem-Terra) e rapazes da periferia da capital, trazidos há dias pelo esquema oficial. A população em geral não dá o mínimo sinal de que esteja disposta a atender ao apelo que lhe lançou ontem à noite — “quem quiser se solidarizar conosco, venha”.
A PM fechou o acesso aos Leões pela praça Pedro II. Do lado da avenida Beira-Mar, montam guarda policiais da Força Tática. Eles substituíram há poucos minutos os poucos soldados da Força Nacional de Segurança que se achavam ali desde ontem. A FSN mantém há meses um pequeno contingente em São Luís, ajudando a polícia local no combate a crimes comuns.
Ontem à noite, numa reunião de estado-maior, os coronéis da Polícia Militar decidiram impor a ordem o mais rápido possível, descartando enfaticamente a necessidade de pedir ajuda ao Governo Federal. O palácio deve ser desocupado ainda hoje, de preferência por bem. Tudo será feito para evitar a necessidade de violência, mas até a prisão do ex-governador é considerada uma hipótese plausível, ainda que indesejável.
Tratamento Demorado
TJ: Resolução do TCE é Ilegal
Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará (TJ PA) declaram inconstitucional a Resolução n º 17.174 do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE PA) que fixou teto para o salário dos servidores do órgão, em sessão do Pleno desta quarta-feira, 15. A sessão foi presidida pela desembargadora Raimunda do Carmo Noronha, visto que o presidente do TJ PA, Rômulo Nunes, está em Brasília.
Segundo a resolução, o salário de um servidor do TCE PA não poderia ultrapassar o teto de 80% do salário de um auditor do órgão. A legalidade da resolução estava sendo questionada pelos servidores que requereram, em cinco processos, Incidente de Insconstitucionalidade em Mandado de Segurança. A desembargadora relatora Maria de Nazaré Saavedra Guimarães julgou procedente o questionamento. Em sua análise, ela concluiu que a resolução ia de encontro a Lei Orgânica do TCE e ao que determina a Constituição Estadual, na qual consta que somente a Assembléia Legislativa do Pará (ALEPA) tem competência para estipular teto salarial no Tribunal de Contas e, por isso, declarou inconstitucional o documento. O voto da relatora foi acompanhado à unanimidade.
Caindo da Cama
Ninho
Começou por um sofá de sala.
Mandou entregar num ap próximo da praça Batista Campos.
Filé com Fritas
No cardápio, a formação de uma coligação proporcional para as eleições de 2010. Para a legenda federal já existe consenso.
Mais aqui, no blog do Zé Carlos.
Procurador Reitera Traquinagens no INCRA
A Outra Rede (4)
Paulo Bemerguy - A censura é uma perversão
Marky Brito - Apoio ao Juca
Samuel Celestino - Justiça censura blog no Pará
Luciana Capibaribe - Justiça paraense ordena retirada de conteúdo de blog
Juliane Oliveira - Blogueiros façam silêncio
Princesa News- Justiça ordena retirada de conteúdo de blog
Mesquita - Blog é censurado no Pará
Harrison - Blog Censurado
João Bosquo - Justiça paraense ordena retirada de conteúdo de blogBrun0 Domingues - Apoio Incondicional
16.4.09
Obrigado, Noblat
Pela segunda vez - na primeira atendendo sugestão do senador José Nery (PSOL-PA) em 2008 - Noblat indica o Quinta Emenda na seção Vale a Pena Acessar.
Acesse aqui para ver o post.
Quem vale a pena acessar, mesmo, é o Blog do Noblat.
O paraense Juvêncio de Arruda diz-lhe muito obrigado, Noblat, e manda um cheiro pra Luana.
Abre-te Sésamo
O presidente interino, vereador Nélio Aguiar (PMN), desconfiado, mandou buscar a chave e abriu a porta, na presença de mais um vereador e de outra testemunha.
Surpresos, encontraram dezenas de caixas com as prestações de contas da municipalidade desde os tempos de Lira Maia ( 1996-2004), que hoje acampa numa tenda em frente ao STF tal a quantidade de processos e ações penais que responde na mais alta Corte.
Resolveram abrir uma das caixas, aleatoriamente, de onde retiraram uma pasta de documentos.
Abriram a pasta, também aleatoriamente, e deram de cara com um recibo de prestação de serviços de um conhecido advogado da capital que atua na área do Direito Eleitoral.
Os dentes dos veradores e da testemunha caíram quando viram o valor: R$ 200 mil.
Imaginaram logo que deveria ser do tempo da República do Cipoal, como se refere o blogueiro Jeso Carneiro ao período Maia. Não era.
A qualidade dos serviços do causídico, e as demandas no contencioso eleitoral, atravessaram os tempos e adentraram pela República dos Martins.
A porta foi novamente fechada, com a promessa de ser reaberta em breve.
Voce na CNN
A novidade desta versão do concurso é que o estudante vai poder enviar o vídeo de até 2 minutos pelo YouTube, sendo que ele poderá produzir quantas matérias quiser. O concurso é válido somente para estudantes de jornalismo.
O ganhador conhecerá os estúdios da CNN International, além de ter sua matéria exibida pelo canal. As inscrições podem ser feitas no site:www.concursocnn.com.br
Mas tem um blog pra acompanhar a parada: http://www.concursocnn.com.br/2009/blog/ .
Atenção: as inscrições encerram no dia 29 de junho.
Alternativa 3
Desta vez, arriscam, o nome seria do deputado estadual Carlos Martins, irmão de Maria.
MPE: Prefeito de Marabá é Improbo
O trio foi denunciado por improbidade administrativa pelos promotores José Luiz Brito Furtado, Josélia Leontina de Barros Lopes, Mayanna Silva de Souza Queiroz e Alexssandra Muniz Mardegan.
Detalhes aqui, no site do MPE.
Nem a Tragédia Escapa
O relato do desespero dos atingidos contrastou com as dificuldades na tomada de decisão por parte de alguns prefeitos das regiões. Há famílias que pedem apenas meia dúzia de tábuas para se locomover dentro das casas alagadas. Não é possível usar colchões nessas regiões. Estão sendo compradas 5.000 redes, a R$ 19,00 cada, para distribuição nas áreas.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, os recursos serão repassados às prefeituras, e advertiu: será exigida rigorosa comprovação da utilização desses recursos.
Há dois casos, de um prefeito e um ex prefeito, que serão denunciados ao MP por terem desviados os recursos para atender os flagelados.
Pergunto: como é possível evitar de chamar esses meliantes de canalhas?
As Cestas Voltaram
Antonio Carlos Vilaça, segundo colocado nas eleições, o que foi sem nunca ter sido tal a enrolação que levou em diplomá-lo, que durou uma semana até a concessão da liminar, vai recorrer ao pleno do Tribunal.
Quem Eram Eles?
A velha guarda da escola, bem mais velha do que guarda, prometeu mas não se apresentou na avenida.
Assume a escola o ex diretor de bateria, mestre Pedro Paulo, o Paulo Preto, um craque em sua especialidade, a bateria. O melhor da cidade.
O vice é o carnavalesco Jamilzinho, outro craque na criação e transformação de enredo em desfile.
Mas a situação da escola talvez precisasse de algo mais, no momento em que é fortemente desarticulada em suas mais orgânicas conexões, entre outras razões pela veloz transformação do bairro por meio do capital imobiliário.
Meia dúzia de pessoas, da velha guarda, percebem bem o processo mas desistiram. Quem sabe por isso a abstenção foi de 50% ?
A escola envelheceu, não renovou e corre o risco de mudar de bairro e de identidade.
A Outra Rede (3)
Alcinéa Cavalcante - Político acusado de pedofilia quer calar blogueiro no Pará.
Blog do Noblat - Justiça paraense ordena retirarada de conteúdo de blog
Comunique-se - Justiça paraense ordena retirada de conteúdo de blog
Chico Bruno - Justiça paraense ordena retirada de conteúdo de blogAdemir Braz - Censura? Corta essa!
John Charles - Abaixo a "ditabranda"
João Paulo Guimarâes - Blog Quinta Emenda Censurado
Cjk - Liberdade de Expressão
Paolelli - O "território pantanoso" de Sefer e a Justiça que cala o blog
Leopoldo Vieira - A arrogância deles é a força dos resistentes.


