7.3.07

Rolam as Pedras

Quase chegou às lágrimas, na semana que passou, o guseiro Luis Carlos Monteiro, dono da maior siderúrgica do Pará, a Cosipar, interditada pelo IBAMA.
Bem diferente do perfil exibido na inauguração do segundo forno da usina, em 1999, quando investiu contra cientistas e ambientalistas de forma pouco elegante, para dizer o mínimo. É que eles cantavam a pedra que agora obstrui gravemente o setor.
Mas é sempre assim: quem briga com os fatos, é tragado por eles.
Almir Gabriel estava lá e ouviu tudo em silêncio.
Ele também tem lá suas diferenças com a academia.

5 comentários:

Unknown disse...

Em 2001 fui a Novo Progresso avaliar planos de manejo para um órgão governamental e lá encontrei madeireiros chorando, tadinhos, porque já não era tão fácil achar mogno. Tudo culpa das ongs e do governo que sempre meteram o nariz onde não deviam.

Empresários assim são como vírus predadores que não dão chance para o organismo reagir, e como um vírus mortal só param quando dizimam suas vítimas para logo em seguida migrar para outro "corpo".

Tenho a opinião de que, assim como fazemos com os vírus perigosos, devemos eliminar, varrer esse tipo de gente das atividades que elas fingem realizar. São predadores que não obedecem as leis da natureza.

Quem quiser ver um lugar bonito e cheio desse tipo de vírus vá a Brasil Novo, um lugar em que até amigo meu, engenheiro, já foi feito escravo. E só conseguiu sair de lá porque estava morrendo de malária.

Será que não tem um jornalista paraense com culhão suficiente para ir a esses lugares Juca?

Unknown disse...

Jornalista até que tem, amigo Marky, mas dono de jornal não.
A bandidagem que corre solta naquela área desde o primeiro governo Jader - lembra do caso Rambo e a mal contadésima estória de seu assassinato - muitas vezes com o concurso da polícia, é uma das provas cabais da administração covarde e corrupta dos tucanos na segurança pública.

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Quanto aos guseiros, vão pagar agora um pouco do que lesaram atrás, sob o beneplácito das autoridades.

Anônimo disse...

Dizes muito bem Juca-"sob o beneplácito das autoridades" O Luiz Carlos é só dos proprietários de siderúrgicas que estão enfrentando problemas com os orgãos ambientais. O mais incoerente nisso tudo é que enquanto fala-se em falta de carvão legal para abastecer o setor, os próprios orgãos continuam liberando licença para o funcionamento de mais e mais fornos...ah! ainda tem o abstecimento das guseiras do Maranhão com carvão paraense, certamente, produzido ilegalmente como o próprio Ibama admitiu: 50% dessa matéria - prima não tem origem comprovada, queimados sem as tais ATPFs.

Unknown disse...

Pois é, tomara que desta vez o governo estadual e o IBAMA consigam romper o "anel de hipocrisia" que envolve a questão, retardando a reversão do processo.
Que não dá mais prá continuar assim, todos sabem.
O setor siderúrgico terá que ajustar seus níveis de preço, margens de lucro e estoques, levando em conta a recuperação ambiental, e a sustentabilidade da matriz energética em que operam.
Senão...problemas de licenciamento,lágrimas,liminares, multas, prisões,enfim, tudo o que tem rolado nos últimos dias.

Anônimo disse...

Juca, não vejo saída para beco em que se meteram os responsáveis (ou "i") pelas guseiras, que querem carvão sem plantar árvores, acreditando no "tudo posso, tudo faço" e espero ver o dia em que outros irresponsáveis serão punidos, pois o licenciamento foi dado, assim como no caso da Cargil, por que motivos não sei...
A empresa foi embargada corretamente, e existem outras mais que persistem no erro, pois tenho informações que uma empresa de Barcarena estaria construindo um forno que também vai queimar carvão, obviamente sem licença, pois o carvão legal quase não existe, mas com "licenciamento" em dia.
Alex Lacerda de Souza