28.4.06

Livres

Por decisão monocrática do TRF-1a Região, todos os dezoito presos na Operação Galiléia vão ser libertados dentro de aproximadamente uma hora.Neste momento estão sendo expedidos os alvarás de soltura.
Mais informações daqui há pouco.

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Mas o Dr. Egydio e a Ana Célia já podem comemorar. Merecem.

10 comentários:

Val-André Mutran disse...

Seria importante uma nota da Justiça.
A apreensão das armas na casa do ex-senador é inafiançável. Portanto...?

Val-André Mutran disse...

Cabe avaliação da Câmara caso seja provocada. Acho, porém como leigo, que só se for provocada pelo MPF.
O Parquet o fará?

Juvencio de Arruda disse...

Estou aguardando as notícias.
Logo mais publicarei.

Val-André Mutran disse...

Na mosca!
Assessoria competente é outra história.
Mais um ponto para o BLOG.

Val-André Mutran disse...

A nota não fala das armas!

Anônimo disse...

Muito boa a questão colocada pelo Val-André Mutran. Se o porte ilegal de armas é crime inafiançável, como o Ademir Andrade pode ser solto? Alguém da Justiça poderia responder?

CJK disse...

A questão sob o prisma jurídico é a seguinte: a total incompetência da Justiça Federal para decretar a interceptação telefônica e as prisões dos envolvidos. A competência é da JUSTIÇA ESTADUAL, pois a CDP é uma sociedade de economia mista.
O efeito político e moral que foi atingido com as prisões, desejo de busca dos holofotes pelo MP e parte do judiciário federal, causará prejuízo à JUSTIÇA e ao ERÁRIO, eis que que todas essas provas colhidas pela interceptação telefônica devem ser desconsideradas, como frutos de "árvore podre", provas ilícitas.
Fico até surpreso que os ilustres causídicos que defendem os atingidos pela ordem descabida de prisão e busca e apreensão não tenham ainda arguído essa questão e anulado todo essa pirotecnia judiciária.
Esclareço que não estou defendendo ou prejulgando quem quer que seja; apenas defendo que toda investigação deve levar em conta a Constituição e o devido processo legal, pois os fins NUNCA justificam os meios.
É impressionante que certos meninos do MP, que nasceram em berço de ouro e nunca combateram uma ditadura militar, não consigam entender como a tarefa que desempenham é fundamental para a democracia, e que certas atitudes, típicas de quem quer jogar para a arquibancada, somente açulam o irracionalismo de parte da Imprensa e beiram o fascismo.

Juvencio de Arruda disse...

Cjk, estava lhe devendo um comentário sobra seu post anterior.Sorry.
Obrigado pelas informações jurídicas, surpreeendentes até.
Vamos acompanhar os desdobramentos da questão.
Parece-me, contudo, que há um prejulgamentos em seu comentário, na qualificação aos procuradores da República.
Com todo respeito, não vejo como o berço, a juventude e o fato de nunca terem pelejado contra a ditadura possam, por relação direta como sugerido,conferir-lhes ou retirar-lhes a noção do papel que cumprem.
E muito me admira que ninguém processe os procuradores da república com base nesse alegado comportamento.
Já reconheci, em outros comentários a respeito do tema, os excessos da imprensa, talvez na proporção dos delitos supostamente cometidos, ambos fora do que se deseja, dos gestores públicos e dos meios de comunicação.
Um abraço.

CJK disse...

Evidente que, até por vício profissional, somos um um pouco passionais quando expomos um ponto de vista, embora deva-se procurar não perder a objetividade.
Mas mantenho que a condição de classe, a história de cada um, e o desconhecimento do que foram as lutas para as liberdades democráticas e o que significa sua inscrição constitucional no Brasil (muito mais que simples pontos de um "resumão" de estudo para o concurso público que prestaram), influenciam sim a prática profissional de certos setores da polícia, da Justiça, e do MP.
Acresce ainda, a impressão nítida que alguns transmitem, de achar que a História começou pela entrada deles no processo político-social. Não sei, talves eu já esteja ficando amargo e rabugento com a idade.
Se existe algo de podre no reino da CDP, vamos investigar de maneira correta, de forma profissional. As acusações levantadas poderiam ser investigadas sem a necessidade das prisões, eis que sua procedência ou não pode ser provada por evidências documentais e auditorias intrnas e externas. As prisões, na forma que tem sido usualmente decretadas nesta operação,e em outras situações do mesmo feitio, jamais agregaram qualquer valor à instrução criminal; o que deveria ser o verdadeiro objetivo das prisões cautelares.
Desculpe, grande amigo, eu sempre escrevo demais, mas seu espaço é sempre generoso, paciente e democrático, e nos incentiva participar dele, pela sua relevância.
Não é à toa que quando "descobri" o blog, dois meses atrás, este estava na marca de 6.000 hits, e agora já bordeja os 30.000 visitantes.
Parabéns.

Juvencio de Arruda disse...

Obrigado,Cjk, pelo comentário e pelas palavras carinhosas.Sinto-me na obrigação de dividir a rabugice com voce e lembrar-lhe que jornalistas também escrevemos demais, por vezes..eheh.
Continue escrevendo.
Os comentaristas, mesmo ou principalmente os que dicordam, são o tempero do blog.
Grande abraço, amigo.