27.6.06

Marcação Cerrada

10 comentários:

Anônimo disse...

Outro dia eu estava pensando sobre a situação do Galvão Bueno. É execrado por 9 entre 10 brasileiros, torcedores ou não de futebol. Uma espécie de Geni em termos de comentários esportivos: ou seja, até de boca fechada, ainda que seja exemplo impossível de ocorrer, Galvão Bueno está sujeito ao malho da audiência.
Mas, apesar dessa desinteligência entre os torcedores e torcedoras versus o comentarista da Globo, a poderosa rede dos Marinho o mantêm incólume, ao contrário do que ocorre em outras condições, novelas, por exemplo, rapidamente abreviadas ou alteradas assim que o público ameaça delas desistir.
Isto quer dizer o seguinte: audiência de futebol em TV independe da qualidade do comentarista esportivo. Fale ele abobrinhas, cobras e lagartos que o sismógrafo do IBOPE nada registrará, garantindo por esse feito sobrevida longa a GB e seus clones na telinha.

Juvencio de Arruda disse...

É verdade,Anonimo,Galvão é um caso raro de imunização aos tormentos da torcida.
Tem uma coisa nele que eu gosto: de todos os comentaristas de tv é o que melhor conhece imagem, enquadramento,movimento de camera.
Mas isso de pouco adianta.O negócio dele deveria ser o conteúdo.

Anônimo disse...

8 x 23 disse...
A audiência do Galvão é garantida por dois motivos: o vicío do canal, no caso, a liderança absoluta da Globo. E na copa, principalmente, pela exclusividade. Não é por acaso que a Globo compra com exclusividade a cobertura em canal aberto. Concorrer com canal fechado é dá de goleada.
Mas acredito que a repulsa ao Galvão, de 9 entre 10 telespectadores, como já foi dito aí em cima, seja pela pretensão dele de saber de tudo e demais, ou pela arrogãncia que passa ao telespectador pelos muitos e abusivos comentários que faz. Quer antecipar os lances, as jogadas, e acaba azarando.
Uma cosia não podemos deixar de lembrar: as grandes estrelas da narração esportiva na televisão e que já passsaram pela mesma Globo são, também, chatas pra caramba....

Juvencio de Arruda disse...

Bem, eu quase não fui contemporãneo do pessoal do rádio, muito melhores que os comentaristas e narradores de TV.
Waldir Amaral,João Saldanha,Jorge Cúri,Mário Filho (arbitragem) entre outros, deixaram saudades,Oito.
Mas a sua análise da preferencia/audiência, e daí a paciencia, é certeira.
Valeu!

Anônimo disse...

8 x23 disse...
Eu também não fui contemporâneo dessas feras que você citou. Mas a narração esportiva pelo rádio é algo espetacular: o narrador cria, pra você que está com o radinho, a imagem do futebol espetáculo. Passa a emoção, o perigo de gol, a vibração da torcida, a falta desleal, o lance genial e o gol, o gooollllaaaaççççoooo. Nada melhor do que imaginar, sonhar, enfim, vibrar como se estivesse vendo, acompanhando lance-a-lance do jogo no estádio. A televisão, por comodismo, nos tirou isso e nós nem percebemos. Está aí a explicação do porquê muita gente assiste a Tv com o ouvido no seu radinho de pilha. Esses, com certeza, são mais felizes.
Vale a pena registrar que os nossos narradores esportivos são muito bons e fizeram escola por aqui e são exemplo por aí afora: do mestre Edir Proença, passando pelo Ivo Amaral, o camisa 10, o neca-neca do Jaime Bastos, o moreno Claudio Guimarães, e os mais novos que jogam um bolão, como o Guilherme Guereiro. Esses eu acompanhei e ainda acompanho quando o tempo deixa...

Juvencio de Arruda disse...

Bela descrião, a da emoção do rádio,Oito.E eu me penintencio por não ter citado os paroaras, excelentes narradores e comentaristas.Além dos que voce citou, tem o velho Gri, o Grimoaldo soares e o Jones Lara Tavares (que fim levou o Jones?)
Confesso que há muitos anos não ouço as transmissões esportivas locais, e não conheço as novas feras.O Guerreiro é um intermediário, por assim dizer, pois pegou o pessoal das antigas..eheh..e ainda está na grande área.
Valeu o comentário!

Anônimo disse...

8 x 23 disse...
Juca,
O Jones Tavares ainda está na ativa, narrando no estilo inconfundível pela Rádio Clube. É a emoção espontânea do rádio. E os comentaristas, como você bem citou o Grimoaldo Soares, famoso pela apresentaçaõ em alto estilo "opinião não se discute, vem aí o comentário do Grimoaldo Soares", temos atmbém na ativa e em plena forma o eclético Carlos Castilho.

Juvencio de Arruda disse...

Égua da memória...rs..o bordão do Grimoaldo.Cheguei a frequentar acasa dele, na senador Lemos.Fui colega de sala de um de seus filhos, o educadíssimo Guilherme.
Mas depois "inventei" de me apaixonar pela noiva do mais velho, o Grimoaldo Filho.E ela tb por mim.Aí o negócio ficou complicado.Mas isso não é mais futebol...rs

Anônimo disse...

Realmente é um orgulho e exemplo de competência a Rádio Clube do Pará...
Embora alguns dos valores dela tenham passado pra rádio prima do "Fenomeno Jornalístico"...
ML

Juvencio de Arruda disse...

eheh...