31.7.06

Dividir? Sou Contra!

É correta a postura de Edmil50n na questão da divisão territorial do Pará, como a de Almir Gabriel. Ambos são contrários às pretensões separatistas do Oeste e Sul do Pará.
O blog concorda com os candidatos. E acha que a maior riqueza, e o maior diferencial competitivo do estado - a diversidade - se perderá com o esquartejamento do estado.
Em contrapartida, uma reengenharia política e de gestão tem que ser adotada, para garantir, com muito mais ênfase, a presença do governo estadual na região.
A proposta de Ed, e as ações tucanas em tres governos, ainda não resolvem a questão.

10 comentários:

Anônimo disse...

Justamente para resolver esse problema de abandono das regiões mais distantes, Edmilson propõe a descentralização administrativa, com constantes consultas populares nas regiões e com a criação de sub-governadorias, que terão poder de decisão em cada região do nosso Pará. Rumo à vitória Edmilson. Estou com você!

Anônimo disse...

É bom mesmo que a gente saiba a posição de cada candidato em relação a esta questão separatista. O que dizem Priante e Ana Júlia?
Por que ninguém em sã consciência pode votar num candidato que defenda a separação. Se for pra defender a divisão territorial, que vá ser candidato nos futuros estados do Tapajós, Carajás, o que for, mas quem se dispuser a governar o Pará. tem que ser em defesa do Estado tal como é hoje.

Val-André Mutran disse...

Discordo. É melhor dividir.

Juvencio de Arruda disse...

Eu sei bem disso, amigo.Voce tem todo o direito.É melhor discutir.
Abs.

Jota Parente disse...

Caro Juvêncio,
Entendo sua posição, mas não concordo com ela. Você conhece muito bem nossa realidade e os motivos que ensejam o desejo de criar um estado novo por aqui.

Na eleição de l990, Jáder Barbalho fez um belo discurso na Praça da Matriz, em Santarém, quando disse que a vontade de dividir o Estado do Pará só existia por causa do descaso do governo estadual para com a região.

Ele estava certo, mas, já tinha ocupado o mais alto cargo do executivo paraense e pouco fez para arrefecer as razões do movimento. Elegeu-se novamente e tudo continuo como dantes.

Em sã consciência, ninguém pode imaginar que um candidato a governador se declare a favor da divisão territorial, pois isso seria suícidio político. Mas, nós, que vivemos nesta região temos todos os motivos para sonhar com uma nova unidade da Federação em nosso território.

Juva, amigo, tenho orgulho de ser paraense, torcedor ferrenho do Paysandu, amante da nossa rica cultura, apaixonado pelo carimbó, e não gostaria de ver o meu Estado retalhado, se não houvesse boas razões para isso; contudo, aos 55 anos, desencantado com os sucessivos governos do Estado, independente da sigla partidária e sem sentir o compromometimento dos atuais candidatos com o desenvolvimento do oeste paraense, não vislumbro outra, mesmo sabendo das gigantescas dificuldades para a viabilização desse projeto.

Um grande abraço

Jota Parente

Anônimo disse...

Entendo que o cerne da questão não passa pelo fato de que os candidatos são a favor ou contra a divisão do estado e sim pelo que o povo pensa dessa divisão, qualquer candidato que tenha o mínimo bom censo devia ter a coragem de colocar em publico sua posição a favor da consulta popular em relação ao assunto e esperar que a sociedade se manifeste sobre o destino que devemos tomar, afinal vivemos numa democracia e assim determina nossa constituição.

Marcelio Leal disse...

Não acho que seria correto uma consulta não.
Acho que seria interessante buscar o ideal, porém a organização do nosso país nos impede de buscar apenas o ideal sem considerar nossas restrições reais(principalmente as políticas). Por isso sou contra a divisão, pelo menos até hoje.

Jota Ninos disse...

Sou defensor ferrenho da redivisão territorial de toda a Amazônia, e já debati em outras oportunidades o tema, com o Juvêncio, ferrenho defensor do Não.
O importante realmente é o debate sobre a questão, afinal são muitas as nuances do tema, entretanto, já defendendo a brasa da minha sardinha, digo o que sempre tenho dito em qualquer roda de debates: não se pode ser contra uma coisa que fatalmente acontecerá!
E porque tenho tanta certeza disso? Ora, desde o período colonial o processo de desintegração da enorme província do Grão Pará e Maranhão foi acontecendo paulatinamente, na medida da necessidade de se administrar uma porção menor de terras. Creio que o próprio Juvêncio há de convir que é humanamente impossível se administrar uma região continental como essa, em estados como o Pará e o Amazonas, surgidos daquele desmembramento inicial da antiga província (assim como o Maranhão e os demais estados da região).
O que se deve questionar é a utilização de uma bandeira histórica por políticos oportunistas que a levantam com o único intuito de conseguir os votos das regiões que sonham com o desmembramento.
Pelo que sei, existe a proposta de uma comissão da redivisão territorial da Amazônia em debates em Brasília (Val-André poderia confirmar isso, se possível).
O que não se pode é discutir a questão do ponto de vista emocional ("o Pará é único", e coisas do tipo).
Como bem disse Jota Parente, a realidade em nossa região é diferente da capital. O cidadão de Faro nada tem a ver cultural, economica e socialmente com o de Parauapebas, e assim por diante.
A campanha eleitoral, concordo, não deveria ser o campo para esse tipo de debate, pois corremos o risco de escorregar na demagogia barata que ponteia esses momentos. Não será o proselitismo pró e contra que definirá essa importante questão.
Sou belenense de nascimento, Paysandu no fundo da alma e não deixarei de sê-lo. Apenas acrescentarei em meu futuro "passaporte" o carimbo de cidadão tapajoara, com o mesmo orgulho de ser o paraense que ainda sou ("Ó Pará, muito orgulho ser filho de um colosso tão belo e tão forte", como diz o nosso lindo hino).
Juventy, ao debate!

Anônimo disse...

Muito cômodo para os que moram na parte rica do Estado serem contrários a redivisão territorial. O Pará tem de se desenvolver por completo, tem de ter o desenvolvimento interiorizado e espalhado. Quem deve decidir ou não pela redivisão do Estado são os que moram nas regiões a serem desmembradas, não aqueles que moram na capital.

Anônimo disse...

Não há nenhum sentimento de nativismo nesses paraenses que se dizem contra a divisão do estado e sim o receio de que a receita da região mais seja nela investida e não em Belém. Viva o carajás