31.5.06

Cobrança

Ninguém comentou na grande (e na pequena) imprensa a participação da única autoridade do governo estadual presente na reunião com o ministro Tarso Genro.
Coube à secretária especial de Produção, Teresa Cativo, a missão de defender uma política fiscal que acabe com a guerra entre os estados, mas garanta a utilização do incentivo fiscal enquanto instrumento de política economica.
E ela foi enfática: sem lero lero, sem disfarces, sem calotes.

2 comentários:

Anônimo disse...

Tucana de alta plumagem vem a público e diz que a Guerra Fiscal entre os Estados é nociva ao desenvolvimento!? Inimaginável ouvir essa confissão na Era FHC, quando, ao contrário, essa recomendação era ungida pelo príncipe dos sociólogos em suas falas do trono.
Ora, o PSDB criou e estimulou com grande espalhafato a guerra fiscal na federação, a ponto de nada, absolutamente nada fazer contra ela nos oito anos de gestão que tiveram no governo federal. Nesse tempo governo que a adotasse era visto com olhares respeitosos dos boss tucanos.
O que dizer agora daqueles bons cidadãos que, prudentes e responsáveis com a coisa pública, destacavam os efeitos deletérios dessa prática sobre a economia regional, e eram acusados pela arrogância ornitológica de burros, ingênuos ou mesmo sectários?
Talvez o silêncio na imprensa represente o pasmo, ou melhor a náusea, com que a pessoas observaram a inusitada confissão da Secretária.
Por outro lado, aproveitando a súbita consciência revisionista, seria ótimo também que a Douta Cativo fosse a público e reconhecesse outro descalabro, o erro intencional dos governos de Almir Gabriel e Jatene em considerar para menor a quota parte do ICMS de Belém em razão de uma tendência involutiva da economia da capital (um insulto a capacidade mental do mais simples observador da vida material de Belém). Quem sabe assim merecessem a piedade de uma recomendação ao purgatório, pois de boas intenções até no inferno o diabo já cansou.

Juvencio de Arruda disse...

Guerras fiscais estão presentes há muito na ecomnomia brasileira , Anonimo.
Ficou pior na era FHC, como voce afirma,pela inclusão da lei Kandir - nunca é demais lembrar, um deputado tucano.
O blog, em várias oportunidades, já declarou seu mais completo desacordo com este tipo de instrumento de polítca economica que, em detrimento de alternativas inteligentes, favorece a concentração do capital, acentua desequilíbrios setoriais, provoca desarranjos demográficos, desarticula relações de produção estáveis e familiares, entre uma longa série de efeitos perniciosos.
Mas considero que o discurso da secretária avança em relação ao passado, mesmo dele tendo feito parte - com muita força, como voce apontou - os governos tucanos.
Obrigado pelo comentário, excelente.