1.8.08

Alcoa Frustra Convidados

Em Juruti Velho, representantes do Incra de Brasília e de Santarém, Ministério Público do Estado (MPE), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Iterpa, Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve) e moradores das comunidades próximas ficaram das 16h às 18h30, aguardando a chegada dos Diretores da Alcoa para uma reunião que havia sido convocada pela própria empresa. O atraso da empresa, que preferiu primeiro fazer uma visita à mina, causou desconforto e revolta nas pessoas presentes no local da reunião.
A comunidade decidiu não realizar a reunião por que, além de considerarem a atitude da empresa desrespeitosa, muitos estavam sem almoçar e iam enfrentar o Rio Amazonas com motores de rabeta à noite.
O encontro, convocado pela Alcoa, deveria servir para estabelecer um diálogo com a comunidade sobre o projeto de extração de bauxita na região, mas o pouco caso da empresa acabou revoltando os representantes das autoridades federais, estaduais, e a comunidade presentes.


Fonte: Assessoria de Comunicação do MPE.

6 comentários:

Bia disse...

O MPF,os convidados representantes de instituições públicas, a comunidade, devem fazer nova leitura do fato. Ou, se ofizeram, devem explicitar o óbvio, que nem sempre é óbvio para quem "não virou carvão", como disse meu juíz preferido.

A ALCOA deixou muito claro - há precedentes, há precedentes... - o que é prioritário para ela no projeto: a mina.

Beijão.

Anônimo disse...

enquanto isso, Ana Júlia conta com a "grande parceira" Alcoa para fazer um "novo modelo de desenvolvimento"...

Anônimo disse...

Mas é assim mesmo. Para esses imensos grupos, Vale Alcoa, etc, com o apoio das "autoridades maiores", eles são os donos do pedaço e nós só estamos aqui incomodando-os. Como vão conseguir licenças e tudo o mais que quiserem, como a "Justiça" sempre vai penalizar quem os provocar, como nada vai jamais atingí-los e sempre vai haver lambe-botas para aplaudi-los, tão nem aí pra nós.

Anônimo disse...

Bestas são aqueles que sairam de casa com esperança que uma multinacional de três cabeças iria ''negociar''. O futuro nesse caso é previsível, ou se nascem mais pessoas dispostas a morrer em defesa daquilo que acreditam ou o grande satã (aqui representado pelas empresas mineradoras, madeireiras, extrativistas minerais, etc etc) vai comer suas terras, estuprar mentalmente seus filhos e devorar-lhes à tripa.
Opa, alguma coisa me lembrou o argumento dos homens-bomba. Ou se morre pela terra lutando ou se vive. Assim como deus quer.

Anonymo

Anônimo disse...

Publicado no paranegocios.com.br: Ao “Pará Negócios” o dirigente da Alcoa informou que ele e toda a comitiva da Alcoa – integrada também por seu presidente mundial Klaus Kleinfeld e pelo presidente de seu Conselho de Administração, Alain Belda -, compareceram a Juruti Velho, ainda que com duas horas de atraso. “Em frente de toda a comunidade, eu pessoalmente me desculpei quatro vezes, expliquei o por que do atraso de duas horas e solicitei – para não dizer implorei – que entendessem os motivos do atraso e que ficássemos lá conversando, para que os membros do Conselho da Alcoa pudessem ouvir os moradores de Juruti Velho. Infelizmente a liderança da comunidade resolveu interromper a reunião e não permitiu que a comunidades sentasse com toda a comitiva da Alcoa para que pudéssemos ter um diálogo construtivo”, afirmou Feder.

Ele lamentou muito pelo atraso, “assim como lamento muito a decisão da liderança de cancelar a reunião, mesmo com a nossa presença e reafirmo o nosso comprometimento com o diálogo com Juruti Velho”. Feder disse que na manhã desta quinta-feira a comitiva da Alcoa conversou durante duas horas e meia com toda a representação do Conselho Juruti Sustentável, ”num processo muito positivo de diálogo e compartilhamento”. “Isso não quer dizer que só tenhamos ouvido elogios. Pelo contrário, as reclamações e pedidos foram até maiores que os elogios. Mas foi um momento de diálogo positivo. É esse o nosso compromisso com todo o município de Juruti”, afirmou. Para ele, esse episódio não deverá afetar o relacionamento da empresa com a comunidade.

Anônimo disse...

Tão bonzinho, o dirigente da Alcoa, tão sincero que me vem lágrimas aos olhos!