3.8.08

Especialista

Não é verdade que Ulyses Manaças, coordenador estadual do MST, vai receber o título de Homem de Marketing do Ano da ADVB.

9 comentários:

Anônimo disse...

Seria otimo, o MST luta por mais comida na mesa do povo, e pelo que sei todos comem pela boca, inclusive os 31% que sao contra a reforma agrária.

Bia disse...

Boa dia, querido:

acho que o anônimo da 9:33 não sabe que ser contra a reforma agrária pode também embutir na opinião de quem assim se posicionou, a posição contrária aos métodos ineficazes, pirotécnicos e violentos e que lideranças como Ulysses são tão responsáveis por isso quanto os Ronaldo Caiados da vida.

Beijão..

Anônimo disse...

Enquanto isso... Ulisses Manaças assistia, tranquilamente, com um radinho em punho o jogo do Paysandu ontem na Curuzu.

Juvencio de Arruda disse...

Ulisses subiu alguns pontos no meu IBOPE...eheh

Cássio disse...

Juvêncio, explique se há algo estranho no ar ou se eu passei despercebido. Por que só as ORM não deram importância a esse fato? Seria por que o protesto era contra a Globo ou se o próprio Congresso foi sem importância mesmo! Cá entre nós, esse negócio de "Fora Globo!" já está surraaaado... O povo não é mais bobo, já não assiste tanto a Rede Globo. Largaram a favorita para ver perereca no pantanal, de novo! O problema é sair do "jornalismo padrão" da Globo e cair no "jornalismo chorão" da Record. A bem da verdade (égua, essa é do tempo do Marx!) o protesto não era necessariamente anti-globo, mas contra a política de repressão do Governo Federal às rádios comunitárias que conta com o aval da ABERT e sutil dos sindicatos de classes. Ainda sim, uma forma melancólica de expressar as velhas fórmulas de movimentos sociais necrosados.

Juvencio de Arruda disse...

Cássio, acho que um pouco de tudo isso que vc citou.
Quanto à rádios comunitàrias, é preciso considerar que, no Pará, a esmagadora maioria delas está nas mãos de políticos e evangélicos.
Infelizmente poucas estão engajadas em projetos realmente comunitários.

Cássio disse...

Juvêncio, tem rádios comunitárias que prestam um grande serviço às comunidades pobres. Servem de correio, de recados do interior, de chamado de socorro, de mobilização social e até de celular. Tem rádio, de fato, nas mãos de igrejas e políticos, mas uma boa varedura sabe separar o joio do trigo. No interior elas são imprescindíveis. Bons tempos em que a prefeituras interioranas tinham suas "bocas de ferro", com a famosa "ave-maria" das 18h.

Anônimo disse...

Caro, Juca, substitua o post anterior por este.

Merchandising X Luta
Pobre sindicato dos jornalistas (quais?). Dos quase 150 inscritos no “6º Congresso Estadual dos Jornalistas”, não chegavam a 40 os “profissionais” inscritos, considerando ainda, que pelo menos 20 eram da diretoria anterior ou da que “tomava” posse. Incrível, um sindicato com trajetória de resistência e luta que se confunde com as principais lutas desenvolvidas pelo povo brasileiro nas últimas quatro décadas realize um congresso que não inclue na “pauta” o principal evento político deste semestre que são as eleições municipais. O debate sempre é bem vindo e é um importante balizador para a formação de opinião e definidor de voto. A categoria não merece essa ausência de vontade política e crítica das ditas diretorias do sindicato.
Que sindicato é este que reúne a categoria (ou tenta reunir?) e não discute uma pauta salarial para “peitar” os barões da comunicação que “detonam” a categoria com absurdas “jornadas” de trabalho, que vão muito além do permitido em lei. Um dado absurdo que comprova isso foi a “unificação” das redações de “O Liberal” e “Amazônia Jornal” e que o “sindicato” nem sequer publicou uma única nota. Talvez se publicasse ainda seria favorável a tal medida de “eficiência jornalística” das ORM’s.
As diretorias (que “SAE” e a que “ENTRA”) falam em pagamento de mais de R$.100,000.00 (cem mil reais) em dívidas, mas não apresentaram durante o “Congresso” nenhum balanço de “receitas” e “dívidas”. Falar e chorar à mesa é fácil. Boas atrizes e atores fazem muito bem esse papel.
A principal atividade anual do sindicato continua sendo a “glamourosa” festa de final ano, que não tenho nada contra, mas é muito pouco para uma categoria que vê seus representantes muito bem obrigado (ou obrigada?), andando de braços dados com a poderosa AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará) e com o Governo do Pará. Com o Senador Neri (PSOL) e o senador Mário Couto (PSDB). CVRD e Governo Federal... “parceiros” tão díspares quanto água e óleo. Faltou, como nos bons e lutadores tempos, os parceiros históricos, como Sindicato dos Radialistas, ABRAÇO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias), os Centros Acadêmicos de Comunicação, como o CACO da UFPA, a ENECOS (Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação), o DCE da UFPA, a combalida CUT (Central Única dos Trabalhadores). Faltou política, reflexão crítica, solidariedade. Sobrou arrogância e Merchandising. Ah, sobre isso, tivemos “UM MOMENTO VALE” de 10 minutos durante os 2 dias de congresso!!!
Pra ser sincero, o grande fato político do “6º Congresso Estadual dos Jornalistas”, foi mesmo a manifestação do MST/Via Campesina, Fórum de Rádios Comunitárias e Estudantes universitários. O Alvo, todos perceberam, não eram o “Congresso” ou seus participantes, muito menos as agonizantes diretorias (a que saia e a que entreva), mas sim a Rede Globo. É questionável o método e o local escolhido pelos “manifestantes”, mas é preciso analisar como esses movimentos têm sido criminalizados pela mídia e seus barões. Por madeireiros “organizados” na AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará) e tantas outras “entidades” afins. Faltou habilidade política para as diretorias do sindicato. Faltou bom senso para os ocupantes.
Mas o fato é o seguinte, depois da entrada em cena dos “manifestantes”, até cobertura jornalística o evento teve. Não faltaram rádios, emissoras de tv’s, jornais impressos e blogs nos corredores do Hangar. Sabe, se eu fosse da nova direção do sindicato publicaria uma nota de agradecimento a esses que tachados de “invasores” acabaram chamando a atenção dessa mesma “nova direção”: Algo está errado e é preciso mudar. Nós, Jornalistas, agradecemos!
Fraternalmente,
Satchel Paige

Juvencio de Arruda disse...

Pronto,Satchel.
Abs fraternal pra vc.