31.1.07

Outra Leitura

Por e.mail, comentarista do blog envia sua interpretação sobre o affair Funtelpa-Tv Liberal

Esse caso FUNTELPA - TV LIBERAL não é bem o que parece.
Do ponto de vista estritamente jurídico, ato nulo não surte qualquer efeito. Assim, se o convênio é nulo, não só a FUNTELPA não deve nada à TV LIBERAL como esta deve ser compelida a devolver - judicialmente, se for o caso - o que recebeu indevidamente. E se a FUNTELPA nada deve, não tem que depositar nada em juízo.
De um outro ponto de vista, digamos, extrajurídico, depositar em juízo é uma maneira de judiciarizar um problema que é - ou pelo menos se tornou - político, levando-o para um campo aparentemente neutro. A CVRD fez isso e, depois, convenientemente, fez um acordo que congelou sua ação indenizatória - milionária - contra o LIBERAL.

Até Deus dar bom tempo. A demora convém aos dois lados, nesse caso, pois remete a solução para as calendas gregas.
É fato conhecido que Fernando Nascimento foi recebido pelo Chefe da Casa Civil - no mesmo momento em que os perueiros
et caterva infernizavam a vida de quem passava perto do Palácio dos Despachos - e nesse ocasião foi informado, com antecedência, da suspensão dos pagamentos. Ali também parece ter sido combinada a tática de suspensão do Sem Censura e o esvaziamento da Audiência Pública na Assembléia Legislativa.
O Chefe da Casa Civil explicou para quem cabia explicar que a tática é não destruir o LIBERAL para não ficar refém do DIÁRIO DO PARÁ. A explicação é tacanha, tosca, primitiva. O resultado previsível é: vai ficar refém dos dois. Pior que o Governo anterior, que era refém de um só.
Pegou mal a ausência da Presidente da FUNTELPA na Audiência Pública, com tão mal enjambrado pretexto. Pegou mal também uma ordem superior que retirou da Audiência um Diretor do Sindicato dos Radialistas - boa praça, diga-se - que agora tem DAS.
Esses acontecimentos me fizeram lembrar do corneteiro da Batalha de Pirajá, aquele que recebeu ordem do comandante para tocar a retirada e sapecou o toque de avançar e degolar.

A tropa cumpriu o toque, partiu para cima dos inimigos e venceu a batalha.
Já não se faz mais corneteiro como antigamente.

2 comentários:

Anônimo disse...

Parece que o plano está rabiscado em mal traçadas linhas. Não é fácil tourear com dois, nem os gregos viram tal façanha. Mas, mitologicamente, não é impossível.
Quem sabe escutando o corneteiro...

Juvencio de Arruda disse...

É possível, embora continue na posição do post Na Encruzilhada.
Nos dois episódios - convenio Funtelpa e eleição da Mesa - que agora, vê-se, acabaram interligados com a suavizada de O IVCezal na edição de hoje, a governadora se moveu com inteligencia.
Ou, como voce prefere, Anonimo,escutou o corneteiro.