26.3.07

A Novela da Conta

Conta o blog do Ronaldo Salame, citando a revista IstoÉ, que a agência DoubleM - protagonista da primeira parada desastrada na propaganda do novo governo - teria sido aconselhada por amigos a desistir de participar da concorrência da maior conta do Pará.
Muy amiga, a revista.

---------------------------

Conta ao poster o publicitário Orly Bezerra que não há a menor possibilidade de sua agência, a Griffo, participar da seleção.

---------------------------

E contam fontes do mercado que já haveria uma divisão de opiniões em relação aos aditamentos dos contratos anteriores: há os que não aceitam a prorrogação e os que não vêem outra saída.
Há sim, tres: ficar sem propaganda por sete ou oito meses, razões de força maior, ou então estacionar o problema no Ministério Público.

---------------------------

O que nobody says é por que os editais, tres meses depois, ainda não foram lançados. A demora, vê-se, faz a questão ganhar luzes nacionais.
Que coisa!

6 comentários:

Anônimo disse...

Luluquefala comenta:
Sei não mas essa tal de Double M não tem muito jeito pra coisa, mas pode até dar certo. Mas se o PT condenou tanto os métodos passados de escolha das agencias, não poderá fazer jamais o que condenava, né não?
Agora, é um absurdo a Griffo, do publicitário boa pinta Orly Bezerra, não participar da licitação. Por que? Só porque a empresa ficou com uma marca muito forte nos governos tucanos? Que besteira, que patrulhamento. A Griffo é uma empresa profissional que está nesse mercado desde que me entendo como gente, e tem mais é que participar.
Chega de patrulhamento gente!!!
O PT não chegou para mudar? então já pode começar por aí, deixando de perseguir aqueles que por um ou outro motivo não estiveram ao seu lado.
Se fosse assim e pra valer, jamais a governadora Ana Júlia poderia estar tão atrelada ao senhor Jader Barbalho. Tô certo ou não estou??

Juvencio de Arruda disse...

Bem...acabei de moderar negativamente um comentário de um visitante aqui do blog ( dmo, desculpe)que,recalcitrante, duvidava que Orly não participaria d seleção.
E aproveitava para tecer comentários depreciativos sobre a sua (dele) figura.
Reitero: ele me disse que não participará e não teria porque enganar o blog e seus leitores.
Se participar levará peia do Quinta.
Quanto aos motivos que o levaram a tomar tal decisão, são de sua (dele) responsabilidade.
E tem mais: o Orly é muito feio, Lulu.
Bonito sou eu.

Anônimo disse...

Como se trata de concorrência pública, ela é aberta a qualquer empresa do ramo, de qualquer parte do país.

A Griffo só não participará se não quiser. O Governo não pode recusar a inscrição e a habilitação de quem quer que seja.

Uma vez participando, cabe à Griffo, como a qualquer outro licitante, exigir que o edital contenha normas e critérios objetivos e impessoais de escolha.

Se o edital não contém critérios objetivos e impessoais de escolha, pode e deve ser impugnado. A lei garante.

Se contém critérios objetivos e impessoais de escolha,o edital não favorece ninguém.

Se não favorece ninguém, a Griffo, como qualquer outra empresa do ramo, tem chance de ser contratada.

Anônimo disse...

Juvêncio,

O Anonimo das 8:22 não sabe do que está falando. As "normas e critérios objetivos e impessoais de escolha" não fazem parte da análise de proposta técnica de licitação de publicidade. A Lei de Licitações, feita para obras físicas, ao ser adaptada a prestação de serviço intelectual (que é o que vende uma agência de publicidade), instituiu a chamada proposta técnica: um texto onde o licitante expressa sua compreensão do problema de comunicação do cliente e apresenta suas possíveis soluções. A seguir, essa idéia criativa deve ser transformada em peças que, como diz a Lei, "consubstanciem" o conceito e o partido temático escolhido pela agência. Ao introduzir esses elementos, a Lei introduz o critério da subjetividade na análise das propostas técnicas de publicidade. Ou seja, não é o que você tem (estrutura, equipamento, profissionais), mas como você pensa (análise do problema de comunicação e apresentação de soluções e conceitos) que tem o maior peso em uma licitação de publicidade. Isso não é maracutaia, é a Lei. Qualquer edital de publicidade no Brasil, desde a instituição da Lei de Licitações, contém esses elementos e não pode ser diferente, porque o que está à venda não é quantificável, é volátil, imaterial: idéia criativa e conceito. Se um governo pensa de um jeito diferente do outro, obviamente quem era o responsável pela comunicação do governo adversário terá dificuldade em tornar-se cínico ao ponto de tecer loas e construir conceitos positivos de um governo contra o qual lutou até o último homem. É por essa razão que Orly não participará da licitação: porque sabe que pensa diferente de como pensa o atual governo. Aliás, seguindo seu exemplo, a Double M também pensa diferente de como pensa o PT, portanto... Só um milagre pode colocar essa agência no topo das escolhidas.

Àlvaro Borges, consultor.

Anônimo disse...

Não é milagre, não, Álvaro. É "acerto", "arranjo" mesmo. Diante do leque de agências disponíveis no Estado, quem pode me explicar como e porque a Double M pode ser considerada "favorita" numa corrida à conta do governo do Estado, a mais cobiçada jóia da coroa publicitária local? Se até Parauapebas eles não deram conta de atender, como dariam conta de atender ao governo do Pará?

Anônimo disse...

8 x 23 disse ...

O Álvaro Borges pode até não ser consultor, mas falou e disse. Mas só para lembrar outros tempos: em 1995, a Galvão e a Fax, que fizeram a campanha derrotada de Jarbas Passarinho, participaram da licitação do governo Almir Gabriel. As duas doram classificadas entre as cinco agências selecionadas para atender a conta do governo naquela época. Decisão acertada, aliás. Mas esses são outros 500 mil réis, não é mesmo.