25.9.06

Comunicação, Estatística e Política

A propósito do post abaixo, e em atenção aos seus comentários, o poster faz as seguintes considerações.
Pesquisas internas não são registradas, e seus resultados são divulgadas de forma parcial, sem menções à questões metodológicas como data do campo, número de questionários, margem de erro, etc.
Trata- se de instrumento de referencia para candidatos e coligações. Nelas, as pesquisas internas são informadas à candidatos e comites. Seu conhecimento era notório, há pelo menos trinta dias ante da publicação da nota do Quinta Emenda, por centenas, talvez milhares de pessoas.
Não foram anunciadas intenções de voto, senão um "teto", no caso em tela uma estimativa coerente com os patamares do candidato santareno nas últimas tres eleições.
Mas esse "teto", tecnicamente, pode ser menor ou maior.
Historicamente, pesquisas internas estão sujeitas a grandes variações em seus resultados, tendo em vista que a margem de erro geralmente é maior que a intenção de voto do candidato.
O episódio das liminares que impediram, durante alguns dias, a publicação da segunda pesquisa IBOPE, que também envolveu este blog, materializa a constatação acima, tanto que foram revogadas.
As considerações metodológicas sobre a pesquisa IBOPE feitas aqui no Quinta - o desvio amostral na escolaridade dos entrevistados, e o pequeno número de municípios pesquisados - se enquadram no contexto de uma discussão técnica, que visa levar ao conhecimento dos leitores do blog um pouco dos bastidores da pesquisa de opinião pública, sem que isso a desqualifique, conforme pretendido pela coligação que suspendeu a publicação da mesma.
Por fim o Quinta considera que a Justiça Eleitoral deveria, com todo o respeito, providenciar concurso público para contratação de profissionais de comunicação e estatística, para auxiliar os juízes eleitorais de todo o Brasil, a modo de evitar sua exposição, e de suas sentenças, à raposia de coligações, candidatos e advogados.
Ou, o que é pior, a fragilização de importante instrumento na democratização da comunicação a partir de questões e interesses que, na realidade, precedem o presente pleito eleitoral e nada tem a ver com ele.

Um comentário:

Juvencio de Arruda disse...

Então viva as diferenças, e os amigos também.
Obrigado por seu comentário.