25.3.08

Predadores Reagem em MT

O analista ambiental e blogueiro Alex Lacerda de Souza acompanha, em seu blog, os desdobramentos da Operação Arco de Fogo em Mato Grosso.


A operação arco de fogo continua em Matogrosso, apesar das investidas das empresas, sindicatos, da Sema-MT e até do governador. Na terça feira foram deferidas quatro liminares para desembargo de atividades de madeireiras que o IBAMA lacrou por estarem em desacordo com as normas ambientais.
Segundo as empresas, a sistematica de medição do IBAMA estava em desacordo com a utilizada pela SEMA-MT, havendo assim erro na medição feita pelo IBAMA com relação ao saldo de empreendimento das empresas, com prejuizo para as mesmas.
Porém, o que não foi dito ao Juiz Substituto da vara federal de Sinop é que as serrarias tinham madeira de MENOS, e não a mais, como quiseram fazer acreditar com a alegação da medição.Vou explicar melhor, a medição da SEMA é feita somente no topo(menor diâmetro) da tora, são descontados casca e ocos, e dado ainda um desconto de 3% no comprimento da tora, de lambuja, e a do IBAMA leva em consideração topo e base, sem descontar cascas e ocos, pois o que é avaliado é o dano ambiental, e não a produção que a serraria terá. Isso leva a uma diferença de cerca de 10 a 15% no volume medido, com maior quantia na medição do IBAMA.
Toda empresa madeireira registrada tem um saldo de estoque junto a SEMA, como se fora uma conta bancária, com entrada e saída de madeira. Se a fiscalização encontra mais madeira no pátio que no saldo, esta madeira foi recebida sem licença, ou seja, vem de desmate ou extração ilegal, e não tinha origem legal para lançamento no saldo.
Seria esse o grande medo em relação as diferenças de medição.Porém, se existe mais madeira no saldo que no pátio, existe a quase certeza que esta madeira não foi cortada, o plano de manejo de origem foi fraudado, com a finalidade de obtenção de créditos que podem ser comercializados, e que legalizarão a madeira dos predadores que destroem as nossas florestas. No caso em tela, a fiscalização autua a empresa por "vender sem licença", pois a madeira que teoricamente estaria no pátio foi comercializada sem a devida baixa no sistema.
Neste caso, a diferença de medição alegada pelos autuados somente os prejudicaria mais, pois faltaria mais madeira ainda nos seus pátios.
Mas isto não é dito pela imprensa de Matogrosso, pelos madeireiros autuados ou pela SEMA, pois o que se estaria caracterizando é uma verdadeira floresta virtual, que legaliza a extração ilegal de outras áreas e gera um mercado de virtual de madeira, com grandes lucros para os Mercadores da morte.

3 comentários:

JCF disse...

Incrível como o pessoal da AIMEX pediu, na reunião de 2a. passada (17/03/2008) para o secretário definir junto com o IBAMA a "fórmula mágica" para que fosse feito o mesmo tipo de medição nos pátios.
Segundo eles tava havendo defasagem no método. O da SEMA sempre para menos, é claro. E a madeira não aparecia ou era demais.
Hummmm...

Prof. Alan disse...

Juvencio, Mano Velho, valeu a audiência pro blog do mano!

Essa turma que gosta de derrubar árvore dá trabalho mesmo. E vai continuar dando trabalho, porque, como todo bom bandido, eles não esquecem de guardar uma parte do produto do crime pra pagar advogados e distribuir "agrados" a quem de direito...

Juvencio de Arruda disse...

Ah!...é mano, é?
Então a família subiu mais dez pontos no meu IBOPE...rsrs
Grande figura seu irmão.
Abs