23.11.06

A Carta ao MD

Muito superiores às questões conjunturais que nos afastaram mais recentemente, notadamente nas últimas eleições, estão os laços históricos que sempre vincularam o PT e o PPS às lutas populares e àconstrução de um novo mundo.
É com essa crença no reatamento de nossos laços históricos que eu, na honrosa condição de governadora eleita do Estado do Pará, convido esse valoroso partido a instaurar um proceso de conversação sobre as possibilidades de reconstrução de nossa relação política nesse momento em que se avizinha a instalação do governo democratico e popular do Pará.

Este é o teor da carta que a governadora Ana Júlia subscreveu ao deputado Arnaldo Jordy, presidente regional do MD, até agora silente.
Na expectativa, os emedistas aguardam a resposta de Jordy.
Ana Júlia também.
Ô Arnaldo, responde, vai...

13 comentários:

Anônimo disse...

Deputado eleito do PT é preso na "Operação Castelhana" da PF

da Folha Online

Juvenil Alves (PT-MG), eleito deputado federal em outubro, foi preso nesta quinta-feira durante a "Operação Castelhana" da Polícia Federal, que combate crimes financeiros e cumpre no total 20 mandados de prisão. Ele foi detido em Belo Horizonte e já foi levado para a superintendência local da PF.

Segundo a PF, ele é sócio do escritório de advocacia Juvenil Alves e Associados, especializado em direito tributário e que teria ajudado uma organização criminosa que teria causado um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

A "Operação Castelhana" acontece em cinco Estados (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Alagoas) e no Distrito Federal. Cerca de 250 policiais federais e 120 auditores da Receita Federal cumprem aproximadamente 20 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão expedidos pelo Juízo Federal da Vara Especializada em Lavagem de Dinheiro de Belo Horizonte.

Wanterlor disse...

E como fica o nosso amigo Salame?

Anônimo disse...

O Jordy não manda nada, ele é subordinado ao chefe pernambucano.
É a (M)aldição (D)upla:
1ª) Poder estar no Poder;
2ª) Sem Poder estar.

Juvencio de Arruda disse...

Wanterlor, o Salame já se pronunciou a respeito aqui mesmo no blog, na caixinha de comentários do post (aí vai o link)

http://quintaemenda.blogspot.com/2006/11/pense-noutra.html#links

Grande abraço.

Anônimo disse...

Enquanto Jordy conversa com Jatene, Salame troca amabilidades com Ana Julia e tem filiado do PPS em varias comissões de trabalho da transição,
No novo MD Jordy é o depressivo o outros a euforia.

CJK disse...

Uma vaquinha amarela contou uns detalhes interessantes desta história.
Vou encerrar meu dia, e quando chegar em casa posto as novidades.

CJK disse...

A resposta do deputado Arnaldo Jordy deve demorar, mas será interessante de ser aguardada.
A governadora agiu de forma correta ao enviar uma carta pública, dando teor oficial a um convite para abertura de discussões, e que demandará também uma resposta oficial por parte do ex-PPS, atual MD.
Os correligionários do ex-PPS querem discutir de forma ampla os termos da resposta, o que não está muito de acordo com a prática política da atual direção de seu partido.
Isto porque, de acordo com o mugido da vaquinha amarela, o atual governador, já se precavendo contra as ações do CCJ (Comando de Caça a vocês sabem quem), propôs ao deputado reeleito Jordy que "reforçaria" o MD com a filiação de "seu grupo" (pois é, ele agora tem grupo). Tudo com o objetivo declarado, e este seria o motivo do aval do Jordy às novas filiações, de apoiar a candidatura do Dep. Jordy para a prefeitura de Belém em 2008.
Só que na verdade o plano do J, que não é B, é de sair candidato a prefeito, usando duas pernas de apoio, o ex-PPS, agora MD, e o PSDB, caso mantenha o controle deste.
Nesta hipótese, caberia ao Jordy o cargo de vice (ou de "vixe, Maria!" dependendo do interlocutor consultado).
Daí o desconforto do Dep. Jordy no momento atual, visto que está sendo cobrada uma resposta oficial ao convite da Governadora. Se o Dep. Jordy recusar o diálogo com o futuro governo baseando sua decisão apenas no projeto pessoal, sem outras justificativas políticas mais nobres, ou sem ouvir o restante do seu partido; sem sequer informar os "companheiros" da existência de tratativas secretas (de agora em diante públicas) com o atual governador, vai ficar esquisito.
Concluiu a vaquinha: a batata do Duciomar não está mais assando, já virou carvão; não avisaram o PFL de nada; e, mal acaba uma eleição já começa outra.

Juvencio de Arruda disse...

É, Cjk, como sempre muito bem informado sobre o "rebanho"...rs.
Mas ouvi agora de noite uma versão pouquinha coisa diferente, pouco mesmo,que postarei amanhã.

Anônimo disse...

Cjk, o PFL vem de Valeria.
Candidatissima, bate com o que o Vic falou no poste Alianças ao Mar.

Anônimo disse...

O CJK parece bem informado. Lembra, até, o caso de um -famoso pelo sobrenome - secretário que tinha o controle da folha pelos descontos nos empréstimos autorizados. Quando o governo quiz cortar a "mordomia" o secretário,na época, foi a loucura.Parecia, até, que tinha algum interesse junto às empreas que faziam o desconto, ou melhor, o empréstimo. Mas pode acreditar, CJK, era pura intuição. Na verdade o secretário da época agia em legítima defesa de suas causas. Que, talvez, não fossem as dos funcionários público que ele, atualmente, pensa que defende.

Bia disse...

Ao se reduzir a questão da participação do PPS (êta, que MD é um horror!) aos supostos interesses pessoais do Dep. Jordy, desconsidera-se dados e fatos importantes:

1 - " (...) os laços históricos que sempre vincularam o PT e o PPS às lutas populares e à construção de um novo mundo.(...)" romperam-se antes, muito antes da eleição na nossa paróquia.

Na ruptura, ainda em 2004, Roberto Freire expressou claramente o distanciamento do seu partido do bloco de apoio ao governo Lula, por divergências que não eram "conjunturas".

2 - Quando se diminui demais o foco, corre-se o risco de reduzir a nitidez da imagem: na carta da governadora, além do comovente chamamento "cìvico", há o seco interesse de cooptar apoios para a formação da bancada ao novo governo.

3 - Com carta ou sem carta, em público ou "no escurinho do cinema" todos estão chamados a sentar-se à mesa.
E aí não se diferencia antigos amores. É jogo puro. Serve o Carmona, o Domingos Juvenil deixou de ser mal cheiroso, etc. e tal.

O problema: para apoio, aliança, cooptação ou rendição, o novo governo ainda não explicitou o que vai servir ao povo paraense no jantar! E espero que o PPS leia e apresente ao distinto público o cardápio antes da sua definição.

Esta é a discussão principal: para apoiar qual projeto/programa/missão estão sendo chamados os deputados e os partidos?

Sem essa resposta, não tenho sequer curiosidade em saber ou em julgar quem foi, porque foi e se vai ou não.

Abraço, Juca.

Juvencio de Arruda disse...

Voce é uma pessoa séria, Bia.
Bom ter voce por aqui.
Abs

Anônimo disse...

Já pensou em 2008, Valéria pelo PFL e Jatene pelo PSDB? Eu só quero ver com quem o Almir vai ficar. Não só o Almir, mas todo o PSDB.
Valéria na cabeça e no coração.
Jatene no ... Ah, deixa pra lá.