25.6.09

Meia Hora

Foi a peso de muita gritaria que a governadora Ana Julia entregou na segunda feira - depois de mais de trinta dias esperando uma vaga na sua agenda nunca divulgada - uma nova alternativa de tráfego para a travessia do Marajó, através de um contrato com a empresa Henvil, que por sua vez locou o catamarã Álamo.
A viagem inaugural durou duas horas e meia, dez minutos a mais que uma viagem que fiz na velha banheira "Comandante Marcos", da Arapariu, na época em que a velha embarcação possuia um flap na popa e mantinha sua velocidade no nível 10.
Hoje, sem flap e no nível 7, pra economizar combustível, faz a travessia em pouco mais de 3 horas.
A medida encurtou em meia hora a demanda dos turistas, com base nas condições anteriores do Cmte. Marcos, o que já é alguma coisa, embora os problemas do bi-modal deverão continuar.
O gerente executivo do Plano Marajó, Marcio Mamede, da Seir, que se reporta ao blog ao estilo de um bicheiro, está feliz da vida.
Eu não estaria, depois de dois anos e meio, mais trinta dias de agenda, por meia hora a menos, pagando o dobro.
Falta agora pegar no gogó das companhias de navegação, justamente as que levam e trazem os pobres e trabalhadores. Essa o Mamede vai esperar sentadinho, quietinho, bonitinho.

13 comentários:

Anônimo disse...

Caro juca quem dera que o problema do turismo no Marajó, fosse apenas a diminuição do tempo da viagem, em "longos" 30 minutos!!
O grande problema ao meu ver, é não ter-mos um produto turístico "vendável", técnica e economicamente. Enquanto nossos governantes e empresarios, pensarem que só o potencial da ilha é capaz de atrair visitantes, estão muito enganados.
Uma pena que as academias estejam formando profissionais na área de turismo, mas que no entanto, não são aproveitados, ou quando são, estão obrigados a elaborarem projetos apenas para atenderem aos interesses, tanto de governo, quanto de empresarios.
Enquanto isso, as populações continuam a ser colocadas em segundo plano!!

Abraço Juca!!

Juvencio de Arruda disse...

O encurtamento já é alguma coisa sim, mesmo pequeno. os problemas vão continuar a chaga, como um esauema de transporte desorganizado, motoristas mal educados, frota suja e velha, ARCON ineficiente.
Os hotéis e pousadas melhoraram muito nos últimos dez anos. Muitos passeios programados foram agregados aos serviços dessas empresas.
Mas boa parte da demanda turística da parte nordeste da ilha é do turista na base do "U$ 30 a day".
Ainda é pouco.
Abs

Anônimo disse...

Juca, para um governo que não tem nada para mostrar, uma economia de meia hora na viagem ao marajo deve ser comemorada com fogos de artificio, donana deveria achara vaga em sua agenda e dar uma volta pelas raus de belém para sentir um pouco a sensação de insegurança que isso trás, logico que sem seus baba-ovos e toda a camaralha que a acompanha.
abraço.
Adolfo Alves.

Anônimo disse...

Juca,

Participei das negociações (por parte do governo do estado) desde o início (em 2007), na tentativa de resolver a questão do transporte para o Marajó. Hoje não estou mais no governo por questões de ordem profissional. No entanto, posso lhe garantir que a visão que tínhamos (e creio que ainda temos) no governo, era de que o problema do turismo no Marajó é de ordem complexa e exige uma solução estrutural mais ampla (com medidas consistentes de curto, médio e longo prazo).

O transporte, sem dúvida nenhuma, é um dos elos fundamentais para qualquer atividade turistica, o que dizer do caso do Marajó. Porém não é único, e nem, talvez, o mais importante...!? A nossa proposta sempre foi a de estruturar parcerias e fazer planejamento para o desenvolvimento do turimo de forma mais completa e sistêmica possível: chamando o segmento turístico (membros do Fomentur)e a sociedade para alcançar soluções em conjunto e assumir também responsabilidades com um projeto coletivo de curto, médio e longo prazo.

Creio que, com isso, iniciamos uma nova forma de lidar com o problema que se arrastava por anos sem solução; e que agora, creio eu, começa a deslanchar. Instalamos fóruns na região do Marajó (por meio de grandes esforços da Paratur e da Seir), e dialogamos muito com todos os envolvidos na questão. O acordo, vou confessar, não foi fácil (tanto é que demoramos mais de dosi anos). Mas, no entanto, creio eu, conseguimos finalmente avançar de forma mais consistente. Hoje acho que estamos começando a ver o problema de um outr ângulo!

Isso só foi possível a medida em que todos puderam perceber (com o tempo, através das discussões..)que sem comprometimento de ambos os lados (governo e sociedade civil) não se conseguiria avançar para uma solução do problema!! Assim, todos se comprometeram a fazer a sua parte!! O governo, com grande empenho do Cezar (da CPH), da Ann (Paratur), de técnicos da Arcon, Paratur e AGE, entre outros (e claro, com o importante respaldo da governadora), fez esse primeiro esforço, e cumpriu a sua parte no que diz respeito às medidas mais emergenciais que servirão de subsídio (foi esse o acordo!) para medidas futuras mais estruturais, visando a reorganização do sistema de transporte (para o Marajó) como um todo. O setor empresarial tem metas a cumprir, daqui em diante, no sentido de viabilizar este esforço inicial do governo!! Demos um passo importante, creio eu!! No entanto, precisamos continuar aprofundando o esforço de todos no sentido de aumentar o compromisso coletivo com a causa. Digo compromiso, e não cobrança apenas!!!
Temos que expandir as melhorias nos servíços, na infraestrutura de transporte em terra e na divulgação do roteiro...
Há muito ainda por ser feito! Demos só o primeiro passo numa caminhada que promete ser longa, porém necessária...

Um forte abraço, e parabéns pelo blog.

Danilo Fernandes (ex coord da CDSE e ex secr. adj. da Segov)

Juvencio de Arruda disse...

Obrigado pos rua participação no debate, Danilo. Concordo com seus estudos, o problema é complexo. A lancha ajuda umpouco,mas enquanto esse monopólio absolutamente danoso das emporesas que fazem a, digamos, linha dos pobres, a questão pouco avançará pois, tens razão de novo, o transporte para a ilha é um problema.
Se nos dirigirmos aos restante dos municípios, a situação é pior, bem sabes. Navios imjndos, superlotados, com cargas perigosas, em fiscalização, enfim...a questão é tão ampla quanto grave, e antiga, Danilo, muito antiga.
Desejo boa sorte aos que tentam melhorar a situação.
Obrigado e um forte abs pra vc também.

Anônimo disse...

"transporte desorganizado, motoristas mal educados, frota suja e velha, ARCON ineficiente".
Caro juca por essas e outras é que afirmo que não temos um produto Turístico competitivo, vc mesmo enumerou alguns dos problemas que acabam por inviabilizar nosso arquipelago!!
Quanto aos hoteis, tenho a clareza de que avançaram significativamente, e nesse quesito posso falar de camarote, pois participei da consultoria, via SEBRAE, no qual participaram os empresarios hoteleiros e alguns proprietarios de bares e restaurantes de soure e salvaterra.
Mas enquanto o turismo não for visto como politica pública capaz de gerar ocupação e renda para as populações recebedoras de fluxos turísticos, continuaremos nesse "ostracismo" turistico.

Abraço juca

Junior disse...

juca, vai para a festa de São Pedro neste final de semana. (SOURE)

Ramiro Quaresma disse...

Achei 50 reais ida e volta um pouco cara pra renda per capita do Marajó e Belém.

Anônimo disse...

Juca, o discurso do Danilo é o de sempre: "alcançar soluções em conjunto e assumir também responsabilidades com um projeto coletivo". Isso quer dizer, eximir o poder público que até hoje não se dignou a resolver os graves problemas de transporte em particular e o de infraestrutura de modo geral. Os pequenos empresários de turismo no Marajó há anos lutam sem nenhum apoio. Quando aparece é do tipo Sebrae, que não tem eficiência alguma.
É preciso moralizar a travessia das Araparius e Henvils da vida. E resolver a questão do transporte terrestre interno no Marajó.
E a conexão telefônica que é uma vergonha e deixa as cidades incomunicáveis.
E o fornecimento de energia elétrica, que ainda é termo-elétrico, e vive provocando black-out.
E o sistema de saúde...E por aí vai.

Cássio disse...

Ei anônimo, ainda nessa de sensação de insegurança? Não exagera, já esteve pior. É nítida a presença policial nas ruas e nos setores de risco, além do trabalho de inteligência hoje em execução pela atual Delegacia Geral de Polícia Civil. Na semana passada, como exemplo, minha mãe foi quase vítima do "falso sequestro" pelo telefone e foi salva pela 2ª ZEPOL que chegou em 5 minutos am sua residência. E ela mora em uma rua periférica de São Brás, cujos moradores são pessoas humildes e de classe média baixa. É verdade que ainda tem polícia bandida (a banda podre), mas isso está sendo corrigido pelos canais competentes. Pô, vocês também são f...

Anônimo disse...

Corporativista, e ainda se diz imparcial, credibilidade?
é por essas e outras que o STF está com toda razão, Jornalista brasileiro, blagh.,,,hahahahaha

Pedro Santos disse...

Estamos às vésperas do período de veraneio, quando se intensifica muito o movimento nas estradas e portos estaduais, e o que se verifica é despreparo total: buracos e irregularidades no leito das estradas, e portos inadequados para embarque e desembarque seguro e confortável de passageiros e cargas, além da precariedade das unidades de transporte rodoviário, fluvial e marítimos (ônibus, vans, barcos e navios inseguros, sujos e desconfortáveis). Nossas escolas estão sucateadas (às vezes pelos próprios alunos que não são adequadamente orientados para o uso e usufruto sustentável de bens públicos) e sistema de ensino medíocre que forma analfabetos funcionais e semi-cidadãos que não sabem se comportar civilizadamente em sociedade. Culpa-se o povo pelo estado de sujeira da cidade, no que tem razão já que significativa parte da população se comporta de forma inadequada com os princípios de urbanidade e cidadania, mas isso porque não recebe a devida educação por parte do poder público, que deveria estabelecer uma campanha permanente de educação cívica e ambiental para atingir a totalidade da população e comprometê-la como parte fundamental na administração da cidade, visto que os maus hábitos sociais são comuns em todas as camadas de nossa sociedade e prejudicam muito o convívio harmônico em nosso Estado e a consolidação de uma atividade turística sustentável.

Anônimo disse...

Juca, cadê o Álamo? Na primeira viagem pós inaugural "deu prego", voltou pro estaleiro. Agora tem uma embarcação fazendo a viagem em uma hora e meia. Espero que o Álamo fique por lá.