27.11.07

Benassuly Subiu no Telhado

Depois da performance matinal do delegado geral Raimundo Benassuly na sessão do senado que discutiu o caso de Abaetetuba, espera-se ele tenha saúde mental suficiente para entregar o cargo à governadora assim que chegar em Nova Déli.
Ouça aqui as declarações dele, a reação da governadora, e tire suas próprias conclusões.

44 comentários:

Anônimo disse...

Velho,
Sei que não tem nada com o assunto em tela, mas vale ler. E pau pra todo lado. Até de quem não tem razão
http://www.ligaoperaria.org.br/alianca/notapara.htm

Anônimo disse...

A barbárie com requintes de crueldade
(Do blog da cientista política Lucia Hippolito:)

"Entre as várias coisas chocantes neste episódio terrível acontecido no Pará, choca saber que o delegado que prendeu a menina numa cela com tantos homens é mulher, uma delegada.

Choca saber que o juiz que mandou a menina de volta para aquele pesadelo, mesmo depois que a menina contou todas as sevícias e torturas a que vinha sendo submetida, é mulher, uma juíza.

Choca saber que o secretário de Segurança do estado do Pará é uma mulher, a secretária.

Choca saber que o governador do estado do Pará é uma mulher, a governadora Ana Júlia Carepa.

Até hoje, a governadora apareceu na mídia depois que nomeou a cabeleireira e a maquiadora funcionárias de seu gabinete. Como o escândalo se tornou nacional, a governadora demitiu as recém-nomeadas.

Ah, a governadora também apareceu na mídia porque nomeou o namorado piloto oficial do gabinete da governadora.

Ana Júlia Carepa também se recusou a cumprir uma ordem da justiça, que determinou a reintegração de posse da ferrovia da Vale do Rio Doce, ocupada pelo MST.

Nesses dias, depois de insistentemente instada a se pronunciar no caso da barbárie com a menina de 15 anos, a governadora deu uma declaração. Disse, mais ou menos assim, que infelizmente, esses casos de mulheres presas em celas com homens existe mesmo no Pará.

Se já tinha conhecimento de outras barbáries como estas e não tomou providências para impedir que voltassem a acontecer, a governadora incorreu em crime.

Isto é mais do que suficiente para servir de base ao pedido de impeachment da governadora, por ter cometido crime de responsabilidade.

Com a palavra, a OAB do Pará, o Ministério Público do Pará e a Assembléia Legislativa do estado do Pará".

Anônimo disse...

Se o delegado geral disse isso, o que esperar, então, dos subordinados? É daí pra pior. Quem foi finalmente que nomeou esse delegado geral? Se foi a governadora Ana Júlia Carepa que pare, então, de ficar procurando culpados do passado e cumpra com o seu papel de Governadora Constitucional do Estado do Pará, eleita democraticamente pelo voto popular. Mas que precisa, urgentemente, se fazer valer da autoridade e cumprir o papel que lhe foi destinado pelo povo paraense.

Anônimo disse...

Juquinha,
bem que eu tentei postar no teu blog a possibilidade de impeachement da Governadora Carimbó,mas vc não deu atenção.É só no que se fala em Rio e São Paulo da boca de jornalistas e juristas,meu amigo.
Olha só a Lúcia Hippólito e o próprio texto linkado no teu blog?! já começam a falar em improbidade administrativa.
Taí uma boa pauta pro valoroso e combativo quinta

Lafayette disse...

...e não tem porque subir em telhado algum, Juva.

Anota aí: a batata-quente começou nas mãos de um Poder, mas, vai, realmente, terminar nas mãos de outro, efetivamente, responsável.

Anota!

Anônimo disse...

Todo governo tem o Eldorado de Carajás que merece...

Simone Romero disse...

Juvêncio este comentário não tem nada a ver com o assunto do post. É apenas a forma mais fácil que achei de entrar em contato contigo. Preciso de uma foto do D Campinho e me disseram que talvez você pudesse me ajudar. É que vamos lembrá-lo, junto com o Genu e o Mano Flores, na festa do Sindicato dos Jornalistas deste ano. A foto será devolvida. Só precisamos escannea-la. Se tiveres imagens, ainda melhor.

Espero que possamos nos encontrar mais vezes. Foi um prazer conversar com você naquela mesa. Grande mesa, em todos os sentidos.

Abraços

Simone Romero

Vanguarda Propaganda disse...

Juca,

resultado final. Valéria, em comentário a um dos posts, declinou de disputar o segundo turno com Paulo Chaves, alegando que as distorções desse tipo de sondagem é que provocaram um cenário improvável, que excluiria Edmilson da disputar o segundo turno. Vou realizar enquetes de simulações de segundo turno, mas antes, foi fazer uma para testar os nomes do PT que podem vir a representar a legenda. Os números finais:


Duciomar Costa (PTB) 20 (1%)

Edmilson Rodrigues (PSOL)327 (17%)

Mário Cardoso (PT) 89 (4%)

Valéria Pires (DEM)648 (34%)

Paulo Chaves (PSDB) 807 (42%)

Votos: 1891. Enquete encerrada.

Grande abraço,
Chico.

Anônimo disse...

Caro Juca,

Eu circulo no eixo Rio e São Paulo e o que todos comentam por aqui é que os fatos ocorridos no Pará, infelizmente, representam um problema bem maior, um problema do sistema prissional brasileiro, marcado por uma história de desrespeito aos direitos humanos e práticas de tortura.

A peça mais comentada é o "Relatório do Comitê da ONU Contra a Tortura", recentemente divulgado, que trata das práticas observadas no cotidiano do sistema prissional brasileiro.

Foram analisados seis estados da federação (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais e no Distrito Federal) e os resultados divulgados são assustadores.

Acusar o José Serra pelos fatos é no mínimo uma irresponsabilidade. Partidarizar é uma grande irresponsabilidade.

A leitura desse documento é uma obrigação de todos aqueles que consideram este tem um assunto que deva ser tratado com seriedade.

O problema não está localizado no Pará - como imaginam alguns desinformados - ele tem uma barngência nacional, e também não é uma fato novo, já tem história e uma longa e lamentável tradição.

Por essa razão, exigirá uma mobilização ampla e duradoura da sociedade para que responsabilidades sejam apuradas, responsáveis sejam punidos e uma nova cultura passe a paltar as políticas públicas de segurança e também a conduta daqueles que a executam.

Além do "Relatório do Comitê da ONU Contra a Tortura", vale a pena passar a vista no livro "Eichmann em Jerusalém", escrito por Hanna Arendt. O livro convida a muitas reflexão, dentre elas, uma em especial: a banalização do mal nas sociedade moderna.

Policarpo

PS. O anônimo das 4:02 deve ter sido produzido nas oficinas do velho Gepeto e depois transformado em menino-adulto. Agora, com esse tipo de afirmação vai ter que resolver o mesmo problema que o nosso tão querido Pinóquio enfrentou, e só superou quando assumiu o compromisso de mudar de vida.

Anônimo disse...

Considero muito "delicado" um lider sindical passar a ocupar um cargo de direção na burocracia e ter que comandar aqueles que antes constituiam seu grupo político ou base de apoio.

Essa questão merece uma discussão mais ampla. Uma discussão que não seja pautada pela prática da fulanização. Discutir em cima de exemplos A ou B, não nos levará muito longe.

Em princípio, não vejo problemas em sindicalistas ocuparem cargos de comando (desde que tenham perfil compatível com o respectivo cargo), mas passar a comandar sua própria base política pode gerar consequências adversas quanto ao padrão de monitoramento dos procedimentos da burocracia e mesmo quanto a punição de possíveis culpados por procedimentos inadequados adotados no âmbito do exercício do cargo público.

Anônimo disse...

Que coisa fantástica, Juca. Valéria corre de campo e Paulo Chaves é eleito por W.O. E eu que pensava que o Vic era o rei do mundo virtual, apostei na Valéria e quebrei a cara.

Bia disse...

Boa noite, Juca querido

não vou comentar nada sobre o post e o delegado.

Mas, estou insone, depois de ler e reler o que foi publicado na imprensa nacional sobre o caso da menina. O Estadão divulga uma foto dela, dentro da cela masculina, tirada por um celular. O mesmo jornal divulga vários depoimentos de pessoas - na maioria, mulheres - que sabia que a menina estava presa lá.

Penso aqui - sem meus botões, que esta minha roupa não os tem - que sem isentar nenhum dos responsáveis por isto, há outra questão uito grave: a que ponto analizamos a violência a ponto de um fato tão brutal seja fotografado, conhecido por tantos e nunca denunciada?

Beijo.

Anônimo disse...

Esse Chico é o cão em figura de gente!

João Salame disse...

Meu caro Juca

Infeliz sob todos os aspectos a declaração do nosso delegado geral. Mas é bom que se registre: Benassuly é um policial sério e honesto. Talvez pelo seu excesso de franqueza verbaliza coisas que não deveria. Lembro de uma reunião recente quando debatíamos o problema da violência. Comigo o vice-prefeito e vereadores de Marabá. Após esgotados os argumentos sobre as dificuldades para enfrentar os problemas da segurança pública, ele disse que, ao chegar em casa à noite, tinha medo de uma bala perdida. Elogiei sua franqueza. Do ponto de vista moral, aplausos. Mas, na condição de homem público, não resolve nada.
Numa polícia tão corroída pela corrupção é lamentável ver um polícial correto como o Benassuly ser tragado por mais uma crise gerada por um Estado há muuito tempo falido. Que por isso mesmo precisa de um choque de gestão. Espero que sua declaração infeliz não o transforme em bode expiatório. Jogar para a galera é a pior das saídas. Cortar sua cabeça será um erro tão grande do que o estrago provocado pela sua língua.
Aproveitar o episódio para chacoalhar o Estado, convocando todas as forças vivas da sociedade, independente de partidos, para promover uma verdadeira assepsia na administração pública. Esse é o caminho, por muitos anos apontado pelo PT. Que agora tem a oportunidade de fazê-lo, antes que seja tarde.

Deputado João Salame

Ana Lucia Prado disse...

Juca, amigo,
Já tinha dito a mim mesma que nada mais poderia me surpreender no caso da menina de Abaetetuba presa de forma irregular. Até mesmo o fato da imprensa estar repetidamente violando o que prevê o ECA em relação ao tratamento dado pela mídia aos casos que envolvem crianças e adolescente (um jornal local publicou segunda, 26/11, a íntegra da certidão de nascimento da menina) não me assusta mais.
Mas, daí o delegado abre a boca, solta meia dúzia de "achismos" e a "casa cai de vez". Se médico fosse (pq esse pessoal quer exercer a medicina sem cursar faculdade, Juca?) imagino o que Benassuly, que tem pinta de boa-praça, diria de/sobre seus pacientes.
Pára tudo!! Quero descer...
Arfh!!!

Anônimo disse...

A governadora tem o dever de dar uma satisfação à sociedade e demitir este delegado imediatamente. Aliás, já deveria ter demitido. Se não fizer isso perderá o comando da polícia, abrindo um precedente gravíssimo. Pense bem, governadora. O que a população do Pará pode esperar da segurança pública com gente desse nível no comando ? A senhora e o povo do Pará estão sendo ridicularizados. Faça uma revisão na lista de quem ocupa cargos de chefia ou direção no Estado. E rápido ! Mude o que precisa ser mudado. Faça alguma coisa. Por favor!!!

Anônimo disse...

Se a cúpula da segurança pública do nosso estado tiver o mínimo de vergonha na cara, vai pra casa.
Não se trata somente desse triste episódio, mas essa escalada infernal de insegurança pública, que diga-se de passagem, não começou nesse governo.
A governadora precisa levantar a poeira e dar a volta por cima, e só poderá fazer isso, demitindo esses incompetentes e colocando no lugar, outros que façam da segurança pública a prioridade número 1 de seu governo.
Vic Pires Franco
Deputado federal

Anônimo disse...

Cabeças devem rolar, sim, mas - concordo com o deputado Salame -, ainda não a do Benassuly, traído pela língia e pela franqueza - e pelo corporativismo. Quem deve cair (e ser preso - prisão preventiva existe pra isso) são os policiais que ainda ameaçam os familiares da menina L. O Quinta já cantou essa pedra. Seria o mínimo que o governo poderia oferecer para que a sociedade não se convença de vez da falta de comando de Ana Júlia sobre a área de segurança pública. Se a governadora tivesse exonerado logo a secretária Vera Tavares, que também não parece ter comando sobre a Polícia, todos teriam colocado a barba de molho: policiais-bandidos que torturaram a vítima e ameaçam seus familiares, e o próprio delegado geral, que pensaria duas vezes antes de falar besteira (e revelar, com isso, o sentimento geral da polícia sobre a culpa da vítima). Mas a secretária continua no cargo - e o que é pior: não usa essa autoridade para prender os criminosos que a cercam.

Anônimo disse...

O deputado Vic está certo. Começando pela Secretária de Segurança Pública. O que ela fez depois da desastrada declaração do delegado-geral? Nada ! A insegurança não é de hoje. Concordo. Mas, a governadora Ana Júlia deveria deixar de ficar caçando bruxas dos governos passados e - aí sim - mandar caçar a bandidagem que ocupa as ruas 24 horas por dia livremente, pondo em risco a vida dos cidadãos. Essa ladainha de ficar colocando a culpa nos outros já não convence ninguém. Já chega de desculpas esfarrapadas.

Anônimo disse...

A permanência da Secretária de Segurança Pública no cargo é um desconforto para a governadora. Entregue o lugar, Secretária.

Anônimo disse...

Perguntar não ofende:

Exonerar (este é o termo correto) o Delegado Geral vai resolver o problema do desmando/abuso que ocorreu na Delegacia de Abaetetuba?

Entendo que não. o que vai resolver este e outros problemas que envolvem a área de segurança, seria o investimento em capacitação, condições de trabalho e um maior relacionamento institucional entre os órgãos que detém esta competência.

O Governo Federal acaba de liberar 14.000.000,00 para a reforma das Delegacias do Pará.

Espero que este dinheiro, que não é pouco, seja corretamente utilizado, que seja efetivamente empregado na melhoria das Delegacias pelo Pará afora.

Devemos parar de jogar para a platéia e cobrar das nossas autoridades uma correta utilização dos recursos públicos.

Exonerar o Delegado Geral por uma incontinência verbal não ajuda em nada a resolver o problema.

Pelo contrário, só gera mais controvérsia na Polícia Civil, que está sendo massacrada pela mídia por este episódio, mas que não faz muito tempo foi santificada por esta mesma mídia na elucidação do assassinato dos irmãos Novelino.

alessandro amaro

Bia disse...

Bom dia,Juca querido:

no meu comentário láááááá acima, a palavra era banalizamos ( e ficou parecendo "analizamos"). E, depois do café de hoje, li todos os comentários que envolvem a demissão ou não do delegado. E, acabei afogada em incertezas.

Demitir o Delegado é uma resposta instantanea demais para um caso tão grave e intrincado em responsabilidades: Estado, Justiça e sociedade estão metidos nele até o pescoço. Ou nariz, acho.

A bobagem da declaração dele pode ou não envolver desconhecimento, preconceito ou corporativismo. Ou as três coisas. Mas a demissão no momento é eficaz? Não sei. Não o conheço pra botar a mão no fogo, mas se a Governadora tinha alguém melhor do que ele, porque não usou? Melhor que eu digo é o cristão - ou ateu - que atendesse os quesitos de escolha : fidelidade patidária, competência, experiência, não necessariamente nessa ordem.

Bota quem no comando agora? Alguém menos corporativista e mais esclarecido? E onde estava esse que não foi nomeado antes?

Demite-se todo o quadro da segurança pública do estado, que apenas não declarou bobagens, mas é responsável pelas condutas desumanas e ilegais deste caso? E a juíza, quem vai demitir? É outro poder? É verdade. Então tá. Aguardemos que o silêncio a absolva.

A crise intitucional sobre o crime de Abaetetuba vai nos levar a alguma solução? Sei não.

Como cidadã, não me interessa um bode expiatório. Antes da varredura no sistema, do enquadramento administrativo, judicial e policial para quem merece, não me diz nada a demissão do delegado. Parece a história do sofá da sala.

Mas, nada do que escrevi são certezas. Help????

Beijão

Bia disse...

Querido,

vai um PS ao meu comentário anterior, catado no trecho do poema do Vinícius (O haver):

"...Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens."


Beijo, de novo.

Anônimo disse...

Tudo bem que a demissão do delegado geral não vá resolver - e dar respostas satisfatórias a - esse caso de Abaetutuba, mas é extramemente imcompreensível que, depois de uma asneira daquelas e diante do cargo que exerce, Benassuly permaneça no comando. Lamentável.

Anônimo disse...

Eh lamentavel o episodio de Abaetetuba , tal como foi o de Eldorado dos Carajas e tanto para um , como para outro , quem ocupa o cargo de governador nao deve ser considerado como responsavel direto.
Os que hoje fazem , ou tentam fazer ,o ( des)governo do estado do Para sao os mesmos que crucificaram a pessoa do Dr Almir no episodio de Eldorado.
A Pedra de ontem é a vidraça hoje.

Anônimo disse...

Juca, o Benassuly é um cara sério e honesto, infelizmente pisou na bola ao fazer tal afirmação, mas acho que o pior é a secretaria de segurança ligada ao setor dos direitos humanos não ter se dado conta destas negativas de direitos que ocorreu debaixo de seu nariz. E como um motorista que sai para trabalhar e não verifica se tem gasolina no carro, é o básico voce não acha.
Quanto a Ana Julia, ela tem que reconhecer que esta baratinada, sem planejamento (ou com planejamento errado), chamar o PT para ajudá-la, afastar alguns da DS que só estão interessados em se candidatar em 2008 e 2010, por isso, não pensam no governo, se afastar do Duciomar, que carrega maus fluídos, e enfim começar a governar.
Sou petista e falo sinceramente pois quero que este governo de certo.

Anônimo disse...

O delegado-geral pode parecer honesto e sério, mas a afirmação feita por ele, no Senado, coloca em dúvida essa tão propalada honestidade e seriedade que atribuem a ele. Se realmente fosse tão honesto e sério, Benassuly deveria ter buscado uma solução ao caso, ao invés de - assim como outros fizeram - tentar culpa a "L" e menosprezá-la, simplesmente, por conta de sua condição social e pelo erro que a fez ir para prisão.
M.K.

Ana Lucia Prado disse...

Juca,
Só gostaria de lembrar que em meados da década de 1990, a PM de São Paulo invadiu a favela Naval e matou trabalhadores (numa ação atrapalhada e violenta), pessoas comuns que não tinham nada a ver com a ação de criminosos na área.
Pois bem, lembro-me claramente que na ocasião o governador - Mário Covas -, foi para a TV e pediu desculpas publicamente pq em última instância ele era o responsável pela polícia do Estado de São Paulo. Além disso, ele exonerou todos os envolvidos, inclusive o secretário.
Na época, muito próxima ao episódio de Eldorado dos Carajás, o Dr. Almir Gabriel não se inspirou no colega de partido e manteve tudo como estava, inclusive o seu secretário de segurança (Sete Câmaras - é esse o nome mesmo?).
Preciso dizer mais alguma coisa a respeito disso?
Talvez resida aí a diferença entre saber fazer política e ter competência para escolher bem seus colaboradores. Quem sabe é dessa forma que se corta na própria carne.
Sem Arfh! Por enquanto.

Anônimo disse...

São os reflexos de um governo autista.

Anônimo disse...

Colega Ana

Me permita chama-la assim pois também sou professor da Universidade da Amazônia.

Realmente o papel desempenhado pelo Governador Mário Covas nesse episódio da favela Naval foi emblemático.

Mas ao que me consta os problemas envolvendo autoridades problemáticas ainda persistem no Estado de São Paulo.

Entendo que a questão aqui, não é trocar nomes, mas sim mudar atitudes.

Não conheço pessoalmente o Delegado Benassuly e até ontem o considerava um cara articulado e bem preparado.

Trocá-lo importaria em uma mudança de atitude da polícia civil em relação aos menos favorecidos?

Se isto acontecer eu, do alto da minha insignificancia, apoiaria a medida.

Mas se for trocar apenas para conter a sanha da mídia, entendo que não traria resultado prático algum.

e o que a sociedade espera é uma polícia efetiva e cidadã.

alessandro amaro

Rômulo Sampaio disse...

Pode ate ser bom mas nao disse para o que veio. Um chefe de policia deveria ter estudado com atencao o caso. Deveria ter lembrado a legislacao especifica ao caso e tambem as aulas de direito penal. Deveria estar academicamente preparado para discutir o assunto no senado e representar o Estado com destreza e conhecimento do assunto.Por outro lado,esse quadro nao eh exclusivo do Estado do Para , nem tampouco do Governo Ana Julia e muito menos do Delegado que acaba sendo impotente diante de tanta bagunca.Tentar colocar as coisas dessa forma soh agrava o quadro de Deus-nos-acuda, que se encontra a sociedade brasileira e a do Para consequentemente.A violencia contra cidadaos virou uma coisa corriqueira e banal, seja ela vinda dos politicos, da Policia ou dos outros bandidos nao institucionalizados, e todo mundo sabe disso.Inclusive o Delegado que afirmou tb,claro, ter receio de chegar em casa e ser atingido por uma bala perdida.Lembram do Luande? Lembram do Tony Bastos? da garota Silvia? dos crimes da Ceasa? e muitos outros que poderiamos elencar aqui.
Quando algo de grave acontece como o caso Sting, todo o Governo Federal corre e se mobiliza para que depois, por essa doenca da memoria curta, cairem no esquecimento ateh que um outro caso venha a repercurtir com a mesma intensidade e a midia internacional fazer pressao. Se pararmos para observar, a sociedade estah entregue a propia sorte, a policia tambem e os governos idem.Nao existe um conhecimento tecnico organizado que viabilize um bom entendimento dos setores do Estado.Duvido que em onze meses o novo governo tenha esses dados confiaveis na mao.
Outros fatores conjunturais vao mais longe. Enquanto setores do governo e as FARC's tiverem influencia nesse pais atraves da vista grossa do governo para suas atividades (trafico de influencia,de armas e drogas), a violencia continuara a escalar os indices estatisticos nao so da crimilnalidade nas cidades como tambem no campo onde muitas de suas tecnicas sao adestradas a esses grupos ditos de movimentos sociais e abastecidos por pilantragens de Incra e afins.
Precisa ser feito algo sob pena de os obitos aumentarem dos atuais 40.000 por ano vitimas da violencia urbana e criando esse clima de caos na sociedade brasileira e atrapalhando o Para e a riquissima Amazonia de seguir seu destino que nao eh essa casa da Maria Juana que estah aih.Desse jeito baguncado serve a todos menos aos que moram nesse "Faroeste caboco". de muito mau gosto.
Governadora, inicie uma operacao maos limpas nesse Estado e coloque seu nome na historia da Amazonia.Pente fino no Estado, Jah.
A equipe jah teve um ano para se ajustar.Quem nao tiver competencia para atender as expectativas do povo que confiou a solucao a esse grupo, desculpa a expressao : " Pede para cagar e sai."

Anônimo disse...

o Santino deve estar dando gargalhadas no seu gabinete estilo pseudo Victoriano. Aaargh !!!

Anônimo disse...

Sem querer defender a Ana Júlia, expert em carimbó e trapalhadas, não dá pra comparar o tenebroso episódio de Abaetetuba com a chacina anunciada de Eldorado dos Carajás. Em Abaetetuba a governadora de fato não sabia do ocorrido até o escândalo estourar na mídia. O que faltou a ela e a seus assessores - o que já é recorrente - foi presteza em dar uma resposta satisfatória à sociedade. Em Eldorado o governador deu ordem de desobstruir a estrada, segundo o secretário Sette Câmara (ele é 7 mas não é plural, Ana Prado), "de qualquer jeito", ao invés de tentar dialogar e enviar comida e ônibus para transportar os manifestantes até Belém e aí partir para uma negociação. Então, Almir Gabriel é sim, o maior responsável pelo massacre de pelo menos 19 pessoas (há quem diga que o número é muito maior). A governadora só é responsável pela inoperância e pelas respostas lamentáveis.

Anônimo disse...

Acabou de cair

Francisco disse...

Caro Juvêncio,

Prá ler e refletir.

Abs, F



Da Folha de São Paulo

Por Clovis Rossi

Com muito orgulho

No jogo Brasil x Uruguai, no Morumbi, ouviu-se o velho cântico: "sou brasileiro, com muito orgulho". Orgulho de quê?

1 - Orgulho de saber que uma menina é colocada em cela com um bando de homens, violentada seguidamente e ninguém fez nada?

2 - Orgulho de saber que relatório de entidades de defesa da mulher, já em março, havia apontado abusos contra presas não só no Pará mas em outros quatro Estados e ninguém fez nada?

3 - Orgulho de saber que a governadora do Pará culpa o governo anterior, embora esteja no posto há 11 meses e não tenha feito nada?

4 - Orgulho de saber que o Ministério Público já tentara interditar o estádio da Fonte Nova no ano passado, por falta de segurança, e ninguém fez nada, deixando que morressem sete pessoas e outras 85 ficassem feridas? Só falta agora o governador culpar o antecessor, embora também esteja há 11 meses no cargo.

5 - Orgulho de ouvir o ministro da Educação dizer que a escola pública "nunca" terá a mesma qualidade da escola particular, embora a imensa maioria das crianças brasileiras esteja condenada a estudar na escola pública e, por extensão, condenada a receber menos do que o aluno da escola privada? É esse conformismo que perpetua a desigualdade obscena que prevalece há séculos na pátria. Educação de qualidade para a maioria é uma das poucas maneiras de ao menos reduzi-la.

6 - Orgulho de ver autoridades tentando provar que a menina presa com homens no Pará não tinha 15 anos, mas 19? Se tivesse 60 anos, deveriam então ser condecorados os responsáveis pela barbárie?

7 - Orgulho de ver, dia sim, outro também, cenas e frases como essa ou parecidas demonstrarem o quanto o país é primitivo? Cantemos, pois. É tudo o que resta aos bárbaros.

Anônimo disse...

O Santino pode até estar rindo, mas o Amir está acabrunhado com o depoimento que o filho foi obrigado a dar. Coisas do Pará. rrsrsrs Quer dizer então que as delegacias do Estado estavam maravilhosas antes da Ana assumir o governo do Estado? Fala sério. Olha a peroba aí gente!

Alex Lacerda de Souza disse...

Juvêncio, conheço o Del. Benassuly por seus trabalhos em conjunto com o IBAMA, onde foram feitas algumas operações conjuntas, isto no tempo em o Jatene negava força policial para apoio do IBAMA, e sempre soube que era um cara sério e honesto, com passado ético e comprometido. O erro que cometeu só posso creditar ao nervosismo que acredito qualquer um sentiria ao enfrentar uma bancada de parlamentares hostís, como foi o caso. Tal motivo entretanto não escusa suas declarações, só não concordo com exageros no julgamento que a mídia faz de uma pessoa séria e comprometida com a sociedade como acho que o Delegado é.

janjão disse...

Juvêncio, desculpa fiz a pergunta no post errado, me informa por favor onde tu leste que a governadora iria construir prisões para as crianças, me quebra essa.
Abraço
PS: a mana te manda abraços cheirosos

CJK disse...

Simone Romero:

Mande o seu e-mail, eu posso conseguir uma foto do José Luis.

Justa homenagem ao José Luis, obrigado.

Anônimo disse...

Ei foi será que o que vi natelevisão é verdade? Uma mulher deu uma entrevista afirmando que ficou presa durante 3 anos engravidou duas vezes e ninguém fez nada?A tá a culpa e da atual governadora e da Secretária de Segurança, ora hum hum, daqui a pouco até o tremor que teve em Belém foi culpa delas.

Maria Luisa

Anônimo disse...

Benassuly é sério e honesto dizem os comentários, faz não o foi suficienete com o episódio da menina.
Em suas declarações preferiu proteger a colega delegada, cuja declarações para a CPI foram horripilantes, do que a pobre menina.
Demonstrou desprezo pelos desvalidos e pela violação de seus direitos humanos. O que transpareceu aos olhos da nação foi uma certa naturalidade do ex-delegado geral para com a violência da qual a menina foi vítima.
Deve sair pois mostrou que a Polícia Civil não tem gestão.
Se é verdade que o sistema penitenciário está falido é verdade também que não basta só constatar, as autoridades constituidas têm que minimamente atenuar situações como esta.
Se já tinham um diagnóstico sobre a questão porque não agiram diante desta barbárie provocada pelo próprio Estado ou a menina também vai ser rsponsabilizada pela falta de cadeias femininas.

Anônimo disse...

Juca,
Que a declaração do Dr. Benassuly foi infeliz...
Mas não justificaria sua exoneração, tendo em vista seu passado de lutas pela justiça e liberdade...
Além disso, ressalte-se seu excelente trabalho desenvolvido como delegado de polícia...sempre solucionando casos de grande repercussão.
Espero que o Governo, que merece todo o nosso respeito, PENSE NISTO.
1 E-leitor

Bia disse...

Só hoje voltei aqui, neste post.
O delegado já está exonerado e não vi no que isso resultou.

Quanto ao comentário do Alex, me cabe fazer um reparo porque por intermediei negociações.

Durante o período 2006-2006, o ex- governador autorizou operações conjuntas Batalhão de Polícia Ambiental- FUNAI, o que demonstra que não havia má vontade genérica em relaçao ao apoio aos órgãos federais.

Em tese, o IBAMA tinha o privilégio de contar com o apoio da Polícia Federal, ou contou diversas vezes, para intimidar quilombolas em Baião (aliás, Alex, quando os quilombolas solicitavam que pedissemos a intervenção do IBAMA contra madeireiros ilegais na sua área - e deve haver uma dúzia de ofícios meus pedindo isso, sem retorno no período 2003-2006 - solicitavam que não se recorresse ao IBAMA de Cametá, pois o de Tucuruí era mais confiável).

Como se vê, as relações eram péssimas, é verdade, mas não era uma via de mão única. Eu, por exemplo, fui intimada pelo IBAMA como tendo insuflado a ocupação de de terra, em 2005, porque estavamos regularizando uma terra quilombola em Colares, de uma comunidade que a ocupava há décadas, contra os interesses de uma fábrica de palmito que técnicos do IBAMA defenderam veementemente, com o aval do douto superintendente.

A minha intimação? Não fui. Rebeldia civil. E ficou por isso mesmo. Acho eu. As moedas têm sempre dois laos e é sempre bom polir os dois, para que um não enferruje.

Abraço, Alex.
Beijão, Juca.

Bia disse...

Boa noite, querido

Acho que a dor de dente afetou minha "datilografia".

O período lá acima também é 2003-2006. Os outros erros, são de péssima digitasora, mesmo. A empresa que perturba a omunidade de Cacau é a EMPASA.

Beijão