24.1.09

Bye

Novas postagens e moderação só na terça.
Abs a todos.

5 comentários:

Meg Barros disse...

Blogueira de plantão. Meu passa tempo sempre passa por aqui. Passei para desejar um excelente final de semana! ;)

Anônimo disse...

infância violada do Pará


Na VEJA
Por Raquel Salgado

Denúncias de abusos sexuais envolvem empresários, policiais, políticos e até um irmão da governadora Ana Júlia Carepa

A Assembleia Legislativa do Pará instalou há um mês uma CPI para apurar os abusos sexuais de menores no estado. A história de impunidade desse tipo de delito no Pará é antiga. Assim que a CPI começou a funcionar e os relatos passaram a ser estudados, viu-se que o problema é mais profundo e prevalente do que se podia imaginar. "É uma prática disseminada em todos os municípios", disse à comissão o bispo de Marajó, dom Luiz Azcona, que dedica seu prelado à proteção das crianças. Azcona contou que, no Pará, os abusos ocorrem à luz do dia, às vezes ao lado da polícia, às vezes nas escolas. Empresários, políticos, autoridades e até um dos irmãos da governadora Ana Júlia Carepa estão entre os acusados de envolvimento. O motorista João Carlos Carepa, conhecido como Caíca, é acusado de ter assediado uma contraparente. O Boletim de Ocorrência 433/2008.000328-3 revela que Caíca a molestou quando ela tinha apenas 11 anos. Em depoimento à polícia, a vítima, que hoje tem 13 anos, afirmou que as agressões se sucederam no decorrer de um ano.
Quatro episódios desse período foram registrados na delegacia. No primeiro, o contato ocorreu na piscina da casa dos avós da garota em um momento de ausência de outros adultos. No segundo, aconteceu depois que ele obteve a autorização da mãe da vítima para levá-la ao circo. A menina aceitou o convite quando Caíca garantiu falsamente que seu pai, Arthur Carepa, os acompanharia. O motorista teria aproveitado o passeio para beijá-la à força e apalpar seus seios. A polícia registra cenas semelhantes em mais duas ocasiões: em uma ida de ambos a um supermercado e em um jantar na casa de Caíca. A vítima foi submetida a um exame de corpo de delito para verificar se fora estuprada, mas os resultados não são conhecidos pela CPI. A família da menina procurou a polícia em setembro passado. Dias antes, ao fim de um culto evangélico, a garota revelou ao pai seus tormentos. "Disse que não aguentava mais guardar segredo", contou ele. "Caíca era como se fosse da família", lamenta a mãe. O irmão da governadora recusa-se a tocar no assunto.
A CPI paraense se debruçará sobre casos ainda mais chocantes. Um deles envolve o deputado estadual Luiz Afonso Sefer, do DEM. Ele é acusado de violentar uma garota de 9 anos. Segundo a denúncia, as agressões duraram quatro anos. A menina relatou que foi "entregue" a Sefer por Estélio Guimarães, vereador de Mocajuba, cidade de 23?000 habitantes, localizada em um belo cabo da margem direita do Rio Tocantins. A garota teria sido submetida a diversos tipos de sevícia sexual. Em seu relato mais dramático, ela conta que, como era ainda criança, o deputado usou um instrumento ginecológico para consumar o crime. Há pouco mais de um ano, descobriu-se que a polícia paraense manteve uma moça de 15 anos em uma cela com trinta presos, que a estupraram e torturaram por 24 dias. O então delegado-geral do estado, Raimundo Benassuly, culpou a vítima: disse que ela não reagiu por ser débil mental. A governadora Ana Júlia afastou-o do cargo. Durou pouco. Benassuly acaba de ser reempossado. Se os casos apurados pela CPI tiverem como consequência a mesma e branda punição dada ao delegado, as barbáries sexuais se perpetuarão.

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No Espaço Aberto, sobre o assunto:

Menor vai à polícia e acusa irmão da governadora
Investigaão de paternidade tem relação com Belém
Deputado Luiz Afonso Sefer se licencia do DEM
DEM vai suspender Sefer das funções partidárias
Especulações, informações e honras em jogo
Pedofilia: deputado se complica ainda mais
Sefer é alvo de uma investigação formal em curso

JOSÉ DE ALENCAR disse...

Meu caro Juvêncio,

Diferente Dele, você descansa só no dia seguinte?

Anônimo disse...

Juvêncio,
Veja a quanto chega o preconceito de alguns setores da esfera pública. Fontes do TJE informaram que a Coordeandoria Militar do Órgão mandou produzir portões de proteção para o (GLS) Grande Lauro Sodré, tendo em vista uma suposta invasão de militantes esquerdistas naquele órgão.
Só não estou mais surpreso com a atitude porque quem está a frente desse coordeandoria é um Cel da Reserva da PM.

Anônimo disse...

Olá Jucá, mano véi. Amigo, li um negócio numa coluna do IVCezal que é de arrepiar os cabelos dos 100 mil participantes do FSM: A colunista Rejane Barros - é formada em jornalismo , que pena - destila todo seu preconceito contra pobres moradores da Terra Firme. Segundo ela, os médicos, quando fazem o parto de crianças de pais daquele bairro têm que ser muito hábeis para não perderem o relógio. É amigo, e a gente que estuda ciência política fica a se perguntar: como uma pessoa que se forma numa profissão tão bonita pode virar colunista social e ainda por cima ter tanto preconceito à situação social de pessoas cujo único "pecado" é de morar na periferia.
Amigo, que tal?

ABS, Prof Demócrito