23.1.09

Peixe na Rede

O MPE - promotor Gessinaldo Aragão - pediu o fechamento da pesqueira Ecomar, na Vigia. Crime ambiental duplo, afirma o parquet: na atividade da pesca e no lançamento dos resíduos industriais no rio Açaí, que banha a cidade.
Fernando Ferreira, o simpático paraibano dono da empresa, é vice-presidente da Federação das Indústrias do Pará.

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Atualizada às 14:42.

Em nota, a Ecomar diz que não pratica crime ambiental.

A Indústria de Pesca Ecomar vem a público esclarecer que:
A Ecomar não foi comunicada sobre o pedido de fechamento da indústria pelo Ministério Público.
A empresa não pratica crime ambiental e atua rigorosamente de acordo com a legislação e as determinações dos órgão ambientais.
A Ecomar mantém diálogo com as autoridades ambientais para a busca de soluções, que estão em plena implantação.
A empresa está investindo na instalação de uma estação de tratamento de efluentes e de uma fábrica de farinha de peixe que irá utilizar os resíduos sólidos, não só da Ecomar, mas de toda a produção pesqueira da região do Salgado, como matéria prima.
A Ecomar aproveita atualmente 90% dos resíduos de pescado no processamento industrial de outros produtos. Os outros 10% de resíduos são recolhidos diariamente em caminhões destinados ao aterro sanitário do Aurá, em Ananindeua.

6 comentários:

JOSÉ DE ALENCAR disse...

Meu caro Juvêncio,

Ela é freguesa da Justiça do Trabalho, mais precisamente da Vara do Trabalho de Santa Izabel.
Since 1997.
Até o dia de hoje, são vinte reclamações trabalhistas.
A rotina aqui na Amazônia Oriental é a seguinte: quem transgride em uma área, aproveita pra transgredir também em outras. Assim, os ilícitos trabalhistas geralmente tem, digamos assim, uma fauna acompanhante de outros ilícitos. Ou vice-versa.

JOSÉ DE ALENCAR disse...

Ah, sim: no sítio dela na internet tem uma janela para tratar de responsabilidade ambiental. E outra para tratar de responsabilidade social.

Anônimo disse...

Não é só empresa que deve, juiz do trabalho também, pior ex-presidente do TRT 8.

EX-PRESIDENTE DO TRT 8 COMPRA VEÍCULO, MAS NÃO PAGA

Está na Justiça. O ex-presidente do TRT 8 comprou veículo FIAT, financiado pelo BANCO FIAT, mas não pagou o mesmo.
O BANCO FIAT, já ingressou na justiça para que lhe seja devolvido o veículo.
A ação foi proposta quando José Edílismo Eliziário Bentes ainda presidia o TRT 8.

Comarca BELEM
Processo 2008.1.107911-7
Classe/Procedimento Busca e Apreensão Dec.911
Data da Distribuição 18/11/2008
Vara 4ª VARA CIVEL DA CAPITAL
Secretaria SEC. DA 4ª VARA CIVEL DA CAPITAL
Juiz RAIMUNDO DAS CHAGAS FILHO
Fundamentação Legal Contrato nº 682841614
Valor 45.428,76
Partes e Advogados
BANCO FIAT S/A AUTOR
JOAO BRASIL DE CASTRO Advogado
JOSE EDILSIMO ELIZIARIO BENTES - RÉU

JCF disse...

Santa ECOMAR!
O tratamento dos efluentes deveria estar em uso. É obrigatório para que se tenha a Licença Ambiental de Operação. Ora, bolas...
Esta nota é mais um motivo pro fechamento da "coisa".

Alex Lacerda disse...

Esta empresa, meu amigo, foi autuada ano passado, na operação Tritão, do IBAMA, por dois de seus barcos terem exercido a pesca sem licença, tendo a operação autuado 9embarcações e apreendido mais de 100 ton. de peixes.
Depois disso, tentou e conseguiu na justiça uma liminar que proibe o IBAMA de fiscalizar estas embarcações.
Em recente globo repórter, embarcação desta empresa foi filmada pescado mero, de maneira "acidental", e por isso, "pode".
Tirem suas conclusões.

Anônimo disse...

Duas coisas a acrescentar em relação ao comentário do anônimo das 5:31: a primeira é que não é apenas este processo e nem apenas este Magistrado que responde a processos, sendo certo que a contumácia é clássica; o segundo é que, coincidentemente, o Juiz da 4 Vara Cível é filho do Dr. Raimund Chagas, magistrado aposentado da Justiça do Trabalho.
Abraços Juca!