9.6.09

Empurrando Com a Barriga

São equivocadas as declarações do bem conceituado prefeito Davi Passos, de Xinguara, presidente da Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (AMAT), e de todos os que se pronunciam na nota da Secom que supostamente protegeria a economia paraense, a respeito da recomendação do MPF para que não seja adquirida carne da maioria dos frigoríficos paraenses.
É peça de ficção, para ser elegante com o proponente, a justificativa encontrada pelo secretário Maurílio Monteiro ( Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia) que saídas seriam encontradas em 60 dias.
A mudança dos marcos legais na área de desmatamento das propriedades não foi seguida de ajustes pelos proprietários das mesmas, que tiveram até trinta anos para depreciar aquele ativo e reformatar suas escalas de produção, senão o contrário: continuaram aumentando-as.
A justificativa da perda de empregos, levantada pelo cordato presidente de Uniec, ex deputado Francisco Victer, é solerte, mas não o bastante para justificar as irregularidades e a predação. Aliás, o nível de emprego só é lembrado nessas horas.
E o governo do Pará - que se oferece como garantidor de um TAC para estabelecer uma solução para o problema - sabe muito bem que a única solução é a peia. Assim tratou o problema enquanto esteve nos palanques da oposição ou na trincheira acadêmica.
Não é possível algum tipo de acordo razoável com quem luta, até, pela extinção dos crimes ambientais, conforme proposta recente do deputado catarinense que preside a Sociedade Rural Brasileira, embalado pela escalada infame aberta pela MP 458.
O tempo passa e a cultura da predação empresarial e a falta de coragem na ações de governo não mudam. Mas o MPF mudou.

3 comentários:

Anônimo disse...

Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (Amat)

Juvencio de Arruda disse...

Temrazão. Peguei uma carona da barrigada da Secom.
Vou corrigir e tks.

Anônimo disse...

Pelo raciocínio cínico de pedir compreensão do MPF para com os nossos tão generosos pecuaristas, que nunca usaram pistolagem para "adquirir" as terras, que nunca derrubaram castanhais para implantar pasto, pela manutenção do emprego, daqui há pouco vão pedir mais compreensão com o narcotráfico, que é quem mais emprega nesse país. è por gente assim que hoje chafurdamos, com o perdão da má palavra, na merda nessa nossa outrora tão linda Santa Maria de Belém do Grão-Pará e nesse Estado outrora tão pujante e hoje um moribundo coberto de pústulas.