9.6.09

Sugestão ao Diário

O blog gostaria muito de ler, na série que o Diário do Pará leva a cabo sobre assassinatos famosos no estado, o caso da execução do marginal Rambo, em Castelo dos Sonhos, no ano de 1992.

27 comentários:

Anônimo disse...

Juvencio, isso é muita coragem? A estória é escabrosa!

Juvencio de Arruda disse...

Não há muita coragem não.
O que há é muita patifaria por trás desta história

hira disse...

Agora fiquei curioso.Como não sou dessa época queria saber do que se trata.Que crime foi esse?

Prof. Alan disse...

Juvencio, Mano Velho, até hoje eu não sei exatamente todos os detalhes sobre esse episódio. O que sei é que o tal de Márcio Rambo foi pintado como um demônio.

Li um relato de um jornalista (à época eu era estagiário do MPF, trabalhei com o Potiguar e o Rubens Rollo), no qual ele falava sobre matanças promovidas por Márcio Rambo e que terminavam com pilhas de corpos, nas quais ele subia e depois atirava para o alto...

Anônimo disse...

Então, vamu torcer pra ser publicada!

Anônimo disse...

Juvêncio, não só patifaria, mas o envolvimento de gente graúda que hoje posa de bacana na política.

celivaldo carneiro

Juvencio de Arruda disse...

Celivaldo, grande abs....eheh

Parente, Rambo era um demo e Castelo dos Sonhos era um inferno.
Mas haviam outros demônios e castelos.

Hira, o Google está pra isso mesmo.

Anônimo disse...

Juca,
Na mesma linha, poderíamos ver também nas páginas do Diário a história do assassinato de Quintino da Silva Lira, na década de 80.

Juvencio de Arruda disse...

Excelente sugestão!
O gatilheiro assassino conseguiu enganar até alguns acadêmicos romanticos.

Anônimo disse...

Onde teriam ido parar o ouro que estava dentro do avião , quando a policia chegoue que até hoje ninguém sabe onde foi parar.

COLETIVO SOCIALISTA REVOLUCIONÁRIO disse...

sabes quem eu gostaria de ver juva?

o caso do japones que foi encontrado enterrado em outeiro, dono de moteis em beleleu (mikonos).

uma morte escabrosa, onde, a quem compete a autoria, seria a mafia japonesa, por causa de dividas de jogo.

Cássio disse...

Juvêncio, estás a comprar briga com a Violeta e o Alexandre? Ora, pois, pois...

Anônimo disse...

Quintino foi tipo assim um Lampião.

Juvencio de Arruda disse...

Não, dr. Cássio, estou apenas manifestando a minha opinião.

Prof. Alan disse...

Coletivo Socialista, essa estória da morte do japonês do Mykonos eu conheço bem. Não teve nada a ver com máfia de jogo, foi coisa mais pesada mesmo.

Mais ou menos na mesma época morreu a tiros um cidadão na calçada o Universal (O Biriba), na esquina da Carlos Gomes com a 1º de Março (ou Ferreira Cantão, não tenho bem certeza).

E também houve um cidadão que foi atiradon dentro do fosso do elevador do edifício Floriano Peixoto (o Peixotão).

São todos crimes interligados. Diz-se que os executores dos três foram a mesma dupla de bandidos, pai e filho, vindos do Rio de Janeiro especialmente para as "tarefas". A essa dupla são atribuídos ainda outros sete homicídios em Belém.

Anônimo disse...

Nessa época, o então Governador Jader, concedeu uma entrevista ao programa Roda Viva da Tv. Cultura, onde o jornalista Luis Maklouf de Carvalho, perguntou por que no Pará havia um Estado independente do Estado constituído, chamado Castelo do Sonhos, comandado por Márcio Rambo, onde as leis eram feitas localmente e nem a Polícia Militar entrava? Emendou o Jornalista, será que era por que o Marcio e o irmão haviam contribuído em barras de ouro para a sua campanha eleitoral? E que, na dita campanha, Jader havia sido carregado por populares em uma visita eleitoral ao tal Castelo dos Sonhos? O Governador negou os fatos. Dois dias após a entrevista, a PM recebeu ordens de por fim a patifaria e invadio o local e matando o senhor Márcio. Sucedeu-se uma série de acontecimentos nunca revelados, pois o secretário de segurança pública que comandou a operação, afastou-se definitiamente da política, por força do cargo de conselheiro de contas e da lei orgânica da magistratura. Falou-se a época no sumiço dos bens, incluídos aviões e uma famosa caderneta. E nada mais foi dito.

Anônimo disse...

A propósito de sua vontade de ver uma série sobre a execução de Rambo: se não for possível, por óbvias razões, que o faça sobre a desocupação da Usina do Pacal, onde o bispo da Prelazia do Xingu, dom Erwin Krautler, foi a maior vítima.

Anônimo disse...

Outra matéria interessante seria daqueles bandidos que mataram os policiais na delegacia e depois de dias de caçada foram mortos e colocados nos carros da policia com cigarros na boca e expostos em carreata pela cidade. Tava aqui pensando Juva, Belém é repleta de casos escabrosos, se fossem boas iniciativas em prol da sociedade teríamos bem poucas e uma certa dificuldade para lembra-las.Bota ai também o chupa chupa rsrsrsrs

JC

Anônimo disse...

Prezado Juvêncio, acredito que as autoridades governamentais, especialment os órgãos de Segurança (polícias civil e militar), à época, como sempre fazem, escamoteiam a verdade, mas já tá na hora da sociedade saber o que de fato aconteceu no assassinato do Quintino. Os órgãos de Segurança (de quem?) devem explicações à sociedade paraense, até porque são informações que irão contribuir para o roteiro do filme sobre o Quintino, cuja idéia já está rolando na UFPA. Assim como também, o que de fato aconteceu no Castelo dos Sonhos (pesadelos para muitos políticos influentes neste estado)com o extermínio do Rambo.

Prof. Alan disse...

Caro Anônimo das 10:05, só espero que os nossos cineastas da UFPa não estejam querendo romantizar a figura de Quintino, que nada mais era do que um pistoleiro falastrão.

Por favor, não façam dele o que fizeram com Lampião, apontado até hoje como "revolucionário", "visionário social", e outras loas mais, e que na verdade foi apenas um bandido salteador, assassino frio e covarde e vendedor de proteção.

Sabe as milícias dos morros do Rio de Janeiro? Pois é, Lampião e seu bando foram a proto-milícia...

Anônimo disse...

E a morte do glorioso Clube do Remo. Acusam um vizinho, do outro lado da rua, na avenida Almirante Barroso.

Juvencio de Arruda disse...

rsrsrs..também suspeito deste vizinho.

Anônimo disse...

prof. Alan essa é a sua versão sobre Lampião, sua verdade. Ainda bem que há outras verdades! Imagino o senhor com o poder nas mãos. Misericórdia!!!!!!!!!

Prof. Alan disse...

Caro Anônimo das 2:03, reconheço que com o Poder nas mãos eu não ia prestar mesmo. É que eu tenho o hábito de colocar lampiões, traficantes, pedófilos, corruptos e corruptores no mesmo saco. É tudo bandido, dá tudo no mesmo, joga na cadeia e manda a chave pro bueiro.

A grande vantagem seria que eu sou contra a pena de morte, por princípio religioso e por razões processuais simples: trata-se de penalidade contra a qual não cabe qualquer tipo de recurso.

Agora, se você acha que quem merece misericórdia é Lampião, e não as vítimas inocentes dele...

Cássio disse...

Profº Alan, o mesmo erro caiu Hobsbawm ao tratar Lampião como bandido social. Do ponto de vista de quem produz teoria, não vou entrar no mérito de quem tem rãzão - Violeta ou Alexandre - em relação ao Quintino Gatilheiro. O problema é tratar as duas formas de banditismo como iguais. Lampião foi Lampião; Quintino foi Quintino assim como Rambo foi Rambo. Três representações distintas e resultantes de um quadro agrário e social mais amplo e perverso de ausência ou fracaso do Estado. Senso comum não costuma ser bom parceiro do debate acadêmico. A representação do banditismo não é sinônima à ontologia da condição de "bandido". Um bom estudo da violência em suas formas de manifestações indicam boas pistas conforme os primários manuais da ciência política.

Anônimo disse...

Castelo continua sem a presença de Governo.
O Marcio "Rambo" so existiu por absoluta falta de Governo ou sua presença fugas e intempestiva o que continua a acontecer.
Onde o Governo não se faz presente impera o crime, todos os crimes.

O castelo e suas historias são um otimo tema para um roteiro, envolve sim "bandidos" Politicos.

Joaquim Belo disse...

Se for verdade metade do que diz os moradores de Castelo dos sonhos, o Diarío do Pará não vai publicar nada relacionado ao assunto. Aproveito para sugerir o caso da morte de Paulo Fontelles.