17.1.09

Batendo Bola

Com todo o respeito, carecem de melhores justificativas as críticas sobre a transmissão ao vivo dos jogos do Remo e Paysandú, enviadas à caixinha do post Gol de Placa, de ontem. Ao contrário das transferências de recursos públicos aos clubes, sem contrapartidas mais explícitas ou exigíveis, inclusive pelo governo atual, os recursos aplicados agora na cobertura dos jogos pela Funtelpa envolvem o chamado direito de arena.
Atendem também uma expectativa que não é recente nem confinada aos habitantes da capital. Eximo-me de comentar o argumento de que esses recursos poderiam ser aplicados em outras áreas, como saúde e segurança, comparação que denota tibieza de raciocínio ou indisfarçável má vontade de quem o esgrime.
Gostaria de prosseguir o debate, pedindo que o mau humor e a predisposição negativa não conspirem contra a livre manifestação das opiniões.
Estou certo que os comentaristas do blog - os moderáveis, é claro - são perfeitamente capazes de fazê-lo.

6 comentários:

Anônimo disse...

Égua, Parente! Para expressar opinião acima do "diz que, diz que" é necessário ter plantado um pé de cuieira, um que possa dar cuias; cuias bem grandes...! O resto é embaúba, madeira oca.

doda disse...

vixe, só hoje que vi que a discussão lá no outro post prosseguiu mais mal humorada ainda do que o meu comentário.

mas sim, Juva, tenho certeza que os jogos dos dois times terão boa audiência e podem ser considerados sim de interesse público, já que os dois clubes, querendo ou não, são patrimônios culturais do estado.

agora, de interesse público não quer dizer que precisem de dinheiro público, venha ele em forma de direito de arena ou de transferência cara de pau.

porque não podem ganhar dinheiro público? porque são historicamente mal geridos e não há absolutamente nenhuma garantia de que os recursos serão devolvidos (em dinheiro ou em resultados).

é o estado investindo em sacos sem fundo, emprestando dinheiro pro cunhado-problema que nunca se acerta na vida, é o papai rico abrindo negócio que não vai dar certo pro filho vagabundo.

porque assim, sejamos sinceros, alguém realmente acredita que essa grana do direito de arena vai ser bem aplicada? o esporte paraense vai sair melhor estruturado dessa?

o que critico é esse paternalismo populista que sempre se adotou com clubes de futebol no brasil. não existe nenhum interesse genuíno em modificar alguma coisa, o dinheiro cai na conta dos clubes sem que nada seja exigido em troca (ou pelo menos fiscalizado), seguem os anos e os clubes continuam todos a mesma porcaria e com dirigentes fazendo lambança atrás de lambança.

e ainda estamos falando dessa transferência de recursos apenas como negócio rentável (financeira ou socialmente) ou não para o estado, nem chegamos ainda na parte ética da coisa toda. tipo, qual critério o estado usa ou deve usar para garantir esse tipo de apoio financeiro ao clube X ou Y? se os olhos do estado devem enxergar a todos com igualdade de direitos e oportunidades, posso então fundar um novo clube de futebol na cidade e pleitear o mesmo tipo de ajuda que os dois maiores já receberam? e eu como "cidadão-torcedor", se o meu clube preferido é a tuna, o estado então vai me deixar com cara de bobão?

Juvencio de Arruda disse...

Grande Doda! Obrigado por seu retorno.
Nada a declarar sobre a péssima gestão dos clubes. Concordo plenamente.
A diferença,neste caso, é que houve a venda dos direitos de arena, coisa quenão aconteceu em repassesanteriores, o que talvez justifique a reação de alguns comentaristas.
Mas se os clubes vendem um direito aopatrocinador, o Banpará, está efetivada a troca. Eu jogo e tu transmites.
Se uma agência, por exemplo, vende um serviço ao Estado, não lhe compete imiscuir-se na gestão da empresa, apenas cobrar o efetivo cumprimento do negócio.
Os jogos estão sendo realizados, a audiencia aumentou e a galera está satisfeita em assitir os jogos, principalmente o interior ou quem não tem grana pra ir ao estádio.
A cobrança pela gestão correta dos clubes cabe aos seus torcedores.
Por iso sou contra o repasse puri e simples de recursos públicos aos cluibes, e já escrevi isto aqui no blog em outra oportunidade, mas neste caso, específicamente, entendo que é diferente.
Quanto ao caso da Tuna, bem...lamento se vc é tunante...rs, mas em nenhuma área da ação pública o estado é capaz de proporcionar o que chamamos de universalidade no atendimento.
Remo e Paysandu, juntos, tem mais de 95% da torcida, uma amplíssima, esmagadpra maoria da população.
Mas respeito os pontos de vista em contrário, principalmente quando enunciaos com inteligência, cordialidade e assinatura.
Abs

Cássio de Andrade disse...

Gol de Placa do Governo do Estado. A galera do interior está adorando. Agora, depois da peia que o meu Leão Azul levou da Pantera, ontem, não sei se é bom para a imagem do Governo transmitor jogos do Leão. Ainda mais que minha governadora é remista! Ana, vamos reavaliar as transissões de jogos do Remo. Rsrsrsrs.

Juvencio de Arruda disse...

Camarada Cássio, deixei um comentário sobre a sua pessoa lá no post Adios Bambinos, no blog do Pedro Nelito...rs

Cássio de Andrade disse...

Vou ver, mas não vale falar da "peia da Pantera". Ainda não consegui dormir com os 5x1. Rsrsrsrs