10.1.09

Onde Estamos, Para Onde Vamos

Rodopiou, rodopiou e caiu o comandante geral da PM paroara, coronel Luis Claudio Ruffeil. É a quarta autoridade de alta patente na área de segurança do governo Ana Julia a deixar o cargo em dois anos, depois, pela ordem, do chefe da Casa Militar da Governadoria, coronel Coêlho, da secretária de Segurança, Vera Tavares e do delegado geral Raimundo Benassuly.
Prossegue, impávido, o atual n° 1 do setor, Geraldo Araújo, que em entrevista ontem, 9, mostrou-se disposto a deixar o cargo se a OAB sugerisse um nome e a governadora aprovasse.
Uma boutade. Nem a OAB indicaria, nem a governadora aprovaria.
Prossegue, também, o silêncio do governo em relação às estatísticas, a pretexto de não criar um clima de pânico na população.
Lorota. O clima já existe e é tórrido.
O silêncio reforça as suspeitas de que os números de Ana Julia podem ser piores que os de Jatene, terrível incômodo.
A chegada da Força Nacional para reforçar a segurança da capital durante o Forum Social Mundial pode até dar um refresco na situação, mas a verdade é que o governo demorou a acordar, e levantou de pé esquerdo.
Continua deixando a desejar a atuação das corregedorias na área de segurança. É generalizada a percepção de corrupção nos quadros públicos do setor. A governadora recebe, em seu gabinete, denúncias de malandragens, por exemplo, de delegados, principalmente do interior, onde a catação atingiria níveis inéditos.
Noutro front, advogados garantem que grande parte dos habeas corpus concedidos sequer são tombados. A presença de marginais com extensa ficha criminal nos últimos crimes de vulto ocorridos na capital mostra que utilização de expedientes legais de liberação temporária de presos precisa ser acompanhada com mais rigor.
Preocupa os especialistas a presença, a esta altura descarada, do crime organizado no estado. Já tem gente que se pirulitou do Pará, tangido por ameaças de poderosas quadrilhas, e o MPE nada fala sobre o assunto.
Os programas sociais, sempre lembrados como medidas que efetivamente vão amainar a situação, não parecem ser capazes de gerar mudanças estruturais, menos por seus méritos e direcionamentos e mais pela escassez dos recursos neles investidos.
Querem um exemplo? O Bolsa Trabalho recebeu 60% a mais do valor que foi dispensado em licitações ao Hangar, o centro de convenções. Ilegal? Não, desproporcional.
Os deficits prolongados e crescentes no atendimentos às demandas sociais permitem concluir que a situação vai piorar, ao contrário do discurso demagógico e irresponsável que vem sendo apregoado. Não é possível diminuir a violência apenas com programas sociais.
Enquanto uma desembargadora ladra, um delegado ponteiro e um deputado corrupto não forem parar atrás da grades da penitenciária Anastácio das Neves, a tendência não vai inverter.
No Pará, nenhum dos exemplos acima listados veste a camisa listrada. Nunca vestiu!


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A violência é a derradeira linha que separa o estado de natureza hobesiano da sociedade política, engenhosa construção do sec. XVI para submeter o cidadão ao Leviatã. Ela mostra, singularmente, o funil no qual desemboca a exploração, a má distribuição, a degradação dos controles, a face perversa da ação política, a submissão ao crime.
Encontro da escassez com o desejo, a violência exibe a fratura das relações, daí sua indiscutível força enquanto categoria de análise da cena social.
Quando o Estado, detentor do monopólio da violência, deixa de exercê-la contra os agentes públicos que assaltam a res publica, sucumbe aos bandidos. E avaliza a violência.
É exatamente o que acontece nestas bandas.
O Pará quebrou. Nova Déli quebrou.
Os parlamentos movem-se com muita dificuldade, e só quando submetidos a intensa pressão da opinião pública. Fazem o que podem e o que não devem para negar a representação.
O Judiciário, aqui arrogante ali acovardado, deteriora-se a olhos vistos.
O Executivo lambuza-se no crime.
Quem faz a mediação das informações à sociedade? Uma imprensa envolvida até as sobrancelhas na corrupção, na fraude, na cachaça, na jogatina. E que ainda se dá ao desplante de escrever editoriais hipócritas, tirando uma de bacana.
Invadir, depredar, incendiar, matar, estuprar, roubar, traficar, caluniar, extorquir.
É por meio de verbos como esses que se conjuga o cotidiano paraoara.
Falta tudo no estado e nos municípios, tudo.
Medicamentos precisam de liminares para serem distribuídos; equipamentos são desviados ou destruídos antes de serem montados; concorrências são dirigidas; licitações são desprezadas; resultados eleitorais são desrespeitados; o banco de fomento ao micro empreendedor é alvo de ladrões; sentenças são vendidas e a vendedora recebe uma singela advertência; prefeitos somem com documentos públicos; políticos e lideranças sindicais são assassinadas; as concessionárias de serviços públicos debocham do governo e da população.
Os responsáveis por tudo isso, inclusive os que teriam a responsabilidade de coibir os crimes e não o fazem, estão todos nas ruas. Todos.
E em ação continuada.


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A sociedade começa a perceber que as articulações políticas, na mais rasteira acepção possível da expressão, dominam a agenda de trabalho das autoridades do governo.
Chantagem, cooptações, desdobros, acertos, tudo isso parece drenar a disposição e a inteligência do governo.
A gestão do Estado, propriamente dita, parece estar em segundo plano. A locomotiva está ficando para trás da composição.
Aqui, dois anos depois dos doze anteriores - a última e cada vez mais fraca linha de defesa do governo atual- o Pará parece pior.
Para completar a obra, os quatorze anos (que tal assim?) trazem de volta à ribalta a figura sombria de Jader Barbalho, cada vez mais linkado - por obra e graça de Almir, Jatene e Ana Julia - a tempos mais felizes da sociedade paraense.
Aí é a roça. De vez.


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Até o dia 25.

61 comentários:

Val-André Mutran disse...

Irretocável! Efusivos parabéns ao brilhante artigo.
Eles não leêm blog´s.

Juvencio de Arruda disse...

Obrigado, Val-André.
Foi-se o tempo...eheh.
Lêem sim, e clipam.
Alguns se aborrecem, outros refletem. E assim vamos.

Val-André Mutran disse...

Menos mal então.
Abs e um bom domingão.

João Salame disse...

Meu caro Juca. Tire férias de vez em quando. Você volta sempre mais inspirado e apaixonado. E nos brinda com pérolas como essa. Forte abraço.

João Salame

João Salame disse...

Espero, aliás, tenho certeza, que esse post já foi lido pelo núcleo de poder do Palácio dos Despachos. Claro que vão discordar de algumas afirmações mais contundentes. Mas é uma análise cortante dos desafios que estão postos. A célebre frase de Lúcio Flávio de que no Pará as coisas mudam para continuarem como são nunca foi tão atual.
Estive semana assada com a governadora. Noto nela empolgação, vontade de acertar, crença de que está no rumo certo. Mas a sociedade não se apropriou desse sentimento e a sua participação é fundamental para qualquer mudança. Afirmo que nem mesmo sua equipe está imbuída do mesmo espírito, pelo menos em ações práticas, salvo algumas exceções que apenas confirmam a regra.
No plano administrativo o governo precisa andar. No plano ambiental é preciso ser mais célere. Nas parcerias com as prefeituras ser mais rápido. Na área da segurança mais operacional.
Vejo com bons olhos o fato da governadora estar se reunindo de forma permanente com suas equipes nas áreas de saúde, educação e segurança. Cobrando resultados, trocando postos de comando. É preciso, no entanto, que essas mudanças tragam resultados práticos. Está na hora de chamar todos os que, de boa fé, estão dispostos a ajudar. Que querem ver o Pará dar certo. A governadora tem capital político para isso. Os que torcemos para que o Pará avançe esperamos que ela o utilize adequadamente.

João Salame

Juvencio de Arruda disse...

Brinda-nos vc com sua presença por aqui, deputado Salame.
Esteja certo que nossa intenção é colaborar, limite da atuação e posibilidades de um simples blog que também torce, e muito, pelo Pará.
Forte abs.

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PS= As férias já acabaram no dia 2. De lá até a virada do mes estarei envolvido com a elaboração das últimas monografias do mestrado.
Depois do Carnaval começo a dissertação.
E aí vamos "brigar" de novo...rs.
O tema será a divisão do estado

Anônimo disse...

Juvencio, acho que a sua percepção é bastante certeira em relação ao crime organizado no Pará. Enquanto isso, nossa polícia ainda trabalha como se a bandidagem fosse aquela de tempos atrás. A inoperância de vários setores da área de segurança e do judiciário, é patente, como acentuas. Assusta saber que alguem já se mandou do estado com medo do crime organizado, e o fato de que ele e a corrupção estejam entremeados com o setor publico. Assusta mais, ainda saber que quem cresce no horizonte politico é justamente o pai de tudo isso. Triste sina a nossa. Qual a saída?
JC

Anônimo disse...

A relação promíscua da segurança pública com a violência é um câncer que até agora não encontramos remédio para exterminá-lo, mas estamos na luta no norte do subdesenvolvimento. O verbo também possui infinitivos como lutar, enfrentar, partilhar, resolver, combater, reagir e outros de 1a, 2a e 3a conjugações que podem estimular a solução e não apenas ceder ao caos apregoado por discursos eleitorais precoces para 2010. Essa solução está longe de há cinco séculos. É agora com programas sociais também e sabedoria para enfrentar os despudorados enraizados nos Poderes estabelecidos pela Constituição brasileira. Colocar calhordas atrás das grades mas inverter a prioridade da construção de presídios para salas de aula ... e as verbas sejam realmente públicas.

Juvencio de Arruda disse...

Olá, JC, bem vindo de volta ao Quinta.
É...feia a coisa.
Só posso arriscar um palpite no que me cabe como cidadão: abrir o debate, ir pras ruas, jogar luzes sobre a questão, cobrar as punições e soluções.
Minha primeira cobrança é: o Estado tem que enquadrar - e já - os agentes públicos que descambam para o crime.

Juvencio de Arruda disse...

Das 4:49, vc tem razão, embora o remédio exista, e faz tempo. Só não é usado em lugares como aqui, há tempos também.
Quanto aos verbos que vc propõem conjugar - todos corretos - esses sim, só fazem parte do cotidiano, só começam a ser usados, quando chegamos a limites como o que atingimos.

João Salame disse...

Multiplicação do Estado? Que bom que o tema volte à baila, sobretudo nos tempos atuais. Você está fortalecido em seus argumentos pela encomenda paulista ao Ipea sob os auspícios do paulista Arlindo Chinaglia. Mas nós continuamos firmes em nossa trincheira, por acreditarmos nela. E ter boas contendas com "adversários" do seu porte só nos enriquece, a despeito de "vencermos" ou não o debate. Espero ansioso. Bom resto de férias.

João Salame

Juvencio de Arruda disse...

rsrs...Com efeito, deputado, a "paulistocracia" se mexe contra a assimetria da representação.(http://www.jesocarneiro.com/comentario/assimetria-e-novo-estado.html).
Prá mim, no curto prazo, o maior impedimento para o desenrolar da questão. Pior para o Pará.

Abs

Raphael Teixeira disse...

Belo retorno Juca, ainda que não seja com boas novas, mas com o sempre necessário alerta para a nossa realidade.

Nessa podridão política toda aparece ainda o prefeito da capital que exonerou boa parte da guarda municipal, justo quando a cidade está em vias de realizar um evento internacional de proporções colossais. O prefeito falsário não poderia iniciar um ano e um mandato de maneira pior.

E ao falar dos "presentes do Estado para Belém" a própria governadora parece ter perdido a noção da realidade que você bem fala, e verbaliza para tentar ver no seu governo algo melhor que nos anteriores... "Consertamos, reformamos e fizemos em dois anos o que não foi feito em 12 anos de governo passado", afirmou a governadora Ana Júlia Carepa na manhã deste domingo (11). (http://www.diariodopara.com.br/noticiafull.php?idnot=24219)

Anônimo disse...

Então vamo lá Juvêncio, nesse seu novo formato, que tal uma item para a questão da segurança pública? Vamos debater, propor, questionar, criticar. Essa questão da estatística, da quantidade dos delitos, que o estado esconde, por exemplo, não é um assunto que deveria vir à público, afinal onde estamos, cadê a transparência? A execução orçamentária na rubrica segurança pública, é possível acompanhar? o que os cidadãos podem fazer, propor, etc? Por exemplo, aquela reunião com o pessoal do universo, vingou?
JC

Anônimo disse...

"tá tudo dominado", tendo legislativo, executivo e judiciário como participantes ativos.
E, Juvencio, não ofenda Nova Delhi, uma cidade bonita e bem mais limpa...em todos os sentidos.
Procure outro nome para isso que foi Belem do Pará...

Juvencio de Arruda disse...

Olá, MsC Raphael.Obrigado.
Essa notícia da dispensa dos Guardas Municipais é o recomeço das atitudes de sempre do falsário.
neste segundo mandato ele vai se superar em matéria de sandices e estrepolias.

Bem, o discurso da gov...ela prossegue investindo na herança maldita, né?
Eita pau.

Tinha coisa melhor, muito melhor hoje na praça: o arrastão das escolas de samba
Aliás, vc bem que poderia dar uma passada por aqui qualquer domingo desses,já que tanto passeia por aqui.
Abs.

Anônimo disse...

Juvêncio esta interessa para vc que zela pelos interesses públicos!

Nada do chamado "Sistema de Segurança Pública" do Pará funciona. O próprio e no passado tão renomado IML Renato Chaves que faz parte do sistema vai bastante mal. Dirigido por um complicado farmacêutico, chamado Wanzeler, protagonista de vários epísódios que variaram desde a perseguição à técnicos que serviram a governos passados, envolvimento em escândalos de bebedeiras dirigindo carro oficial, até a denúncia não apurada por DONANA de desvios de dinheiro público. Estes desvios vão desde o pagamento de diárias a servidores que nunca viajaram até o pagamento de proprinas, com um caso concreto de um cheque mandado entregar por um fornecedor do Renato Chaves, diretamete ao Diretor, mas que acabou caindo em outras mãos. Na realidade o caos é total e não envovle só a PM, a polícia civil, mas também o Renato Chaves e quem sabe até o próprio secretário que até hoje não mostrou para o que veio. A solução seria uma reengenharia com o resgate de técnicos competentes isolados por separatismo bobo de que pertenceram a outros governos. Creio até que a saída do Secretario atual seria de bom termo. Caso contrário continuaremos vendo amigos, parentes e ilustres desconhecidos continuarem a ser abatidos pela violência que o incompetente Sistema de Segurança é incapaz de coibir.

Juvencio de Arruda disse...

JC, vou estudar sua interessante proposta.
Quanto a transparencia dos gastos, também está enrolada. Com base em justificativas infantis, o governo recusou-se a fornecer senhas para os deputados acompanhem a execução orçamentária, atitude de quem diz ser transparente e acaba se mostrando indecente.
Veja em http://quintaemenda.blogspot.com/2008/10/transparncia-par.html

JC, o governo mal consegue respirar direito por duas semanas e volta a entrar no aparelho. Desde janeiro de 2007. Acho que eles estão esfalfados.

Quanto a reunião de pais no Universo, qual nada. Não se escreve o que diz o diretor da escola. Não cumpriu a palavra o professor Julio Reis, que não devia dar essa lição aos seus alunos.

Juvencio de Arruda disse...

Das 7:59, nada consta, nos "assentos" do Quinta, contra a probidade do secretário Araújo. Consta, apenas, sobre o resultados de sua gestão. O suficiente para que ele pedisse o boné, porque a gov não lhe dará. Desconfio que ele até pedirá, alguns cadáveres adiante.
Sugiro que encaminhe ao MPE suas denúncias sobre o IML, que desconheço.
Mas o sistema está um caos.

Juvencio de Arruda disse...

Das 7:48, aceito sugestões.

Anônimo disse...

Para reflrtir, inclusive o Exma. Governadora, se puder e quiser:
Uma simples pesquisa no site do TJE-PA sobre as ações penais que tem contra si o Delegado Geral Paulo Tamer mostra bem a desídia deste governo com a segurança pública. Seu assessor maior, Del. Eder Mauro não fica atrás. São dados oficiais que nem a imprensa quer mostrar.

Edyr Augusto disse...

Parabéns!
Edyr

Juvencio de Arruda disse...

Obrigado, querido vizinho.
Bem sabemos, vc melhor do que eu há mais tempo,o que é insegurança por aqui.
Mas nesta semana contarei uma história bonita aqui no Quinta.Sobre vc.
Abs

Anônimo disse...

Gostaria de saber por qual motivo um programa simples, de comprovados resultados na diminuição da criminalidade, implantado em outros estados (CE por exemplo) não é tentado em Belém. Refiro-me ao policialemnto de bairro, com rondas ostensivas e frequentes, de destacamentos miotorizados divididos geograficamente pelos bairros da cidade.

Anônimo disse...

O paraense tem o hábito bairrista de dizer que tudo aqui tem que ser diferente, então só nós sabemos realizar bem, pois tudo aqui tem que ser transformado por que a nossa terra é diferente. Quando o médico de outros estados como Sul e Sudeste sabem muito, porém não sabem tratar as doenças de nossa região isso é balela, que os cursos de medicina tem que ter um curriculo para a nossa região como se medicina em outras regiões fosse diferente outra balela, e ai temos nossas faculdades na situação que estão. A mesma coisa é em outras areas, então vamos parar de balela e vamos chamar quem sabe e baixar a crista e aceitar quem entende e ajudar para retirar nosso estado da Faixa de Gaza...

Anônimo disse...

Juvencio, viu começar:
1. tem policial envolvido em crimes, isso algumas operações já comprovaram - tem policial que tem até prosibulo, lan houses, etcs; veja por aí a medida das coisas, sem combate interno não dá para ir adiante. o problema é a sabotagem.
2. Esse papo do TAMER não pode colar, só apanha - nos dois sentidos - a bandidagem chinfrin - pode até servir para alguma coisa, mas depois recrudesce do mesmo jeito; essa parte da policia civil é totalmente viciada e doentia;
3. tem gente boa na policia, dos concursos novos, séria e com vontade de trabalhar, deve-se afastar esse grupo que está aí, com benassuly, justiniano e miguel cunha, etc; o investimento deve ser em inteligência e deve abarcar o interior do estado;
4. A policia deve mapear os grupos criminosos organizados, principalmente os de droga, roubo de cargas, inclusive nos rios; para isso precisa de apoio do Judiciário, cadê as varas especializadas em crime organizados do TJE, criadas e nunca instaladas - mas não com os juízes que se fala para atuar, tem que ser juiz serio, determinado e corajoso, e sobretudo que tenha preparo. o tribuanl tem que parar de soltar bandido, como faz de vez em quando alguns(as) desembardador(as), mediante liminares. Há sim um esquema nessa ponta. A polícia geralmente fica desapontada quando todo u trabalho vai por água abaixo;
5. A PM deve fazer operaçnao desarmamento, para todo mundo e revistar quem for suspeito - já pensou que mesmo com a lei de porte de armas, o bandido anda tranquilamente pelas ruas? Geralmente a arma apreendida some, para coibir isso o oficial tem que ir para a rua acompanhar os soldados - os cabos - a PM tem oficial jovem e disposto a isso, também com vontade de trabalhar;
6. queria saber porque o Geraldo não consegue implantar nenhuma novidade esse tempo todo? Será que ele é da escola tradicional, de bandido chinfrin e desconhece a ascensão do crime organizado no Pará?
JC

Juvencio de Arruda disse...

Bom dia, JC, já de pé esta manhã fria.
Anotadas suas sugestões. Concordo com o quadro que vc descreve e tb assino embaixo de sua interrogação.
Segue o debate e a audição de propostas.

Anônimo disse...

Engraçado , até agora não vi nenhuma ação contra a Ana Júlia que é a verdadeira Ordenadora de Despezas do Estado e é todos sabém, a verdadeira responsável pelo caos instalado no Pará . Nepotista de carteirinha, agora surge uma denúncia que não se sabe ainda ser verídica, contra alguém da sua família próxima, de envolvimento em crime de pedofilia, cercada de escândalaos desde cabeleireira, manicures, suspeita de caixa dois quando ainda era Senadora em que foi descoberto milhões na conta da atual diretora do Hangar, denúncias contra seu ex-marido, denúcias contra seus ex-namorados, denúncia contra Felipe Alves, enfim ... Mortes na Saúde pelo bloqueio pela Junta Político-Orçamentária do Estado do qual fazem parte os Vips dos Secretários e, nada . Esse Degovenro ainda acabará com todos os Paraense, talvez seja por isso que ela foi até o Exterminador do Futuro nos EUA absorver conhecimentos .

Anônimo disse...

De pé, e lendo os comentários em seu blog, Juvêncio.
E na data do aniversário de Belém.
O verso da música, que lembro apenas o começo, é o seguinte: " Belém, Belém, tô chegando agora...eu vim no .. das ondas...esta cidade.." Lembro na voz da Fafá, mas não sei de quem é, sabes?
Cai bem, eu que também cheguei agora...
Tenhamos um bom dia, Juvêncio, sem armas e sem assaltos., sem temores.
JC

Juvencio de Arruda disse...

Sim, JC, tenhamos um bom dia.
Não sei de quem são os versos.
Ligo pra vc ainda hoje.
Abs

Juvencio de Arruda disse...

Em tempo: JC, o autor da letra é o economista e poeta José Maria Villar.

Anônimo disse...

Juvencio, o pior esta por vir... Com a onda de demissões no interior do Pará o que está ruim vai ficar pior. Dezembro foi salvo por décimos terceiros e rescisões, mas janeiro e fevereiro não escapam...

Juvencio de Arruda disse...

Ou os governos entram na questão, com mais bolsas e ajuda aos desempregados, ou, realmente, o quadro piora.

Anônimo disse...

Lembro dele nos anos 80 lançando seu livro de poesia, está vivo e poetando, ainda? Afinal, cadê os poetas de Belém? Age de Carvalho, cadê? Só ficou mesmo o Max?
JC

Juvencio de Arruda disse...

JC, sei que vc gosta de poesia.
Villar tem uma grave doença degenerativa. Max, infelizmente, está hospitalizado desde meados do ano passado, em estado crítico.
Age de Carvalho, muito mais jovem que os dois, mora na Europa há décadas, e de vez em quando vem por aqui.

JOSÉ DE ALENCAR disse...

Juvêncio, se me permitir, reproduzo aqui o comentário que fiz na chamada que destes no Flanar:

Obrigado, amigos, pela presença, pela ausência justificada e pelos votos. Enquanto existir pessoas como vocês, há esperança.
Sei que a situação é difícil.
Parte das nossas conversas de aniversário foram sobre isso.
Concordo com Juvêncio.
A pergunta é antiga (e famosa): o que fazer?
Sem querer livrar a cara de ninguém, primeiro quero reconhecer de minha parte uma inciência: a de um conceito - preciso como deve ser, para ser também operacional - de violência. Poderia conceituar violência como tudo aquilo que provoca sofrimento. É amplo o bastante para abarcar toda forma de violência, urbana inclusive. Mas me parece insuficiente para permitir a realização de operações, intelectuais inclusive. Não serve para fazer da violência um objeto do conhecimento (em academês, cognoscível).
Uma segunda constatação é quase uma tautologia: a incapacidade do estado (sociedade política) para a resolução desse problema que é básico, para que a barbárie não se imponha e faça desaparecer o próprio estado.
Outra é a incapacidade da própria sociedade civil - a outra face dessa mesma moeda gramsciana - em fazer o, digamos assim, dever de casa. Não são poucas as instituições da sociedade civil que estão falhando (a família inclusive).
Uma conclusão óbvia é que dessa não sairemos sós, precisamos de ajuda. Digo nós, sociedade civil e política (eu tenho um pé em cada uma e por isso talvez tenha uma sensibilidade dobrada).
Mas para a pergunta básica, honestamente, não tenho resposta. Não sei o que fazer.
Quando muito me atrevo a propor um método para descobrir o que fazer.
Assim, me ocorre propor à Universidade - a UFPA, se for o caso - a criação de um Núcleo de Estudos da Violência, necessariamente transdisciplinar e aberto à participação ativa e positiva de agentes da sociedade política (policiais, membros do Ministério Público, magistrados, defensores públicos) e civil (ONGs, Igrejas, entidades sindicais e órgãos de controle de profissões regulamentadas etc), cuja missão seria basicamente fazer um diagnóstico e propor soluções para o problema e acompanhar sua evolução.
Não é muito, mas é a contribuição que tenho para dar.
A outra parte procuro fazer no meu dia-a-dia, institucional e pessoal.

Domingo, Janeiro 11, 2009 11:33:00 AM

Juvencio de Arruda disse...

Claro, com muito prazer, caro Alencar. Desconfio que ninguém tem uma resposta pronta, posto que ela pode variar de contexto. Suas ponderações sobre a necessidade de uma definição do conceito de violência aplicada ao contexto paroara são acertadas.
Os pesquisadores regionais tem um débito com a sociedade paroara neste particular, principalmente depois da aposentadoria do cientista político Raul Navegantes, um estudioso do tema.
Mas, creio, na esteira da grave crise no sistema, os trabalhos não deverão tardar.
Principalmente se a pressão da sociedade por esses estudos chegar até lá.
Obrigado e um abs.

Bia disse...

Bom dia, Juca querido:

acreditando que as "férias" serim longas..rsrsrs...deixei de passar no Quinta. E eis que nesta segunda, pimba!!! Post e comentários que devorei como se , finalmente, o ano tivesse começado por aqui. No bom sentido, porque no mau, 2007 ainda não terminou. É 2007, mesmo.

Ainda repondo o fôlego, penso que se nos unimos nas ágoras (gostou, amigo Alencar?) blogueiras, por que não conseguimos nos unir na arena do cotidiano?

Lembro da canção do Paulo César Pinheiro - Mordaça- e transcrevo:

" Tudo o que mais nos uniu separou
Tudo que tudo exigiu renegou
Da mesma forma que quis recusou
O que torna essa luta impossível e passiva
O mesmo alento que nos conduziu debandou
Tudo que tudo assumiu desandou
Tudo que se construiu desabou
O que faz invencível a ação negativa
É provável que o tempo faça a ilusão recuar
Pois tudo é instável e irregular
E de repente o furor volta
O interior todo se revolta
E faz nossa força se agigantar

Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar"

Um abraço, querido. Fraterno. Saudoso. Agradecido.

Juvencio de Arruda disse...

Bom dia,queridona. Que bom revê-la!
rsrs...tive uma recaída, enquanto tento amealhar uns trocados para custear as modificações técnicas no blog.
Na realidade as férias terminaram no dia 2, e já no dia seguinte começei as monografias. Temos até 10 de fevereiro para entregá-las.
Aí começo a dissertação, para encerrar este "capítulo acadêmico" no final de junho.
Depois, só Deus sabe...rs
Vc não quer me levar para Sampa?
Obrigado pela poesia musicada e muitos abs nas mesmas medidas pra vc.

Anônimo disse...

Olá meu caro amigo! Como foram as festas? Juca, a situação é pior do que parece, e vai piorar ainda mais! A miséria, o desemprego, estão assolando o interior do Estado, e o Governo adquiriu um monte de viaturas para a PM, mas esqueceu de dizer aonde devemos abastecer, pois temos que estar mendigando para prefeitos e empresários alguns litros de combustível a fim de realizarmos o nosso trabalho. É difícil assim meus amigos. Abraço Juca.
Cap.

Juvencio de Arruda disse...

Cap, meu amigo, vc sabe onde é a "ponta do sistema" e suas dificuldades.Putz!
Mas vamos lutar assim mesmo.
Faça um contato. Vamos conversar.
Tudo bem nas Festas.
Grande abs.

Anônimo disse...

Juvencio, tu viu - ouviu as sirenes ligadas - dum monte de carro de pulícia aqui no centro? Alguma perseguição, ou é apenas marketing? Contei mais de vinte veículos, em fila indiana, com as sirenes ligadas. Caramba, que marketing é esse?

Juvencio de Arruda disse...

Vi e ouvi.
Começou às 6:45.
Eram as 70 novas viaturas sendo apresentadas.

Anônimo disse...

Hmm, prazer, Viaturas...


Dos bandidos nós já estamos intimos

Anônimo disse...

Alguns muitos policiais são donos de agências de seguranças que apitam por toda as noites de Belém. Se eles trabalharem por uma boa segurança pública seus negócios vão falir. Investem na insegurança pública e as suas empresas prosperam e quem não paga as indecentes agências ficam ouvindo os apitos perturbando a noite inteira. Então, é melhor pagar ou não dorme. É o achaque mais cara-de-pau que eu conheço.

Anônimo disse...

Só uma saída escola escola integral pra resolver a médio e longos prazos e repressão policial já e todos os dias.
Bem vindo Juvêncio e que Deus nos proteja a todos.

Abs.

Juvencio de Arruda disse...

Pra vc também, obrigado.

Anônimo disse...

ak diz:
adorei saber que o tema da tua dissertação de mestrado é "A Divisão do Pará", assim com maiúsculas.
Acho que lembras, quando começaste o blog, sugeri que esse era o tema mais importante desse Estado dividido que é o Pará.
Continuo achando.
Saudades,
Afonso Klautau

Juvencio de Arruda disse...

Ueba! Prazer em revê-lo também, Ak.
Lembro sim, e espero cumprir a missão.
Abs,

Bia disse...

Juca querido:

levo sim você pra Sampa.

Em 2010 podemos estar lá, agregados no site do meu irmão...rsrsrs... Eu, aposentada pelo INSS. Você doutor em coisas muitas. Da vida, especialmente. Tema que nunca se esgota.

Combine com Marise. Quem sabe ela também sente saudades de São Paulo, Campinas, lugares onde os problemas são imensos, mas a civilidade avançou mais do que entre nós. Onde poderemos olhar Belém como Drummond olhava Itabira. Ainda que vá doer sempre.
Como posso, prefiro.

Beijão.

Anônimo disse...

Viaturas que geralmente estão pegando o “chen” nas bocas, festas, bares...
Viaturas que raramente são vistas quando a noite cai, com oficiais é mais raro ainda (esses quando não estão aquartelados, nos gabinetes, estão no conforto de casa).
Viaturas que dividir entre a tarefa de acudir o cidadao e realizar serviços de segurança para lojistas, cabarés, casa de jogos...
Viaturas que logo estarão sucateadas, por não receberem o devido zelo por parte de quem as usam e muito menos assistência e reparos.
Viaturas que sofrem do mal da falta de combustíveis.
Viaturas que só chegam depois do crime consumado.
Chame o ladrão! Chame o ladrão! Chame o ladrão!

Lafayette disse...

Eu não vou com a cara de anônimo-por-ser, mas o das 12:15PM foi genial!

Anônimo disse...

Po... ... que volta hein mermao ? Modelo de linhas mais ageis ,chassi reforcado,turboscopico e aceleracao de 0 a mil em tres linhas.
Voce entrou na pista de 2009 que nem um Dragster.
Dam !!!

Abs,Mr.J Cat e prosseguimos na escuta,positivo e operante.

Anônimo disse...

rsss hilario,Lafayette . Foi o Jukao de la, ele daqui e vc em cima do lance.Goal legitimo.

Juvencio de Arruda disse...

Fale, Mr. Logic!
Ainda não entraram em ação as "novas linhas", mas os dedos coçaram demais...rs
Vc nem imagina o sucesso que fez do link do Scripps na cabeça do moleque...eheh
Grande abs

Anônimo disse...

Gen de "peixe",oceanografo eh e nada em todo o nosso atol.
Cool,homey.

Anônimo disse...

Lafayette,

Obrigado, temos que rir para não chorar, algumas pessoas dizem que chorar faz bem, eu, discordo. Sou anonimo por obrigação e não por opção. Um dia ainda criarei uma conta do google

Juvencio de Arruda disse...

Caraca!
Tudo blue nessa imagem, Romulogic. Parabéns! Publicitária.
E papai adorou, claro...rs
Abs, caríssimo.

Anônimo disse...

Belém mais parece uma ilha de riqueza que está sendo engolida pelas dezenas de bolsões de pobreza e miséria, por seguir um modelo capitalista selvagem e atrasado que gera a exclusão social, levando ao atual quadro de barbárie.
Modelo de exclusão aprofundado pelos neoliberais tucanos e que o atual governo, por letargia e incopetência, não consegue romper as amarras dos comprometimentos políticos com a direita oligárquica, que continua dominando cenário político e midiático no estado. São os principais responsáveis por esse quadro dramático que piora a cada dia.

Anônimo disse...

Juca!

Já que estas aceitando sugestões, aí vai algumas:

1) criação de uma Secretaria da Infância e da Adolescência;

2) Instalação de sistema de monitoramento nas cercanias das casas bancárias;

3) fazer uma devassa nas contas dos policiais civis e militares (certamente alguns terão movimentações muito superiores aos seus rendimentos)

4) copiar modelos de NY e outras cidades, no combate a criminalidade

5) fomentar projetos sociais capazes de promover a inclusão social (escolas de música e teatro; prática de esportes olímpicos; cursos profissionalizantes, com garantia de emprego)

Bem, tenho outras idéias, que postarei com o tempo.
Abs,

Alan Wantuir disse...

Caro amigo, como alguém que não se relaciona bem com seus pares, dado a sua arrogância e prepotência, vai resolver o problema da segurança dos cidadãos.