27.6.07

Justiça Civilizada

'...até o momento, não persistem elementos suficientes para assegurar que a requerente (Imerys) possua o domínio da boa gestão dos entes ecológicos que maneja'.

Com estas palavras o juiz Raimundo Santana negou a liminar à Imerys Rio Capim Caulim,que pedia a retomada das atividades industriais da empresa.
Segue o texto de O Liberal, caderno Atualidades, edição de hoje.

O juiz Raimundo Santana também apontou dois fatos como incontestes para sua decisão. O primeiro, diz ele, se refere à falta de esclarecimentos sobre o que provocou o vazamento de caulim da Bacia 3 da fábrica da Imerys, em 11 de junho passado. 'As causas do evento ainda são desconhecidas', cita o juiz.
O segundo fato levado em consideração é o de que as unidades de recepção dos rejeitos da fábrica da Imerys estão com o funcionamento comprometido. 'A Bacia 1 está com sua capacidade de funcionamento exaurida e a Bacia 2 segue o mesmo destino, porquanto sua aptidão para receber os resíduos de caulim tende a esgotar nos próximos três meses, caso as atividades minerais sejam realizadas no mesmo ritmo de produção'.
Esse argumento está baseado no Parecer Técnico nº 009/2007, emitido pela Defesa Civil do Estado, e segundo o juiz são do cohecimento da Imerys. Ele lembra ainda que, apesar da assessoria jurídica da empresa ter se utilizado de parecer técnico emitido pelo Corpo de Bombeiros sobre as Bacias 1 e 2, alegando que elas não representam risco iminente de desabamento, e portanto sem justificativas para a permanência da interdição dessas duas unidaes da fábrica, o juiz ressaltou que 'o parecer dos bombeiros foi baseado em análise estritamente visual', conforme os peritos fizeram questão de ressaltar na análise que lhes foi pedida pelo Ministério Público.
A assessoria do Corpo de Bombeiros confirmou esse aspecto da análise e disse também que ela não deveria ter sido usada porque o Corpo de Bombeiros não é responsável por esse tipo de análise de engenharia, que requer equipamentos sofisticados e pessoal especializado na área.
Na ação, a Imerys RCC usou também os argumentos de que possui as licenças ambientais estaduais e federais, com o que não concorda a Sectam, e por esse motivo até o momento não renovou a licença ambiental da empresa
.

De um lado a Imerys.
De outro a Justiça, a Sectam, o Corpo de Bombeiros, o Instituto Evandro Chagas, e o equilíbrio ambiental.
Deve a empresa sentar o rabicó, sossegar o facho, e evitar declarações que sejam imediatamente desmentidas pelos fatos e, principalmente, ça vas sans dire, sentir-se na França, na civilização.

20 comentários:

Anônimo disse...

BRIGADA PRÓ IMERYS:

Acredito que realmente você desconheça qualquer informação sobre a empresa, e se deixe influenciar por tudo que a mídia publica e divulga. Você deve ser igualzinho a eles, que só pensam em ferrar a empresa e falar mal dela.
Quero saber o que você vai publicar quando a empresa voltar a funcionar, mesmo que ainda demore um pouco, a empresa sairá vitoriosa desta situação, pois ela é superior a tudo isto e não tem o Rabicó preso.

DE QUEM SERÁ O RABICÓ QUE FICARÁ ESCONDIDO DEPOIS DA REABERTURA DA IMERYS RIO CAPIM CAULIM?

Juvencio de Arruda disse...

O meu não será, Brigada, pois eu publicarei assim que a empresa for licenciada e autorizada a funcionar. De preferencia quando oferecer aas condições de segurança adequadas e atender à lei. Essa é a vitória que todos queremos.
Pode se aborrecer, agredir, e ameaçar
Mas é significativo que a empresa, autuada por duas vezes pelo que acabou acontecendo, insista nessa grosseria de Brigada e, pior, franqueando seus computadores à essa prática nefasta.
A Imerys está em franco porcesso de "cargillização".
Uma pena, em se tratando da marca que tem.
Quanta irrespopnsabilidade!

Anônimo disse...

Pró-Imerys - Juvencio, essa foi uma declaração infeliz, pois fique sabendo que a empresa não está obrigando ninguém a usar os seus computadores para mandar mensagens, pois se isso acontece é por livre e espontânea vontade de quem o faz. Agora eu realmente quero ver o seu rabicó de fora quanto toda essa palhaça acabar.
E ai, qual assunto vc irá publicar para chamar a atenção?

Anônimo disse...

E lamentável que você desconhaça a diferença entre o que é político, o que é técnico e jurídico. Infelizmente o problema é de ordem política, pois na ordem técnica e jurídica sabemos que a empresa está toda regularizada, mas o que é publicado pela mídia é tudo ao contrário, "faz parte do show, para ver quem vende mais e ganha mais dinheiro"
A empresa não deve pagar propina aos políticos corruptos do estado para voltar a funcionar, ela deve matá-los no cansaço, até que resolvam analisar de forma neutra, para dar o parecer favorável.

A Imerys é uma empresa séria, tão séria, que a própria comunidade da Vila do Conde está a seu favor, juntamente com seus empregados.

É engraçado, pois outras indústrias da região, já causaram grandes problemas ao meio ambiente e aos rios, chegando até a proporcionar a mortalidade dos peixes, e a culpa só cai para a Imerys, onde já se analisou por diversas vezes e chegou-se a conclusão que o CAULIM NÃO É TÓXICO NEM FAZ MAL Á SAÚDE DO SER HUMANO E DOS ANIMAIS.

Juvencio de Arruda disse...

Brigada, preste atenção, e pedirei pela última vez;
O meu comentário diz que a empresa deixa franco o uso de seus computadores a - essa sim - palhaçada.Não diswe que a empresa obriga.
Estou me limitando a repercutir as informações,os fatos, a sentença de um juiz de Direito.
Vc está brincando amigo, eu não.

Juvencio de Arruda disse...

1. O fato de outras empresas já terem ocasionado problemas ambientais não está em questão.

2.Quando vc diz que o problema é político, vc está acusando quem? O secretaprioi de Meio Ambiente? A governadora? O juiz de Barcarena?

3. A comunidade de Vila do Conde está de olho em seus empregos, e com toda razão. Faria isso por qualkquer emopresa, até pela hipotética Imerys Rio de Caulim Capim.

4. Matar políticos pelo cansaço?
Dê os nomes aos bois.Vamos!
Quem são eles?

Faça-me o favor.

O departamento de RH de sua empresa precisa ser chamado atenção. Recrutar uma cabeça como a sua, francamente...

a.coutinho disse...

É uma infelicidade o que vem acontecendo com a Imerys. Conheço pessoas que passaram por lá e dizem com toda convicção que é uma ótima empresa para se trabalhar, sem igual na valorização do profissional, não me refiro somente a salários, mas a diversos outros auxílios: farmácia, alimentação, cursos de qualificação, enfim, do ponto de vista que a conheço, é uma empresa e tanto. Qualquer um pleitearia uma vaga de trabalho por lá. Mas, convenhamos, errou. Portanto, por mais insatisfeitos que fiquemos em saber que existem diversos pais de famílias aflitos com toda essa situação, sem poder trabalhar e sem saber qual rumo o caso deverá tomar, temos, também, que avaliar a situação dos ribeirinhos que tiveram de abandonar seus lares, pessoas que já vivem em condições precárias, que como maior riqueza tem os rios, estes, que agora estão contaminados, ao que me consta, um dos produtos químicos utilizados no tratamento do caulim é o ácido muriático. Entendo a indignação dos anônimos de 2,59 e 3,48h, provavelmente dependem da empresa. Porém, este blog, tem como propósito informar e pôr em discussão fatos relevantes ao nosso cotidiano, não pode, a exemplo de outros meios de comunicação do nosso estado, se ater em informar seus leitores, sobre fatos como este. Há tempos sou leitor deste, e sempre o ví refletir a imparcialidade em suas notícias. Precisamos de reflexão....

Juvencio de Arruda disse...

Coutinho, obrigado por suas palavras.A reflexão virá sim.Aliás, já chegou.
Abs

francisco rocha junior disse...

Não conheço a IRCC. Minha atuação como advogado de empresas também não me credencia a desacreditar de suas manifestações - muito pelo contrário. Sei que a pior fase do capitalismo nefasto passou, por força, inclusive, da solidificação de algumas das instituições que cuidam dos interesses públicos, não só no Brasil, mas também (e talvez principalmente) no resto do mundo.
Porém, valendo-me da visão de quem vem tomando conhecimento da questão pela mídia (jornais, televisão, internet), não creio ser possível desconsiderar o fato de que a Secretaria de Meio Ambiente, o Ministério Público e, agora, a Justiça Estadual desaprovem a conduta da Imerys. Acreditar que os procedimentos adotados têm cunho estritamente político me parece fruto de uma visão distorcida, aplicação de uma teoria conspiratória que não condiz com os fatos.

Anônimo disse...

Coutinho, valeu pelo seu comentário inicial, mas infelizmente vocês precisam parar de dizer que os rios estão contaminados, já fazem 15 dias que aconteceu o fato e vocês ainda documentam tal absurdo. Façam o seguinte: venham tomar um banho na praia do Conde e comer um pexinho assado, assim como eu e todos os meus amigos costumamos fazer aos domingos. Falo!!!

Corrêa disse...

Prezado Coutinho, Belas palavras escritas, parabéns pelas palavras centradas e de bom senso. Somente uma observação, não se usa ácido muriático no processo de beneficiamento de caulim. A reflexão sempre é válida para quem escreve, e para quem lê. As emoções estão a flor da pela. Como funcionário desta empresa, me sinto como torcedor de Remo ou Paysandu, onde o amor ao símbolo desta empresa é muito forte. Quem vive esta empresa no seu dia a dia, sabe que seus dirigentes e funcionários são pessoas que amam esta empresa com muita intensidade, é evidente que existe uma relação de trabalho e emprego, mas posso lhes garantir que o uniforme dessa empresa ultrapassa esta relação, é como se uma pessoa de fora de nosso estado falasse mal do Pará, ou do nosso tacacá... então quem é da terra sofre com isso, e os funcionários não são diferentes. Me permita repassar uma mensagem de Maiakovski para aqueles que leêm este blog e que são funcionários desta bela empresa "Não estamos alegres,é certo, mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história, é agitado.
As ameaças, e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as, como uma quilha corta
as ondas".
Se erramos não podemos ser açoitados e colocados em uma cruz para sevir de exemplo, precisamos corrigir nossos erros para que eles não aconteçam novamente. Muito obrigado, e parabéns pelo blog Sr. Juvencio.

Talita Baena disse...

Meus Deus brigada pró empresa!
Esse pessoal não respira ou habita neste planeta?
E povinho "No Sense".

Anônimo disse...

ei juvencio, tá faltando alguma coisa sobre a operação "matamento".

Helena disse...

Juca, sabes algo sobre uma chacina que aconteceu na tarde de ontem em Cumaru do norte? Numa fazenda chamada Estrela de Maceió? Estou tentando apurar o que houve. Se souberes de algo...
Abs.

Anônimo disse...

Sema analisa respostas da Imerys Rio Capim Caulim

Da Redação
Agência Pará

Uma equipe técnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) vai realizar uma visita de campo na área de contenção de rejeitos da Imerys Rio Capim Caulim, em Barcarena, a 65 km de Belém, para verificar in loco se as condicionantes ambientais recomendadas pelo órgão e assumidas pela empresa oferecem a segurança operacional exigida.

O secretário Valmir Ortega assegurou a dirigentes da empresa que os documentos protocolados nesta quarta-feira (27) na Sema, serão analisados com prioridade, mas manteve o embargo à unidade de produção até que os dados da defesa e a visita técnica demonstrem que as medidas que estão sendo tomadas pela empresa são satisfatórias e não oferecem riscos ao ambiente e à população local.

Ortega recebeu pela manhã, em seu gabinete, Jens Birgersson, vice-presidente Mundial para Pigmentos e Minerais Especiais; Afonso Guerra, presidente da Imerys RCC; Ernest Gay, vice-presidente Executivo para a América Lativa de Pigmentos e Minerais Especiais e Milton Costantin, diretor de Operações da Imerys RCC. Pela Sema participaram Emanoel Imbiriba Júnior, diretor de Meio Ambiente; Luiz Flávio Fonseca, coordenador de Avaliação de Projetos e Licenciamentos e Ronaldo Lima, chefe da Divisão de Projetos Minerários.

Durante a reunião, Birgersson demonstrou ao secretário preocupação em informar seus clientes, espalhados pelo mundo, de que a situação da empresa caminha para a normalidade. Ele lamentou o ocorrido e afirmou que a empresa trabalha para que a situação não se repita. Assegurou ainda que assim que tomou conhecimento do ocorrido, determinou que medidas fossem tomadas para conter o dano ambiental.

O dirigente destacou que a Imerys RCC é uma das unidades de grupo que mais tem recebido investimentos em todo o mundo e que praticamente toda a produção de caulim da Europa está sendo transferida para Barcarena. “O objetivo desse encontro é reafirmar que haja um relacionamento aberto e transparente entre a empresa e a Sema e que as demandas ambientais sejam atendidas e superadas”, enfatizou Birgersson.

Histórico - A Sema interditou a unidade de produção da Imerys RCC no último dia 14 de junho, depois de comprovar o vazamento de caulim decorrente do rompimento de uma bacia de rejeitos, que ocasionou a poluição ambiental nos igarapés Dendê e Curuperé. Em 16 de agosto de 2006, a Sema lavrou um auto de infração contra a empresa pelo lançamento de caulim no entorno da bacia de rejeito número quatro, que contaminou o lençol freático.

Já em 16 de março, uma nova vistoria técnica do órgão ambiental detectou que as bacias um e dois estavam com sua capacidade de carga saturada, transbordando água misturada com caulim de uma para outra, sem que houvesse tempo para a sedimentação do material e, por conseqüência, lançando o rejeito sem tratamento direto no córrego receptor. No dia 12 de junho passado, a bacia número três, que apresentava infiltração na altura dos taludes, rompeu-se lançando rejeitos de caulim no solo e em cursos d´agua.

Esse conjunto de ocorrências, associadas a outros fatos anteriores, levou a Sema a interditar a área de produção após o rompimento da barragem. Ortega deixou claro que o governo não tem interesse em manter a empresa fechada, mas enfatizou que a empresa precisa comprovar que as bacias de rejeitos têm condições reais de serem utilizadas, sem oferecer risco ao meio ambiente e à população que vive no entorno do empreendimento. Só após essa constatação é que a Sema vai decidir se suspende ou mantém o interdito.

Juvencio de Arruda disse...

Obrigado pelos excelentes comentários recebidos. Dado o adiantado da hora, e o cansaço que acomete este poster, deixo as respostas para amanhã.
Abs a todos.

Anônimo disse...

Uma empresa impecável, funcionários contentíssimos com o tratamento recebido, produtos não tóxicos embelezando as águas dos rios paraenses, tudo perfeito. O problema é a imprensa, que insiste em mostrar ao mundo aquilo que não existe.
Essa estratégia não cola mais, senhores! "Funcionários" jurando pela fé da mucura que tudo não passa de complô, ameaçando blogueiros, inventando comunidades que defendem a nova cor de leite de seus rios - parece, segundo aquele que come peixe frito na praia, que o caulim melhora o paladar do pescado - e nenhum desses "honestos" cidadãos toca no essencial: a empresa tem a obrigação de evitar todo e qualquer vazamento nos rios e, pela legislação, só pode retomar suas atividades quando isso estiver providenciado, e de modo definitivo. O resto é, como tem sido desde que o acidente aconteceu, desrespeito à população, desrespeito às leis brasileiras e, no caso dos comentários da brigada pró-Imerys, ameaças criminosas.

Anônimo disse...

Que veeeeeeeeeeergonha essa tal brigada pró-Imerys. vocês têm todo direito de defender seus salários e benefícios, mas com dignidade e honestidade e não com dissimulações. Querem esconder o óbvio. As águas contamidas, população apavorada e outros absurdos. Já que esta empresa é tão maravilhosa como asseguaram, que tal se vocês negociarem com a diretoria trabalhar com mais seriedade segurança, respeitando a legislação e o direito dos ribeirinhos, que dependem dessa água, que vocês acham que está ótima? Ou vocês fingem não saber que desde 2006, que há detecção de fissuras nos tanques de rejeito. Tenham veregonham senhores. Não pensem só nas suas barrigas. Milhares de famílias estavam aí bem antes da Imerys aparecer e tratá-los feitos bois de presépios. Reajam, sejam honestos com vocês mesmos. Sejam solidários e trabalhem pela comunidade, essa meta será bem mais digna e não finjam que está tudo bem só para vocês. Deus está nos céus e lembrem-se que tudo volta para nós, de acordo com o que fazemos. É a lei da vida.
Outra coisa. A mídia não poderia inventar uma cor esbranquiçada para a água. Parem de dizer que a culpa da imprensa porque toda a população do Pará já está alerta e por dentro da realidade. A época do capilismo selvagem está com dias contados.

Aline Rrodigues

Anônimo disse...

Seria possível parar de falar da Imerys. Daqui a pouco começa a Produção a Expansão e a compra da concorrente. He he he!! E o povo de lá tá morrendo de medo. Vocês saberão por que....Cenas dos próximos capitulos. kakakaka Eu mesmo contarei!!!

Anônimo disse...

O anônimo das 1:25 PM está querendo: A) ser engraçado;B) ser ameaçador; C)falar em nome da empresa estrangeira acostumada a funcionar irregularmente em terra alheia; D) todas as opções acima?
De qualquer modo ele dá com os burros n'água, porque, até deixar de lado a arrogância colonizadora e passar a respeitar as leis brasileiras, a Imerys vai sim continuar no noticiário, de maneira desagradável para ela e os sabujos que a cercam.