16.1.09

Promotor Acusado no Relatório da CDHM

Release enviado pela assessoria do deputado Carlos Bordalo - membro e um dos proponentes da CPI da Pedofilia - reproduzindo reportagem do jornal Uruá-Tapera, traz detalhes do relatório da Comissão de Direitos Humanos e Minorias que investigou a grave situação no Marajó. Num deles uma dura acusação ao promotor da cidade de Portel:

No relatório, um dos depoimentos mais contundentes foi o da senhora C.M.F.C., que “reafirmou publicamente, perante todas as autoridades presentes, que sua filha, a adolescente J.C.A. fora vítima de estupro praticado pelo Vereador da Câmara Municipal de Portel, Roberto Alan de Souza Costa, no dia 05 de abril de 2006. A Sra. C. também denunciou a atitude do Promotor de Justiça da Comarca de Portel, Dr. Carlos Lamarck Magno Barbosa, com a adolescente J.. Acompanhado da aliciadora "Catuta" e de sua mãe (condenada por tráfico de drogas,) fez uma abordagem de forma abrupta e ameaçadora, na porta de sua residência, causando forte constrangimento à menor e a sua família. Esse fato levou a mãe da vítima a pedir o afastamento do referido Promotor do caso de estupro praticado pelo vereador "Bob Terra".”
A CDHM testemunhou depoimentos de vítimas que afirmam que o Promotor de Justiça, se fazendo acompanhar da jovem conhecida por "Catuta" (Marlúcia Caldas de Almeida) e sua mãe Sra. Nazaré, foram nas casas das vítimas pedindo a essas que dissessem que o Sr. Amarildo Formentini teria dado dinheiro a elas (vítimas) para que falassem em seus depoimentos que tinham sido alvos de abusos sexuais. Registre-se ainda que esta CDHM obteve informações de que à noite, na mesma data da Audiência, o Promotor reuniu-se na Prefeitura da Cidade, com meninas que deram entrevistas à imprensa, o que nos causa estranheza e, no mínimo, precisa ser investigado. Como também precisa ser investigada a ausência do Promotor na Comarca de Portel, no período de 05 a 24 de abril deste, apenas retornando quando o assessor Amarildo Formentini noticiou o fato às autoridades competentes. Ressalte-se que o assessor da CDHM mostrou todo o documentário ao dito Promotor que se disse pasmo com o que viu nas filmagens.”

6 comentários:

Anônimo disse...

Incrível, né Juca, como o pessoal não toca em juiz e promotor quando eles são denunciados - por que será?Até agora nenhum comentário.

Juvencio de Arruda disse...

É difícil,mas tocam sim.
Às vezes corretamente, outras não.
Eles vão se acostumar...a tocar e serem tocados.

Alex Lacerda disse...

Ex-delegado de policia, esse rapaz...

Anônimo disse...

Maldade criticar o MPE, viu juvencio, bispo do marajó e quetais, o órgão desde dezembro criou um "grupo de estudo" para estudar a situação. Eles não estão inertes nem inermes! Depois de muito estudar certamente que algo vai ser feito!! O resto é oura maledicência!! Vá no saite do MP e leia a notícia! Não é assim como cês pensam, tem que estudar antes.



Infância e Juventude - Grupo criado pelo MP elabora ações para combater exploração sexual

Por: Assessoria de Imprensa


Para garantir e zelar pelos direitos legais de crianças e adolescentes, vítimas constantes de exploração sexual no Estado do Pará, o Ministério Público do Estado criou, em dezembro do ano passado, um Grupo Especial para elaborar estratégias de combate às situações de abuso e exploração sexual infanto-juvenil no Estado.

O Grupo Especial também deverá estudar ações articuladas com outras entidades, sejam da iniciativa privada, de organizações não-governamentais, das esferas de governo executivo federal, estadual e municipal, além da sociedade civil organizada para atuarem em conjunto e aumentar a eficiência das ações de combate a esse tipo de exploração de crianças e adolescentes.

Sete Promotores de Justiça, entre membros da capital e interior, foram designados para compor o Grupo Especial de Trabalho.

Juvencio de Arruda disse...

Maldade, com vc mesmo, em achar que todos somos iguais a vc. Maldade e burrice.

1. O MP é a, dentre as entidades do executivo, das que mais deve á sociedade paraense.

2. A criação de um grupo de sete promotores para acompanhar esses caso, como vc bem diz, é de dezembro. Tem portanto, um mês.
Quer dizer: acordou agora!

3. O número de promotores não é garantia de resutados. A "guarnição" de Santarém, por exemplo, meses atrás, arguiu suspeição coletiva para não acusar um serial killer filho do deputado Antonio Rocha, numa desfaçatez sem precedentes na história do MP paroara.

4. Raros promotores passam os cinco dias da semana na Comarca.

5. O que vc teria a dizer da atuação do promotor de Abaetetuba no caso da menor que foi presa numa cela com trinta homens?
Os senadores da CPI da pedofilia do Senado entendem que ele não cumpriu com suas obrigações.

6. O que vc tem a dizer da embiormação no julgamento de santino? E das sanções á Elyane Nuayed?
Ora, se manque!

Informo-lhe que muito breve a CPI da Pedofilia vai pedir todos os processos lá existentes. No MP e no TJ.
Aí veremos a quantas anda a produtividade do parquet.

Quer melhorar imagem do MP?
Respondam às demandas da sociedade.

E antes de voltar a encher o saco do blog com papo furado - aqui ninguém é otário - seja educado, ou não permitirei, como agora, comentários aboçalados contra quem nada tem a ver com a modorrice, como eu e o bispoe o CDHM

Juvencio de Arruda disse...

Olá, Alex.
Há outros promotores que também foram policiais, como aquele de Marabá que descarregou o revólver em cima da esposa, e bate perna por aí há um ano, normalmente.