22.10.08

Bateu, Se Mancou

Um estudo feito na Suécia (sempre eles) e relatado hoje no blog Freakonomics aponta: lugares onde a imprensa faz uma cobertura política mais agressiva tendem a ter representantes menos corruptos. A conclusão do estudo de David Stromberg e James Snyder Jr. parece lugar comum, mas ela basicamente quantifica uma impressão (justificada) do senso comum.
Você pode baixá-lo aqui.
Este é o resumo que o blog de Steve Levitt e Steven Dubner fez:
- Eles descobriram que parlamentares de distritos cujos jornais cobrem agressivamente a política local tendem a trabalhar mais duro para representar os interesses de seus eleitores.

- Tais parlamentares estão mais propensos a romper com seus partidos, mais dispostos a fazer emendas ao Orçamento beneficiando sua localidade e mais provavelmente participarão ativamente das audiências dos comitês do que os representantes de distritos sem uma imprensa local forte.
- No estudo, o efeito sobre a prestação de contas é mais forte onde os limites de um mercado de mídia são mais parecidos com os limites de um único distrito eleitoral. Em grandes cidades, onde um jornal pode cobrir diversos distritos, ou em áreas rurais, onde pode haver cobertura nenhuma de jornal, a cobertura da imprensa sobre os parlamentares locais "torna-se mais seletiva e superficial", segundo os autores.
- Nesses distritos, menos eleitores conhecem o nome de seu representante, ou mesmo como ele ou ela vota no Congresso. Isso reduz o incentivo para que ele responda às necessidades de seu distrito.
- O estudo também aponta que a cobertura do noticiário na televisão tem quase nenhum efeito sobre o conhecimento do eleitor sobre seus parlamentares. Houve resultados mistos sobre a cobertura na internet.

Tem muito mais aqui, no E Você Com Isso?, o blog de Marcelo Soares.

2 comentários:

Anônimo disse...

A velha imprensa viciada do papel pintado está na mais veloz decadência, hoje os Blogs e o advento da internet vem eliminando os grandes grupos da comunicação que tratavam a informação como mercadoria de muitos valores.

A coisa agora é instantânea, interativa e de opinião forte, que cobra, desce a ripa e está antenada nos anjinhos de terno do bolso fundo, pode esperar que a coisa vai dar uma guinada para as gestões mais sérias e eficientes.

Essa é a revolução da comunicação e da informação sem fronteira mano, sem perseguição, por que no passado eles imprimiam as suas verdades no jornal e enfiavam goela abaixo e nós mastigávamos, engolíamos e depois arrotávamos pelos bares.

Agora é muito diferente, político tem que dançar carimbó, nada de choro e valsa... esse tempo já é passado cumpadi.

Nelson Vinencci

Juvencio de Arruda disse...

Cumpadi, vamos chamar isso de reciprocidade...eheh.
O resto, concordo, é passado.
Abs.