25.10.08

Bom Humor

Pirante , apelido que um leitor do anônimo do blog pespegou ao candidato peemedebista, era uma das senhas dos computadores da equipe de produção dos programas eleitorais da campanha do próprio.

8 comentários:

Anônimo disse...

O candidato Priante acabou de receber uma generosa doação dos Supermercados Líder. Foram R$ 100.000,00.
Os irmãos Rodrigues arrumaram mais esse motivo pra continuar a briga entre eles. Oscar, o mais velho, foi contra, porque como não atendeu um pedido do prefeito Duciomar, também não poderia atender o Priante. João, o irmão do meio, bateu o pé pra atender o pedido de Priante, e ganhou a parada.
Foi a única doação que o Líder fez nessa campanha.
Passaram por lá, Mário Cardoso, Valéria, Jordy e Marinor, além de uma penca de candidatos a vereador, e todos levaram um elegante não.

Juvencio de Arruda disse...

Líder em boca de urna..rs

Campanha disse...

Em tempo:
A senha pirante já foi alterada

Juvencio de Arruda disse...

Imagino que sim...rs
Parabéns pelo derradeiro programa e pela revelação Paula Maneschy.

Anônimo disse...

Pirante & Cia. vão necessitar de bom humor é a partir de amanhã, à noite.

Anônimo disse...

Ufa! Terminou a campanha eleitoral. O debate desta sexta-feira à noite poderia se chamar de “desgaste” (para os candidatos e para o eleitor), tal o resultado. De conteúdo previsível e anódino, resultou em nada estimulante, elucidativo, inspirador. Eis o leitor diante da sua dúvida. Porém com a certeza que a montanha vai parir um novo – ou o mesmo - rato neste domingo.
De um lado, o prefeito em fim de mandato e sua verborragia de realizações; do outro, o adversário vomitando coisas estapafúrdias (o que será a “cidadania da cidade?) e contestações sem dados e fatos para convencer a patuléia. Idéias descabidas e inexeqüíveis. Velhas. Acreditando que meia dúzia de promessas tiradas - nem tanto de uma cartola, mas do velho baú da política sem conseqüência e estéril – podem nos convencer de que agora é para valer, que a coisa vai mudar, que Belém será outra.
Enfim, mais uma vez, Belém diante da sua angústia e sua quimera. Da sua sina e seu destino. E de uma certeza: não mudará nada, mesmo que mude o prefeito. O triste horizonte de uma cidade sem esperança alguma, que vive, na expectativa de um novo dia, uma insônia fernandiana (Na noite terrível, substância natural de todas as noites, / Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites, / Relembro, velando em modorra incômoda, / Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida. / Relembro, e uma angústia / Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo. [...] .” Álvaro de Campos – F.P. ). Resta-nos, vigilantes e insones, esperar o dia amanhecer. Um novo dia, com a certeza de que ser velho, assim como estão sendo os 1.460 dias do atual mandato e como foram os tantos mil dias dos anteriores.
Diante do que se viu e ouviu em mais uma campanha eleitoral, não se pode esperar nada de novo no horizonte que tem história de destruição – vejamos o patrimônio histórico destruído, dilapidado para fica num só assunto. Mas não é preciso buscar “Belém da Saudade” para se lamentar, basta ver o cotidiano, os dias de hoje. Belém é uma cidade suja. A limpeza é do tipo “joga para debaixo do tapete”. Belém é uma cidade de pessoas que jogam tudo pela janela dos carros (dos ônibus dos Civics). Pessoas pouco Civclizadas em seus carros importados.
O prefeito disse no debate de ontem o que fez e o que vai continuar fazendo. Ora, o asfalto que todos fazem; as ruas que todo prefeito urbaniza; a creche que qualquer um faz; a praça que em todo mandato surgem aqui e acolá. E o adversário pirou mesmo ao prometer creche para 132 mil crianças. E nada mais disse porque nada lhe foi perguntado. E nós, do lado externo da telinha – pois o cidadão eleitor é sempre um “externo”, um ente à parte disso tudo, passado o pleito – ficamos imobilizados, quando muito, cá com nossos botões, com nossas iras e descrenças. E caras de bobos assistindo à ópera não menos bufa patrocinada pela Rede Globo e outras redes televisivas.
Que idéias conhecemos ontem? Era última chance)? Não houve. Não haverá porque tanto o prefeito em fim de mandato e o aspirante não têm conteúdo para além desse papel de político ávido por poder e verborragias ensaiadas por marqueteiros e “cupinchas” – que permitiu a Priante, verbalizar palavra que deve estar no seu próprio inconsciente de político rasteiro e pegajoso: desavergonhadamente a usou, certamente num ato falho, a palavra CUPINCHA, posto que deve ser normal ele pensar nos seus. Vejamos o que diz o Dicionário Houaiss, pag. 891, coluna do meio: CUPINCHA: “indivíduo com quem se tem amizade”. Vocábulo antecedido por CUPIM-NARIGUDO (que tem seu próprio significado) e seguida por CIPINCHARIA: “grupo de cupinchas, comparsaria”.
Belém é assim, cheia de cupins e cupinchas e por isso carrega suas mazelas polarizadas por políticos profissionais, cujas representações bem acabadas disputam nossos votos definitivos neste domingo.
A cidade não escapa da conjuntura econômica e social atual do país e do mundo, agravada pela crise que já derrubou neste ano mais de 50% do valor das ações da bolsa. A crise! Nenhum segundo sobre esse tema que varre o mundo e que é o núcleo da campanha presidencial norte-americana. Como Belém vai enfrentar a crise? Claro que não haveria resposta. Tudo que ambos verbalizassem pareceria falso, achismo, adivinhação, mentira. Eles não têm assessoria capaz para tratar do tema. Não há solução específica de Belém, é bem verdade. Porém, seria saudável e esperançoso – mesmo que se saiba inexeqüível – ouvir dos candidatos uma frase de preocupação a respeito. Esses candidatos procuraram saber com os empresários locais e nacionais que por aqui se espalham como a crise está repercutindo na capital e no Estado? Certamente que não. Será que já mandaram investigar porque caiu 15% o número de passageiros desembarcados no período do Círio. Certamente que não. Será que já pediram um levantamento para depois da quinzena nazarena sobre o desempenho de agências de turismo, hotéis e restaurantes, com vistas a um planejamento estratégico para a maior temporada do turismo paraense em 2009? Certamente que não.
O debate de ontem – como os demais anteriores – fora boa chance para se falar de uma vocação da cidade para o turismo como solução estratégica, atraindo-se turistas nacionais que estão fugindo do exterior por causa da alta do dólar. Ambos ficaram numa mixórdia desalentadora. Discursinho vagabundo, com nenhum sinal de inteligência e todos os sinais de uma improvisação perturbadora e desconcertante. Um discurso vazio e de auto-elogios sobre todos os temas abordados. Enjoativo!
E assim, não ficamos sabendo, de fato, o que fará o prefeito a ser eleito dentro de poucas horas, a não ser que virá mais asfalto, mais creche, mais tinta branca nas pistas, mais leito de pronto socorro, mais escola e mais saúde e mais aquilo e mais ‘aqueloutro’. Isso não basta porque os problemas são complexos e as demandas sociais cada vez mais volumosas, que exigem soluções mais complexas. E o futuro da cidade, sim, é uma quimera. Pobre Belém!

Anônimo disse...

Clap, clap, clap! ,anônimo das 9:59! Isso é que é um desabafo indignado com estilo! Saiba que tua dor é a dor de todo belenense que tem o mínimo de amor por essa cidade e ainda tem o desplante de aspirar viver numa cidade com qualidade de vida. E ficamos aqui, tremendo de pavor com a perspectiva de 4 anos com Malufiomar ou 4 anos com Barbalhante. E daqui há poucos meses Belém estará sob os holofotes do mundo com o Forum Social e vamos oferecer ao mundo a vergonha de governantes que tais, de políticos que tais.

Anônimo disse...

Muito embora concorde que os problemas socias, crescentes geometricamente, reclamem por soluções tanto quanto ou mais complexas, e que devam ser resolvidos a médio e longo prazos, alicerciados por projetos sérios e consistentes, impossível cobrar dos palanqueiros tal comprometimento. Buscam, sempre, a resposta imediata emocional das urnas. Acho que o processo eleitoral como um todo não proporcional tal racionalidade. Um abraço