22.10.08

Fim do Caminho

A Funtelpa tirou do ar o programa Cultura Pai D'Égua, depois de seis anos de exibição. O apresentador do programa, jornalista e ator Alberto Silva Neto, lamenta a decisão.
O blog idem.

23 comentários:

Quaradouro disse...

Boa tarde, professor!
Devo presumir que esta é a nova política cultural da Funtelpa?
Muito estranho...

Juvencio de Arruda disse...

Boa, poeta.
É lamentpavel, como disse, a perda desta janela. Espero a próxima a ser aberta.

Anônimo disse...

Não conheço os motivos da "bacanagem" que fizeram com mais um programa da emissora.
A verdade, entretanto, é que a TV Cultura nunca atravessou um cenário (sem trocadilho) tão ruim como este em que as pessoas e os programas que produzem são literalemnte "limados"(novamente, sem trocadilho).
A Funtelpa já entfrentou orçamentos mais curtos do que o atual, bem em piores, mas nunca a grade de produção local foi tão magra e empobrecida.
Fato "pouco bacana" e nada pai d'égua, mesmo, é que todas as pessoas que se afastaram da emissora para trabalhar em camapanha eleitoral (e isso não é novidade na Funtelpa) saíram do ar definitivamente nesta eleição. Fora isso, a debandada voluntária ou involuntária já era gande desde o começo do governo.
O caso do Alberto Silva com o seu "PAI D'ÉGUA" foi apenas mais um. Nenhuma surpresa!
Foi-se o tempo em que a TV Cultura tinha três núcleos de produção, comandados por Anselmo Gama, Carlos Gondim e Nélio Palheta - para ficar só na gestão de Mauro Bonna.
Numa espécie de revisionismo histórico à moda soviética, querem fazer o que das emissoras Cultura? Aparelho partidário? Ressalte-se: nunca o noticiário da TVC e da RC foi tão amador quanto chapa branca. Na falta de jornalistas com mais experiência (sem demérito aos que estão lá tentando salvar os programas), restam os releases da SECOM.
Só falta agora tirarem do ar o Catalendas - uma das lendas da produção local, programa infantil de qualidade, único produzido pela TVC-PA que foi para a rede nacional das emissoras educativas e culturais.
Qual será a justificativa bacana que a presidente da Funtelpa tem para mais esse caso?
Avise-se logo: não vale razões de orçamento, afinal, dinheiro para viagens - inclusive internacionais - é que não falta para a presidente (aliás, ela adora viajar).

Anônimo disse...

Falando em viagens...

Semana que vem a presidente estará em São Paulo...

Uma lástima mas essa perda para a TV Cultura...

Na minha opinião, só estão lá os concursados, os que não tem outra opção ou os que por motivos "partidários" precisam estar...

Enquanto isso, ficamos com saudades de Adelaide Oliveira, Ivana Oliveira, Tim Penner (que está colocado de lado por essa administração), Danielle Redig, Daniela Sá, Jéssica Martineli, Úrsula Ferro, André França...

Anônimo disse...

O Protótipo, um programa de rádio esperto que divulgava novas bandas paraenses também levou o farelo.
Agora tocam a tecno-porcaria...
Lamentável tudo isso.
Mudaram.
Pra pior.

Anônimo disse...

A Funtalpa diz que melhorou a imagem. Pra mostrar o quê? Nem no governo Carlos Santos a TV Cultura esteve tão desanimada.

blog do bacana-marcelo marques disse...

É lamentável Juca.O programa é ótimo, o apresentar competente e a produção de qualidade.
Queria saber o motivo disso.

Juvencio de Arruda disse...

Quem sabe a Funtelpa comunica as razões da retirada o programa?

Anônimo disse...

LA-MEN-TÁ-VEL! O Cultura Pai d´Égua era o único espaço inteligente sobre a produção cultural do Pará. Vai ver, a Ré e o Dimítri (aliás, quais são as credenciais desse rapaz para ser diretor da TV?) vão fazer um novo programa chamado Égua Cultura ou seja, mudar de nome mas ficar no mesmo conceito como fizeram com o Cultura in Concert que virou Cena Musical, num primor de criatividade.
Volta Moema!!! Volta Adelaide!!! Volta Júnior Braga!!! Voltem todos os bons profissionais que um dia fizeram a TV Cultura do Pará ser referência de bons programas entre as TVs públicas do país!!!!

Lafayette disse...

"...resto de toco, pouco sozinho."

Lamentável mesmo.

"Gostava tanto de você, lá lá lá... gostava tanto de você.

Não sei porque você se foi."

Esperamos sentados Juva, pelas explicações.

Paloma Andrade disse...

Com relação ao comentário anônimo que diz "Ressalte-se: nunca o noticiário da TVC e da RC foi tão amador quanto chapa branca. Na falta de jornalistas com mais experiência (sem demérito aos que estão lá tentando salvar os programas), restam os releases da SECOM." Nós jornalistas que continuamos aqui exigimos o mínimo de respeito ao colega anônimo que nem ao menos teve coragem de se identificar! Só nos resta pedir ao colega do comentário que pelo menos se dê ao trabalho de assistir ao Jornal Cultura que vai ao ar diariamente às 18h30.

Anônimo disse...

É triste, muito triste, ver definhar um patrimônio cultural como a Funtelpa. Mais triste ainda é ver que este fato é perpetrado por pessoas que, em tese, deveriam ter a sensibilidade de gerir as emissoras (Rádio e TV) de forma a exibir uma programação de qualidade e voltada ao interesse público.
Pior ainda: Não se dão conta, os atuais gestores da cultura, que estão ficando isolados. A equipe os está deixando de lado e em breve, muito breve, já não terão o que administrar.
Na funtelpa, chegou-se ao pior estágio em uma relação de trabalho em equipe: Os funcionários deixaram de ser colaboradores por total falta de respeito por quem os chefia.

Anônimo disse...

Reproduzo aqui a carta do Alberto sobre o ocorrido.

E informo que nosso querido Walter Bandeir,a que já está
a quase 20 anos na FUNTELPA, passa por um
processo de humilhação na empresa sendo constantemente
pressionado a pedir demissão por não se enquadra na
"nova administração".



CARTA DE ALBERTO SILVA NETO*

*FUNTELPA DECIDE ACABAR COM O PROGRAMA CULTURA PAIDÉGUA*


Recebi com tristeza e indignação a notícia de que a Fundação de
Telecomunicações do Pará (FUNTELPA) decidiu acabar com o programa Cultura
Paidégua, da TV Cultura. Fiquei triste porque há mais de seis anos essa
revista semanal vinha cumprindo, de maneira heróica e solitária, um papel
fundamental na divulgação televisiva da arte paraense em todas as suas
manifestações, abordando-a com seriedade e profundidade amplamente
reconhecidas por um público cada vez maior. Mas também fiquei indignado
porque, embora tenha sido o criador e apresentador do programa desde a sua
estréia, no dia 3 de julho de 2002, não fui sequer comunicado diretamente da
decisão pela presidenta da fundação, Regina Lima, pelo diretor da TV
Cultura, Dimitri Maracajá, ou pela gerente de produção, Lillian Norat. Ouvi
a desastrosa notícia por telefone, na voz (também triste) da diretora do
programa, Luciana Medeiros.



Certamente será fácil para os atuais dirigentes da missora dizerem que
agiram assim porque estou afastado da apresentação do Paidégua há cerca de
três meses, por opção minha. É a pura verdade, mas cabe aqui um
esclarecimento. Deixei minhas funções na emissora depois de um acordo verbal
com o então diretor da TV Cultura, Paulo Roberto Ferreira, e fui trabalhar
como assessor de imprensa na campanha eleitoral. Assumi o compromisso de
voltar depois que acabasse o pleito, o que só acontecerá no próximo dia 26.
Na ocasião, justifiquei minha decisão mostrando que ganharia em apenas 90
dias o equivalente a nada menos que três anos de salários da FUNTELPA. A
opção é compreensível, ainda mais se levarmos em consideração o fato de que,
desde outubro do ano passado, eu apresentava o programa sem receber um
centavo sequer, sacrificando o bolso na tentativa de manter o Paidégua no ar
a qualquer custo. Apesar de minhas insistentes reivindicações de uma solução
para o problema, o motivo alegado para a permanência do impasse sempre foi o
imbróglio que restringe as contratações. Apelar a quem?



Nesse período de afastamento, meu único contato com a FUNTELPA foi um
encontro casual com o diretor da TV nos corredores da emissora. Nessa
ocasião, Dimitri Maracajá pediu que eu procurasse a direção para tentar
resolver a situação. Dias depois, recebi um telefonema da secretária da
presidenta, a quem, naquele momento, infelizmente, não pude atender. Por
puro esquecimento misturado ao excesso de tarefas, acabei não retornando a
ligação. Depois disso, porém, não recebi mais nenhuma carta, nenhum e-mail,
nenhum outro telefonema - nada que demonstrasse um verdadeiro interesse da
direção de que eu fosse lá negociar o meu retorno. E entendo que caberia a
eles fazê-lo, já que meu afastamento fora acordado, conforme já disse, com o
diretor da TV naquela ocasião, e o prazo combinado ainda não havia se
esgotado.



Para minha surpresa maior, soube que Regina Lima demonstrou espanto ao ser
informada que eu apresentara o programa durante nove meses sem remuneração.
Ora, se a presidenta não sabia de uma informação administrativa tão
relevante assim, deve ser porque já perdeu o controle sobre a própria
instituição que comanda. Ou, talvez, esteja se ocupando demasiadamente em
vigiar os funcionários, segundo circula nos corredores, em nome do
cumprimento de uma carga horária absurda, quando comparada aos baixos
salários. Para muitos, essa atitude, ao invés de se traduzir em qualidade,
só tem contribuído para levar a emissora a perder sistematicamente alguns de
seus melhores profissionais e ter que reduzir drasticamente a programação
local - talvez, como nunca.

Em última análise: esquecendo um pouco minha situação funcional (ou a
inexistência dela) e também minha opção profissional naquele momento,
acordada honestamente com o então diretor da emissora, o que justificaria
acabar com um programa tão especial, ao invés de tentar mantê-lo no ar,
ainda que a um custo qualquer? Ou então esperar por mais alguns dias até que
o prazo que pedi encerrasse e conversar comigo? E por que tomar a decisão
sem sequer conversar com a própria equipe, que há anos faz o programa, e que
também foi surpreendida com a notícia? Por que essa inexplicável falta de
respeito com o telespectador? Terá sido mera retaliação à minha atitude? Ou
será que a TV Cultura está num buraco tão profundo que não consegue sequer
substituir um apresentador por três míseros meses para impedir que um
programa importante seja extinto? São atitudes arbitrárias como essa que os
dirigentes da Funtelpa consideram dignas do conceito de TV pública?



Sejam quais forem as respostas, só resta lamentar, e muito. Em primeiríssimo
lugar, pela arte paraense, historicamente sempre tão mal tratada (e
maltratada) pela mídia, num país onde bunda de dançarina é jornalismo
cultural. E, depois, pelo conjunto de equívocos da atual administração da
FUNTELPA, a que se soma, agora, o triste e irremediável fim do programa
Cultura Paidégua. Porque quem não quer mais sou eu. É lastimável que uma
decisão tomada por tão poucos, seja lá que míseros cargos eles ocupem,
imponha uma perda tão grande a todos nós.




*Alberto Silva Neto*

*Ator, jornalista e ex-apresentador do programa Cultura Paidégua*

Anônimo disse...

Essas histórias sobre a Funtelpa são muito engraçadas e mentirosas. Mas num ambiente de blogs de jornalistas, os coleguinhas não se preocupam em ouvir o outro lado. Se fizessem isso saberiam que o programa Cultura Pai D’égua não acabou, apenas saiu do ar temporariamente até que se ache uma outra solução de apresentação. Até porque estava insuportável agüentar tanta reprise. O apresentador abandonou o programa e esqueceu de colocar na sua revoltada carta que não recebia nada porque essa foi uma dele no acordo “de boca”. Saiu do quadro funcional da Cultura porque recebeu e aceitou a proposta de trabalhar na Câmara Municipal. Mas queria continuar apresentando o programa. Ele propôs isso. Ninguém colocou a corda no seu pescoço. Há erro nisso? Há. Afinal, a administração pública não pode ser movida por acordos “de boca”. Tudo tem que ser documentado.
Comenta-se aqui na Funtelpa que enquanto o Alberto era substituído na apresentação do programa pela Sônia Ferro não teve piti. A revolta começou quando ele soube que o Roger Paes estava fazendo um programa piloto. Ciumeira pura. O engraçado é que aqui na Cultura as pessoas acham que são donas dos programas.
O engraçado também é que muitas pessoas se aproveitam para colocar para fora suas mágoas da viuvez do tucanato em que existiam “grandes produções”. Mas, quem assistia? Ninguém. Em Belém, Cultura não pegava direito e nos interiores as retransmissoras foram “doadas” para as ORM.
Vamos ouvir o outro lado. E assistam ao Jornal Cultura para comprovar se ele é chapa branca ou não. Começa às 18h30. Caso contrário é o típico caso de “não vi e não gostei”.

Anônimo disse...

Sobre o comentário acima, um breve esclarecimento: meu repúdio, e o de tantos outros, é pelo fim do programa, e não pela minha substituição por quem quer que seja - apresentador de TV ou não. Aliás, aplaudiria de bom grado se a TV (ou seus dirigentes) encontrassem uma forma de manter o Paidégua no ar. Mas eles, infelizmente, demonstraram não ter competência (ou vontade) pra fazer isso. Não defendo o programa como meu, muito pelo contrário. Defendo que ele é do PÚBLICO, e de mais ninguém. Com a palavra Regina, Dimitri e Lilian, que ainda não se manifestaram publicamente...

Alberto Silva Neto

Anônimo disse...

Fica difícil ouvir o outro lado quando ele não se comunica, né? Cadê o posicionamento oficial da Funtelpa? Ou blogs de jornalistas serem ignorados pelas instituições públicas também faz parte da política de comunicação do governo?

Anônimo disse...

Correm boatos de que esse episódio do fim do Paidégua reacendeu os olhares sobre a má administração da Funtelpa, principalmente na gerência de produção, que sempre foi uma das mais produtivas da emissora e hoje está à mingua... Alguns (e não são poucos) culpam a dupla Dimitri e Lilian Norat, que "subiram" aos respectivos cargos recentemente, talvez na falta de profissionais mais qualificados

Anônimo disse...

O ULTIMO QUE SAIR, NÃO ESQUEÇA: FECHE A PORTA E APAGUE A LUZ!!!

SAUDADES DOS VELHOS TEMPOS DA TV CULTURA!

Lume disse...

Gente, se o Cultura Paidégua não saiu do ar definitivamente, me avisem, por favor. Refiro-me a postagem das 5:42 PM. Eu estava na direção do programa há cerca de um ano, mas já faço parte da equipe desde 2003. No momento em que assumi a direção reuni com a equipe e fizemos uma reformulação tornando-o mais dinâmico e estávamos tendo uma excelente repercussão de audiência. Mas, há duas semanas, mais ou menos, fui chamada na direção da TV para receber um comunicado que me deixou perplexa. E as palavras usadas foram: ACABOU. NÃO TEM MAIS.

Luciana Medeiros
jornalista

Cristina disse...

Fico triste com esta noticia, pois era um dos poucos programas produzidos com qualidade pelos profissionais da Bela Belém. e que divulgava o que se fazia de bom (muito bom!) o que se fazia por aqui... Acho que os "comandantes" da Funtelpa devem ter cuidado ao tratarem com descaso as boas produções de seus quadros, afinal, 2010 está quase na porta novamente...
Não conheço pessoalmente o Alberto, mas o admirava bastante na condução do programa, era uma boa pedida nas noites de sexta...

Anônimo disse...

Ouvi dizer que a Funtelpa planeja lançar um programa semelhante ao Paidégua (Égua pai e Égua filho?). Vai seguir a máxima deste governo incompetente do PT, que ná área da cultura só fez mudar o nome dos projetos do PSDB. Na era Paulo Chaves, eu era feliz e não sabia. Aviso: a emenda vai sair pior que o soneto...

Anônimo disse...

Voces já se deram o trabalhao de assistir aquele programa de sexta, 19h, o Café Cultura? Verdadeiro desastre com a vergonhosa apresentação da gerente de produção da emissora Liliam Norat. É constrangedor... mas o programa não sai do ar... é cria da presidenta. tá explicado. Já fui convidado a participar de um dos primeiros. Fui pra nunca mais voltar. Assistam e digam se não tenho razão. Lamento muito o fim do Paidégua, ali sim os entrevistados eram tratados de forma inteligente. Aliás, estive este ano no Paideuga também e vi que foi feito um investimento em sua nova formatação. Dinheiro público jogado fora? Governadora, olhe pra isto. Quero deixar aqui elogios a produção do programa com a Francinéa, direção de Luciana Medeiros, reportagem da Sonia Ferro e claro a impecável apresentação e entrevistas de Alberto.

Anônimo disse...

Uns têm diplomas de mais, outros têm diplomas de menos.
A verdade é que presidente e diretores atuais, tanto da TV quanto da Rádio, não têm experiência suficiente para gerir emissoras de comunicação pública (ou qualquer emissora).
E assim nós, que nos esforçamos em tempos mais difíceis, deixamos nossos postos com a esperança de retornar em tempos mais democráticos.