24.10.08

Equívoco

No blog Página Crítica

Sniper zarolho

Perder o timing costuma ser fatal. O atirador de elite que perde o momento exato para fazer chamado tiro comprometimento na testa do seqüestrador estará condenando à morte o refém. Da mesma forma, em política, perder o momento exato para desfechar o ataque mortal contra o adversário – se é que existe mesmo este ou aquele ataque que, isoladamente, pode levar o contendor à lona -, pode encurtar o caminho para a derrota quase certa.A bateria de comerciais da campanha de Priante relembrando alguns dos aspectos mais tenebrosos da folha corrida de Duciomar, 72 horas antes do pleito, tem tudo para ser inócua. A esta altura, com as intenções de voto em grau adiantado de cristalização, a elevação de tom dificilmente surtirá o efeito desejado. As cartas, afinal, estão todas sobre a mesa e o jogo já vai longe, com seu elevado grau de vício e, salvo o imponderável, com o final pesaroso praticamente selado.

34 comentários:

Anônimo disse...

Poderia funcionar entre outros adversários, mas onde ambos vivem sobre teto de vidro corresse o risco da pedra jogada no telhado do adversário retornar ao seu próprio telhado. Talvez por isso tão inóquamente tente nos últimos suspiros abrir uma frente de ataque.

NC

lalá disse...

Tenho lá minhas dúvidas quanto a isto.
Votos indecisos se definem a partir de situações como essas dos últimos capítulos.

Anônimo disse...

Nçao sei o que acontece com este nefasto.
Na campanha passada cpntra o PT não tinha diploma falso que desse jeito, não tinha denuncia que pagasse contra ele.
Resultado ele ganhou e aí está para desespero de todos nós.

Anônimo disse...

Juca, o Juiz JOSÉ MARIA DO ROSARIO Titular do Juizado da Infância e Juventude acatou pedido de liminar do MPT que em seu bojo determina que o Prefeito Duciomar (e não a prefeitura) resolva o problema de 35 mil crianças que estão fora da escola, inclusive as crianças do Aurá, sob pena de R$2.000,00 por criança que o prefeito deixou de retornar a sala de aula. A decisão ainda não foi publica em diário ofícial, mas todos no TJE são cientes dela.
É uma pena que a população dê pouca importância para esse fato, assim com quando o Prefeito foi obrigado a restaurar os espaços dos conselhos tutelares por decisão do MPE...

Anônimo disse...

Muito se fala na postura dos candidatos em suas carreiras políticas.É verdade o que dizem.
Porém não podemos a bem da verdade esquecer fatos importantes ocorridos em 12 anos do governo demo-tucano, sob pena de eles passarem para a história - como querem - sendo os mais honestos e probos administradores que o nosso pobre Pará já teve.
Não esqueçamos das peripécias do Dudu e do que representa Jader.
Porém não vamos nos esquecer dos esquemas Valeria-Vic-dourado-jatene-almir-marcelo-chicoferreira.
Não podemos condenar a uns e anistiar a outros.
Se ficassem Dudu e Valéria a escolha seria também muito dificil tanto quanto esta sendo agora.

Anônimo disse...

Perfeito!!!!!! Não consigo entender pq utilizaram essas balas só agora.....

Parece que o Priante só estudou sua campanha para atacar a Valéria. Levou um tempo para acreditar que tinha conseguido.... Demorou para acordar no segundo turno....

Como estou na torcida por qualquer um que seja capaz de eliminar o Duciomar, espero que essas balas extemporâneas surtam algum efeito...

Lembrando sempre: voto nulo, voto branco, no atual panorama, não caracteriza aversão aos dois e sim favorecimento ao Duciomar.

Anônimo disse...

Uma moça fina e elegante chegou no aeroporto, comprou uma passagem, um livro e um pacote de biscoitos. Sentou-se numa poltrona na sala vip e se pó a ler o livro –enquanto seu vôo não chegava. De repente, um rapaz sentou-se ao seu lado. Minutos depois a moça, sem desviar a atenção do livro, abriu o pacote de biscoitos que estava ao seu lado, sobre a poltrona e comeu um, o rapaz que acabara de se sentar ao seu lado também pegou um biscoito e comeu. Ela perdeu a dinâmica da leitora por causa da atitude excêntrica daquele estranho. Pensou em lhe dizer umas poucas e boas, para que ele tivesse modos. Entanto, manteve-se calada... mas furiosa. Um minuto depois ela pegou outro biscoito e o rapaz também pegou um e comeu. Ela agora apenas olha as páginas do livro aberto, mas não conseguia ler... de tanta raiva, então pegou mais um biscoito, em seguida o rapaz pegou outro. Ela agora estava tremendo de ódio. E foi assim, até restar apenas um biscoito no pacote: sempre que ela pegava um, ele fazia o mesmo. Ela então, pensou: só quero ver se ele terá a cara-de-pau de pegar o último. Passado algum tempo, ele pegou o último biscoito, dividiu-o em dois e comeu a metade –deixando a outra metade para ela. A moça indignada levantou-se e embarcou no avião. Depois de algum tempo que o avião havia saíra do aeroporto, ela estava confortavelmente na sua poltrona, quando precisou pegar alguma coisa na sua bolsa, eis que lá estava o pacote de biscoitos que ela havia comprado no aeroporto.



Muitas vezes cobramos das pessoas; na escola, no trabalho, na vizinhança, mudança de postura, quando na verdade somos nós que necessitamos de correção.

ps.
votar nulo, é se abster de responsabilidades futuras,tape o nariz e escolha um deles!

Lafayette disse...

Juvêncio Arruda, lendo o anônimo das 10:22AM, dizendo que não sabe o que acontece com a aceitação nas urnas do Duciomar Costa, pois, de acordo com ele, não teve "...diploma falso" que desse jeito", não teve "...denuncia que pagasse contra ele", resultando, por fim em sua vitória na eleição passada, e sua boa margem neste 2º turno, pensei em te perguntar, já que és pensador político gabaritado, o seguinte:

"Tal fenômeno político do Duciomar Costa é igual, parecido ou de resultado igual mas com explicações diversas, do que aconteceu e acontece com o Lula, com sua popularidade, reeleição etc., já que Valério's, mensalões, Lulinha & CIA etc, também não "colam" na imagem do presidente?"

Obs: Vale consultar aos universitários-mestrandos?

Juvencio de Arruda disse...

Lafayette, ou levar sua consulta aos universitários.

Anônimo disse...

A reeileição do Duciomar em nada se compara a do Lula, basta comparar o tratamento dado pela imprensa ao Lula nos quatros anos do seu primeiro mandato, não houve um único dia sem pauta negativa, tanto em relação ao governo,como para denegrir sua imagem. Ao contrário, o Duciomar governou sem oposição partidária, parlamentar e em especial da imprensa. Não lembro de ter lido ou assistido, com excessão da morte de paciente numa unidade de saúde, mas a imprensa tratou logo de assimilar os argumentos do Duciomar de a culapa era da equipe médica. Até mesmo no primeiro turno da eleiçâo, só quem mesmo aprensentou crítica ao Duciomar foi a Valéria, que gerou efeito em função do seu silêncio durante seu mandato como vice-governadora.
Agora é tarde para o Diário divulgar as crises e corrupção do governo Duciomar.
Vamos ter amargar mais 4 anos do Dudu.

Cássio de Andrade disse...

Há uma brutal diferença sim, sr. Lafayette - nome que remete ao conservadorismo francês do século XVIII - entre o sr. Duciomar e o Lula: história. Há limites para aleivosias! Duciomar expressa um campo perigoso no jogo político-institucional, o do fisiologismo amoral. Em tempos de crise, esse tipo de político é um risco ao jogo democrático. É verdade que Priante não representa grande mudança, pois seu programa eleitoral perdeu o tom e suas propostas são frágeis e inconsistentes. De qualquer forma, Priante é parte do jogo legítimo da política e representa um partido político tradicional e histórico que a hipocrisia moralista anti-jáder reinante nessa cidade, insiste em desqualificar. Com todos so defeitos, Priante é do jogo e opera no limite institucional da política. Não é aventureiro, nem fez política utilizando de expedientes como os do adversário. Qualquer pessoa sensata sabe que comparando os dois, a ciência política pende para o lado de Priante, com todos os riscos possíveis. Voto nulo ou abstenção, nesse quadro, há muito deixou de ser voto de protesto. Somente favorece quem está ná frente das pesquisas, no caso o "nefasto Dudu". Portanto, não reclamem depois. Pobre Belém que abrigará sobre seu comando mais quatro anos de sombras! Enquanto isso, Lafayettes e afins vão continuar falando em moralidade, decência, virtudes que só a si enxergam. São as novas vestais anti-Jáder dos tempos vindouros.

Juvencio de Arruda disse...

Cásio, um comentário:
É grosseira, e totalitarista, sua tentativa de qualificar como falso moralismo e hipocrisia a rejeição contra Jader Barbalho.
Há rencas de motivos para tal.
Se vc quer arcar com os custos de sua decisão ao optar por um dos candidatos, muito bem. Respeito-o.
Mas lembro: há duas maneiras de ver a Política. A primeira é viver no equívoco entre a descrição da Poítica - como fizeram os clássicos - e aceitá-la como inexorável. A segunda é pensar numa dimensão teleológica da Política em sua forma e tornar a vida em sociedae mais justa,igualitária e livre.
Nessa perspectiva, votos em quaisquer das alternativas -inclusive nulos e brancos - são respeitáveis, pelo que revelam sobre a liberdade e igualdade entre os eleitores, insisto, um direito fundamental.
Se vc quer viver, e votar, na "primeira Política", sem problemas.
Mas respeite quem não quer e quem não sabe viver e votar na lama.

Juvencio de Arruda disse...

Cásio, um comentário:
É grosseira e totalitarista, sua tentativa de qualificar como falso moralismo e hipocrisia a rejeição contra Jader Barbalho.
Há rencas de motivos para tal.
Se vc quer arcar com os custos de sua decisão ao optar por um dos candidatos, muito bem. Respeito-o.
Mas lembro: há duas maneiras de ver a Política. A primeira é viver no equívoco entre a descrição da Poítica - como fizeram os clássicos - e aceitá-la como inexorável. A segunda é pensar numa dimensão teleológica da Política em sua forma de tornar a vida em sociedae mais justa,igualitária e livre.
Nessa perspectiva, votos em quaisquer das alternativas -inclusive nulos, brancos e abstenções - são respeitáveis, pelo que revelam sobre a liberdade e igualdade entre os eleitores, insisto, um direito fundamental.
Se vc quer viver, e votar, na "primeira Política", sem problemas.
Mas respeite quem não quer e quem não sabe viver e votar na lama.

Anônimo disse...

"Mas respeite quem não quer e quem não sabe viver e votar na lama".Seria muito,mas muito bom mesmo,que a frase acima fosse utilizada dede criancinha por todos nós que frequentamos o blog.Todos sem excessão!Agora atire a primeira pedra,quem nunca desviou por menor que tenha sido,a frase acima.Atire!!!

Cássio de Andrade disse...

O problema Juvêncio é que se construiu em Belém, um discurso anti-Jáder que cheira sim a hiprocrisia e falso moralismo e que, tenho certeza, pode não ser o seu caso, mas dos que abraçam teses de vestais oportunistas, sem encarar de peito aberto o bom debate. Nos célebres debates de Arendt quando percebia pontos de aproximação entre o nazismo e o bolchevismo nos anos 30, ela chegou a vaticinar o conteúdo do discurso moral indicado às massas, ao se referir à ralé política. Não trabalho com categorias totalizantes às representações do voto de protesto, mas que, em determinados contextos, e penso que em Belém diante da calamidade administrativa do atual gestor, tal posição se torna um pecado involuntário de omissão. É o jogo da política tradicional - nos bons termos, diga-se - que está em debate. Se vamos enfatizar somente os pecados de Jáder, vamos esquecer dos outros? Vamos alimentar a novidade marginal em detrimento à política tradicional? Pense que, muitas vezes, a tradição é melhor que o aventureirismo. De qualquer maneira, um bom debate para redimensionarmos, sem paixão, a retomada do velho contrato social. Sem contrato, é anomia, daí...

Juvencio de Arruda disse...

Tudo bem, Cássio, e obrigado por seu retorno.
O problema é querer enfiar a pecha de hipocrisia a todos os que rejeitam Jader. Ela cai muito bem em muitos - quase todos - de seus opositores abrigados sobre siglas partidárias, mas não sobre os indivíduos.
Foi bom vc citar a autora judia, justamente quem mehor colocou o dilema igualdade x liberdade, os dois extremos da gangorra das sociedades.
No caso em discussão - o segundo turno e as opções de voto - penso que Arendt defenderia a expressão dos nulos, brancos e abstenções como o representação do primado da liberdade.É minha opção, sempre.
46% dos eleitores de Nova Déli, no primeiro turno, disseram não à Pirante e Falsário, votando nos outros candidatos.
Deste percentual, mais de dois terços,segundo as pesquisas, já optou por um ou outro,o que representa uma considerável migração em direção às formas mais usuais ( e nem por isso mais legítimas,insisto) de comportamento eleitoral.
Um terço, entretanto, recusa-se a fazê-lo.
Este contingente considera que os dois candidatos são - e são - amorais, e se recusa a arcar com os custos de uma escolha nominada.
Ora, Arendt ficaria preocupada se todos os 46% dos eleitores efetivassem o voto em Pirante e no Falsário.
Eu também.
Obrigado pelo interese, pelo bom debate, e um abs

Anônimo disse...

Vestais oportunistas, encarar de peito aberto o bom debate? Quem é esse "cientista político", "historiador" emérito, que despeja seu indiscutível conhecimento sobre a ralé que ousa criticar o modelo político também indiscutível Jáder Barbalho e que tem a "aleivosia" de votar nulo e assim, fugir do "bom jogo"? Deve, sem dúvida, tratar-se de um sábio, em vivência e conhecimento prático e teórico da vida, um gênio perdido entre a corja de ignorantes que, imaginem só, não votando no "bom jogador" Priante, que, o gênio afirma e ninguém pode duvidar, joga sempre no limite institucional, estão condenando Belém ao jogador sujo - porque não barbalhista - Duciomar. O texto desse Cássio Andrade, que não deve ser o filho do Ademir, só mostra um bem doutrinado militante, escalado para defender a posição de certa ala do PT, mesmo que traindo a governadora, sabidamente torcedora pela vitória duduana, ou seja, traindo quem o alimentou.
Menos verborréia, mais e melhores argumentos, douto e sábio "historiador" e "cientista político"!

Lafayette disse...

Égua, eu nem falei em rejeição ao "tio" Jáder...

...mas só um momento Juva que já entro nesta parada (estou terminando uma contestação e já já estou por aqui).

Ps.: Esse um, Cassio Andrade, é aquele que foi vereador e agora é deputado?

Bia disse...

Boa tarde, Juca querido:

Ei, Lafayette, seu nome remete ao conservorismo francês do século XVIII? Caramba, Lafa, visto assim, fica ainda mais charmoso!

Quanto ao nome Cassio, de cara lembrou o Cassio Longino, conspirador romano, que participou da armação do assassinato de César e depois fugiu de Roma, esperando que Marco Antonio perdessse o poder.

Ah! e tem também o inócuo deputado estadual Cássio Andrade, filho do ex-senador, ex-deputado federal, ex-presidente da CDP e que para não continuar a ser chamado de ex- é agora vereador de Belém. Mas, não conseguiu ser o primeiro mais votado do seu partido, o PSB. Foi o segundão.

Mas, o nosso Cassio, o Longino, também cometeu reflexões. uma delas, interessante. Toma lá, Lafa:

"...Eu não posso, pensando bem, descobrir como é possível a nós, que demos tanta importância à riqueza ilimitada e que, para falar a verdade, a divinizamos, não admitir nas nossas almas os males que crescem com ela. Acompanha, com efeito, a riqueza sem medida e sem coração, ligada a ela, e como se diz marchando no mesmo passo, a prodigalidade, e à medida que a riqueza abre o acesso às cidades e às casas ela entra junto e coabita. Depois, com o tempo, segundo os sábios, esses seres fazem os seus ninhos nas vidas humanas e rapidamente engendram outros seres, no momento da procriação, como a cupidez, o orgulho e a luxúria, que não são seus bastardos mas filhos legítimos."

Abraço, Lafayette.

Beijão, Juca.

Lafayette disse...

Ufa! Como é árdua a vida de um cidadão que tem que trabalhar para ganhar a vida honestamente. Pronto. Petição protocolada, vamos ao debate...

Debate? Loge disso.

Não tenho cacife intelectual para "aleivosias", "jogo político-institucional", "fisiologismo amoral", "jogo democrático", "frágeis e inconsistentes", "hipocrisia moralista anti-jáder reinante nessa cidade", "desqualificar", "é do jogo e opera no limite institucional da política", "aventureiro", "nem fez política utilizando de expedientes como os do adversário", "sensata", "a ciência política pende para o lado de Priante", ""nefasto Dudu"", "não reclamem depois", "quatro anos de sombras", "Lafayettes e afins", "moralidade", "decência", "virtudes, "a si enxergam", "novas vestais", "tempos vindouros". (só um momento, Juva, que vou ao banheiro vomitar!)

-Traz um Eno de laranja, por favor! (sabia que agora tem de laranja e limão?). Incomível!

O Lafayette vem do meu avô materno, e remete a algo bem mais perto: Óbidos (quem falar aqui em chupa-osso vou ficar de mal-à-morte).

Esse negócio de família é bacana (quando se tem mais coisas boas pra falar, do que ruins). Esse meu avô era um cabra sério e gostava de tomar umas cachaças. Trabalhava num navio. Tinha alguns dedos da mão e dos pés tortos devido uma friagem braba que pegou ao passar horas n'água depois de um naufrágio.

Saudades do vovô...

Tenho uma adoração pelo meu nome. Ele me favorece em várias momentos.

Na escola, só tinha eu.

No vestibular, só deu eu.

No gmail, hotmail, UOL, OI, só eu.

Pessoalmente, fora o vô, conheci o meu tio-materno, um cobrador do Djalma Dutra, um vendendor da loja Taco com esse nome.

E tem que ser com "y" e "dois t's", senão é paraguaio!

Pelo que já li acolá, é um "apocopamento" de La Fayette, uma região central da França.

Lafayette tem muitos na história, desde o cara que desenhou a bandeira francesa, ao Coutinho, do BC do Collor.

Ah, tem a Cabana do Lafayette, lá na praia do Paraíso, na Moca (tem uma pescada ao molho de camarão lá, que vou te contar).

Meu pai sempre me disse que o nome da gente é que nem honra, cada qual tem a sua.

Meu pai...

Certa vez ele quase foi preso, era época dura, 1964. Ele estava em Santarém. Os homens estavam atrás dele. Foi pra onde conhecia mais: rio.

Apanhou uma embarcação e tchibum (ele conta mais no livro “1964 - Relatos Subversivos” e os subversivos da época eram, além dele, Ronaldo Barata, Pedro Galvão, Ruy Antonio Barata, Roberto Cortez, José Seráfico, Isidoro Alves e o poeta Paes Loureiro).

Esse negócio de ser comunista é abcana, também.

Meus irmãos. Todos trabalhadores. Formados às custas do suor da mamãe e do papai. Todos casados.

E por falar em casado. Sou. Minha mulher, desde cedo, sempre trabalhou. Nunca precisou de janela, empreguismo, jeitinho, ajudinha para ganhar seu caraminguá. Em que pese ter nascido em família resolvida financeiramente, os pais dela nunca deram mole. Nem a ela e nem aos demais filhos. -Quer algo? Busque, trabalhe, conquiste. Era e é o lema la na casa dela. Aliás, na minha também.

Ah, a política...

Ah, os políticos...

Chora povo... chora!

Anônimo disse...

Anônimo 10:22 AM disse: "Não sei o que acontece com este nefasto (Duciomar, o sociopata). Na campanha passada contra o PT não tinha diploma falso que desse jeito, não tinha denuncia que pagasse contra ele. Resultado ele ganhou e aí está para desespero de todos nós". É preciso aqui ponderar duas coisas. A primeira é que a campanha de Duciomar em 2004 era regada a milhões de reais e um imoral movimento de máquina do governo Simão-Almir, com direito a tudo o que pode e o que não pode ser feito para ganhar a eleição; a segunda é que um erro de estratégia do comando petista ligado a Ana Júlia deu o tempo que que o falsário precisava para se consolidar. Ao invés de ancorar-se na administração Edmilson, Maurílio Monteiro definiu, com Ana Júlia, que Edmilson e suas obras e serviços deveriam ser banidos do programa eleitoral. Quando tentaram reverter, já era tarde. A cristalização de votos é um fenômenos real e a essa hora chamar o marqueteiro do PT (como fez Priante) para tentar acertar um alvo em movimento acelerado é, como disse o post, um "sniper zarolho" de resultado inóquo.

Anônimo disse...

É o filho do Ademir CDP Andrade, claro!

Alcyr Lima disse...

Só pra cutucar. Será o deputado? Falando de "fisiologismo amoral"? E o que anda acontecendo na sead?
"quaquaraquaquá...
quem riu, quaquaraquaquá,
fui eu..."

Juvencio de Arruda disse...

Olá, prof. Alcyr.
Amigos, o Cássio não é o "de Andrade".
Nem precisamos ir às entrelinhas para saber.
E por favor, vamos prosseguir o debate sem raivas.
Só cutucando...rs, não é Alcyr?
Abs

Anônimo disse...

Jucaríssimo.
"Boi é boi, ladrão é ladrão", diria um conhecido personagem da Cabanagem. E ponto final.
O resto é conversa mole.
Abs.
Ronaldo Brasiliense

Juvencio de Arruda disse...

Bom dia, Brazuka.
Neste segundo turno falta carne e sobra chifre..eheh
Abs

Lafayette disse...

Bia, já falei que gosto de ti? :):):)

Mas, vejam só.

Na década de 80 eu era atleta de voley. Jogava no, então, glorioso Remo. Treinava horrores, todo dia.

Titular e capitão do time.

Naquela época, patrocínio era palavrão. Ofensa mesmo. O esporte era amador, e as empresas idem.

Eis que meu pai resolve pa(i)trocinar minha equipe (pelo menos no 1º semestre estava garantido o uniforme e água para os treinos - patrocíonio mais parecido como ajuda, já que o velho não tinha muito caixa).

Porém, meu pai me chama de lado e diz: -tens que te afastar do time.

-Como? O que? Porque?

-Ética, meu filho. Ética. E disso não abro mão.

A paixão do pai pelo filho não poderia ser maior que a paixão pai pela ética.

Afastei-me no semestre para não levantar dúvidas acerca da minha convocação no time (e, repito, olha que era, antes, titular e capitão!)

Meu pai... não perdia uma oportunidade para ensinar aos filhos o valor da ética na vida.

Lafayette disse...

Bom dia, Juvêncio.

Hoje as esquinas terão, ainda mais, uns outros pobres coitados, desempregados (ou DAS, é claro), defendendo seu ganha pão.

Fico olhando alguns. Ficam gritando, discutindo por "seus canditados". Parece que assim o fazem por conciência política. Qual o quê, com diria Chico naquela música.

Fome, falta de emprego, falta educação mínima dá nisso.

Bia disse...

Bom dia, Juca querido:
Bom dia, Lafayette:

esse negócio de pai é forte. Para o bem e para o mal.

Descobri há poucos anos que o meu arranhado verniz esquerdista não responde pelo que sou na vida. O que responde mesmo é a comiseração pelo sofrimento do outro, que aprendi com meu pai. Que era aquele que quando alguém pedia um prato de comida à porta de casa, era convidado a entrar, sentar-se e comer. E se não houvesse alguma coisa pronta, que ficasse sentado, porque o pai ia preparar.

É claro que o fato de haver 3 ou 4 pedintes nas ruas da Vila Madalena naquele tempo, facilitava pra caramba...rsrsrs.. mas não era a quantidade, era o gesto. Sempre largo e generoso.

Com meu pai também aprendi o fundamento da honestidade e da ética na vida e na política: ninguém enriquece com o suor do rosto.

Não posso mais beijar meu pai, abraçá-lo, oví-lo, ao perguntar o que ele acha sobre as coisas. Morreu quando eu tinha 18 anos mas até hoje tenho assuntos que, distraidamente, penso que queria comentar com ele.

Por isso, Lafa, um conselho tolo: beije seu pai, abrace-o sempre, telefone só pra dizer que o ama e ouví-lo achar engraçado isso do outro lado do telefone. Isso faz bem, muito mais do que filosofias que a gente, até por falta de pai, como eu, fica despejando pela vida afora.

Beijão pros dois. E propai do Lafayette também.

Lafayette disse...

Bia, o papai lhe manda um beijo e um bom dia também.

Cássio de Andrade disse...

Também concordo que "boi é boi e ladrão é ladrão". Como o Brasiliense gosta vamos então colocar pingos nos "is". Que tal se colocarmos na lista moral além de Jáder Barbalho, "O notório" como gosta de classificar o editor de "O Paraense", o panfleto pré-eleitoral de sempre, outros que também dispensam apresentações, tais como: Marcelo Gabriel, Chico Ferreira, Flexa Ribeiro, Paulo Castelo, Fernando Dourado, os Flyoranas, e por aí vai, não necessariamente com o DNA barbalhista. Ah, o Dudu não vale, pois aí é covardia. Para não dizer que não falei de flores, têm também o meu suposto "pai" (rsrsrsrs). Como diria o filósofo "Seu Jorge Coca Cola", é isso aí! Não existe virgem no lupanar, só em Cametá. Ou como afirmaria uma veneranda senhora da "Pensão do 30": "Dinheiro tenho, só me falta-me gramur". Em relação aos comunistas do passado, não esqueçam que Paulo Francis já foi trotskista.
Juvêncio, vamos relaxar e assistir a "marrom" no hangar. Rsrsrsrs.

Juvencio de Arruda disse...

Cássio,leva eu.
Adoro a Marrom...rs
Abs

Cássio de Andrade disse...

Ingressos esgotados. Os servidores estaduais quase transformam o suntuoso prédio da EGPA na bastilha francesa, só para ver a "marrom". Vi muitos Lafayettes e Dantons pelo meio. Quem diria, a revolução no Pará quase começa por causa da Alcione. As armas, cidadãos! Rsrsrsrs...

Lafayette disse...

Juvêncio, acho que esse cara tá afim de mim! :):):)

Sai fora, meu! Meu lado feminino é sapatão assumida!