24.10.08

A Prostituta da Administração

Existem dez matutinos em São Luís do Maranhão.
Dois deles, nas edições de hoje, 23, publicaram o mesmo editorial.
Poderia ser em Nova Déli, onde a situação é a mesma.
Segue, do Blogue do Colunão.

Foi-se o tempo em que a imprensa chegou a ser denominada de Quarto Poder. Um tempo em que havia respeito mútuo, que levava a uma permuta negociada, fundamentada no binômio divulgação/pagamento da coluna/centímetro. Havia um respeito recíproco, no qual a empresa jornalística era tratada como empresa, não como uma prostituta de ínfima categoria, sujeita aos caprichos do usufruidor de seus serviços de alcova.
Eis, portanto, em que se transformou a Imprensa de São Luís, no que diz respeito a seu relacionamento com as administrações estadual e municipal, bem como as autarquias, empresas, institutos e demais organismos adstritos àquelas esferas de poder público. Uma vulgar cortesã, que perdeu o respeito por ser benevolente ao extremo, e que se deixou levar por promessas não cumpridas e prontamente esquecidas.
Hoje, usada e abusada quando seus amantes administrativos dela precisam, a Imprensa vive de migalhas esparsamente atiradas, qual fossem restos de fautos banquetes ou sobras de homéricas bacanais, feitas para o prazer de amantes de ocasião. São assim nossos administradores — ressalvadas, é logico, as exceções que confirmam a regra. Servem-se da imprensa a seu bel-prazer, impõem condições e exigem cumprimento irrestrito das ordens dadas, porém esquecem-se que todo trabalho, quando executado, merece o ressarcimento em dia.”

5 comentários:

Anônimo disse...

Luluquefala:
Foi a banda, que não passou ?

Anônimo disse...

Concordo com o Aldenor Jr.
Ele conhece eleições, foi chefe de gabinete da PMB por 8 anos e venceram 2 vezes aqui.
Carga final pesada parece mais desespero do que qualquer outra coisa...
Dudu agradece a tatica priantista.

RONALDO GIUSTI disse...

Meu caro Juca,
A Imprensa Livre só tem um representante no Pará, quiçá no Brasil: o Jornal Pesoal do Lúcio Flávio Pinto, que não se queda aos interesses políticos de quaisquer matizes.
O resto (o resto mesmo) é figura de retórica.

Juvencio de Arruda disse...

Se duvidar é isso mesmo, caro poeta. No Pará, com toda a certeza.

Consciência Policial disse...

Aqui já está no mesmo nível. Os dois "maiores" são suspeitíssimos até que se prove o contrário