29.10.07

IDESP: Peter Assume em Dezembro

O futuro diretor do IDESP, Peter Mann de Toledo, deve assumir o cargo no início de dezembro. Antes, precisa limpar a mesa no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE - em São José dos Campos, onde é chefe de gabinete.
Peter é um acadêmico de prestígio em todo o país, e tem tudo prá dar conta do recado. Dirigiu o Museu Goeldi num período difícil, de intensa disputa dos rumos da instituição, e sabe como deve funcionar uma instituição acadêmica na Amazônia.
A primeira conseqüência concreta de seu retorno é a provável decisão, por parte do Ministério da Ciência e Tecnologia, de instalar um braço do INPE no Pará.
O Amazonas já estava assanhadíssimo, fazendo pressão por Manaus.
Mas numa conversa da governadora Ana Julia com o ministro, na sexta 26, as vantagens paroaras apareceram claramente, e podem ter mudado o quadro.
Este posto avançado do INPE no Pará será o embrião de um instituto internacional de controle de desmatamento em áreas tropicais, e mais um peça chave no fortalecimento das instituições acadêmicas do Pará.

11 comentários:

Yúdice Andrade disse...

Não é difícil entender, Juvêncio: o avanço do desmatamento e os fluxos migratórios são muito mais intensos no Pará do que no Amazonas. Logicamente, a tomada do Amazonas deverá ocorrer quando não restar, no Pará, nada além de terras queimadas e buracos de onde se extraiu minério. O grande capital não gastará com deslocamentos dispendiosos para o Amazonas, quando pode destruir tudo por aqui, durante algum tempo.
A par disso, e sem qualquer juízo de valor, creio ser um fato que o Pará dispõe de uma infraestrutura de instituições científicas melhor, ainda que problemática, além de um maior número de profissionais para assumir as funções que surgirão.
Vale deixar registrado, contudo, que os políticos amazonenses são bem mais aguerridos do que os paraenses. Digo isso porque há anos se fala em criar um novo Tribunal Regional Federal, já que o atual da 1ª Região não dá mais conta de ter, sozinho, jurisdição sobre mais da metade do território brasileiro. Os políticos amazonenses quase conseguiram que a sede do novo tribunal fosse Manaus, por puro oportunismo. Afinal, pela Justiça Federal no Pará tramita a maioria esmagadora dos feitos da Região Norte. O número de processos no Amazonas é ficha, perto do que temos aqui. Lembremos que instalaram o Juizado Federal e, em um mês, já havia tantos processos que as audiências inaugurais estavam sendo designadas para mais de um ano depois. Isso sem falar que, geograficamente, o Pará é mais central.
A questão não foi resolvida ainda, que me conste. Mas se dormirmos no ponto com os amazonenses, tribunal, INPE e o que mais houver vai para lá.

Anônimo disse...

Até quem enfim a Ana Júlia acertou em um nome de prestígio nacional.
Vale lembrar que Peter é autor do estudo do MPGE que recomenda "desmatamento zero" na Amazônia.
Bem-vindo, Peter!

Juvencio de Arruda disse...

Certo, professor. Por isso mesmo é muito mais estratégico que o instituto venha prá cá, onde a situaçõ é mais aguda. E o desenho que está sendo feito nesta área, esquecida nos governos anteriores, tem sido inteligente.
Os frutos não tardarão a aparecer.

Cris Moreno disse...

Bom dia, Juca.


Enfim...uma excelente notícia!

Bravo!

Beijos.

Juvencio de Arruda disse...

É vero, amiga. É uma boa notcia sim. Aliás duas, com a possível chegada do INPE no estado.
Bjs.

Anônimo disse...

Ponto para a Governadora Ana Júlia. Com a Metrobel linkada ao estado pela Eletronorte, a criação da Universidade no oeste do Pará, a refundação do IDESP, a criação da Fundação de Apoio à Pesquisa e mais o braço do INPE, em Belém, ela terá feito pela C&T no Pará, em menos de 1 ano, o que o governo tucano não fez em 12!
Perder o INPE para o Amazonas seria sinal de fraqueza e desprestígio político da governadora do PT!

Anônimo disse...

O Peter Toledo é muito conhecido como um homem avesso a informações. Quando esteve à frete do MPEG fechou os dados da pesquisa para a imprensa. Isto é muito preocupante, pois o caso de instituto que produzirá dados estatísticos sobre o Estado, fica difícil imaginar um intolerate na direção.

Juvencio de Arruda disse...

É mesmo, das 7:36?
Dê-nos mais detalhes, por favor.

Anônimo disse...

Ele é competente, mas concordo que seja avesso a dar informações, inclusive, por conta desta postura havia suposições que autorizava pesquisas sem controle e sem resultado algum para a Amazônia na base do MEG em Caxuanã por pesquisadores estrangeiros.

Anônimo disse...

Das 11:03,

"suposições que autorizava pesquisas[]sem resultado algum para a Amazônia".

Suas afirmações parecem mais difamação do que informação. Será que o INPE contrataria um chefe de gabinete com o perfil que você descreve no seu post?

Roberto

Juvencio de Arruda disse...

Boa.