14.10.08

De Novo?

Caminha para um novo imbroglio a licitação das agências de publicidade do Banco da Amazonia.

9 comentários:

Anônimo disse...

Essa licitação, para o bem do bom nome do Banco da Amazônia, tem que ser cancelada. Feita para selecionar duas agências, só tem uma legalmente em condições de ganhar a conta, o que fere o próprio edital, que não prevê possibilidade. O que comenta-se no banco é que existe uma pressão muito forte para passar por cima da lei e fazer a assinatura do contrato "na marra". As pressões viriam de um certo assessor jurídico da governadora, que "advoga" a contratação da OMG ao lado de Paulo Heineck, consultor da mandatária maior. De outro lado, o ainda poderoso deputado Paulo Rocha, que advogaria a contratação da DC3.

Juvencio de Arruda disse...

Puxa vida...vou abrir uma agencia de propaganda e "me pegar" no Paulo Heineck, este poderoso gaudério que não sossega um minuto Brasil afora...rs
Olha, com todo o respeito, eu não acredito nessas pressões. Se passarem por cima da legislação o pau canta no centro, via MPF.
O banco sabe disso.
Mas, por favor, alguém poderia me dizer o artigo da lei que desclassifica as concorrentes seguintes?

Anônimo disse...

Ok, você não acredita em pressão e confia no Ministério Público, mas nada explica uma agência como a Mendes, com Leão de Cannes e todos os prêmios na categoria, perder no item "portifólio" para a OMG e DC3. A Mendes pode ter apresentado a pior proposta técnica, a pior idéia criativa, mas um portifólio pior que o da DC3 e, em especial, da OMG é muito difícil. Um boi voando e o MP olhando, é o retrato dessa licitação, sobre a qual a mídia vem silenciando. Se não é forçação de barra para que as duas que "ganharam" levarem "de qualquer maneira", nada explica que as outras não sejam chamadas diante dos problemas evidentes e da dificuldade em resolve-los. Seria automático, mas não foi. No Banco, explica-se que não se trata de haver impedimento legal, mas de "tecnicamente" a distância entre as duas primeiras colocadas e as demais ser tamanha que "classificá-las desmoraliza o processo". Iniciado no longínquo dia 18 de junho, o julgamento da proposta técnica das nove empresas pré-habilitadas para participar do processo de licitação para a escolha de duas agências de publicidade para atender o Banco da Amazônia fez água novamente e a opinião de fontes de dentro do Banco é que não há como levar a licitação adiante sem que se crie mais do que a suspeição de tráfego de influência.
Isso porque na abertura dos envelopes de preços, se descobriu que uma das agências vencedoras da licitaçã, a OMG, de Vadinho Freitas, errou na apresentação do orçamento, o que a desclassifica automaticamente.
Os representantes das duas agências que haviam pontuado logo atrás da OMG (Mendes e Double M), não estavam presentes à reunião de abertura do envelope, o que as desclassificou também.
Assim a licitação terminou com uma única agência , a DC3 de Glauco Lima, classificada e habilitada para atender a conta total do Banco da Amazônia, mas o edital previa duas agências, o que cria um imbróglio jurídico que deve levar, ao fim e ao cabo, à anulação do processo para evitar que o Banco não entre em mais uma celeuma jurídica, já que a Mendes promete acionar o Banco se o cenário configurar-se surrealista como se apresenta agora.
Na comissão de licitação existem três posições em conflito: uma que aceita ficar só com uma agência mesmo, outra que propõe fazer uma nova licitação e uma terceira, temerária, que propõe reabilitar uma das agências desclassificadas, o que levará inevitavelmente ao bloqueio do processo por qualquer uma das prejudicadas. "A prudência mandaria cancelar o processo e começar tudo de novo, dessa vez dando ao processo um critério puramente técnico; há grupos partidarizando essa escolha", diz uma fonte do banco que prefere se manter no anonimato.
Muito barulho não se produz sem ar. Ao que tudo indica, o critério técnico não foi o único a ser considerado. A agência que errou na apresentação de um item da Proposta de Preços, a OMG, estaria sendo “bancada” por uma figura do alto escalão do estado, muito ligada à governadora - a quem coube a indicação política do atual presidente do banco. Esquentando as costas da DC3 estaria o deputado federal Paulo Rocha, também do PT, que mantém pessoas próximas no escalão intermediário do banco. A DC3, que é a agência do coração do prefeito Dulciomar Costa, também desperta paixões em setores do Campo Majoritário petista, como o vereador Alfredo Costa, afilhado político de Rocha.
A verba em disputa, nada desprezivel, é de 10 milhões de reais, só inferior ao do governo do Estado e da prefeitura de Belém no pobre mercado regional.
Os membros da comissão que têm esse pepino nas mãos são, respectivamente, o Diretor de Controle, Evandro Bessa, a Presidente da Comissão de Licitação, Eliana Porto, a Gerente de Marketing, Ruth Helena e o Gerente de Auditoria Interna, Evandro Rosa.

Anônimo disse...

Paulo Heineck é um poderoso gaudério, Juvêncio. Muito poderoso. Veja a mágica que ele fez: quase coloca o pesadíssimo Mário Cardoso no segundo turno. Quando um candidato não vai ao segundo turno por uma margem tão pequena é porque o marketing fez bem feito o dever de casa. É no candidato e no partido que deve-se buscar o hiato de menos de um ponto que impediu o PT de estar disputando agora o segundo turno contra o prefeitinho amarelo.

Juvencio de Arruda disse...

Das 4:09, com todo o respeito, acho que vc deveria encaminhar a sua denúncia ao MPF, assim mesmo, anônima e muito bem escrita.
E continuo intrigado com uma coisa: qual é a base legal que desclassifica as agências que não compareceram a abertura do envelope com as propostas de preço?
Por favor,quem souber informe ao blog.

Anônimo disse...

Juca!
A previsão só poder ser edilícia, pois, na Lei das Licitações (8.666/93), não há qualquer previsão.
E, como deves saber, existe um princípio no direito administrativo chamado "vinculação ao instrumento convocatório" (art. 3º da lei acima citada), onde as licitantes devem se adstringir ao que está previsto no Edital. E, como as concorrentes não devem ter impugnado a suposta previsão de desclassificação, decorrente do não comparecimento em uma das fases do certame, decaíram do direito pois o prazo é de 48 horas antes da abertura da licitação.
Sds.
O Vigiador.

Juvencio de Arruda disse...

Rapaz, muito obrigado pela colaboração. Não, não conhecia este princípio. Sendo correta sua interpretação, a coisa por lá está grave.
Abs

Anônimo disse...

Juca,

esses comentários não são sérios. Nada se aproveita: não existe influência do governo, as decisões não foram essas, a comissão não é composta por essas pessoas citadas, enfim. Tudo errado. Mas como é um blog, qualquer pessoa pode escrever o que quiser, né? Posso te garantir: a licitação, aliás já encerrada, foi feita na maior lisura. Quando nos encontrarmos pessoalmente, quem sabe, falo os detalhes. Porque aqui no blog há muita confusão. Ninguém sabe quem tá falando a verdade. Abraço.

Juvencio de Arruda disse...

Das 10:32, vc é testemunha que este blog nunca duvidou da lisura da licitação, senão de algumas notas em alguns critérios, na primeira das licitações.
Tomara que a gente se encontre e possa conversar sobre o assunto, longe da "confusão" do blog.
Abraço pra vc.