17.10.08

Direito Fundamental

Nunca se falou tanto em voto nulo na cidade de Nova Déli.
O poster entende tal sentimento, antes de tudo, como reação do eleitor frente a obrigatoriedade do voto. Afinal, ninguém pode ser obrigado a fazer o que não quer, muito menos com quem não se quer.

21 comentários:

Anônimo disse...

Tens toda razão, Juvêncio.
Sou obrigado a votar e, só por isso, tenho que comparecer.
Mas votar num desses dois - Duciomar e Priante - é o que não farei e, também só por isso, vou anular meu voto.
Será que ninguem vê isso ?

Juvencio de Arruda disse...

Bom dia, das 8:19.
Vc também pode viajar e justificar sua ausência.

Anônimo disse...

Do administrador e analista judiciário Oswaldo Chaves:

Respeitar a opinião é sinônimo de democracia também, então me permita debater um pouco da tese em tela.
Votar é, além de um ato democrático, uma ação estratégica que o eleitor executa para manifestar a sua vontade ou para minimizar as mazelas que porventura aquela ou aquele candidato (que certamente não seria o seu) vier a realizar.
Então, reflito com uma frase básica na política: ou você ajuda a fazer a política possível, senão a ideal, ou você sofrerá a política imposta pelos outros (outras).
Assim, prefiro ajudar a construir uma política possível do que esperar sentado a política que tragam pronta para mim.
Não tenho, assim, outra alternativa senão votar no Priante pragmaticamente, mas poder de ecrta forma influenciar programaticamente denro do campo da participação popular, diretriz que o FALSÁRIO OCULISTA eliminou da pauta municipal.

Anônimo disse...

Juca,

Ontem ouvia o rádio no carro quando, pra minha surpresa, ouço a voz o deputado Arnaldo Jordy. Pensei cá com meus botons: esse pessoal do rádio é ralado mesmo. Não é que estão colocando ainda propaganda do Jordy do primeiro turno! Que nada meu amigo. O engano não era da turma do rádio, era meu mesmo. A revelação das eleições, o diferente, o candidato da honestidade, da seriedade, da correção, está agora não só apoiando, através do seu partido, o primo do "probo" Jader Barbalho. Está de corpo presente, com direito a uma inserção com gravação especial, pra dizer com todas as letras que a volta da família Barbalho pra tomar conta dos sofres públicos é a mudança que Belém precisa.
Sinceramente...nada como um dia trás do outro, com uma noite pelo meio ...como diria a mãe do jornalista Mauro Neto.

Antonio Fernando

Anônimo disse...

Juvêncio, acho que caberia uma análise, do ponto de vista da Ciência Política e sistemas eleitorais, que nos ajudasse a discutir e firmar posição em relação ao voto nulo, branco e abstenção. Que tal falar um pouco disto para nós, seus fiéis leitores?
Artur Dias

Juvencio de Arruda disse...

Olá, Artur, quanto tempo...
Boa sugestão. Vou pedir aos meus colegas de mestrado que escrevam tres artigos sobre o tema e postarei aqui no blog.
Abs

Juvencio de Arruda disse...

AF, bom dia.
Soube ontem que as pressões do interior, notadamente Tucuruí e Marituba, teriam sido importants na decisão de Arnaldo.
Mas haja cofe...eheh
Abs

Anônimo disse...

Esse administrador e analista judiciário Oswaldo Chaves (acho invocado esse preâmbulo nomínico) é por demais interessante.

Ei tu não és o Pirante não?

Anônimo disse...

Concordo com o Antônio Fernando. O Jordy foi a grande surpresa desta eleição... Uma verdadeira decepção!
O candidato inicialmente probo e inteligente, de repente descambou pro lado da "turma" dos Barbalhos sem nenhum pudor e vem de público querer passar para o eleitor a idéia que esse pessoal é a melhor opção para Belém... Fala sério Jordy!
Agora quanto ao voto nulo, essa seria minha opção num primeiro momento, mas tenho que concordar com o "administrador e analista jurídico Oswaldo Chaves", não quero ficar sentada esperando que tragam para mim uma política pronta, vou votar. Aí não me resta outra opção senão votar contra o retorno do Alibabá e seus 40... Voto Dudu!

Lia

Anônimo disse...

Acho ótimo esses eleitores que votam em dudu ou priante porque não querem esperar sentados. Eles ainda não perceberam que o voto nulo é uma posição de quem tampouco quer esperar sentado que nas próximas eleições partidos e oligarquias nos empurrem goela abaixo outros purgantes como os dois que estão no segunto turno? Que um número expressivo de votos nulos acaba com a legitimidade do eleito? Pois então, chega de lero-lero, voto nulo neles!

Jorge Vidal disse...

Entre Diabo e Lúcifer o meu voto nulo. Aliás talvez nem participe deste circo montado pela justiça eleitoral. Vou é pra São Luis porque lá Flávio Dino do PC do B vai derrotar as velhas raposas e dar um fõlego novo pros ludovicenses. Abração Juca.

Juvencio de Arruda disse...

Voz de veludo...rs...saudades de vc, camarada. Boa sorte lá em SLZ.
Pisem fundo em cima do danado do Castelo, e dê um abraço na turma toda.
Abração.

Anônimo disse...

A grande questão democrática é que o voto não é só a favor: pode ser contra.
Assim, não é que votarei no Priante: votarei CONTRA o Duciomar!

doda disse...

Mas administrador e analista judiciário Oswaldo Chaves, você disse "prefiro ajudar a construir uma política possível do que esperar sentado a política que tragam pronta para mim" e o problema está justamente aí, você não prefere nada, você é obrigado a ter uma preferência.

A verdade é que o voto obrigatório foi mais uma das invenções aparentemente bem intencionadas do nosso Estado, mas que na verdade serve para proteger a turminha da pesada.

Se os desinteressados ignorantes não votassem, tenha certeza que esse segundo turno de hoje não existiria. Aliás, nem o pouco menos absurdo segundo turno da eleição passada de prefeito.

Anônimo disse...

Antonio Fernando, o anônimo das 8:50 AM, não entendeu como é a vida. Ele acredita, mesmo, que Jordy representa a ética, o bom costume, a renovação. Não entende que esse udenismo fora de hora não reflete a realidade. Jordy pertence ao PPS, partido cuja maior expressão nacional é Ivo Cassol, o governador de Rondônia, conhecido por desvio de recurso público, envolvimento com extermínio físico de índios e grilagem de terras, dentre outras práticas nada éticas. A vida é real e de viés, Fernando. Se alguém se apresentar para você com a pureza dos anjos, desconfie. É um demônio tentando enganar você.

Anônimo disse...

Equivoca-se o das 3:37 ao citar o tenebroso Cassol como a maior expressão nacional do PPS.
Certamente ele ignora a existência de Roberto Freire e Ciro Gomes, só pra citar dois que, se consultados, jamais recomendariam apoiar Priante, como fez Jordy e Ademir CDP Andrade.
Esse PPS, para quem não lembra, era originalmente o velho PCB, o que dá a dimensão do ato desses adesistas interesseiros e comprometidos com o que de pior existe na política nacional.
Não tem jeito - votar nulo é a melhor opççao.

Anônimo disse...

Do: anônimo Antonio Fernando
Para: anônimo das 3:37

Eu não disse que o Jordy era "tudo isso".
Eu disse que ele se apresentou na campanha como sendo "tudo isso".
Só isso. Por isso mesmo que ele não é tudo. Infelizmente. Principalmente para os eleitores que acreditaram nele.

Anônimo disse...

Eu voto Nulo

Aline Brelaz

Anônimo disse...

Eu, por outro lado, não vou votar no Duciomar. Meu voto será contra o Priante-Barbalho.

Bia disse...

Boa noite, de novo, Juca querido:

Boa noite, Antonio Fernando, Lia e anônimo das 3:37.

A maior expressão nacional do PPS é Roberto Freire. Ivo Cassol é, infelizmente, o governador que o povo elegeu. Como se vê, lá como cá, bruxas há.

Arnaldo Jordy seria uma decepção se apoiasse o atual Prefeito, se levarmos em conta que o PPS deciciu posicionar-se a favor - e contra - uma candidatura neste segundo turno.

A Prefeitura de Duciomar Costa, além das falcatruas denunciadas pelo Ministério Público Federal, inclusive pelo PPS, exacerbou no perfil madíocre e autoritário: desarticulou ou sufocou as representações institucionais da sociedade como o Conselho Municipal do Negro e o Conselho Municipal de Saúde foi praticamente destroçado quando a SESMA avidamente boicotou a Conferência Municipal em 2007.

Não se conhece qualquer participação organizada de associações e centros comunitários nas decisões da Prefeitura.

Assim, ainda que a folha corrida dois dois candidatos restantes seja objeto de náusea, ou preocupação como preferem os mais delicados, esse é o impecilho maior para se referendar pelo apoio ou pela omissão a reeleição do atual Prefeito.

Desta forma é que compreendo a decisão do PPS e do deputado Arnaldo Jordy e a respeito, mesmo na divergência. Respeito também sua trajetória que não merece ser desqualificada por aceitar a decisão do seu partido e afirmar sua posição, o que immplica estar no rádio e na TV. Dizer-se isento, qual fez a Governadora, é que é um arroubo de cinismo. Hipocrisia? Mentira? Desfaçatez?

Se eu gosto da opção do PPS? Não. Mas acordo a cada dia um pouco melhor, após o primeiro turno, tendo que reconhecer que se a sociedade refletisse meus desejos, estaríamos, quem sabe, fazendo a revolução, e não cumprindo a etapa que está posta, que é mais uma difícil e quase desanimadora jornada pela democracia. Com escolhas fora do campo onde desejávamos estar.Com nuances tão tênues que é preciso recuperá-las daquilo que chamamos de frustração ou decepção.

Um abraço fraterno pra vocês.

Beijão, Juca.

Anônimo disse...

Não, Juca, a gente só não é obrigado a fazer o que não quer quando a lei não manda. Neste caso, a lei manda votar. É o tal do Leviatã. Assinou o contrato social e não leu, o pau comeu!