11.4.08

Adeus, Mr Johnson

No início da manhã de ontem, culminando um processo que começou no final do ano passado, o auditor fiscal Charles Jonhson de Alcântara deixou a chefia da Casa Civil do governo paroara.
Não deixará saudades, senão entre seu grupo mais chegado, no PMDB, e em parte dos ilhéus que habitam a Assembléia Legislativa.
As versões sobre as razões da saída de Mr. Johnson, como sói acontecer nesses casos, eram desencontradas durante toda a tarde/noite de ontem.
Saiu para coordenar as eleições municipais pelo PT, disse uma fonte ao blog.
Motivos de saúde, arriscaram outros.
Pressão do Sobrancelhudo, insatisfeito com o ritmo dos casamentos políticos para as eleições de outubro nos municípios, garantiu uma terceira fonte.
Rescaldo dos problemas na relação com a Ilha, notadamente com o G, assevera a quarta fonte.
Consequencias do desgaste das eleições da UEPA, onde Johnson comandou a trapalhada que jogou a universidade numa gestão pro tempore, opina a quinta fonte.
Demora no posicionamento do governo no processo eleitoral, da capital e do interior, na visão da sexta fonte.
Divergências políticas com a visão do grupo comandando pelos irmãos Monteiro - Maurílio, secretário de C&T, e Marcílio, da nebulosa secretaria de Projetos Estratégicos - suspira a sétima fonte.
A secretaria de Comunicação preferiu uma versão light, escandinava: uma crise hipertensiva teria sido a razão.
Tem fundamento as versões que apontam os impactos políticos, e na opinião pública dos problemas na AL e na UEPA, embora no segundo caso, por merecimento, não podem ser esquecidos os créditos à profa. Edilza Fontes, da Escola de Governo, tenaz avalista do golpe praticado contra a instituição.
Não tem fundamento a insatisfação peemedebista com Charles Alcântara, como se depreende do tom tristinho das notas publicadas na coluna Repórter Diário, edição de hoje da folha sobrancelhuda.
Tem fundamento as queixas, para além das casamatas da DS, contra a suposta submissão de Charles às pressões de Jader Barbalho.
Procedem as versões de insatisfação do grupo comandado pelo deputado federal Paulo Rocha contra o ex chefe da Casa Civil. Desse grupo provém várias informações sobre nomeações de parentes e aderentes de Charles em postos da administração pública.
Tudo issso elevou a temperatura, nos últimos dez dias, da crise que abala a a coalizão e que realmente levou Charles a buscar tratamento e exames cardiológicos.

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A entrada em cena da DS nacional acrescenta ingredientes picantes ao caso. Joaquim Soriano, diretor nacional da tendência - que no início da tarde de ontem era dado como indicado à vaga de Mr. Johnson, um evidente exagêro - veio a chamado, para tentar segurar a crise. Soriano, uma espécie de corregedor-bombeiro da tendência, atendeu o apelo de alguns setores do governo, interessados em patrocinar uma candidatura ao cargo, tanto que a indicação do secretário de Governo, Claudio Puty, só foi efetivada no final da manhã, e aparentemente contra a vontade de Soriano, e de quem o trouxe à Nova Déli.
O grupo que pediu socorro à Soriano está amesendado na Consultoria Geral do Estado, com o simpático advogado Carlos Botelho à frente.

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O jovem e bem disposto secretário Claudio Puty está numa encruzilhada. Assume um cargo para o qual não tem formação e experiência, embora carregue a justificada fama de ter sido, até então, um dos expoentes da banda que funciona no governo.
Precisará usar suas qualidades numa área onde os modêlos permitem muitos graus de liberdade, elevando a incerteza das decisões tomadas e dos caminhos escolhidos.
Deverá funcionar como uma barreira aos supostos excessos das pretensões peemedebistas que sitiam o PT. Que o diga o deputado federal Paulo Rocha, que anda aborrecidíssimo com a maneira com que o ex deputado José Priante se lançou na campanha, e com a publicização, pela folha sobrancelhuda, de seu suposto aval à candidatura peemedebista para a prefeitura de Nova Déli.
Puty vai carregar nos ombros, por algum tempo, a pecha de super secretário, primeiro ministro, ou coisa que o valha. Nas folhas de hoje, ele já aparece até como responsável pela queda de Carlos Guedes, temerária afirmação.
No dia em que Guedes caiu, um assessor muito próximo de Mr. Johnson ligou-me feliz da vida. Dizia que falava pelo chefe.
Dependendo dos acertos para os casamentos eleitorais de outubro, a pressão sobre Puty pode amainar.

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O PT perdeu o time certo para deflagrar sua campanha à prefeitura da capital, e começa a pagar um preço por isso. Nem no grupo de Paulo Rocha existe palatabilidade ao nome de Priante, considerado uma versão duciomaresca no PMDB. O prefeito falsário é veemente repudiado em todos as bases petistas. A tentativa, realizada pouco antes do carnaval, de jogar um nome novo do PT nas águas da sucessão, foi bombardeada pela DS nacional.
Os nomes de Mário Cardoso e Regina Barata, nem decolam nem empolgam.
Puty, como se vê, vai ter que tirar várias cartas da manga. Será que as tem?

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A coalizão balança. Mas o PT balançou mais forte.

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Nessa crise toda, independente do acerto e/ou veracidade das versões - de todas elas - uma questão resplandece: a governadora precisa, ela própria, sem intermediários, se colocar mais claramente, perante seu partido e a opinião pública, sobre as condições da coalizão e da operação política de seu governo.
Ficou patente, neste episódio, o quanto o peristaltismo do PT afeta o governo.

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O blog deseja o mais rápido restabelecimento da normalidade da pressão arterial de Mr. Johnson. E recomenda o uso de Diovan.

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Atualizada às 14:15.

O blog retifica: a versão da secretaria de Comunicação não relaciona a saída de Mr. Johnson a problemas de saúde, conforme chegou a notícia ao blog, em meio ao apagão da conexão em que se encontrava ontem.
A nota da Secom diz:

A Governadora Ana Júlia tomou a decisão administrativa de substituir o Chefe da Casa Civil Charles Alcântara.
A Chefia da Casa Civil passa a ser exercida pelo atual Secretário de Governo, Cláudio Puty.
Por sua vez, a Secretaria de Governo será assumida pela atual Secretária Adjunta do órgão, Ana Cláudia Cardoso.
Charles Alcântara continuará servindo ao Estado, retornando ao seu posto de auditor fiscal na Secretaria de Estado da Fazenda.

54 comentários:

Anônimo disse...

O melhor mesmo, pra ele, não é o uso de Diovan. É ficar escutando Djavan o dia todo, pra esquecer essa bicuda de salto alto, que levou no traseiro.

Anônimo disse...

acerca do assunto do momento que veio balaçar as estruturas da politica paraense, no que diz respeito a saida de Charles Alcantara da Casa Civil, e no que isso pode desencadiar para o atual governo. Não poderia me furta de divulgar o melhor poster ja feito ate agora nos blogs sobre o referido assunto, pois o mesmo retrata o quadro real em que se encontra o atual governo.
Com voces a jornalista Ana Célia Pinheiro, titular do blog A Perereca da Vizinha;

A Saída de Charles

Jurei que não ia me meter nisso, devido ao meu envolvimento na campanha. Mas aí vai.

Informações seguras dão conta de que a saída de Charles Alcântara do Governo do Estado foi motivada por embates com o todo poderoso Puty.

Embora do outro lado do front, lamento a saída de Charles.

Creio que a minha xará perdeu, definitivamente, o rumo.

Charles era, sabidamente, o sujeito com melhor jogo de cintura deste governo.

E eu até deveria ficar feliz, já que estou do outro lado.

Mas, se assim fosse, não teria os amigos que tenho.

E eu considero Charles um amigo.

Bem vindo ao exílio, queridinho!
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A Saída de Charles (2)

I

Charles Alcântara teve, recentemente, três graves problemas de pressão.

Mas, não foram tais problemas que custaram a cabeça do ex-poderoso chefe da Casa Civil do Governo do Estado.

Embora, talvez, essa seja a explicação mais simples para o Governo.

O xis da questão são, mesmo, as divergências internas da Democracia Socialista (DS), a minúscula tendência petista à qual pertence a governadora Ana Júlia Carepa.

“Há um racha na DS, uma divisão muito grande” – diz-me um histórico militante petista –“Antes, a Ana (a governadora) flutuava entre esses grupos. Mas, com a chegada ao poder, a coisa se acirrou. E hoje, o que estamos vendo é, aparentemente, até uma reconfiguração interna”.

A fonte acentua que a saída de Charles “coincide” com a definição das alianças municipais, para o próximo pleito.

Uma definição de alto impacto nas eleições de 2010.

A condução do processo é feita pela Casa Civil.

E a tarefa, agora, ficará com Cláudio Puty, uma espécie de Simão Jatene do atual governo, em termos de acumulação de poder.

II

O pomo da discórdia do mais recente round CharlesXPuty, diz-me uma fonte bem situada, foi, justamente, o próximo pleito.

“Charles é um defensor ardoroso da aliança com o PMDB. Já o Puty defende a preponderância da DS, junto com o PT”, relata.

Quer dizer: Charles entende que é preciso “acarinhar” o PMDB, nas composições municipais, até pela complexidade do jogo político interiorano.


No interior, o PMDB prevalece – o que já seria de se esperar, pelo fato de ser o maior partido local e nacional.


Já o PT não possui tanta força no interior. Mesmo assim, insiste em manter a cabeça das composições, mesmo quando não possui condições objetivas para isso.


Quem pediu a saída de Charles foi a DS, o que significa que esse pensamento – da preponderância da corrente e do PT, no Governo e nas alianças municipais – é majoritário na tendência da governadora.


Ou seja: os tucanos podem começar a soltar foguetes.


Porque se há um papel que os peemedebistas não sabem representar é o de mulher traída.


Eles, simplesmente, antecipam a traição...

III

Avessa a discussões públicas sobre as disputas internas, a DS, obviamente, nega, de pés juntos, os embates entre Charles e Puty.

Mas, gente bem situada no Governo diz que isso, de há muito, era visível. “Há um mês já havia rumores de que o Charles ia sair ou cair”, conta um secretário de Estado, que também confirma a crescente influência de Puty junto à governadora.

Para os olhos menos atentos, porém, diz-me outro integrante do Governo, nada levava a suspeitar da profundidade das disputas entre Charles e Puty, os dois homens-fortes da administração de Ana Júlia.

“De vez em quando, no Palácio, eles (Charles e Puty) tinham divergências” – relata a fonte – “E a gente via que a Ana trazia os dois, um de cada lado. E a impressão que passava era a de que eram, na verdade, complementares e não assim tão opostos”.

Em verdade, no início do governo, eram três os homens-fortes de Ana Júlia.

Além de Charles e Puty, havia Carlos Guedes, hoje no MDA, e na época o czar do Planejamento.

Guedes foi a primeira cabeça coroada a tombar, na queda-de-braço com Puty – que, dizem as más línguas, não se furta a táticas rasteiras, para obter o que quer.

Mas, antes de emplacar, no lugar de Guedes na Sepof, alguém de sua própria confiança, Puty também já conquistara outra peça importante do tabuleiro: a CCS - então Coordenadoria, hoje Secretaria de Comunicação.

Na época, Puty conseguiu defenestrar uma petista histórica – a jornalista Fátima Gonçalves, ligada a Charles. E emplacou no lugar dela o também jornalista Fábio Castro, um intelectual sem qualquer experiência do cotidiano das redações, mas de sua absoluta confiança.

Quer dizer: desde o início do Governo, Puty abocanhou a Comunicação e o Planejamento.

Agora, emplaca a si mesmo na Casa Civil, além de emplacar, na Secretaria de Governo que até então ocupava, a própria adjunta.

Como a Sefa também pertence a um aliado de Puty, ele conseguiu se transformar, efetivamente, numa espécie de Rasputin do Governo Estadual.

Ou, como brinca um petista, “o Puty, agora, é o próprio Luís XIV, com a sua antológica frase: o Estado sou eu”...

IV

Charles e Guedes estavam com Ana Júlia ainda durante a campanha.
Puty chegou depois, já após a transição e durante a montagem do governo.

Conta-se que foi apresentado à Ana Júlia pelos irmãos Marcílio e Maurílio Monteiro, ex-marido e ex-cunhado da governadora.

Os irmãos o apresentaram como um antigo militante de esquerda, que passara muito tempo na Europa.

Diz-me alguém que, a exemplo de Ana Júlia, também a origem de Puty foi o movimento estudantil.

Mas, eles não pertenciam às mesmas correntes. Puty teria integrado a Força Socialista. Ana, desde muito jovem, foi militante do Partido Revolucionário Comunista (PRC).

Boa parte da DS, aliás, tem origem no PRC; outro tanto, veio da Força (que era comandada, em Belém, pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues), quando essa corrente implodiu.

Em comum, DS e Força sempre tiveram o ranço autoritário da origem leninista. Ou a “leveza” do atual trotskismo, como apontam, ferinamente, os adversários do próprio PT...

V

Na bolsa de apostas, há quem acredite que a saída de Charles pode significar, também, a queda de outros integrantes do governo, talvez próximos demais a ele, para o gosto de Puty.

Seria, talvez, o caso de Edilza Fontes. Mas Edilza tem uma ligação de amizade antiga com Ana Júlia, desde os tempos do PRC e da “Caminhando”, o braço do partido no movimento estudantil, naqueles tempos bicudos da ditadura militar.

Outra que poderia ser afetada seria Suely Oliveira, ex-Força Socialista e também ligadíssima a Charles Alcântara.

Mas, nesse caso, observa um petista histórico, a situação de complicaria para a governadora, uma vez que Suely é o único quadro da DS que possui, efetivamente, base popular.

A DS, é claro, tentará descer rapidamente o pano, abafando o mais possível a queda de Charles Alcântara.

Mas, o fato, é que, assim como a saída de Guedes, a queda de Charles tende, também, a arranhar a imagem do governo.

Quem sabe, até dificultando as negociações com os partidos da base aliada, num momento crucial: a ante-sala do grande jogo de 2010.

Guedes desmontou várias das armadilhas deixadas pelos tucanos no caminho do novo governo e tinha excelente capacidade de negociação, inclusive com adversários.

Charles é igualmente macio, embora mais esperto – na verdade, mais “político”.

Aquando dos expurgos promovidos pelo antagonista, fingiu-se de morto.

Negociava com atenienses, persas e espartanos, mas, também, sabia falar grosso – vide a “vacinação” antecipada a possíveis vinculações dos petistas com Chico Ferreira...

E, paradoxalmente, também demonstrava preocupação em, ao menos, pensar os limites éticos da ação política – coisa que o pragmatismo faz a esquerda, por vezes, esquecer.

Nada disso, porém, evitou a queda de Charles, o que talvez signifique uma mudança de rumo do governo, em várias frentes.

E resta saber, apenas, qual será a próxima conquista do nosso Rasputin.

Anônimo disse...

mas todo mundo cai nesse governo??égua!
Juca, ontem eu estava no SilvioPlé(apelidado dessa forma aportuguesada), que se transformou no reduto dos petistas, e encontrei o simpático advogado Carlos Botelho numa mesa, com um dos Marcílios (os dois são iguais em tudo) bem alegrinhos comemorando algo.
Enquanto a pressão do Charles aumenta, os vinhos importados do Silvio alegram os que ficam nesse governo que adora derrubar companheiros

Anônimo disse...

Juvêncio,

Observando teus posts vejo que não referendas o falso diploma médico do prefeito de Belém. Porém fazes um favor à defesa dele recomendando Diovan, que é isso companheiro?

O remédio mais certo o ex-chefe já tomou. Ou melhor, em leitura às notícias, posts e comentários vimos que deram a ele.

À força.

Abs,

J. BEÁ

Anônimo disse...

Bom dia, não da pra entender certas coisas, o PT ganha o governo e quem se dá bem é o PMDB, aqui em Breves o PMDB levou tudo, e pra piorar os indicados são ex-tucanosn neo pmdbista e por ai vai, o povo veê isso e critica a governadora por não estar acdontecendo nada, e não vai mesmo pois as figuras são as mesmas o que é necessário é mudar as peças, colocar gente nova e o PMDB pelo visto não tem essa capacidade, são sempre as mesmas caras, o grande problema que vejo é que o povo muda o Executivo e exquece de mudar o legislativo e o legislativo paraense é isso que todos conhecem.
abraços

Bia disse...

Bom dia, querido:

Racha na DS?
Caramba!

O MR-8 começou assim: MR-4, MR-2, MR-0,5. Hoje deve ser RM, abreviatura de "remember", não de Romulo Maiorana. Saúde!

Quanto ao remédio para pressão, permito-me, como aficcionada do clube dos hipertensos, sugerir TRIATEC. Eu tomo de 5mg. Mas é bom o paciente consultar um cardiologista sobre a dosagem.

Beijão, Juca.

Anônimo disse...

Quem quiser conhecer a opinião do ex-assessor de juventude do governo sobre a queda de Alcantara pode acessar www.juventudeempauta.blogspot.com e ler o post "O que faz Cláudio Puty no governo?".
Publica aí, Juca.

Anônimo disse...

É verdade que um assessor te ligou, mas é verdade que esse mesmo assessor ouviu da boca do Puty no dia em que Zé Júlio tomou posse a assertiva: "me chama de Jedi".

Stefani Henrique disse...

Amigo Juca, conheci o Charles quando ele era dirigente do Sintprevs no final da decada de 80 e começo de 90 se não me falha a mémoria.
Depois entrou na sefa e também atuou no sindtaf, onde concorreu várias vezes e infelizmente não venceu, eu o ajudei na campanha.
Quando o companheiro Edmilson foi eleito prefeito Charles foi para a secretaria de finanças e ficou como diretor geral um posto abaixo da toda poderosa e competentissíma Esther Bemerguy, eu sempre estive ao seu lado em todos os momentos dificieis, inclusive quando ele foi preterido para ser o secretario de finanças no lugar da Esther, que assumiu a secretaria de saúde da prefeitura.
Em outros momentos dificeis de sua vida quando enfrentou problemas por ser mutuário da CEF eu e outros camaradas estivemos em confronto com a polícia para evitar seu despejo.
Em todos esses momentos Charles sempre foi um cara simples, companheiro, atencioso, e que buscava estar próximo de seus camaradas.
Rachamos politicamente em 2005, e eu sempre soube separar a política do pessoal, por isso nunca tive odio por ele ou por sua esposa de quem sempre fui amigo.
Acontece que este Charles morreu com a vitória da Ana Julia, ele foi consumido pelo poder, pelas facilidades que o poder proporciona, esqueceu seus velhos camaradas, que por mais que naquele ano estivessem politicamente em lugar oposto, o passado permitiria pelo menos respeito com eles, e eu incluso nisso.
Não foi isso, Charles virou um Deus (ou pelo menos se achava assim), inacessível, esqueceu sua modestia que sempre lhe acompanhou, trocando-a pela traiçoeira empáfia, humilhava companheiros que buscavam falar com ele, e tratava aliados e defensores do governo com desprezo, seja Senador, ou um dirigente do partido ou dirigente de tendencia política.
persegui-me o quanto pode, e a tendência política que faço parte, dai até hoje não estarmos nos quadros do governo. Sei que muito do que fez foi sem o conhecimento da governadora, era pelo simples prazer de se vingar de nós.
Bem, como os deuses só existem enquanto os povos acreditam neles, o Deus Charles foi ficando apagado, apagado, e agora caiu, virou um mortal como eu, vc, e vários que não conseguiam falar com ele, e logo, logo será esquecido.
eu pensei que depois de quase 8 anos na prefeitura o Charles tivesse aprendido como o poder é efemero, mas vi que não, ele "emburreceu" como diz o caboclo.
Por fim, não nego que fizemos festa com a sua queda, assim como outros tantos do PT, e eu espero que este Charles que se achava Deus tenha morrido e volte aquele de antes, para quem sabe tomarmos umas geladas na praia de ajuruteua como faziamos.
Que ele seja bem vindo ao mundo dos mortais!!!
Nos encontraremos.

Anônimo disse...

Juvêncio,

A escalada do Puty com o aval do Joaquim Soriano, literalmente conhecido em certos círculos petistas como Leva-Cossa da "Estrela", vai significar um giro a esquerda no governo, numa tentativa paraguaia de repetir em âmbito estadual o que foi o "Governo do Povo" municipal, mas sem a liderança de Edmílson, sem a habilidade do Aldenor, sem a mobilização do Stefani e a propaganda do Chiquinho.
Salve a tecnocracia de esquerda!
O bom disso é que a DS vai mostrar ao público que as teses dela sobre linha de governo e alianças são um fiasco. Os gaúchos já perceberam rejeitando a candidatura do Rosseto em favor da Rosário. Após ceder a franquia da DS para o Tarso Genro, caberá ao Soriano implorar para o Bensaid a volta da DS para as fileiras da IV Internacional, cuja desfiliação foi condição do Lula para abrir espaços menos secundários pra corrente no GF.

Diógenes Brandão disse...

Juca,

Vou publicar na íntegra tudo que o quinta falou.

Não leio mais jornais quando quero informação!

Anônimo disse...

Há tempos que esse "Governo" usa Floratil,muito conhecido pela alternancia do funcionamento intestinal para mais com saida predominantemente de liquidos .
Quanto ao PMDB , ora essa Alcantara já vai muito TARDE .
Já o Puty,pelos escandalos e fama de gostar de vida mança em breve será também DEFENESTRADO .
O Mensaleiro,bopm esse terá seu destino no ostracismo dos que metem a mão no dinheiro alheio .

Anônimo disse...

Pode anotar:
A pior decisão pólitica da governadora. Colocar um neófito como esse Puty na Casa Civil é desconhecer que o governo vive uma crise de governabilidade.Charles pelo menos tinha trânsito na ALEPA,alguma confiabilidade.
Agora,com esse arrogante e inexperiente Puty,prepare-se governadora que a sua base vai se esfarelar.
É o caminho sem volta.Para o inferno.

CJK disse...

Ano passado eu publiquei no meu ex-blog uma nota relativa a ocupação de espaços políticos junto a Governadora, antecipando algumas destes fatos, um jornal (não foi o maior, foi o outro)reproduziu, e o Dr. Charles correu para desmentir.
Taí, esta eu não deseja haver acertado...

Juvencio de Arruda disse...

Beá, tens toda razão...rs
Quem sou eu prá receitar algo a quem quer que seja...rs
Abs

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Das 11:30, vc confunde os assessores.

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General, obrigado por sua sincerdade e trazer ao blog os sentimentos de sua tendência, também presentes em outras.
E já que vc fala tanto em geladas, faça o favor de convidar-me para umas.
Abs

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Bia ,já fiz o mea culpa pela "prescrição ilegal"...rs

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Diógenes, obrigado pela consideração, imerecida.
Abs

Juvencio de Arruda disse...

Cjk, os problemas acontecem há algum tempo, é verdade.
Mas vamos ver o que muda a partir de agora.
Abs

Anônimo disse...

O "príncipe" Charles pensou que era a Diana que mandava, mas veio a Camilla Parker Bowles e; coitado! Mas o deslubramento dá nisso, ninguém é insubstituível.

Anônimo disse...

A verdade é que charles foi um comandadnte de derrotas , senão vejamos :

1- Comandou a derrota de Mário Cardoso na ALEPA na disputa da vaga para o TCM, isto quando o governo tucano já era moribundo e o governo Ana Júlia , mesmo não tendo iniciado, apresentava-se como a grande perspectiva política para o próximo período;

2- Acertou um acordo de composição do Governo que deu 30% da administração ao PMDB mais a Assembléia Legislativa, inclusiva a SESPA para o Priante, esta até mesmo sem o aval do Jáder;

3- Defendeu até o fim a desastrosa gestão de Vera Tavares na Segurança Pública ;

4 - Tinha o irritante hábito de, quando pressionado, constantemente falar de eventual renúncia, como método de vitimização;

5- Defendeu , até o fim a desastrosa gestão de Halmélio Sobral à frente da SESPA, inclusive indicando seu sogro para secretário adjunto e sua diretora administrativa para a secretaria;

6- Foi o responsável direto pela não exoneração a tempo de evitar escandalo da cabeleireira nomeada como assessora;

7- Viu criar-se um monstrengo na Assembléia chamdo G-10 ( ou 7, ou 11,) sem esboçar a menor reação;

8 - Não conseguiu, a três meses da eleição, sequer iniciar a costura de um acordo de convivência eleitoral com o PMDB, buscando definir onde poderia se reproduzir a aliança do governo e onde não ;

9- Não conseguiu, a frente do principal órgão político do Governo, sequer estabelecer uma relação de debate com as demais forças que sustentam o governo, inclusive no PT, sobre os rumos das ações políticas do Governo

Depois de tudo isso, o surpreendente é ter durado tanto.

Anônimo disse...

O problema do Stefani com o Charles é simplório. Charles e Suely tomaram dele o controle do MSC, racha da FS que ingressou na DS. Na corrente do Soriano, Stefani se inssurgiu defendendo a tática de que o MSC tomasse a pequena DS original. Charles foi contra. Via a DS como uma tendência e não como uma oportunidade. Stefani saiu chutado pelo Soriano que agora chutou o Charles;
No final das contas, o Soriano é que é cara, mudando de operador conforme sua necessidade. O que é estranho é que a governadora se curva a um senhor que é mero secretário de formação, não tem qualquer influencia pesada no governo federal ou até na mínima bancada federal da DS, que faz o que bem entende. Só pra ilustra, Soriano teve que se curvar a liberar o voto dos federais no caso da cassação do Zé Dirceu, porque se quisesse bancar o voto a favor ia se desmoralizar.
O Soriano não passa de um líder de uma minoria tradicional no PT. Stefanis, Charles e Putys são suas vítima de derrotado invertebrado.

Anônimo disse...

E o povo pensando que era a Ana Júlia que ia governar!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Stefani:
Os teus desacertos com Charles não te dão grande credibilidade. Enquanto, alguem que convive com ele na fase atual, posso dizer que continua simples, franco e principalmente aberto ao dialogo com todos, inclusive com os movimentos sociais. O que por sinal, não se pode dizer dos "iluminados" Puty, Maurilio, etc...

Anônimo disse...

O que faz Cláudio Pity no governo?

Essa certamente é uma pergunta que pode ter dois tipos de abordagem. Uma é constatar que apesar de toda áurea de competência e preparo que ronda o novo chefe da Casa Civil, a SEGOV até hoje não conseguiu explicar a existência administrativa dela. As câmaras de gestão são uma quimera e as políticas públicas mudancistas, no que é estruturante e essencial, já estão no nível do “só acredito vendo”. Com certeza essa esterilidade em matéria de capacidade de gestão não é da governadora e sim de quem ela responsabilizou realizar a tarefa.

Parcos projetos mais visíveis dos quais a SEGOV se encarrega possuem uma concepção ineficaz ao foco que pretendem, como o ProCampo, ou estão no limiar do fracasso retumbante, como o FSM 2009, cuja infra-estrutura para a realização ainda está no entusiasmo e a equipe responsável está longe de ter sequer uma estabilidade ou acertar o passo.

Quanto a esse “não disse a que veio” da SEGOV não há dúvida. Qualquer conversa de corredor expressa uma informal “pesquisa qualitativa” do desempenho do secretário, só contestado por seus evidentes aliados de academia, cuja função, por motivos desconhecidos, tem sido de propagar, repito, a mitologia da competência deste. Mas brigar com a realidade tem limites e pouco a pouco essa tese será insustentável. Todavia, não é sobre essa obviedade que pretendo me ater e sim sobre o que fez até agora o ex-secretário de governo enquanto deixou a gerência do governo aos “ratos” (ou seria sem aspas?).

Logo após a vitória da governadora, “Cláudio” desejava assumir a então poderosíssima SEPOF. “Famoso quem” na DS e sem o prestígio de Carlos Guedes, acabou mandado para a SEGOV, cujas super-funções nunca se materializaram, seja pela incompetência depois revelada, seja porque, não gostando de sua alocação, já tratava, no presente, a SEGOV como passado.

Considerando-se inteligente politicamente (outro mito que desvendaremos adiante), “Cláudio” rapidamente entrou em ação para derrubar Carlos Guedes. Articulou a mutilação da SEPOF, subtraindo-lhe a diretoria do tesouro.

O argumento era de que planejando, orçando e executando, Guedes seria uma espécie de “primeiro-ministro”, que não precisaria de nenhum outro secretário para “governar”. Com dinheiro e plano na mão, Guedes tornaria supérfulas a SEGOV e a própria Casa Civil. Afinal, quem planeja e executa, é bem mais atraente para gerenciar e fazer articulação política. O resultado disso todos conhecem.

Guedes caiu e o adjunto de Puty na moribunda SEGOV assumiu a, agora, SEPLAN. Como foi dele a indicação do secretário da SEFA, o plano estabelecido estava consolidado. Controlando o planejamento e finanças através de dois operadores bem intencionados, mas usados como “inocentes úteis”, faltaria para Cláudio Puty eliminar apenas o Chefe da Casa Civil.

Uma pequena lembrança sobre uma área estratégica de governo resultou na queda da reconhecida jornalista Fátima Gonçalves: as contas publicitárias do governo e a versão sobre o desempenho da gestão à opinião pública. Fábio Castro, colega de academia, foi sacado na direção da Câmara de Políticas Sócio-Culturais da SEGOV para a CCS, futura SECOM.

Por que se movimentou assim?

Alguns creditam ao enorme ego do secretário, da linhagem “estrela solitária”. Outros, mais realistas, afirmam que “Cláudio” é de um time existente no governo que vê a governadora como incapaz, que precisa de gente que faça e pense por ela enquanto perde tempo com “futilidades de mulher”.

Combinados os dois elementos, Puty nos revela a verdade do seu projeto: ser ele o “primeiro-ministro”. Ainda terceiros, ousam ir além: ele teria vontade de ser, já, o sucessor da governadora, o que não é improvável, pois todos sabemos que não foi o “povo” que plantou nos jornais e blogs notinhas cogitando ele como o “renovador” nome petista candidato à prefeito de Belém.

Para criar uma rede confiável de apoiadores dentro do governo, para endossarem as opiniões dadas por ele à governadora, criando um ambiente de “opiniões sensatas” ou “coerentes”, Puty avançou sobre a SEDUC.

Mas, por que “Cláudio” operou essa “academicização” do governo?

Elementar: indicar aliados políticos seria perigoso por uma certa reflexão estratégica e uma certa “natureza comportamental” dos políticos profissionais, já amigos de faculdade não questionam as posições do líder realmente político – principalmente por que os colocou ali, engrandecendo currículos. O perfil técnico se concentra no foco de seu trabalho específico, conforme a temática das pastas que ocupa, deixando-o livre para fazer a política que bem entenda.

Para comprovar o que digo apresento dois fatos. Em 2007, Carlos Guedes sustentava que a opção de dar 9.8 (e não dois dígitos) de aumento aos servidores seria cautelar. Dois dígitos só em 2008. José Júlio afirmou à bancada do PT que este ano seria inevitável enfrentar uma greve de servidores porque o aumento a ser oferecido seria irrisório. Fátima Gonçalves torcia por um publicitário que não apenas prestasse serviço, mas discutisse a linha política de propaganda do governo. Fábio Castro quer distância disso. O que esses fatos nos dizem? Políticos, Guedes e Fátima queriam refletir sobre a estratégia política de governo, já José Júlio e Fábio Castro apenas realizam “bem” suas gestões do ponto de vista técnico.

Por que mirar a Casa Civil?

Por que a SEGOV, caso conseguisse superar sua esterilidade como gestor, no máximo lhe daria o já obtido reconhecimento acadêmico e respeito na intelectualidade. A Casa Civil lhe daria projeção pública, por ser a própria área política do governo. Alojado ali, ele teria contatos mais “íntimos” com lideranças públicas da política, de diversos partidos e poderia provar suas habilidades como político e não somente como um estudioso de gestão que pratica bem o que estuda.

Aqui abrimos um parêntese: a sinistra influência de Tatiana Oliveira sobre o então secretário de governo. Vaidoso ao extremo e abalado pelo fim de um casamento, que, convenhamos, abala qualquer ser-humano, fragilizando emocionalmente e psicologicamente, diz-se que ela passou a elaborar listas de admissão e exoneração do governo.

Liderança da socialmente insignificante Marcha Mundial das Mulheres/PA (cujo credenciamento na recente Conferência de Mulheres sequer foi aceito, dada a “relevância” do grupelho fundamentalista), não à toa, dos sete estagiários que formam a equipe do ProCampo, ela indicou seis, dentre os quais quatro mulheres da tal MMM. O processo que estou movendo contra ela por difamação e calúnia levou-me à opção de afastar-me do governo para condena-la exemplarmente perante a sociedade sem envolver de forma irresponsável o nome da governadora na baila (como já envolviam, inclusive indicando como o advogado de defesa da moça um rapaz lotado na assessoria jurídica do gabinete).

Furioso pela minha atitude invergável de não trocar minha permanência no governo pela retirada da ação, “Cláudio” passou a perseguir todos que não comungavam de sua concepção imatura de resolver problemas político-pessoais através de métodos administrativos, todos os que reconheciam a questão como problema jurídico e não político, todos que não confundem coisa pública com coisa privada.

Juntando a vontade de ser Chefe da Casa Civil com o fato de que Charles Alcântara era um desses homens que pensam a política como grandes causas e não como “cama, mesa e banho”, Puty traçou a investida dele, orquestrando juntamente com Joaquim Soriano, secretário nacional de formação política do PT, a derrubada de Charles. Para isso, Joaquim passou 48 horas clandestinamente costurando, sem qualquer contato com o Chefe da Casa Civil, numa atitude suja, desrespeitosa com o trabalho desenvolvido por Charles e sem sequer considerar que ele é dirigente estadual da DS paraense. Ou seja, o principal dirigente nacional da DS operou no esgoto, sem qualquer diálogo com a tendência que ele mesmo diz organizar em território nacional.

Cabe lembrar que Puty e Soriano sempre se apresentaram como "amigos" e " bons camaradas" de Charles Alcantara. Enquanto por trás tramavam a queda dele. Sabe-se também que Joaquim Soriano almejava a algum tempo sair da executiva nacional do PT, na qual assume funções secundárias há mais de dez anos. Foi cogitado para assumir o ministério do desenvolvimento agrário, porém, ao contrário da bela foto plantada no Diário do Pará, na qual aparenta ser muito próximo do presidente Lula, ele foi barrado no baile. De lá para cá, sob a desculpa de " dar rumo" a DS estadual, surgem rumores de que ocuparia alguma função no governo, o que só seria superado em bizarrice, caso José Dirceu tivesse saído da Casa Civil do Governo Federal para se tornar chefe de gabinete do governo do Piauí, por exemplo.

As versões que atribuem a saída de Charles a divergência quanto à política de alianças são inverídicas. Jamais houve dúvidas quanto a coalizão com o PMDB na direção do governo. A própria DS votou a favor disso na executiva estadual do PT. E essa relação jamais foi tema de debates no interior da tendência, inclusive em sua Conferência Estadual recentemente realizada, da qual Puty sequer participou, o que o deixou de fora da direção local da tendência. Essa "ausência" não fora obra de qualquer movimentação para alijá-lo e sim do desprezo que sempre demonstrou pelos fóruns internos da DS paraense. Se Soriano discordava da linha de governo e encontrou em Puty o agende submisso da DS local a sua mano de hierro (tipinho rastejante que não fazia parte do perfil "charlista"), isso só justifica a operação ter sido clandestina, silenciosa e golpista, tramada contra a prória DS e sua direção local. Quanto a mim, Soriano já decretou que a DS engula a minha expulsão dos seus quadros.

Ao cabo, "Cláudio" galgou o que sempre pretendera tomar de Carlos Guedes para si: o controle do plano, orçamento, execução, gestão e articulação política do governo. Mas, o que esperar dessa era Putyana que se abre? Boçalidade, arrogância, estreiteza, truculência, intolerância, rasteiras, auto-promoção e sua tradicional incompetência.

Se considerando politicamente inteligente demais, imagina que as pessoas não perceberão esse controle que possui do governo, ávido por elogios quanto à sua habilidade política.

Na política, metaforicamente, Puty está há anos luz de ser representado por um " cavaleiro Jedi", um Vito Corleone ou um Gandalf (de "O Senhor dos Anéis"). Está muito próximo, sim, do orgulhoso " mestre Windu", do truculento e breve Sonny Corleone e do engraçado personagem Sméagol, o Gólum.

Anônimo disse...

Hum,hum...com a palavra o 'assessor de juventude'. O gregório fortunado do charles...

Juvencio de Arruda disse...

rsrs

Anônimo disse...

Fazer uma lista de pequenas derrotas políticas é fácil, pois elas existem sempre em meio a muitas vitórias, principalmente por Mr Johnson chefiar a área política do governo. Ele é querido nos movimentos sociais (sem gastar um tostão para cooptar), entre os deputados da ALEPA, com três ou quatro exceções, pelo Paulo, Valdir e Airton no PT. Isso se chama PLURALISMO e ESPÍRITO DEMOCRÁTICO, oposto ao esquerdismo atroz e desesperado da dupla Puty-Soriano ou dos neoesquerdistas Marcílio e Botelho (aquele advogado do Jatene)
Difícil é encarar o balanço da SEGOV. Porque se o governo não anda nas políticas públicas, a culpa é de quem? Não sugiro ao anônimo fazer a lista de derrotas da SEGOV, pode comprometer o governo em ano eleitoral sob uma confissão oficial e ineficiência.

Anônimo disse...

Juca,

Vamos ao que defendem Joaquim e Cláudio Puty para projetar o futuro:
1-Soriano quer aliança só com o PSB e o PC do B. Resultado: PC do B não tem deputado, o PSB é o Cássio Andrade que não tem nada de esquerda. Sobram os do PT. Ou seja, muita lambada.
2 - O governo vai começar a levar pau tanto do Liberal quanto do Diário
3 - Isso num momento onde todo mundo procura alguma ação popular relevante de governo
4 - PMDB se bbandeia e determina a derrota do PT em Belém. A direita mantém a capital.
5 - As elites reconciliadas (lembremos que Almir está fora de cena e quem dá as cartas é o Jatene "Barbalho") reconquistam o governo do Pará.
6 - Ana Júlia entra na história pior do que o ex-governador Olívio Dutra (aliás muito influenciado pelos mais esquerdistas da DS gaúcha na época)
7 -A DS fica fora da institucionalidade de governos estaduais. Tarso Genro engole a Mensagem ao Partido.
8...
9...
10...
Quem souber fala o resto
Está escrito nas estrelas.

Anônimo disse...

Chamar o Puty de 1o ministro é um exercício de bajulação, para dizerem que ele manda de fato. Essa visão representa o presidente (chefe de estado) como uma decoração
Infelizmente, este cargo, existente nos regimes parlamentaristas, geralmente requer aprovação no parlamento, a partir de uma hegemonia ou maioria inequívoca.
Fazendo a analogia certa, Puty jamais conseguiria isso na realidade paraense.
Na política, quem manda de fato sem precisar ser eleito se chama déspota. E quanto mais fortes eram, mais afiadas as lâminas da guilhotina...

Juvencio de Arruda disse...

Das 4:06, ouvi uma avaliação parecida com essa, hoje, na "hora do recreio" do mestrado.
Especialmente o item 6.

Pessolmente não concordo com a afirmativa do item 4, apenas no que concerne ao peso eleitoral dos dois partidos neste momento da disputa. As pesquisas dizem o contrário. Elas podem mudar? Sim, podem. Mas se os dois partidos não "valem" juntos hoje a vitória, também podem não "valer" o que prometem, em termos de votos. principalmente o PMDB.

De resto suas preocupações são, todas, consistentes.

Anônimo disse...

Ju, lá do juventude em pauta:

"o que esperar de um cara que entrou na ufpa como graduado, deu só 6 meses de aula e zarpou pra um mestrado seguido diretamente de doutorado e que pretendia engatilhar em seguida, de novo, o pós doc (td pra fugir da obrigação de professor de dar aula). Só não engatou o pos doc de cara pq escapou pro governo..."

É vero?

Anônimo disse...

A questão Juca não é eleitoral, é a governabilidade na ALEPA.
Belém é um caso à parte, vide a liderança do Ed.
Mas, sem o PMDB (ou com ele na oposição declarada ou "independente"), fica duro reeleger a Ana. Principalmente com um Jáder magoado, um governo desgastado por poucas políticas e muita crise no parlamento (institucional) e um Jatene habilidoso.
Conversados?

Abs,

Anônimo disse...

Confundi os ítens. Vc pode ter razão sim. Mas ainda acho grande a possibilidade deles fazerem a diferença.De qualquer modo, corre-se um risco novo.

Juvencio de Arruda disse...

Das 4:22, merece os cumprimentos - os meus , pelo menos - um docente que rapidamente tenta, e consegue, chegar ao nível de doutor.
Tenho dúvidas quanto à eficiência de Puty na Casa Civil, mas... o que se falava dele, antes dessa crise,na SEGOV?
Me apontem - eu não me lembro - um post de qualquer blog, ou matéria de qualquer jornal dizendo que Puty era incompetente.
Então...
Entendo que o pranto é livre, e já estamos - eu e vcs - acostumados ao chororô que se segue a qualquer fratura, escândalo, queda ou coice de alguém ou de alguma coisa, neste ou em qualquer governo.
Por que seria diferente agora, não é?

Juvencio de Arruda disse...

Conversados sim, das 4:25.
E há risco sim, das 4:29.
Boas pegadas!

Anônimo disse...

È papo que rola no bastidores do baixo clero do governo é a festa de aniversario da Marilia da (SJdH ) , que vai acontecer hoje no Sindicato dos Bancários, pois dizem as maus línguas que essa festa está sendo muito esperada uns querem sorrir a queda do Charles outros querem ver quem vai sorrir , só sei que essa festa vai ter de tudo só não sei vai da tempo de canta parabéns com tantos grupos cantado ,chorando .... eu quero passa bem longe desse bário de pólvora...

Anônimo disse...

Juvencio pq não fazes uma sistematização das análises quanto ao futuro do governo e da ds numa nova postagem a partir desses comentários. é um debate democrático e estratégico interessante e de interesse público, não achas?

Anônimo disse...

Ocorre Juca que a SEGOV se projetava numa avaliação geral do governo e desse sempre se falou em crise ou problemas com a gestão/desenvolvimento de políticas públicas. A SEGOV, então, aparece como governo e não sob sua própria sigla.
Merece meus cumprimentos também, mas acho que professor tb tem que dar aula.

Juvencio de Arruda disse...

Das 4:38, obrigado pela sugestão, mas não tenho informações, competência e tempo (!!!) para sistematizá-las, ao menos tão em cima do lance.
Na medida do possível vou tentando chegar perto.

Juvencio de Arruda disse...

Das 4:38 (2), Feliz Aniversário prá Marília, que não tive o prazer mas merece a comemoração, por certo.
E se eu fosse vc, nao perdia o lance.

Anônimo disse...

Juca:
O Sr. Charles já vai Tarde...muito Tarde... E não deixará Saudades...
1 E-leitor

Juvencio de Arruda disse...

1,vc andava sumido, reapareceu ontem e nem tive tempo de cumprimentá-lo.
Pois então, 1 abraço.

Anônimo disse...

O que me impressiona nesse desgoverno é a facilidade com que caem pessoas tidas como da intimidade e confiança da governadora. É a total insegurança política para quem sai e quem já está dentro. E os anúncios de exoneração são assim: diz num dia, cai no outro. Dane-se a continuidade do trabalho ou qualquer coisa.
Vai dar certo? Como?

Lafayette disse...

Hummmm, tão tentando queimar o Puty...

...então o cara deve ser bom mesmo!

Anônimo disse...

Se queimação é sinônimo de ser bom, Duciomar é Churchil!
Lafayete, manda outra.

Lafayette disse...

Ei anônimo das 6:08 "PM" (égua, em ingrês), depende do "dono" do fósforo.

Tem uma galera por aí que se disser "não vai", aí é que vou mesmo!

Por outro lado, uma série dos comentários que li acima, vão discorrendo sobre "as coisas da vida do governo" como se a Ana Júlia fosse uma débil mental, como se o sicrano fosse um mental débil.

Parem de viajar na maionese! Há muito que teoria da conspiração é papo de ufólogo.

Anônimo disse...

A queda do Charles?
É o caso de se dizer: foi o Puty que a pariu!

Stefani Henrique disse...

Quem tem boca diz o que quer, por isso, não me espanto com os defensores do Charles todos muito bem alojados em seus DAS na casa civil.
Ou melhor estavam, agora que saiu "o regatão" não sei mais.
Continuo em festa.
Juca tua gelada tá garantida, deixei-a gelando, mas tive que tomar todas devida esta noticia que tive.
Coloquei tudo no freezer novamente fique tranquilo.

Anônimo disse...

Perfeita avaliação do anonimo das 3:53h. Só não concordo com o "esquerdismo atroz" de Puty e Soriano, talvez fosse mais correto arrivismo e oportunismo atroz. Esses caras, junto com Maurilos, Marcilios, Botelhos... há muito deixaram de pensar coletivamente e muito menos no coletivo.
O Charles está certo de voltar as suas funçoes de servidor publico.
Logo se verá quem tem razão!

Anônimo disse...

Vamos lá, sobre o Puty:

As secretarias de estado estão capturadas pelas tendências.

As ordens emanadas pelo governo não são cumpridas pelos secretários.

Não existe coordenação política das secretarias a partir do núcleo decisório do governo.

Os secretários estâo de costa para a governabilidade.

A DS está se comendo na luta interna e paralizando a coordenação de governo.

Anotem aí: Soriano será entronizado no governo nas próximas 72hs. Muitas cabeças rolarão até a próxima terça feira.

Anônimo disse...

Uma observação:

- O Puty conhece a Ana Júlia há muitos anos, muito antes dela sonhar que seria governadora desse Estado.

Anônimo disse...

A verdadeira causa da saída do Semi Deus Charles da casa civil foi...... cadê os DAS do governo?!!!!

Anônimo disse...

O das 9:06, onde é o "SilvioPlé" que eu quero ir lá tomar uma cerveja e degustar uns vinhos. Não seria uma boa Juca? Afinal, hoje é o dia internacional dela! rss
Abraços,
O Vigiador

Anônimo disse...

É impressionante como o Quinta é uma ilha cercada pela companheirada do PT.
97,5 % dos comentaristas daqui, são petistas de carteirinha ou petistas de mal a morte com o PT.

Anônimo disse...

Sobre a possivél saída da secretária Suely! Com essa Secretária o rumo da prosa é outro, a secretária Suely é um quadro político, não só da DS, mais do PT, e da esquerda paraense, testada na luta com a sua história construída e reconhecida em Belém, Suely chegou ao parlamento assumindo uma cadeira de vereadora na câmara de Belém em 2000, sendo em 2004 reeleita a terceira vereadora do PT, e a quarta da coligação da frente Belém Popular, em 2006 Suely pela primeira vês disponibilizou o seu nome para concorrer a uma vaga na câmara federal, apedido da então na época, senadora Ana Julia e para a surpresa de muitos, Suely foi a terceira Candidata do PT mais votada em Belém com 21 mil votos, ficando a trás é claro! Da Governadora e do senador Mario Cardoso. Suely é oriunda do movimento social, empunhando varias bandeiras de lutas como: Sindicatos, Associação de Moradores, Mov. Afro Religioso, GLBT, Cultural, jovem que atuam nas pastorais de várias igrejas, e varias ONGS, é coordenadora licenciada do fórum paraense de luta em defesa da moradia. Suely tem na sua base de apoio dois conselheiros no CONCIDADE (conselho Nacional das Cidades) que são dirigentes de entidades nacional um é da CONAM(Coordenação Nacional de Associação de Moradores) e outro da UNIÃO (União dos Movimentos de Moradia), Suely tem influência em 70% da diretoria da FEMECAM(federação Metropolitana de Associação de Moradores) que tem hoje cerca de 97 entidades associadas em vários Bairros de Belém, Marituba e Ananideua, e acabou de emplacar duas conselheiras tutelares no distrito DAENT. Mesmo assumindo o posto de secretária, Suely não se afastou de suas lideranças continua dialogando sempre que chamada. É isso ai companheira como você gosta de ser chamada, sei que você tem tranqüilidade pra tratar com o poder, até porque você já viveu isso em outro momento da historia belenense e sabe a grande diferença de ser e estar, Pois não seria Justo com você, não que você seja intocável! Mais jogar a sua história nessa mesa de jogo de interesse pessoal, isso você não merece. Tem muita gente de olho no que estar acontecendo e como umas novelas globais muitos arriscam o fim de cada sena dos próximos capítulos, e dou um alerta essa panela de pressão vai explodir, e tem homens bomba no comando desse governo. Suely sei que você tem suas conclusões de tudo isso, e saberá tomar a decisão na hora certa em que deve continuar no governo, ou se resguardas, esses movimentos precisam de você nesse governo ou fora dele...........a luta continua! Se não é ai, então que seja aqui. Companheira, outros outubros viram e nos estaremos juntos!

Anônimo disse...

Ah tá Suely, outro dia eu conto a historia dela também, é outra deslumbrada