10.4.08

Trabalho Escravo e Crimes Conexos

Da advogada Mary Cohen, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA, a respeito do post Vexame G, de ontem. Para a bancada do bagaço ler.


...Há ainda que se considerar que além da tipificada no diploma penal, temos as modernas formas de escravidão que são o tráfico de órgãos e a exploração sexual de crianças de adolescentes.Precisamos ainda atentar que estamos, ao combater o trabalho escravo, lutando pela efetivação dos direitos humanos de primeira geração (tortura, cárcere, exaustão, etc) que há 60 anos foram condenadas na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Muita coisa mudou de lá pra cá, já se discute os direitos humanos de terceira geração, mas ainda, lamentavelmente, ocorrem agressões que a DUDH condenava no século passado.Pena que alguns parlamentares, supostamente eleitos de forma democrática, se divorciem da realidade e trabalhem em torno dos seus interesses pessoais.

12 comentários:

Anônimo disse...

Oi gente,
Vão apra o blog mais intelignte do Pará e leiam nos comentários do Blog do Barata a nova alcunha de Seffer depois de defender o criminosos que impõem o trabalho escravo, SAIBAM PORQUE, É HILÁRIO.
SEFFER O DEPUTADO ANÁLOGO!!!

Diógenes Brandão disse...

Renúncia do Mr. Johnhson?!

Diógenes Brandão disse...

Renúncia do Mr. Johnhson?!

IGOR Normando disse...

Juvêncio, segundo fontes o Charles Alcantra entrega hoje de tarde a Chefia da Casa Civil a governador Ana Julia

IGOR Normando disse...

Alcantara

Anônimo disse...

Diário do Pará Online
10/04/08 - 14:52
Cidades

Cláudio Puty assume a Casa Civil

O secretário de Governo, Cláudio Puty, é o novo Chefe da Casa Civil. Ontem à tarde, em conversa com a governadora Ana Júlia, ficou decidido que Charles Alcantara, que comandava a pasta, não iria mais fazer parte do governo. A troca foi decidida pela Democracia Socialista, uma das alas do PT nacional, que já indicou seu substituto. Especulou-se que o eleito seria Joaquim Calheiros Soriano, paulista, que atualmente é Secretário nacional de Formação Política do PT e dirigente da Democracia Socialista. Porém, a escolha para suceder Alcantara recaiu sobre o economista e titular da Segov, Cláudio Puty.

Redação


Juca:

O Sr. Charles já vai Tarde...muito Tarde...Não deixará Saudades...
1 E-leitor

Anônimo disse...

meu próximo desjejum matinal: comprei peru defumado, patê de foie-gras, bacon com ovos - mexidos, de preferência - geléia de amora, chá de ervas, e mais um monte de superflúos, só não encontrei SALAME FATIADO, está em falta?

Anônimo disse...

Juca,
O poder é um negócio complicado.Pode acreditar:o Puty armou para puxar o tapete do Charles.E a governadora caiu direitinho.Vai se arrepender...
E o Puty,ora,ora,não vai ser eterno não.

Anônimo disse...

Juca,

Amanhã sai no DOE a saida de Charles Alcantara do Governo dizem as fontes que esta saindo por vontade própria e em seu lugar entra Puty. que força esse Casanova, como diria meu amigo Barata tem, no governo heim?

Anônimo disse...

Juca.

Você não vai publicar nada sobre as mudanças na Casa Civil? Qual o real motivo da saída do Charles Todo-poderoso Alcântara?

Anônimo disse...

acerca do assunto do momento que veio balaçar as estruturas da politica paraense, no que diz respeito a saida de Charles Alcantara da Casa Civil, e no que isso pode desencadiar para o atual governo. Não poderia me furta de divulgar o melhor poster ja feito ate agora nos blogs sobre o referido assunto, pois o mesmo retrata o quadro real em que se encontra o atual governo.
Com voces a jornalista Ana Célia Pinheiro, titular do blog A Perereca da Vizinha;

A Saída de Charles

Jurei que não ia me meter nisso, devido ao meu envolvimento na campanha. Mas aí vai.

Informações seguras dão conta de que a saída de Charles Alcântara do Governo do Estado foi motivada por embates com o todo poderoso Puty.

Embora do outro lado do front, lamento a saída de Charles.

Creio que a minha xará perdeu, definitivamente, o rumo.

Charles era, sabidamente, o sujeito com melhor jogo de cintura deste governo.

E eu até deveria ficar feliz, já que estou do outro lado.

Mas, se assim fosse, não teria os amigos que tenho.

E eu considero Charles um amigo.

Bem vindo ao exílio, queridinho!
//

A Saída de Charles (2)

I

Charles Alcântara teve, recentemente, três graves problemas de pressão.

Mas, não foram tais problemas que custaram a cabeça do ex-poderoso chefe da Casa Civil do Governo do Estado.

Embora, talvez, essa seja a explicação mais simples para o Governo.

O xis da questão são, mesmo, as divergências internas da Democracia Socialista (DS), a minúscula tendência petista à qual pertence a governadora Ana Júlia Carepa.

“Há um racha na DS, uma divisão muito grande” – diz-me um histórico militante petista –“Antes, a Ana (a governadora) flutuava entre esses grupos. Mas, com a chegada ao poder, a coisa se acirrou. E hoje, o que estamos vendo é, aparentemente, até uma reconfiguração interna”.

A fonte acentua que a saída de Charles “coincide” com a definição das alianças municipais, para o próximo pleito.

Uma definição de alto impacto nas eleições de 2010.

A condução do processo é feita pela Casa Civil.

E a tarefa, agora, ficará com Cláudio Puty, uma espécie de Simão Jatene do atual governo, em termos de acumulação de poder.

II

O pomo da discórdia do mais recente round CharlesXPuty, diz-me uma fonte bem situada, foi, justamente, o próximo pleito.

“Charles é um defensor ardoroso da aliança com o PMDB. Já o Puty defende a preponderância da DS, junto com o PT”, relata.

Quer dizer: Charles entende que é preciso “acarinhar” o PMDB, nas composições municipais, até pela complexidade do jogo político interiorano.


No interior, o PMDB prevalece – o que já seria de se esperar, pelo fato de ser o maior partido local e nacional.


Já o PT não possui tanta força no interior. Mesmo assim, insiste em manter a cabeça das composições, mesmo quando não possui condições objetivas para isso.


Quem pediu a saída de Charles foi a DS, o que significa que esse pensamento – da preponderância da corrente e do PT, no Governo e nas alianças municipais – é majoritário na tendência da governadora.


Ou seja: os tucanos podem começar a soltar foguetes.


Porque se há um papel que os peemedebistas não sabem representar é o de mulher traída.


Eles, simplesmente, antecipam a traição...

III

Avessa a discussões públicas sobre as disputas internas, a DS, obviamente, nega, de pés juntos, os embates entre Charles e Puty.

Mas, gente bem situada no Governo diz que isso, de há muito, era visível. “Há um mês já havia rumores de que o Charles ia sair ou cair”, conta um secretário de Estado, que também confirma a crescente influência de Puty junto à governadora.

Para os olhos menos atentos, porém, diz-me outro integrante do Governo, nada levava a suspeitar da profundidade das disputas entre Charles e Puty, os dois homens-fortes da administração de Ana Júlia.

“De vez em quando, no Palácio, eles (Charles e Puty) tinham divergências” – relata a fonte – “E a gente via que a Ana trazia os dois, um de cada lado. E a impressão que passava era a de que eram, na verdade, complementares e não assim tão opostos”.

Em verdade, no início do governo, eram três os homens-fortes de Ana Júlia.

Além de Charles e Puty, havia Carlos Guedes, hoje no MDA, e na época o czar do Planejamento.

Guedes foi a primeira cabeça coroada a tombar, na queda-de-braço com Puty – que, dizem as más línguas, não se furta a táticas rasteiras, para obter o que quer.

Mas, antes de emplacar, no lugar de Guedes na Sepof, alguém de sua própria confiança, Puty também já conquistara outra peça importante do tabuleiro: a CCS - então Coordenadoria, hoje Secretaria de Comunicação.

Na época, Puty conseguiu defenestrar uma petista histórica – a jornalista Fátima Gonçalves, ligada a Charles. E emplacou no lugar dela o também jornalista Fábio Castro, um intelectual sem qualquer experiência do cotidiano das redações, mas de sua absoluta confiança.

Quer dizer: desde o início do Governo, Puty abocanhou a Comunicação e o Planejamento.

Agora, emplaca a si mesmo na Casa Civil, além de emplacar, na Secretaria de Governo que até então ocupava, a própria adjunta.

Como a Sefa também pertence a um aliado de Puty, ele conseguiu se transformar, efetivamente, numa espécie de Rasputin do Governo Estadual.

Ou, como brinca um petista, “o Puty, agora, é o próprio Luís XIV, com a sua antológica frase: o Estado sou eu”...

IV

Charles e Guedes estavam com Ana Júlia ainda durante a campanha.
Puty chegou depois, já após a transição e durante a montagem do governo.

Conta-se que foi apresentado à Ana Júlia pelos irmãos Marcílio e Maurílio Monteiro, ex-marido e ex-cunhado da governadora.

Os irmãos o apresentaram como um antigo militante de esquerda, que passara muito tempo na Europa.

Diz-me alguém que, a exemplo de Ana Júlia, também a origem de Puty foi o movimento estudantil.

Mas, eles não pertenciam às mesmas correntes. Puty teria integrado a Força Socialista. Ana, desde muito jovem, foi militante do Partido Revolucionário Comunista (PRC).

Boa parte da DS, aliás, tem origem no PRC; outro tanto, veio da Força (que era comandada, em Belém, pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues), quando essa corrente implodiu.

Em comum, DS e Força sempre tiveram o ranço autoritário da origem leninista. Ou a “leveza” do atual trotskismo, como apontam, ferinamente, os adversários do próprio PT...

V

Na bolsa de apostas, há quem acredite que a saída de Charles pode significar, também, a queda de outros integrantes do governo, talvez próximos demais a ele, para o gosto de Puty.

Seria, talvez, o caso de Edilza Fontes. Mas Edilza tem uma ligação de amizade antiga com Ana Júlia, desde os tempos do PRC e da “Caminhando”, o braço do partido no movimento estudantil, naqueles tempos bicudos da ditadura militar.

Outra que poderia ser afetada seria Suely Oliveira, ex-Força Socialista e também ligadíssima a Charles Alcântara.

Mas, nesse caso, observa um petista histórico, a situação de complicaria para a governadora, uma vez que Suely é o único quadro da DS que possui, efetivamente, base popular.

A DS, é claro, tentará descer rapidamente o pano, abafando o mais possível a queda de Charles Alcântara.

Mas, o fato, é que, assim como a saída de Guedes, a queda de Charles tende, também, a arranhar a imagem do governo.

Quem sabe, até dificultando as negociações com os partidos da base aliada, num momento crucial: a ante-sala do grande jogo de 2010.

Guedes desmontou várias das armadilhas deixadas pelos tucanos no caminho do novo governo e tinha excelente capacidade de negociação, inclusive com adversários.

Charles é igualmente macio, embora mais esperto – na verdade, mais “político”.

Aquando dos expurgos promovidos pelo antagonista, fingiu-se de morto.

Negociava com atenienses, persas e espartanos, mas, também, sabia falar grosso – vide a “vacinação” antecipada a possíveis vinculações dos petistas com Chico Ferreira...

E, paradoxalmente, também demonstrava preocupação em, ao menos, pensar os limites éticos da ação política – coisa que o pragmatismo faz a esquerda, por vezes, esquecer.

Nada disso, porém, evitou a queda de Charles, o que talvez signifique uma mudança de rumo do governo, em várias frentes.

E resta saber, apenas, qual será a próxima conquista do nosso Rasputin.

Anônimo disse...

a-áá, ban-ban-ban!!