26.4.07

Fenaj e Sinjor Repudiam Policial Federal

Nota da Federação Nacional dos Jornalistas e Sindicato dos Jornalistas do Pará.

A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o Sinjor-PA (Sindicato dos Jornalistas do Pará) repudiam a atitude do policial federal, identificado pelas
iniciais A.D.O., acusado de assassinato, que agiu de forma truculenta contra a equipe da TV Record em Belém, formada pelos jornalistas Edílson Matos,
repórter-cinematográfico, e Célia Pinho, repórter, além do motorista Marcelo Silva. Em ato que se configura abuso de poder, o policial, que não estava
em serviço, partiu para cima dos jornalistas, danificando o equipamento de reportagem, dando voz de prisão à equipe quando esta, em frente à escola Grão Pará, no bairro do Marco em Belém (PA), palco do assassinato, repercutia na manhã de hoje (25/04) a matéria sobre o crime, ocorrido ontem (24/04).

As entidades condenam o tratamento extremamente desrespeitoso dado aos profissionais que por várias vezes foram algemados e permaneceram detidos na sede da Polícia Federal, na capital paraense. O caso está sendo acompanhado de perto pela diretoria do Sinjor-PA como um dos graves exemplos de atentado ao livre exercício do jornalismo e, juntamente com a Fenaj, o sindicato está denunciando o caso aos órgãos competentes. Fenaj e Sinjor-PA se solidarizam com os profissionais agredidos e mais uma vez manifestam sua defesa veemente à liberdade de imprensa.

Brasília e Belém, 25 de abril de 2007

12 comentários:

Walter Jr disse...

Que absurdo, eim Juca?

Juvencio de Arruda disse...

Sim, Walter. Uma episódio lamentável que deve ser rigorosamente apurado e punido.
E o policial desequilibrado encaminhado para tratamento psicológico.

Anônimo disse...

Píor do que a atitude atrabiliária do policial despreparado foi a PF manter os jornalistas algemados durante horas e abrir inquérito contra eles, deixando o agressor à solta. Os defensores da lei e da ordem, quando se trata de desordem provocada por algum deles, atacam as vítimas!

Anônimo disse...

Virou moda dar porrada e desmoralizar jornalista no Pará.

Nunca dá em nada apesar das notas de repúdio e o escambáu de asa.

Anônimo disse...

Quando a ordem não é conveniente à Polícia Federal, eles promovem a desordem... Um absurdo em pleno século XXI. É lamentável constatar que isso ainda é comum. Toda minha solidariedade aos profissionais da Rede Record e aos trabalhadores jornalistas. E todo o meu repúdio não somente ao agente truculento, mas a toda PF, que, no mínimo foi conivente, ao permitir que os trabalhadores ficassem algemados por horas, como se fossem verdadeiros bandidos... Enquanto isso, os bandidos, pequenos e grandes, continuam soltos, aterrorizando a cidade e o Congresso Nacional.
Guto

Anônimo disse...

A VALENTIA E A ENERGIA DA PF SERIAM BEM VINDAS NOS PORTOS CLANDESTINOS DE BELÉM CONTRA O DESCAMINHO E TRÁFICO DE DROGAS, NA VERIFICAÇÃO DAS VERBAS DO FUNDEB E DO SUS, NA ADULTERAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS, NA VENDA DE SENTENÇAS, ETC.
MAS SÓ QUEREM MOLEZA. TEM POSE DE SWAT, MAS RESULTADO DE GUARDA DE QUARTEIRÃO.

Anônimo disse...

Equipe da Record é agredida e presa no Pará


O cerceamento à liberdade de imprensa mais uma vez foi notícia. Na manhã desta quarta-feira, 25, o policial federal, identificado como Alessandro Dantas de Oliveira, agrediu e deu voz de prisão à equipe da TV Record em Belém, formada pelos jornalistas Edílson Matos, repórter-cinematográfico, e Célia Pinho, repórter, além do motorista Marcelo Silva. O policial é acusado de ter assassinado um assaltante, na manhã da terça-feira, 24, em frente ao colégio Grão Pará, no bairro do Marco, na capital paraense, onde a equipe repercutia o caso quando foi presa e teve seu equipamento de reportagem danificado.

Em nota oficial, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) repudiaram a atitude do policial, a qualificando como abuso de poder e como um atentado à liberdade de imprensa. As entidades também condenaram o tratamento desrespeitoso dado aos profissionais, que foram algemados e detidos na sede da Polícia Federal, na capital paraense. O caso foi acompanhado de perto por diretores do Sinjor-PA.

A presidente do Sinjor-PA, Carmen Silva, informa também que o presidente da Fenaj, Sérgio Murilo, entrou em contato com o delegado geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, para pedir esclarecimentos sobre o fato e solicitar providências. Da mesma forma, a Fenaj também está entrando em contato com o ministro Tarso Genro para denunciar o caso.

Fonte: www.jornalistasdopara.com.br

Anônimo disse...

Herbert Marcus - Jornalista DRT 740-Pa disse...

LUTA FENAJ!

Nota de repúdio à prisão de jornalistas pela Polícia Federal em Belém

Nós, jornalistas do movimento LUTA FENAJ!, manifestamos nosso repúdio à ação da Polícia Federal no Estado do Pará que, nesta quarta-feira (25/4), deteve os jornalistas Célia Pinho e Edilson Matos, além do motorista e auxiliar de cinegrafista Marcelo Costa, da TV Record Belém.

A equipe recebeu voz de prisão quando realizava uma reportagem para repercutir uma tentativa de assalto que ocorreu próxima a uma escola da capital paraense nesta terça (25/4). Durante a tentativa de assalto, conforme noticiado pela imprensa, um dos acusados foi morto pelo policial federal Alessandro Dantas. Foi este policial que, alegando desacato à autoridade, deu voz de prisão ao cinegrafista e ao motorista da TV Record.

Durante a prisão, a fita de vídeo da emissora foi confiscada e o equipamento do cinegrafista danificado. A repórter Célia Pinho foi detida sob a mesma acusação na sede no órgão policial, quando para lá se dirigiu em busca de informações. A equipe ficou detida por mais de cinco horas, sem esclarecimentos por parte da Superintendência Regional da PF além de uma nota com a versão do policial envolvido, divulgada no final da manhã.

O movimento LUTA FENAJ! repudia a ação arbitrária da Polícia Federal, que feriu o livre exercício do jornalismo. Aos colegas da TV Record, toda a nossa solidariedade e apoio.

Belém (PA), 25 de abril de 2007.

L. disse...

Isso só reforça o quando a nossa polícia é deficiente e sem treinamento para esse tipo de abordagem, onde policias sem preparam algum comentem esse tipo de violência contra as pessoas.


L.

Jeso Carneiro disse...

Isso não é mais "abuso de autoridade" é absurdo de autoritarismo. Prenderam os jornalistas com ordem de quem? Tinham mandato de prisão? Intolerável e que precisa ser combatido na raiz, sob pena se proliferar feito máquina de caça-níquel.

Anônimo disse...

Custa crer que o superintendente da PF tenha compactuado com todo este episódio lamentável. Fica a lição de que a imprensa só serve a PF quando é para fazer publicidade de suas operações

Nariz de Botto

Anônimo disse...

que bom o Sinjor ter se pronunciado nesse episódio absurdo envolvendo os jornalistas da Record. Agora, este blogueiro aguarda ansioso o repúdio à devassa feita na Comunicação Social do Estado- CCS.