27.4.07

Truculência

Qualquer que fosse o motivo, não caberia resolver na violência o entrevero do policial federal com os jornalistas da TV Record.
Se o PF achava que estava sendo invadido em sua privacidade e queria, como afirma a nota de seu sindicato, proteger seus familiares, que procurase outras maneiras de fazê-lo.
Nunca com a violência.
Em jogo,a imagem da corporação, que estendeu o imbroglio às suas dependências.

3 comentários:

Herbert Marcus disse...

LUTA FENAJ!

Nota de repúdio à prisão de jornalistas pela Polícia Federal em Belém

Nós, jornalistas do movimento LUTA FENAJ!, manifestamos nosso repúdio à ação da Polícia Federal no Estado do Pará que, nesta quarta-feira (25/4), deteve os jornalistas Célia Pinho e Edilson Matos, além do motorista e auxiliar de cinegrafista Marcelo Costa, da TV Record Belém.

A equipe recebeu voz de prisão quando realizava uma reportagem para repercutir uma tentativa de assalto que ocorreu próxima a uma escola da capital paraense nesta terça (25/4). Durante a tentativa de assalto, conforme noticiado pela imprensa, um dos acusados foi morto pelo policial federal Alessandro Dantas. Foi este policial que, alegando desacato à autoridade, deu voz de prisão ao cinegrafista e ao motorista da TV Record.

Durante a prisão, a fita de vídeo da emissora foi confiscada e o equipamento do cinegrafista danificado. A repórter Célia Pinho foi detida sob a mesma acusação na sede no órgão policial, quando para lá se dirigiu em busca de informações. A equipe ficou detida por mais de cinco horas, sem esclarecimentos por parte da Superintendência Regional da PF além de uma nota com a versão do policial envolvido, divulgada no final da manhã.

O movimento LUTA FENAJ! repudia a ação arbitrária da Polícia Federal, que feriu o livre exercício do jornalismo. Aos colegas da TV Record, toda a nossa solidariedade e apoio.

Belém (PA), 25 de abril de 2007.

Anônimo disse...

É uma lástima ver uma entidade de classe apelando para a mentira para defender um colega truculento, atrabiliário e que abusa da autoridade para fazer valer o que chama "seus direitos", desprezando o direito do outros e pior, o direito de trabalhar.
Prefiro acreditar na equipe violentada pelo despreparado policial, que afirma estar filmandfo a escola, sem ao menos saber que o violento policial teria sido o responsável pela morte de um pretenso bandido.
A nota do sindicato mostra que os policiais ainda não estão acostumados a viver numa democracia, arvorando-se o direito de violentar cidadãos a torto e a direito.
A PF que, com muita razão investe contra políticos, empresários e até juízes desonestos, deveria ter a decência de também e antes de tudo exigir de seus funcionários o respeito à lei e aos direitos dos cidadãos e não tentar encobrir seus abusos de autoridade.

Anônimo disse...

Anotem aí: A PF é um instrumento político. E o MPF acha que manda em alguma coisa, também é IP. E tenho dito!!