3.4.08

Decreto Ilegal

No dia 4 de março o Quinta Emenda publicou um post falando sobre umas comprinhas de computadores para a Assembléia Legislativa, repercutindo uma nota da folha sobrancelhuda. A nota do Repórter Diário, que tinha a clara intenção de malinar com o presidente da Ilha, não dizia que a compra era antiga, do ano passado.
A leva de computadores foi instalada no Plenário. Para tal, Juvenil contratou várias pessoas que deveriam dar suporte ao serviço e ensinar os deputados a usar as máquinas pois a maioria absoluta é analfabeta em internet, como este poster.
Deveriam dar suporte, mas não o fazem.
Os deputados são auxiliados por seus próprios assessores para fazer as inscrições de pronunciamentos, encaminhamentos de votação, justificativas de voto, verificação da pauta e do avulso contendo os projetos de lei, e todas as demais operações.
Os informáticos foram contratados a título precário, em caráter "emergencial".
Pois bem, o contrato acabou, foi renovado, acabou de novo, e só então a assessoria de Juvenil elaborou o projeto de Decreto Legislativo criando os cargos, enviado extra-pauta para a Comissão de Justiça, onde o presidente foi pessoalmente pedir que votassem e aprovassem com urgência, senão os informáticos ficariam sem receber, porque ele não tinha mais como justificar os pagamentos.
Silenciosamente, como quem rouba, o decreto legislativo ilegal foi aprovado pelos ilhéus.
Quebrou o silêncio uma fonte do blog, que gritou a ilegalidade no dia 1 deste mes.
O blog não espera que a procuradoria da Ilha mova uma palha. Nem vai cobrar mais nada de deputado garganteiro.
Mas vai cobrar do MPE.
A sociedade está farta de esbórnias com os recursos públicos.

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Graças a nota de Mauro Bonna - ou teria sido de seu colaborador Claudio Darwich? - engordou mais um pouco a carteira de escândalos do presidente da Assembléia Legislativa do Pará.

8 comentários:

Anônimo disse...

Enquato isso as escolas públicas estão "abarrotadas" de computadores, bibliotecas e laboratórios de ciências e os hospitais públicos estão entulhados de médicos, enfermeiros e equipamentos mais modernos para atendimento do cidadão carente. QUANTA VERGONHA! Esse pais um dia ainda vai se tornar uma nação, como tentava dizer o poeta.
RicardoCL

Anônimo disse...

Olá. Sempre leio o teu blog, mas não pude deixar de notar esse uso indevido e tosco do verbo repercutir: "repercutindo uma nota da folha sobrancelhuda".
Acredito que seja pior que o jurundismo, também muito difundido nos últimos tempos.
Talvez seja um vício incorporado ao jargão jornalistico, mas ainda assim seria de bom tom evitá-lo.

Anônimo disse...

Seria bom divulgar quais deputados votaram favorável e quais foram contra, para melhor esclarecimento dos eleitores.
Também não se pode isentar destas tramóias feita pelo Juvenil, o seu avaliador, Jáder Barbalho que o indicou para Presidencia da ALEPA num acordo prévio com a Governadora.
Da mesma forma Lívio Assis que por ordem de seu padrinho político e de seu filhote-Prefeito, mandam Lívio se meter até em eleição de síndico do Lago Azul,fazendo um papel ridículo junto aos condôminos.
Tomara que esta figura seja barrada na indicação para a Eletronorte.
Já estamos de saco cheio de figuras folclóricas, tipo Juvenil e Lívio que guindam cargos públicos para satisfazer o poder de mando de Jáder.

Anônimo disse...

às vezes o anti-gerundismo é tão burro quanto o gerundismo...

Juvencio de Arruda disse...

Das 4:24, não foi o caso do anônimo das 11:50, que citou o jurundismo, que desconheço...rs
Mas prefiro o anti gerundismo.

Anônimo disse...

É uma sacanagem que só os idiotas não percebem. Basta ler o Diário Oficial, tá tudo lá.

Juvencio de Arruda disse...

Disponiblize o link, por gentileza.

Alan Lemos disse...

Até a inscrição para falar é através do sistema de computadores da ALEPA, é? hmn hmn...

esses caras sabem ser eleitos deputados estaduais e não sabem mexer em um computador??....

Se fosse eu, iria pedir um Apple/Mac na minha mesa.. se não me dessem, levaria de casa mesmo. pq operar com programa do tio Gates é f*... me dá até coceira de imaginar a "virosidade" e a maior complicação desses "ruíndows".