26.5.08

Aprendendo a Sair da Greve

O comentário da hora do recreio hoje, nas aulas do mestrado, foi a evolução da greve dos professores. Um dos colegas, professor da Seduc, contou que os grevistas estão chamando os pais na escola e conversando. A adesão, segundo ele, tem sido enorme. E todos tem repudiado a chamadas falsas do governo, exibidas nos últimos sábados.
Quem sabe não estaria na hora de tirar da poeira um decreto do governo do Pará, assinado no governo Carlos Santos, onde foi criado um sistema completo de negociação coletiva, com um Comitê para todo o Estado e sub-comitês nos órgãos, talvez um caso único no país.
Parece que os dois lados desaprenderam a negociar e devem reapreender rapidinho, se querem mesmo manter uma relação civilizada, pelo menos.
Fora disso, é a barbárie ou o jogo político em que todos perdem, principalmente os usuários. Com todo o respeito, o governo deveria ouvir quem viveu essa experiência original: o dr. José Cláudio Monteiro de Brito, do MPT; o economista Roberto Sena, do DIEESE, o advogado Walmir Brelaz, do SINTEPP, e o desembargador trabalhista José de Alencar.

4 comentários:

Anônimo disse...

Esperamos que o impasse seja resolvido logo. Este governo deveria aproveitar a oportunidade e aprender a negociar com seriedade, sem esgotar as possibilidades, com transparência e sem apelar para o "tapetão". Parece que não conhece esta classe ou acha que as novas gerações de professores não herdaram de seus antigos colegas a indignação diante da inércia e da falta de vontade política de resolver antigos problemas da educação paraense. Foi muita luta para eleger pessoas que se comprometeram com o início de mudanças, há muito almejadas pela categoria. Mas já no primeiro momento, fomos mal recebidos, ciceroneados pelas bombas e gases de efeito "imoral", desafiados pelos anúncios pagos a peso de ouro e, a todo momento, expostos à opinião pública como funcionários bem pagos que não têm razão para reivindicarem seus direitos constitucionais. Eu vi a bancária Ana Júlia lutando junto com seus colegas por melhores condições de trabalho, mostrando à sociedade, naquela época, o temor do desemprego causado pela expansão tecnológicas dos bancos. Um casal de amigos chamou minha atenção para aquela moça corajosa que cobrava dos seus patrões melhores condições de trabalho. Hoje, meu patrão, o povo do Pará, quer que nós tenhamos uma vida digna pois entende que seus filhos merecem o melhor.
a)Alcyr Lima - Professor da rede estadual de ensino

Anônimo disse...

Só um detalhe. Desenterrar o Governo Carlos Santos que só pagava a partir do dia 15 de cada mês? O Próprio Almir quuando o sucedeu pagou dois salários atrasados. ASSIM NÃO DÁ. PROFESSOR NÃO TEM MEMÓRIA CURTA, SÓ O SALÁRIO.

Juvencio de Arruda disse...

Não tem essa de desenterrar governo de Carlos Santos porcaria nenhuma. Tem professor que não sabe ler?
Estou propondo, e propondo, que seja considerada uma estratégia bem sucedida naquele momento, sem afirmar que será novamente agora.
Ou seu interesse não é resolver um sério impasse?
E quanto ao governo Carlos Santos, professor de memória curta, ele teve o mais preparado e inteligente secretário de Planejamento que passou nesta porcaria de estado, antes e depois.
Chama-se Wilton Brito.
E não me apareça mais por aqui com besteiras.

Anônimo disse...

É uma opinião pessoal sua.