20.5.08

Tem Sangue no Verde

No blog Espaço Aberto.

A hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, acaba de fazer uma vítima. O diretor da Eletrobrás, Paulo Fernando Vieira Souto Rezende, foi cercado por índios em Altamira e ferido no braço com um golpe de facão. A tensão na região vem crescendo desde que a Justiça autorizou a retomada dos estudos de viabilidade técnica e ambiental para a construção da usina. Estes estudos haviam sido suspensos pela Vara de Altamira, mas depois de reuniões com representantes do Ministério de Minas e Energia e da Justiça Federal, a retomada dos estudos foi liberada. O argumento é que o atraso pode provocar também o adiamento da operação da usina de Belo Monte, prevista para começar a funcionar em 2011, com a geração de 11.182 MW.

Leia mais aqui.

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Atualizada às 19:37.

Segundo as primeiras informações de uma fonte do blog em Altamira o ataque comecou quando o representante do Movimento de Barragens disse que os defensores do verde tinham que ir pra guerra. A índia Tuíra estaria entre os agressores. Testemunhas da cena dizem que foi um ataque covarde.

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Atualizada às 20:00

A Comissão Organizadora do Evento acaba de divulgar uma nota a imprensa.

NOTA OFICIAL À IMPRENSA

A comissão organizadora do Encontro Xingu Vivo para Sempre vem lamentar o episódio ocorrido nesta terça-feira, dia 20 de maio, no GinásioPoliesportivo de Altamira, quando o representante da Eletrobrás e coordenador dos estudos de inventário da Usina Hidrelétrica de BeloMonte sofreu uma agressão que lhe ocasionou ferimentos. O evento reúne representantes de comunidades indígenas, ribeirinhas, agricultores e movimentos sociais para discutir os projetos hidrelétricos planejadospara a Bacia do Rio Xingu. O triste episódio não representa o espírito democrático de diálogo desse encontro, que busca dar voz a todos os atores e segmentos sociais envolvidos e afetados por esses projetos.

Comissão Organizadora do Encontro Xingu Vivo para Sempre

11 comentários:

Cris Moreno disse...

Juca, levei o seu post para o morenocris. E o do Oliver tb.
Quando a água não seca na panela, transborda. Das duas uma!

Beijos.
Boa noite.

Alex Lacerda disse...

Juvêncio, os ditos movimentos sociais estão cada vez mais achando que estão acima da lei, fazendo barbaridades como estas.
O pior é que o Estado, que não toma as providências legais que são sua obrigação, prendendo e estabelecendo inqueritos que apurem tais crimes, tem reforçado esta impressão.

Juvencio de Arruda disse...

Bom dia,Alex.É verdade.
E assim se afastam de alianças mais alargadas com a sociedade, tornando-se presa fácil das forças contra as quais lutam.
Este episódio de Altamira é lamentável.

Anônimo disse...

Juca, foi se o tempo em que índio queria apito. Hoje além de terras para exploração ilicita de suas riquezas, como madeira e minérios. Induzido por pseudos representantes socias, como padres e membros de ongs, deseja também desafiar a sociedade e o Estado de direito. É triste verificar que o governo perdeu o controle sobre tal situação, e ainda se denomina TERRA DE DIREITOS. Não se moderniza uma nação, sem investimento em energia, a não ser que desejemos continuar a ser o almoxarifado do mundo , onde outros Estados e países buscam riquezas de nosso solo, beneficiam a materia prima em suas regiões e alferem o lucro de tal ato. Enquanto nós, ficamos com as mazelas dessa situação social caótica, as índias tuíras do momento e o pensamento retrogrado e ultrapassado de desvincular a Amazônia e seus habitantes dos beneficios que delas é gerado.
abraço.
Marco Aurelio Resque.

Anônimo disse...

Ora, nem tanto, pois a guerra tem um significado para os índios que não é o mesmo para nós. São culturas diferentes. A agressão é lamentável, mas os movimentos sociais certamente não a incentivaram. A intenção é defender o Xingu e evitar o desperdício de dinheiro público que representa Belo Monte, que só não tem condições é de gerar energia, mas sim de enriquecer empreiteiras. A agressão é triste, mas não muda o fato de que o Xingu está ameaçado.

Anônimo disse...

Dá corda pra índio... ele vão nos enforcar e ainda acreditando que eles podem.
Ninguem deveria estar acima da lei, toma-se isso os professores em greve do estado, que mesmo a justiça dando como ilegal o movimento de greve eles desobedecem os julgadores.
Ou seja justiça nesse pais ficou caso de conveniência, se for a favor tudo bem, se for contra ignore-a.

O futuro desse pais promete.

Anônimo disse...

Anônimo 10:35 AM:

Bebeu amigo??? Desde quando 11 mil MW não é gerar energia? Desde quando represar água é ameaça ao xingu. Que se saiba energia Hidroeletrica é uma das fonte de energia limpa que se exitem.
Tá bom índio fazer guerra é cultural, então pq os povos que se matam por ae a fora são violentos quando entram em guerra. Guerra é guerra não tem esse meio termo, em guerra pessoas morrem. Sendo assim índio quando matar um "civilizado" é cultura gente.

Jefferson disse...

Caro Juvêncio e etnocêntricos acima...

1) A violência entre índios e os brancos civilizados, quem iniciou? Ahhh sim...foram os índios que à mais de 500 anos ocupavam uma terra fértil para o progresso mas que os mesmos sempre desejaram viver na selvageria e na barbárie, estando aí a justificativa da dizimação dos mesmos, através da utilização de armas de fogos e de armas invisiveis como as doenças trazidas pelos europeus.

2)Belo Monte já existia antes da chegada dos índios e da população que ali vive (ou sobrevive). Esses últimos são os intrusos, pois simplesmente são retardatários do progresso...e não existe progresso sem energia.

3)Os facões utilizados pelos índios eram armas altamente letais comparadas com aquelas que possívelmente deverão ser utilizadas pelos agentes repressivos do estado civilizado, tais como balas de borracha e spray de pimenta. Armas que não ferem!

4)Os meios de comunicação social, é fruto da modernidade, do avanço tecnológico e da racionalidade. Os índios por serem primitivos, rústicos e por estarem num estado teológico de conhecimento não foram capazes de criar filmagens que pudessem publicizar os crimes cometidos pelos europeus em nome de Deus e do Mercado. Ou seja, se não tem imagens não existe crimes!

5) Atos de selvageria só vem dos selvagens que vivem nas florestas e não dos civilizados que ocupam os espaços urbanos industrializados. O caso do índio Galdino é uma exceção à regra,pois no Estado de direito os índios, assim como os negros, os pobres, os homossexuais têm seus direitos preservados.


Enfim,a ironia foi a única forma de demonstrar a revolta atos etnocêntricos são adotados em nome de um progresso que dizima minorias sociais e enriquece uma minoria de pessoas.

Juvencio de Arruda disse...

Estou cansado de dizer que desdenho os comentaristas que tratam os outros como não gostariam de serem tratados, aplicando-lhes adjetivos depreciativos.
Quem não souber, ou não quiser comentar com um mínimo de dignidade (primeiramente à si,inclusive) pode e deve passar longe deste blog.
Já começei a aplicar a terçadada nos que ultrapassam os limites.

Juvencio de Arruda disse...

Jefferson, o comentrário acima não é dirigido á vc, claro.

Anônimo disse...

Juvêncio, eu não sou do Pará, mas aprendi a respeitar este Estado que me acolheu há quase 30 anos. Fico chocada quando ouço, vejo, constato a ignorância das pessoas a respeito da cultura indígena. Será que os organizadores do evento no Xingu não tinham a menor desconfiança de que o ataque aos dirigentes da Eletrobrás iria se repetir. Só eles não sabiam!!!
Quanto aos paraenses antiindígenas, é melhor estudar um pouco, pelo menos introdução à antropologia e sociologia para entender um pouco sobre a história dos índios na Amazônia, meus caros.