28.5.08

Pela Vida

No blog do Estado do Tapajós.

Esperança de vida para os portadores de doenças degenerativas, o artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas, volta a julgamento no Supremo Tribunal Federal sob forte pressão de grupos religiosos contrários à medida. Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o artigo, apresentada há três anos, será derrubada hoje à tarde, por 6 votos a 5 ou por 7 a 4, prevêem ministros do STF.

10 comentários:

Anônimo disse...

Um margem tão pequena de votos numa questão como essa nos mostra um dos motivos de atraso deste país: a maldita religião, e em especial, as religiões cristãs em todo seu colorário, que vai do bispo de SP ao pastorzinho pé-de-chinelo que começou agora a rodar a sacolinha na Universal de um lugar bem pobre no interior da Amazônia ou do nordeste (e logo vai comprar um carrinho zerado, "comer" umas e outras "irmãs", ou "irmãos", dependendo do gosto).
Este não é um país cristão. É um país. Ponto. De todas as crenças e até de toda a falta de crença. Depois ficam falando mal de xiitas. Por um país realmente laico, tem que começar a tirar esses crucifixos das salas de juízes, sejam de comarca de interior sejam do STF.
Do cristianismo, meus caros, só prestam duas coisas: o vinho e os pecados.

Anônimo disse...

Esse COITADO do anônimo das 10:03 é mesmo muito deprimente. Assim como ele acha normal ser anti-religião é também normal para outras pessoas serem religiosas. Isso se chama liberdade de culto. E dentro de uma democracia, caro anônimo, é também normal as pessoas terem suas opinões e lutarem por elas. Os contra e os favoráveis ás pesauisas com células tronco têm motivos para lutar e você, tem algum?
Pelo menos tenha coragem de dizer quem é ao criticar as pessoas com fé.

Márcia Guedes, jornalista

Lafayette disse...

Juva, hoje de manhã, postei lá:

"Direito, o aristotélico!

Estou, agora, assistindo o julgamento da ADI nº 3510, pelo STF, que discute a legalidade acerca das pesquisas científicas com células-tronco.

Analisarei ao término, que pode demorar mais de dois dias, porém já se observa que o agora votante, Menezes Direito, é um apaixonado por, e pelo pensamento de, Aristóteles. Aquele mesmo (completamente contra a sua vontade, diga-se, até porque católico, igreja e Jesus ainda não tinham sido criados) em que a Igreja Católica sustentou, e queimou, por longos séculos que a terra era o centro de tudo, entre outras determinações derrubadas por, ela, ela mesma, A CIÊNCIA!

O debate ético, entre o religioso e o científico, é mais antigo que a posição de cag..r, e, ainda bem, que o último vence… pode demorar, mas vence."

E o interessante é que, na história do desenvolvimento cultural do homem, as grandes descobertas e elucidações do "mistérios" foram elaboradas incansavelmente por super-ultra-mega-religiosos, católicos apostólicos romanos ou protestantes calvinistas.

Pessoas como Galileu ou Kepler que, ao perceberem que as interpretações da Sagrada Escritura não batiam com as observações e os experimentos, optaram pela razão!

Tomara que os Ministros do STF, na dúvida, sigam a razão!

Juvencio de Arruda disse...

rsrs...Direito é conservador e temente a Deus. Votará contra as pesquisas. Outros ministros se encaregarão de garantir as pesquisas. Não é possível a moratória científica.
Quanto ao grego, sua efígie deverá ornar o site do programa de mestrado que estudo.
Abs

Anônimo disse...

Márcia Jornalista Guedes, estar anônimo também é opção que me permite a democracia. Agora o que não é democrático: tentar impor uma visão de foro pessoal e íntimo (acreditar em deus, com d minúsculo mesmo) sobre uma questão crucial e querer que esse pre (con)ceito seja válido para todo mundo, seja cristão ou não. Ora, minha cara, volte às páginas "sagradas" e veja lá: morte, destruição, guerra, incesto (acho que foi Ló que teve que transar com as filhas para engravidá-las e manter a linhagem, porque os genros dele tinham todos virado sal ou morrido em Sodoma e Gomorra), e outras barbaridades cometidas em nome da fé, de um suposto povo escolhido (que até hoje massacra os palestinos), de um suposto maluco que apareceu dizendo que era filho de deus, etc. Ora, se você tivesse na família alguém com doença degenerativa, com certeza teria outra opinião. Ou você é dos que "vivem penando aqui na terra esperando o que jesus prometeu"? Acorda Alice, a ciência tá aí é pra ajudar e a justiça deve deixar a ciência cumprir o seu papel.
Motivo pra lutar? Ah, minha cara, se você soubesse a minha luta diária para manter a geladeira abastecida de Moet&Chandon...

Anônimo disse...

As questões, objetivamente, são:
1)pode-se destruir uma vida? Não falo aqui da pena de morte para uma nação que a tenha, após processo, julgamento e condenação legais, mas de uma vida em país que não tenha pena de morte, não tenha ocorrido processo e julgamento;
2) Isto posto: a vida começa exatamente quando? Se o embrião NÃO é vida, não poderia ser transplantado para algum útero, pois morto não serviria para nada;
3)Somente células-tronco (de embriões humanos VIVOS servem para essas pesquisas? Falso! As de cordões umbilicais e placentas têm a mesma constituição e propriedades;
4) Em SP um embrião congelado por 8 anos (bem mais do que 3, portanto), transportado a um útero, NASCEU;
5) Quando se mata um embrião, que é vivo, lógico, não se abre um precedente para ir-se mais ... longe? Lembram de Bretch?
Isto não é xiitismo. É lógica pura, de ou não de Aristóteles, isso não interessa.

Lafayette disse...

Interessa, anônimo(a) das 4:15pm.

Mas, o que interessa mesmo é desenvolvim,ento científico BRASILEIRO!

Veja. Agora, exatamente agora, está assim: Dois votos parcialmente contra a pesquisa - impondo restrições - e três a favor. Faltam seis votos.

Assim, o STF, Corte Maior BRASILEIRA, poderá determinar a proibição da técnica, ou, noutra situação, autorizar com restrições (fora, autorizar como está no Art. 5º da Lei em questão).

As duas primeiras, se vencedoras, serão impecílios à pesquisa nacional sobre pesquisas de células-tronco.

Assim, o que ocorrerá? (mais ainda do que já acontece) Nossos cientistas irão parar nos Staites ofi ameurica, Ingaterra, Alemanha, Japão, ou, ou e ou...

E mais, quem pode, irá se tratar por lá.

E mais, os cientistas de lá, apoiados por empresas de lá (aqui, já é difícil, mas, com a proibição ou restrição, cada vez mais a verba para pesquisa ficará mais vasqueira. Por sinal, por causa da política científica do Bush, com as conotações evangélicas (e lá, com se sabe, são mais xiitas que os xiitas, a National Science Foundation tá correndo o chapéu, enquanto a política de defesa bélica... ops, mas isso é outro assunto para outro papo) desenvolverão e patentiarão (porra, égua do verbo! Vai assim mesmo!) por lá.

E nós, após os de lá desenvolverem os remédios por lá, compraremos a preços de lá, a cura de doenças de cá.

Até quando esperar, a plebe se ajoelhar, esperando a ajuda de Deus, diria o roqueiro dos anos 80!

Anônimo disse...

Lógica pura? Modesto o anônimo das 4:15, impondo sua opinião(sua?) e ponto final.

Anônimo disse...

A jornalista Márcia Guedes, como jornalista, tem a obrigação de saber que o Estado é laico e que nenhum dogma religioso deve prevalecer contra o interesse da maioria da população. Se sua superstição religiosa diz que pesquisas com células-tronco são pecado, ela que nãos as faça e que proiba os seus de fazer, mas que não queira impor isso aos que não se pautam por crenças religiosas. Chega de mandar para a fogueira aqueles que não aceitam as "verdades" impostas por profetas espertalhões.

Anônimo disse...

Via nascer uma nova "indústria", aguardem:
A dospais pobres que procurarão vender seus embriões para os laboratórios lucrarem em cima disso.
Mas ninguém respondeu ao questionamento sobre que as células da placenta e do cordão umbilical - cuja retirada não assassina nenhum ser vivo - terem as mesmas propriedades para as pesquisas com células troncos de embriões candidatos à pena de morte anunciada.
Isso não tem nada a ver com religião.
Como o Código Penal, também não.
Como o Direito à Vida, também não.