1.5.08

Asfaltamento da BR 163 Vai Atrasar

Na próxima terça-feira, dia 6 de maio, o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) realizarão uma audiência pública, às 10 horas, em sua sede, em Belém, para debater o processo licitatório de asfaltamento do trecho da rodovia BR-163 que liga o Estado do Mato Grosso a Itaituba e Santarém, no Estado do Pará.
O deputado Zé Geraldo esteve reunido, ontem, quinta-feira (30), em Brasília, com direção do Dnit e Ibama e explica que existia a expectativa de que fosse possível considerar e aproveitar o contrato de construção e licitação feito anteriormente com o Consórcio Construtor, formado pelas empresas Estacom, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Odebrecht.
“No entanto, num diálogo com o Tribunal de Contas da União (TCU), foi colocada a restrição em aceitar o antigo contrato pelo fato de a obra atualmente possuir outra dimensão, o que significa, também, um outro projeto de construção e, consequentemente, a realização de uma nova audiência pública e a necessidade de nova licitação, bem como os demais protocolos legais”, afirma o deputado.
Numa palavra, podem esperar sentados pelo asfaltamento da rodovia.

2 comentários:

Franssinete Florenzano disse...

É um acinte à inteligência da população esse tipo de argumento. Há décadas, o asfaltamento da Santarém-Cuiabá é prometido pelos governantes de plantão. E todo ano é a mesma coisa: poeira e buracos no verão, crateras e atoleiros no período de chuvas, cidades desabastecidas, pessoas morrendo por falta de acesso a remédios de uso contínuo que não têm como chegar aos municípios, e o direito constitucional de ir e vir eliminado na prática. É um absurdo dizer que pensavam em aproveitar um contrato antigo e só agora foi informado que deve haver nova licitação. Uma vergonha! Enquanto gente muito pobre e sofrida vive em condições abaixo da linha da miséria, políticos ficam se promovendo como salvadores da pátria sem que qualquer ação efetiva seja executada.

Bia disse...

Boa noite, Juca querido:

noutras palavras há sempre "coisas" acontecendo com o PAC, quando se trata do Pará. Não somos prioridade nunca. Seja qual for o governo de plantão.

E, parece que fica ainda pior quando o governo de plantão é aliado, mas um aliado nada confiável.

Sei não, coração. Acho que a gente pode pensar em escrever o roteiro de um espetáculo: "Do navegante ao operário, ficamos a ver navios". Ou, "De Cabral a Lula, a caravela não encosta no cais", ou qualquer outro título. O enredo é sempre o mesmo.

É, querido, estou sim, muito sem fé - Ai! Santo Ambrósio - no que virá.

Beijão.