27.7.08

Invertendo os Fluxos

Os jornais maranhenses anunciaram ontem a decisão da Petrobras de construir uma refinaria em Bacabal, a 60 km de São Luís, investimento de R$ 20 bilhões. Trata-se do maior investimento público da história do Nordeste. Sozinho, equivale ao total dos investimentos - públicos e privados - anunciados para o período 2008-2011 no Pará.
Os jornais paraenses anunciam hoje a decisão da Suzano Papéis em localizar em solo maranhense uma fábrica de celulose.
A secretaria de Comunicação do Pará deveria divulgar as boas novas maranhenses em todo o sul/sudeste...do Pará.
Inclusive nos trens da Vale, verdadeiros corredores de exportação de minério e importação de miséria. O milhão de nascidos no vizinho estado que se mudou para terras paroaras no último quarto de século precisa tomar o caminho de volta.
A propósito das conveniências, ou nem tanto, da instalação de mega projetos como esses, vale a pena dar um pulo no Blogue do Colunão e ler o post Petrobrás no Continente e MPX na Ilha, publicado ontem, 26.
Nele, Walter Rodrigues, editor do blog, mostra o que realmente precisa a capital maranhense, ou a pequena Bacabal, necessidades semelhantes às da região metropolitana de Nova Déli e do sul paraense.
Leitura obrigatória aos licenciosos licenciadores ambientais paroaras, que em nome da covardia - ou, quiçá, de outros predicados mais graves feito a desídia, a ignorância e a má fé - avalizam a entropia que marca a história econômica e social recente do Pará.

9 comentários:

Anônimo disse...

Imaginem os senhores se a governadora não fosse a amiga intima do presidente, como apregoa e apregoava na campanha.
O preparo, a boa administração do público confundido com o privado é demonstrado diuturnamente pelos assessores que a cercam. Em uma guerra para quem quer ser melhor do que outro, mesmo que tenham que jogar escrúpulos e promessas eleitorais (eleitoreiras) às favas.
Deus nos proteja nos próximos dois anos de Cia & Ana Júlia.

Anônimo disse...

Meio confuso voce,das 12:45.

Anônimo disse...

E quando o minério acabar por aqui? Restará o buraco de sempre e a miséria de sempre. Miséria do povo, é claro. Quanto aos anões, bem esses estarão noutra, que lhes dê continuidade na mamata.

Anônimo disse...

Olhemos pelo lado bom, lado ótimo aliás: isso pode frear o separatismo de Carajás.

Com a instalação da refinaria aqui ao lado, vai ser estancada a migração de milhões de nordestinos empobrecidos. Pode até haver um refluxo, uma reatração de nordestinos, reduzindo a população de Carajás e consequentemente seu eleitorado, tornando a região politicamente menos forte.

Não é?

Anônimo disse...

Anomino das 5:07, vc é que deve estar confuso, é fácil ententer o 12:45.

Como sempre o PT que sempre se considerou o dono da verdade e honestidade, não abre mão do que lhe foi dado pelo voto quando elegeram Ana Júlia. O resultado seria esse mesmo.

Como sempre o estado do pará é uma grande reserva de preservação onde investimentos como esse passam ao lado deixando apenas o cheiro do desenvolvimento.

Anônimo disse...

Caros, o governo não pode decidir por empresas privadas ou quase-privadas, como as citadas. Seus diretores agem em nome dos acionistas e concluíram que o maranhão é a melhor opção, talvez pelo excelente porto oceânico que tem. Não vamos chorar pitangas, chegou a hora é de migrar do Maranhão. Vamos lá, minha gente, pegar o caminho de volta.

Anônimo disse...

Isso, peguem o caminho de volta e afrouxem as favelas paraenses e emagreçam os currais eleitorais de políticos, principalmente separatistas.

Anônimo disse...

Prezado juvêncio, sem passar por aqui há um bom tempo, agora que li esse post
repugno os termos, inclusive dos comentários a respeito dos maranhenses do sul e sudeste paraense
para nós esse pedaço de terra é autenticamente maranhense, ultimamente cosmopolita até
os paraenses sofreram e ainda sofrem de séria desencoragem atávica para enfrentar a verdadeira hiterland, por isso ficam na capital onde acreditam que são melhores que seus irmãos do interior
e o bacana é que não querem permitir nossa autonomia
como se jáder barbalho et caterva fossem crias dos sul paraense,
veja-se esse tal tapiocouto, autenticamente paraense, inclusive nas gafes
pela estatura de seu blog pensava que voce não permitiria esse tipo de comentários e postagens, eivadas de expressões jocosas, irônicas e ferinas para uma grande parte da população local que enfrenta galhadarmente a sobrevivência cotidiana,
sem desânimo, sem preguiça, com denodo que somente um povo sofrido e espoliado sabe fazer,
mantendo sua tradição, seus costumes e sua fé, a despeito de tudo e de todos
Viva o Maranhão!!!
Esse grito ainda se unirá aos dos cabanos, sonhado um dia, mas permanentemente utópico.
Viva o Maranhão!!!
ass: Bandeira Tribuzzi (do inferno, livro 666, Divina Comédia)

Juvencio de Arruda disse...

Bandeira Tribuzzi - dignísimo pseudônimo, saudoso poeta - obrigado pela visita e comentário.
Não te assustes com os termos jocosos de teus colegas sobre o separatismo, que, de resto, representam o confuso estado das artes que enlaça a questão. Até na Geografia, como afirmas.
Mas atentes, pois entre os filhos trabalhadores do sul/sudeste escondem-se malandros mil, personagens vis, tal e qual na capital e arredores.
Sim, um dia ainda há de sair de nossas gargantas outro grito cabano. Contra a ignorancia que nos atrasa, mas não separa.
Viva o Oará...rs
Um abraço pra ti, Bandeira.