8.7.08

Os Incomodados Que Se Retirem

O poster não foi bem sucedido em sua visita ao MPE, onde tentou obter ajuda para a convocação de uma reunião de pais de alunos do Colégio Universo, a modo de discutir alternativas para a violência que campeia nas imediações da escola, que já contabiliza uma vítima fatal, o jovem Gilberto, de 17 anos.
Foi encaminhado pela Ouvidoria do MPE ao promotor que responde pela área de Direitos do Consumidor (o titular está de férias), dr. Marco Aurélio Nascimento, que não ficou convencido sobre o dever da escola em convocar tal reunião, e nem viu possibilidade, em outras áreas do MPE - como os Direitos Constitucionais, por exemplo - de acatamento das pretensões de um pai de aluno que não se conforma com a descaso da escola em levar a questão da violência à uma plenária dos responsáveis pelos alunos e, em última instância, pela própria existência e sobrevivência da escola enquanto empresa.
Muito gentil, ofereceu-se para oficiar ao comando policial da área pedindo atenção à zona da escola, ao que o poster respondeu que a escola já havia feito.
A conversa terminou quando o promotor Nascimento, percebendo o incômodo do pai queixoso, levantou a possibilidade do poster matricular o filho em outra escola, no meio do semestre do 3° ano, nas portas do vestibular.
Bastante incomodado com a possibilidade sugerida, mas entendendo o espírito da coisa, o poster agradeceu a atenção do promotor e encerrou a consulta.
A consulta, mas não a busca pela reunião.

16 comentários:

Anônimo disse...

Ainda não entendi.
O "poster" quer que a escola privada se responsabilize pela segurança na via pública?
Que tipo de segurança? Pessoal armado? Paramilitares?

Anônimo disse...

Juca, será que não consultaste o promotor errado, esse talvez seja o promotor dos direitos infinitos do capital?

Juvencio de Arruda disse...

Das 2:48, claro que não.
A escola não pode ser responsabilizada por nada que aconteça fora de seus muros.
Mas o Estado não se responsabliliza pela segurança dos cidadãos.
Ficamos como estamos?
Negativo!
Aí entra em cena algo chamado organização da sociedade, que pode muito bem, com um pouco de esforço e mobilização, encontrar saídas para a questão, absolutamente dentro da lei.
O que considero um absurdo, e estou brigando por isso, é que a escola se recuse a chamar os pais e abrir a discussão que, tenho certeza, encontrará alternativas ao quadro atual.
Entendeu agora ou quer que desenhe?

Juvencio de Arruda disse...

Das 2:52, não.
O promotor tem todo o direito, e o dever, de manifestar a sua opinião. E eu de continuar a buscar os meus direitos que entendo possuir.

Juvencio de Arruda disse...

Obrigado pela sugestão de procurar a "parceria público privado".
Há outras melhores.

Anônimo disse...

A sugestão não foi minha, estava pelo que vi nas entrelinhas do que disse o promotor, que de tudo sabe mas para nada age. O que é comum no MP, infelizmente.
Também concordo que há, e lutamos bravamente por isso, afinal pagamos nossos impostos e queremos ser cidadãos vivendo com dignidade.

Juvencio de Arruda disse...

É, das 3:29, mas os impostos que são pagos com dignidade são roubados com impunidade. Daí falta assistencia ao cidadão.
Mas há saídas, dentro do estado de direito mas sem precisar do Estado.
São as que busco.
Grato, mais uma vez.

julio cesar costa disse...

eu sugiro que voce faça uma associação de pais e mestres da escola para discutir estes assuntos e outros mais, como mensalidades, segurança, ética, conteúdo das disciplinas, se quiser redigimos o modelo inclusive com direito de acionar a justiça, o trabalho maior é de articulação. Volto ao Gilberto Dimestein (capão redondo?) para ressaltar que apenas a sociedade, as instituições, as pessoas, devem se unir para combater o aumento da violência urbana e da criminalidade.
jcc

Juvencio de Arruda disse...

Obrigado, dr. Julio.
Acabo de receber um telefonema de um dos diretores da escola. As coisas vão entrar nos eixos. Vou fazer um post sobre isso.
Sds

Lafayette disse...

Ah, Seu Juva...

E não espere que só o telefonema do diretor vai resolver.

Mantenha a pressão e a vigilância.

Vai por mim.

Ps.: Ainda ia te falar acerca da outra frente que tentastes abrir, mas é que não deu tempo.

Quaradouro disse...

Alguém já me disse que, exceções à parte, o Ministério Público procede como o Judiciário, que precisa ser cutucado (com vara cada vez mais curta, dada a inércia)) para agir. Parece que meu confidente tem razão...

Juvencio de Arruda disse...

Dr. Ademir, também advogado, o MPE vai ser convidado a participar da reunião.
Volto a dizer, tudo caminha para um bom resultado.Agora.

julio cesar costa disse...

ótimo, mas quais vão ser as propostas juvêncio? Chamar essa puliça que vc citou acima?
eles dão um tempo lá e depois somem e tudo volta ao que era antes?
Espero que essa experiência possa se disseminar.
Boa sorte lá com os professores.

Juvencio de Arruda disse...

Olhe, dr. Julio, tenho a melhor expectativa dessa articulação. Acho que com um pouco de colaboração e inteligência a escola e os pais poderão sinalizar uma alternativa para outras escolas da cidade.
Mas vamos aguardar a reunião.
Manterei os leitores do blog informados.
Obrigado.

Anônimo disse...

Vamos à luta, caro Juvêncio. Também sou pai de adolescente, que estuda em colégio particular e sei avaliar a sua apreensão como pai devotado e amoroso que é. Também vivo a mesma "nóia".. Não podemos nos dispersar, como diria o velho Tancredo. Ficou mais do que provado que o Ministério Público, que antes agia só quando era provocado, agora nem mais isso. É uma lástima, de vez que os promotores ganham muityo berm, obrigado, e também são pagos com o nosso "suado" dinheirinho dos impostos. Conte com o nosso apoio, no "jogo aberto" deste sábado, onde se você quiser, poderá abordar esse assunto. E outros também igualmente "quentes". Cidadania já!Do chicosidou

Juvencio de Arruda disse...

Chico, vamos ver se conseguimos, pais e escola, dar uma lição de cooperação e resultados. Se houver colaboração vamos conseguir.
Neste sábado não estarei em Nova Déli, mas em agosto, depois dessa reunião, terei o maior prazer em divulgar as medidas adotadas.
Abs