18.6.08

A Desistência e Seus Reflexos

O arquiteto, pedagogo e doutorando do programa de Geografia da USP Edmilson Rodrigues emitiu sinais contraditórios nos últimos dias, captados pela família, amigos mais próximos e pessoas que apostavam na candidatura.
Compreendia-se as razões dele, pessoais, individuais, mas havia esperança.
Sua saída foi mesmo desanimadora, no partido e por incrível e paradoxal que pareça, até fora dele, embora muitos tenham entendido que é melhor respeitar a decisão, inclusive por uma razão simples: ele não faria uma campanha, iria para o sacrifício, algo parecido com a animus que moveu Jarbas Passarinho nas eleições de 1994 ao governo do estado.
Outros discordam, pois sentem que existe um sentimento de mudança latente, uma população decepcionada em termos de administração municipal. Para eles, nenhum dos candidatos atuais consegue corporificar este desejo.
Avalia-se a entrevista de Edmilson ao Diário do Pará como expressão da maturidade de um político, mas também de um acadêmico que neste momento de sua vida prefere completar sua formação e tomar fôlego, ele e seu partido, para encetar outros embates, quem sabe até lá em condições de gerar alianças mais alongadas e contando com recursos mais polpudos.

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Quanto ao embate de outubro, todos são unânimes em avaliar que ainda é cedo para dar o endereço do destinatário do patrimônio eleitoral do candidato. Ponto.
Há especulações, entretanto. Hoje, na hora do recreio do mestrado, um professor conduziu uma rápida oficina entre os alunos. Distribuiu uma "cédula" e pediu que fosse preeenchida com o nome do candidato no qual ninguém votaria. Em seguida nova distribuição de "cédulas", desta vez pedindo a declaração de voto.
Antes de abri-las, enumerou uma serie de variáveis que estariam no jogo que realizava, e concluiu: além dos candidatos de partidos pequenos, as candidaturas de Mário Cardoso (PT) e Valéria Pires Franco (DEM) deverão se beneficiar da maioria dos votos antes destinados à Edmilson.
O candidato petista seria o depositário de um refluxo de eleitores descontentes com o PT, mas ainda com sentimento de esquerda, que agora retornariam ao aprisco com base na máxima de que dos Mários o menor.
Por oposição, Valéria herdaria parte dos eleitores que, ou à direita ou na pura e simples oposição ao falsário que arrasa a capital, nela identificariam a oposição de Duciomar.
Ninguém, absolutamente ninguém, deu crédito à divisão do Vox Populi em quatro partes iguais - sete pontos percentuais para cada um - destinadas aos quatro primeiros colocados na pesquisa que sondou o cenário sem Edmilson.
Até porque, lembrou alguém, sete é conta de mentiroso.

6 comentários:

Anônimo disse...

O Passaroca em 94 não concorreu "no sacrifício", não mesmo. Ele achava mesmo que ia ganhar, o Ibope estava 60% para o lado dele. Os seus familiares, em especial aquele sobrinho famoso andavam já distribuindo os cargos do futuro governo.
Se ele foi sacrificado pelo Jáder durante a campanha, bem, isto é outra discussão.
Mas quem acreditou na mudança naquela eleição foi plenamente recompensado, como poderia acontecer agora na eleição municipal, mas com estes quadros...
Queria que o Paulo Chaves fosse candidato, votaria nele e faria campanha, mas o PSDB está me decepcionando pela última vez.

Anônimo disse...

Poxa, é uma tristeza o Ed não se lançar candidato, ia ser uma grande eleição.

Anônimo disse...

Vou fazer apologia ao voto nulo sem Edmilson Rodrigues e ao mesmo tempo, claro, respeitando sua decisão, mas acho que sua atitude foi péssima a um eleitorado fiel.Uma coisa assim igual a Romário...

Anônimo disse...

Vou fazer apologia ao voto nulo sem Edmilson Rodrigues e ao mesmo tempo, claro, respeitando sua decisão, mas acho que sua atitude foi péssima a um eleitorado fiel.Uma coisa assim igual a Romário...

Anônimo disse...

O Edmilson faz isto para q as pessoas supliquem por sua candidatura. Não adianta este jogo de cena. Os partidos estão se precavendo, caso dê um "piti" no Ed, e ele resolva concorrer novamente

Juvencio de Arruda disse...

Faça-me o favor...