18.6.08

A Pesquisa da Unama

A desistência de Edmilson Rodrigues caducou uma pesquisa da Unama, em fase de tabulação. Mas a meritória iniciativa dos professores da instituição, com o concurso dos alunos, vai ser divulgada. E contém uma novidade nas terras paroaras. Interessados em diminuir a margem de erro para 2%, a sondagem tem uma amostra bastante elevada.
Tomara que a Unama consiga fazer o que a Ufpa teve na mão, em 2002, e deixou escapar: um instituto de pesquisas de opinião pública.

13 comentários:

Anônimo disse...

Não querendo colocar em cheque a pesquisa em si, mas para uma margem de erro de 2% em Belém, são necessárias 2.400 entrevistas, no mínimo, pra garantir tal margem.

Ai vem a pergunta: O custo/benefício de quem contratou foi satisfatório? A instituição tem firma reconhecida de instituto de pesquisa p/ publicar a pesquisas de opinião?

Juvencio de Arruda disse...

Daí para mais, das 1:16.
Mas a questão do custo/benefício pode ser altamente benéfica à imagem da instituição - pelo que sei é ela quem patrocina - na medida em que contribui com mais transparência e informações ao eleitor, dois graves problemas nos processos eleitorais.
E a sondagem é conduzida por um Estatístico e outros profesores da instituição, dentre eles pelo menos um doutor em Ciência Política.

Yúdice Andrade disse...

Lendo a postagem, de imediato entendi que a UNAMA não foi contratada por ninguém (quem contrataria uma instituição sem nome no ramo, em pleno período pré-eleitoral?), mas que desenvolve um projeto de caráter científico (ciência aplicada), o que constitui decisão plenamente justificada pela natureza da instituição. Justamente por isso, é louvável a intenção de reduzir a margem de erro e buscar uma forma de conseguir isso é uma excelentemeta acadêmica. É assim que a ciência evolui.

Anônimo disse...

E como fica a Lei dos Grandes Números nisso?

Anônimo disse...

Verdade,cheguei a ver essa pesquisa em meu bairro.Mas fiquei triste em ver uma instituição como a UNAMA participar de conxavos políticos não colocando o nome do vereador Zeca Pirão entre os pré candidatos.Que pesquisa é essa que tras o nome de Asdrubal bentes a prefeito de Belém? Não da pra ter credibilidade.

Juvencio de Arruda disse...

Calma aí, vc também.
Vc deve ter visto uma lista - provavelmente apresentada de forma inadvertida pelo pesquisador - onde estava sendo colhida a intenção espontânea de votos. Neste caso é comum, pelo desconhecimento de parte do eleitorado, que apareçam nomes fora do contexto.
Deixe de ser apressado em seu julgamento.

Anônimo disse...

E conchavo é com "ch". E não com "x".
E traz, é com "z" e não com "s".

CONCHAVO: Acordo excuso, conspiração.

TRAZ: verbo (trazer) - conduzir ou transportar para cá; causar, ocasionar; oferecer, atrair.

Desculpe, mas não resisti.

Anônimo disse...

Interessante o comentários do anônimo de 2:23 sobre a lei dos grandes números, chegar a um tamanho de amostra suficiente, principalmente em municípios grandes, independe do tamanho da população. Se a população for de duzentos mil ou 2 milhões, a amostra é a mesma.

Se a margem de erro diminuisse para 1%, seria necessário mais de 9.500 entrevistas, se fosse p/ 0,5%, precisaria de quase 39.000 entrevistas.

No ambito Belém, não há necessidade de se fazer pesquisa com pequena margem de erro, principalmente agora no perído pré-eleitoral. Não tem como pagar por um serviço de qualidade, não criticando os profissionais da UNAMA, mas é necessário treinamento adequado e experiência por parte dos pesquisadores de campo. Entrevistar por entrevistar é muito perigoso!

Juvencio de Arruda disse...

Vc tem razão, das 6:11. Mas o campo é parte integrante do processo de aprendizagem, e não apenas uma questão de recursos para pagamanto de pesquisadores profissionais. No final de 2003, junto com o estatístico Apolo Prado, que comigo dividia a cadeira de Metodologia da Pesquisa em Comunicação, realizamos uma pesquisa quanti e duas qualis, tendo como pesquisadores os alunos do curso da FAZ. Foram eles também que trouxeram os entrevistados da quali. Ocorreram problemas, no campo da quanti, pois alguns alunos resolveram não seguir as orientações e foram às ruas - em áreas conflagradas da periferia - no sábado de tarde, embora orientados a não passar depois das 11 da manhã naquelas locais.
Os questionários dessas área tiveram que ser refeitos, mas a lição foi aprendida.
No Rio é comum pesquisadores do IBOPE passarem até por cárcere privado durante a etapa de campo nos morros da cidade.
Concordo com vc, é arriscado, pode gerar desvios, que podem ser corrigidos, o que não retira o mérito da iniciativa.

Anônimo disse...

No campo do aprendizado, a iniciativa é perfeita e louvável, mas tem se tomar cuidado na hora da publicação. Existem critérios e normas junto ao TRE que devem ser obedecidos.

Mas se for no campo da experiência dos alunos e docentes, assim como para consumo interno, está tudo nos conformes.

Juvencio de Arruda disse...

É isso aí!

Anônimo disse...

Mas nos deixam, saudavelmente, os alunos da UNAMA, a indignação. Onde estão nossos companheiros da Federal. No passado éramos tidos como a voz crítica da sociedade. Não quero acreditar que nossos substitutos mudaram. força UFPa.

Alan Lemos disse...

Jesus, que isso? Não poder passar depois das 11h e cárcere privado? Precisa da assessoria do BOPE pra poder realizar o trabalho então, é?