19.6.08

"Incravado" na Desordem

...'até que o Incra adote medidas eficazes de controle da aplicação dos recursos, torne públicos dados vinculados a esses gastos, arregimente mais servidores para se desincumbir da fiscalização sobre a aplicação dos créditos, identifique adequadamente os beneficiários das verbas, adote mecanismos legais para evitar superfaturamento de preços, licite a contratação de fornecedores, outra solução não há'...

Este é um trecho da sentença do juiz federal de Marabá, Carlos Haddad, onde acata ação do MPF que pedia a suspensão das liberações do INCRA na região sul do estado, que eram fiscalizadas - veja só a desfaçatez - por um porteiro da anarquia, digo autarquia federal.
De Imperatriz à Santarém, o INCRA enrolou-se em traquinagens de toda sorte.

4 comentários:

Bia disse...

Qurido,

nada que diga respeito diretamente ao post, mas com o circo pegando fogo no Rio - declarações do presidente sobre a reparação às famílias dos garotos, decisões judiciais sobre fica ou não fica o exército - o site do Ministério da Justiça não traz uma linha sobre o assunto. A isso é que se chama de respeito aos limites administrativo dos órgãos públicos! Ou não?

Beijão.

Juvencio de Arruda disse...

rs...p site dos órgãos púbçicos, em eral, se especializam em dourar a ação dos mesmos. cad~e que o site do MPE acompnha as peripécias de seus membros? Prefere avisá-los para apanharem seus lap tops o mais rápido possível. O site do TJE esmera-se nas fotos de eventos e personalidades. E por aí vai.
Vou esperar o site da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que vai bombar com a lista dos imundos.

Bjão.

Bia disse...

Bem, querido, agora vamos ao INCRAvado, apelido que jamais despregou do órgão.

A denúncia sobre a Superintendência de Marabá já foi antecedida de outra sobre procedimentos do INCRA Santarém, lembra? os 90 e poucos assentamentos cancelados?

O pior é que neste caso de Marabá a denúncia envolve recursos significativos e expõe uma questão tão velha quanto a falência da reforma agrária oficial: se foram assentadas - entenda-se por assentada a família a quem a terra é destinada pela primeira vez em área previamente definida para isto, esse é o conceito - 76 mil famílias , teríamos, pelo menos a garantia de ausência de conflitos, acampamentos esvaziados, etc. e tal.

O que ocorre é que a empulhação é antiga - vem do governo FHC - e perpetuada com trombetas no governo Lula: não há novos assentados. Se há, são tão poucos que não é difícil contabilizálos. Talvez 8 a 10 mil, se isso.

O INCRA , para atingir suas "metas", cadastra assentados que estão na terra há 8, 10, 15 anos e os inclui na relação de beneficiários dos créditos fundiários. Essas relações de RB é que formam os mágicos números de assentados ano a ano.

Sabe-se agora que além da prática calhorda de enganar estatísticas, engana-se também o beneficiário de quem o crédito é desviado.

Eu quero saber desviado para quem e para o quê. Eu e o povo que acompanha o Círio.

Axé para o MPF.

Beijão pra você.

Anônimo disse...

Parabéns ao MPF e ao Judiciário Federal.

Fecharam a sangria desatada dos recursos do INCRA, pelo menos por hora.

Que a Deputada Bernadeth fique com as "barbas" de molho, na eleição para PRefeitura de MArabá os recursos do INCRA serão miúdos.

NAda de 20 L-200 para a campanha, Cestas Básicas para assentamentos, recursos (desviados) de associações para a construção de habitação dos assentados, como foi na época da eleição para Deputado Estadual, da qual sagrou-se a mais votada do PT.

Com certeza não foi somente pela militância do PT, mas, certamente, pelas "mãos" do INCRA.

Infelizmente a companheira do PT perderu a moral e jogou suas origens para a lata de lixo.

Um PTista indignado.