19.6.08

O Fracasso Continua

Está nas páginas do Liberal do hoje a notícia de um assalto ocorrido ontem, nas imediações do colégio Universo, em São Braz, coisa frequente. Passava pouco da uma e meia da tarde. Gilberto, 17, na companhia de tres colegas de sala, foi baleado por dois marginais mesmo não esboçando qualquer reação. A bala transfixou-lhe o estomago, baço e intestino, saindo pelas costas. Já foi operado duas vezes e seu estado é grave.
Mais grave ainda é o estado de saúde do desgoverno que troca secretários mas não consegue se postar, na condição de Estado, frente à bandidagem, externa e interna, que destrói famílias e futuros.
Tal se dá, além das razões mais profundas de origem socio economica, pela ausência de sinalização da mais tênue autoridade na área da segurança pública, claramente percebida pelo crime.
Prossegue, na gestão do delegado federal Geraldo Araújo, que já completa cinco meses, o desastre das gestões absurdamente incompetentes de Vera Tavares, Manoel Santino, Ivanildo Alves e anteriores, de naipes semelhantes, todas incapazes de enfrentar os bandidos, de fora e de dentro do sistema de segurança.
Ausência de autoridade, essa é a percepção com que o crime trabalha, e a realidade dramática que a sociedade paraense enfrenta todos os dias, a qualquer momento, nos quatro cantos do território.
Misture-se todos no mesmo copo, bata-se, e o resultado é a mesma gosma.
Despeje-se, tudo, no ralo.

22 comentários:

Lafayette disse...

Enquanto isso...

...choramos sobre os caixões!

Lafayette disse...

Aliás, nas duas esquinas do meu escritório, Wandenkolk com a Domingos Marreiros e com a Boa Ventura, todo dia tem cerca de 4 assaltos cada.

Todos, eu disse TODOS à mão armada!!!

Será que vai sair carro popular blindado?

Lafayette disse...

Juca, ainda estou encucado com aquela questão que postei lá no meu blog.

Passa lá e veja o que a sentença, ou melhor, o entendimento (se virar jurisprudência) pode acarretar.

Vai chover na horta... na minha, é claro! rsrsrs

Anônimo disse...

É por essa e por outras que o goeverno de mudanças de Ana Julia Carepa, do PT, é o pior do Brasil: 23 por cento de aprovação. E em Belém é ainda pior: 17%.

Sandra Vasconcelos

Lafayette disse...

Já respondi lá. Mas o mestre Alencar deve ter mais ensinamentos sobre a questão para nos dizer.

Anônimo disse...

Meu caro, o que podemos esperar de uma "equipe" que, para acabar com a insegurança, quer lançar um tupiniquim programa(?) "segurança zero"?
Será que aqueles delegados que falam (e muito mal) sobre esse programa, sabem o que ele significa?
Oh, coisa mais ridícula!!

Raphael Teixeira disse...

É a questão da competência, da qualidade, que não é propriedade deste ou daquele partido, mas das pessoas!

O presidente metalúrgico prova que não é preciso ser doutor pra dar conta do recado, o presidente doutor provou que não sabe como melhorar a vida dos "metalúrgicos".

Ana Júlia esbarra no quesito competência, qualidade, um desastre, uma tristeza. Mas olhemos os candidatos da prefeitura de Belém, pensemos no nosso votinho: quem dos concorrentes o merece? Quem? Quem de fato conhece os problemas da cidade, tem propostas viáveis e eficazes para Belém? Eu não consigo identificar essa pessoa entre os prováveis concorrentes. Chega a ser dramático o processo de tomada de decisão por baixo!

Falta preparo, falta cérebro, competência, capacidade... o caminho é e para o bem de todos continuará sendo pela política, mas que temos um quadro fraco de nomes sem atributos no primeiro, segundo e terceiro escalão das esferas de do governo disso não temos dúvida.

Anônimo disse...

Esse questão da explosão da violência precisa ser encarada além do interesse da sobrevivência política deste ou daquele grupo. É uma quetão de sobrevivência humana mesmo. Ou fazemos uma grande coalisão de forças ou vamos ser atingidos todos, ou nossos filhos, nossos irmãos, vizinhos. Acho que é a Ana deveria chamar a liderança de todos os partidos políticos, todos os setores empresariais, todos as centrais sindicais, todas as igrejas e universidades para um fórum permanente de ações para miniminar imediatamente esta tragéia. A coisa tá muito feia, dramática, dolorosa. Não dá mais pra ficar botando a culpa no Barata, No Jader, no Almir, no Edmilson, no Paulo Rocha ou seja lá quem for. Vamos conter logo o crime, tirar as armas de fogo das ruas, implantasr uma paz mínima, depois a gente volta pra luta eleitoral.

Juvencio de Arruda disse...

Das 6:37, seu comentário vai pra ribalta amanhã.Valeu.

Raphael, obrigado pelo certeiríssimo comentário. Elétrico.

Anônimo disse...

Alguns ingredientes para o recrudescimento da violência infanto-juvenil: Pop som, tupinambá... O que essas manifestações alienantes da cultura de massa têm contribuído para a formação cultural e intelectual dos jovens? Deliberado cesso de adolescente a festas de adultos, venda ilegal de bebidas alcoólicas, alienação nas mentes da garotada. Famílias desestruturadas, agressões, ausência e falta de diálogo dos pais com os filhos e filhas. Exploração do trabalho infanto-juvenil, às vezes pela própria família. Banalização da sexualidade principalmente através da programação de futilidades televisiva. Ociosidade e venda indiscriminada joguinhos eletrônicos de violência (piratas e proibidos pela justiça) nas ruas da cidade. Tráfico de drogas aprisionando a mente da garotada, seja pelo vício, seja pela dívida. Falta de valorização profissional, projeto pedagógico e estima dos educadores. Afastamento desses educadores com as famílias da garotada. Ausência de segurança no entorno das escolas. Falta de coragem e vergonha na cara dos dirigentes do estado e município para enfrentar essas mazelas que desfigura um dos principais espaços de transformação social, a escola.

Anônimo disse...

A governadora onvocou “lideranças” para formar um conselho político, que mais parece um conselho eleitoral. Não se tem noticia que entidades da sociedade civil tenham acento nesse fórum de notáveis, ocupado apenas prefeitos e deputados da “base fisiologicamente aliada”. E assim que se constrói democracia participativa?

Juvencio de Arruda disse...

Prefeitos e deputados da base aliada? Sei...
É o conselho político "por cima".
Daí o fracasso, que vai continuar. A marionetagem? Vai continuar.
A prestidigitação? Vai continuar. As mortes também, a impunidade idem.
E principalmente, a falta de pudor.
Não se mancam!
Quanta irresponsabilidade!!!

Anônimo disse...

Na sexta-feira passada, dois alunos do Salesiano depois de uma discussão, ambos foram levados a presença da Diretora, esta, xingou ambos e os mandou embora da escola, um dos meninos informou que estava com medo do outro, mesmo assim a diretora empurrou o problema prá fora da Escola, no final, o menino com medo foi esfaquedo pelo outro, o menino ainda está na UTI. Pergunta-se. Foi a Polícia ou a Escola responsável pela desgraça. Pensem também.

Anônimo disse...

Ao invés das licitações fraudulentas, das propinas com empreiteiros e da farra das diárias.Peguem este dinheiro e apliquem em inclusão social, em políticas sociais e aparelhem a polícia.
Mas tem que ser sem estardalhaço, senão é mais confeito do que bolo, como otal Pará Terra de Direitos.

Anônimo disse...

Perfeito
Postagem precisa, todos os Secretários foram inoperantes.
Mas no caso do Governo da Ana, não há um boicote por dentro das forças de repressão?
O Coronelato sempre foi ligado a forças conservadoras.
Os delegados também e constituem na Policia igrejinhas abomináveis.

Anônimo disse...

Juca
Voce disse que não existe cidade limpa com Prefeito sujo.
Será que existe seriedade ao combate ao crime com policiais corruptos?
Sinceramente? Lá a coisa é feia.

Anônimo disse...

Ontem, por volta das 19:00 h, eu estava lanchando no tradicional cachorro-quente do Rosário, em frente a praça da sereia ( da república) quando repentinamente surgiu uma correria de adolescentes, policiais militares e guardas municipais, uma loucura coletiva. Pessoas apavoradas e desorientadas correndo, gritando, até que se percebeu que a balburdia se tratava de desavenças entre as galeras dos colégios Souza Franco contra o IEP, o que se tornou comum naquela região. O resultado do porradal: vários jovens foram detidos, algemados e deitados no chão. A humilhante cena refletiu o aprofundamento da violência dentro e fora das escolas, o despreparo do governo e o comodismo da sociedade para lhe dar com essa grave mazela social. Pior que não deu nem pra apreciar o sanduba.

Anônimo disse...

Caro Juca,

O Que reina é a impunidade, quem arma os bandidos? Ora, é a a propia policia corrupta, que prende o bandido armado, e em seguida oferece a arma apreendida pra esse mesmo bandido, por qualquer 50 reais ou menos, senão, pára outro bandido, e nós a população prisioneira, como ficamos? Além do mais, ainda tem o fator de voce morar num bairro em que os moradores são coninventes com a bandidagem, esso é o pior, os bandidos assaltam, matam e roubam, fazem a maior desgraça, e quando a policia aparece, não encontra nenhum gatuno, e aí de voce cidadão honesto que tentar denunciar o meliante, a vigança dos bandidos é terrivel, eles voltam pra matar voce ou alguem de sua familia. Hoje nós vivemos sem saber o que fazer, essa questão não depende só das autoridades, é uma questão de todos, onde todos nós temos que fazer a nossa parte. A insegurança tá demais, não podemos deixar que a bandidagem reine absoluta. Pedimos socorro.
SC

Anônimo disse...

ROMA, NÃO FOI CONSTRUIDA EM UM SÓ DIA...
Caro Juvêncio. A indignação do cidadão comum com a violência que assola a sociedade paraense é compreensível e legitima, mas carece de racionalidade na busca das causas (sobretudo políticas!!) desse drama que hoje atinge seu ponto mais alto. Inicialmente é preciso ter consciência que essa questão não aparece por acaso, com um jovem abrindo a janela e dizendo: que dia lindo pra virar ladrão, traficante, asassino! Trata-se de trajetória moral-familiar de exclusão, humilhação, discriminação e ódio dos que não são, não tem e não podem! A questão da segurança pública, em Belém e no Pará, não difere, em drama e intensidade, da que ocorre no restante do país. Trata-se de uma obra coletiva, construída ao sabor do desprezo pelos miseráveis e pobres deste país. Lembre-se, após a abolição da escravatura, Rui Barbosa proclamou algo semelhante que cito de memória: se não houver escolas para os libertos, o cadáver putrefato da escravidão jazerá nas ruas deste país! Diagnósticos especializados, não faltam. O que esperar de uma coalizão de governo que durante doze anos nada fez de significativo para melhorar os vergonhosos indicadores sociais de nosso estado? Três administrações tucanas, seguidas, só trataram de "coisas", não de “gentes"! Só podia dar no que deu... Um governo que pretenda mudar essa situação caótica da segurança, tem que apostar em políticas públicas que tenham por meta a redução da exclusão social, o que somente será alcançado com a oferta de bens de cidadania, e aí máxime para educação, saúde, alimentação, habitação e empregabilidade; sendo esta última, resultado inevitável das que a precedem. Sem essa cesta básica de bens, tal como previstas no PAC, não há como desenvolver sustentavelmente a economia do Pará e do Brasil, pois falta, hoje, o básico: pessoas qualificadas, cidadãos que se sintam incluídos em simetria de direitos e competências. É aceitável que no curto prazo a criminalidade seja combatida sem tréguas. Mas essa opção, ser for única, isolado de um contexto humanizador, como fizeram os tucanos, de nada adianta, porquanto, se assim for — a fábrica da criminalidade continuará crescendo em ritmo maior do que a capacidade do Estado em construir prisões e prover segurança. Ademais, pergunto: o que é mais barato, formar cidadão uma criança em escola de qualidade, ou recuperar um marginal na prisão? Por outro lado, aceitar que a repressão seja a solução única, é apostar no auto-engano do tipo milícias -- que nada mais são do que bandidos fardados fabricando bandidos a paisana. O pendor de um policial para o crime não está na sua origem de classe ou no ambiente da instituição policial, mas na frustração desse policial em não dar conta de combatê-lo. Violência policial a esmo é um bom negócio para o crime organizado, drama que invade os lares do cidadão comum, inclusive o da classe média, de gente simples e trabalhadora que gostaria de ver o Estado responder a altura, na proporção dos impostos que a sociedade gera e paga, a construção de uma sociedade melhor, mais justa. Lembro, caro Juca: Roma não foi construída em um dia!. E a nossa terá que ser construída com a dignidade que faltou, e no tempo que sobrou, aqueles que fabricaram com esmero arquitetônico o desprezo pelos humildes, esta realidade adversa que somente agora começa a ser combatida. Saiba, Juvêncio, que deslocar o aparato estatal em direção ao social, no rumo dos mais necessitados, num estado como o Pará, num país como o Brasil, é desafiar preconceitos enraizados que remontam os tempos da escravidão. Apostemos na mudança, ela não ocorre da noite para o dia, mas no prazo exigido para que as crianças de hoje tenham aquilo que faltou as de ontem, aos que hoje, jovens na faixa de 18 e 25 anos, encontram-se atirados na marginalidade. Saudações do Leão Antídoto.

Juvencio de Arruda disse...

Não há nada, rigorosamente nada de novo no front da segurança pública paraense.

Suas corretas considerações acerca das raízas da violência, que foram ressalvadas no post, em nada removem a acusação central que o blog faz ao governo: não há sinalização de autoridade,e isto é fatal.
Admitir que um delegado de puliça receba uma queixa de assalto de um deputado fazendo preguiçosamente as unhas é um acinte, uma grosseria.
A inércia do secretário Geraldo Araújo frente à este epispódio, por exemplo, mostra o quanto este governo pouco dá importância à repesentação, aqui a categoria da Política e da Semiótica.

Políticas públicas, verbas do PAC,tempo, nada disso traz autoridade à um governo.

Perdoe-me, mas os níveis da violência não são lineares no país.
Essa é a tese que Jatene tentou levantar, em dezembro de 2005, quando este blog arrombou a farsa que era a administração Santino.
Não defendo, nunca defendi, a utilização da violência ou da tortura para combater a criminalidade. Mas não posso admitir a leniência com que o crime interno nos orgãos de segurança é tratado por este governo.

A corrupção é endêmica nos quadros das polícias do estado, e isto não vem tendo o tratamento que merece -este sim, de choque.

Em off, todos os meus interlocutores no governo - que não são poucos nem despreparados - admitem o que digo. Mas não coseguem sequer dizer isto, com todas as letras, uma reunião de governo. Isto é uma gravíssimo!

E anote aí: Geraldo Araújo, homem decente, não tem respondido à demanda para a qual foi chamado.

Até agora a segurança segue como o maior estelionato eleitoral de Ana Julia.
Saudações bicolores, meu caro.

Anônimo disse...

Caro Juvêncio,

Acho que todos concordamos que a insegurança não é de hoje, ela vem de anos, mais de fato está crescendo independente de partido, o governo precisa URGENTE se aproximar dos bairros carentes, temos que lembrar que violência não se combate apenas com a PM nas ruas,(pode até ajudar), temos que ir na base e não deixar que as crianças de hoje se tornem os bandidos de amanhã, no momento que o Brasil vive, deveriamos avaliar inclusive o controle da natalidade,
não conheço todos que estão no comando da Segurança do Estado, mais não vejo ninguém com este perfil, vejo sim a Segurança Pública sendo comandada por autoridades homens machistas e que não mostraram para o que veio!!!!!!

Anônimo disse...

Juca,
Não é simplesmente estelionato eleitoral. É mais grave, é concussão!