9.6.08

Voadoras Fora de Controle

No blog Pensando Bem, de Alex Lacerda.

A passageira Carliane Oliveira e sua filha de 6 meses, Catarina, portadora de cardiopatia grave, mas com chances melhores de tratamento em São Paulo, estão passando por verdadeiro calvário para poderem embarcar no vôo JJ 3719, previsto para quarta-feira próxima.
Primeiro, a empresa, após descobrir a cardiopatia da menor, alegou que seria necessária a reserva de um balão de oxigenio. Logo depois, a "reserva" foi substituida pelo aluguel do mesmo, pelo valor aproximado de R$ 600,00.Carliane é secretária de um escritório de advocacia em Belém, e a passagem foi tirada nas milhas de uma das sócias. Mesmo assim, concordou em pagar o valor que a empresa pediu.
Ao ser comunicada que o valor seria pago, a empresa alegou que seria necessário, então, que fosse feita a compra de nova passagem, para o balão, que para a TAM agora também é passageiro.Não contente, o call center da empresa entrou em contato com a passageira, informando que a passagem seria cancelada, pois milhagem não pode ser utilizada para transporte de pessoas doentes.A empresa quer, no fim, não levar a filha doente de Carliane, condenando assim a criança ao destino que teria se tivesse nascido 150 anos atrás, quando não existia avião."

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As pocilgas aéreas estão impossíveis. Na semana que passou, passageiros da empresa com destino à Nova Déli ficaram mais de quatro horas dentro do avião em Brasília, em razão de problemas técnicos na aeronave. Um grupo de cinco passageiros, aborrecidos com a demora, reclamou e foi retirado do avião pela PF, a pedido do comandante.
Na Gol, a largura das poltronas já ultrapassaram a marca do inaceitável, e não obstante, prosseguem diminuíndo.
A ANAC é uma completa esculhambação.

7 comentários:

Anônimo disse...

Esse é um assunto que requer os músculos e a inteligência do MP.
A parte o absurdo denunciado no bloque, merece atenção a precariedade com que as companhias aéreas brasileiras tratam situações de urgência médica em pleno ar.
Na maioria das vezes, a disposição de quem passa mal, tem só um "cilindrinho" de O2. Medicamentos, nenhum. Nem Anador, nem chá de cidreira.
Mas, tão logo surge o problema, a panacéia é chamar algum médico a bordo para atender. E assim que o doutor se apresenta para consolar com doces palavras o padecente, somem as comissárias de perto, tal qual o diabo da cruz, como fossem a partir de então desobrigadas a prestar qualquer apoio.
Uma vergonha a 11 mil pés, que requer atenção das autoridades, inclusive do Conselho Federal de Medicina, quanto a orientar os seus inscritos frente a esse tipo de situação.

Blog do Alan Wantuir disse...

Caro amigo, essas agências de "regulação" nunca funcionaram, a não ser quando se trata de negociatas.

Lafayette disse...

Então lá vai um fresquinha e fedorenta.

Voltando de Fortaleza, com a patroa, via TAM, neste último sábado, de noite, uma garota, uns 18 anos se muito, passava mal logo atrás da minha poltrona.

Ela ruinzinha e a mãe aflita. A garota tinha ânsia e finalmentes de vômito. Ia para Manaus.

O avião ainda pousaria em São Luiz, Belém, Santarém, e, finalmente Manaus. Coitada!

Aprumado o avião para pouso em São Luiz, eis que aparece, no ar, mais do que o avião... a garota estava com um gato, sob seus pés, dentro de uma caixa. E este solta um peido que era mais que um peido... um peido falso, por assim dizer.

Isso mesmo! O gato, tadinho, deu o que se chama de "senhora cagada".

O cheiro fedorentissimo (se xixi de gato é forte, imagine o número 2!!!)

Em tempo: aprendi porque o gato enterra seu cocô. É porque nem ele aguenta!!!

Avião pousado e sacos de enjoô no colo de mais da metade dos passageiros (avião lotado), chama-se a comissária de vôo.

Esta chega e como se tivesse se reportando para imbecis, diz que era para a garota ter colocado uma frauda no gato, não tê-lo alimentado etc etc etc.

Ao ser perguntado por um senhor o que seria feito, tal comissária disse (na minha frente): O PROBLEMA NÃO É DA TAM. A MOÇA É QUE DEVERIA TER TIDO OS CUIDADOS!!!

Parceiro, o pau só não cantou na casa-de-noca, porque as pessoas estavam tontas com o fedor, e entretidas com os saquinhos. rsrsrs

Na hora, disse logo para comissária que deixasse de falar bobagem, e que a TAM era a total responsável pelo gato, pela garota ter embarcado com o gato sem frauda, alimentado, pelo fato de ele ser malhado, bonito e com um olho verde e outro azul!

Era responsável pelo mau cheiro, por todos os passageiros, incluive responsável pela própria comissária e seu meio ambiente de trabalho.

Rapidamente (incrível a eficiência) tal comissária foi substituída (ela não apareceu mais) por uma outra, sã.

Disse aos passageiros que a vigilância sanitária estava tomando as providências.

Aguardamos uns 10 minutos, eis que chegaram o cavaleiros heróis. Levaram a dona e o gato para fora.

Mais uns 10 minutos, volta o gato, devidamente "fraudado", caixa limpa, inclusive com um perfuminho desses que se compra em Pet, e a dona feliz...

...até a decolagem. Volta o mau-estar e os vômitos da menina.

Tadinha, era cagaço de avião, mesmo!

Alex Lacerda disse...

Juvêncio, mais uma vez muito obrigado pelo espaço, que é por uma excelente causa.
Grande abraço,
Alex Lacerda

Juvencio de Arruda disse...

Não há de quê, amigo.
Como se viu, eu também sou alvo dos problemas das voadoras.
Abs

Anônimo disse...

Vejam só, em uma viagem que fiz para MAPUTO, perdôeem-me a expressão, mas lá na PQP da África, fiz um percurso maravilhoso, tranquilo e com um serviço de bordo excelente. No trajeto de volta, já dentro do Brasil, o serviço caiu vertiginosamente. há ainda o atraso de duas horas do meu vôo em uma das escalas internas. Será que viajar para Moçambique é mais tranquilo e confortável do que dentro do Brasil? É que na África não tem agências reguladoras...

Prof. Alan disse...

Essa patifaria só vai acabar quan do colocarem na ANAC um diretor(a) de verdade, ou seja, alguém que faça realmente valer as funções da Agência. Até agora só foi faz-de-conta...