21.3.09

Fortuna e Virtú

As duas mais importantes colunas dos jornais paroaras passam longe da verdade, nas edições de amanhã, na cobertura da sucessão na UFPA, uma por deficiências na apuração e a outra por sem vergonhice mesmo.
O Repórter Diário diz que os partidários da candidata Regina Feio, derrotada nas urnas por Carlos Maneschy, vão exigir no Consun eleição aberta para encerrar o processo eleitoral.
Nada disso. A exigência é do MEC, com base na Lei 9192/95. Quem está pedindo que o escrutínio - voto uninominal e depositado na urna - seja aberto é a cabroeira ordinária de Maneschy, com medo do próprio veneno.
O Seventy, ao lado das calúnias e mentiras de praxe, atribui ao reitor a exigência feita pelo MEC. E ainda põe a conta da informação nas costas de alguns conselheiros. De fato, alguns merecem o fardo. A virtú é para poucas pessoas.

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Em posição mais agradável, por assim dizer, a pocilga exibe ao lado do Seventy o vice presidente executivo do IVCezal, Romulo Maiorana Jr., que vai receber uma estatueta em Brasília chamada "Deusa da Fortuna". A matéria diz que é pela confiabilidade da empresa, que fraudou o IVC...rs...putz!
É a vez de número 24 que recebem o prêmio e a entrega é dia 24.
Olha só a fortuna, aqui no sentido de Maquiavel, também para poucas, e por vezes nem tão boas assim.

8 comentários:

Carlos Barretto disse...

Rsssssss...

Juvencio de Arruda disse...

Rsrsrs...

Anônimo disse...

Juca,

Quando li o título na terceira página "Deusa daFortuna" só milembrei de ti. rsrsrsrs

Val-André Mutran disse...

Mestre, o 24 da estatueta, pelo visto, não leu Maquiavel.
Destaco esta pérola para que um de seus puxa sacos possa imprimir e levar correndo para o dito cujo ler.
Alianças
Deves te precaver de não estabelecer uma aliança com alguém mais poderoso que tu para atacar os outros, a não ser que te vejas forçado a isto. A razão é que, em caso de vitória, te tornas seu prisioneiro e os príncipes devem evitar, na medida do possível, ficar à mercê dos outros. Também se adquire prestígio quando se é um verdadeiro amigo ou um verdadeiro inimigo, isto é, quando se coloca resolutamente em favor de alguém contra outro. Esta forma de agir sempre é mais útil que permanecer neutro, porque quando dois estados vizinhos entram em guerra, o vencido haverá de temer o vencedor. O vencedor não quer amigos duvidosos que não o defendam na adversidade; o derrotado não te concede refúgio por não ter querido compartilhar sua sorte com as armas em mão (SIC).

Recomendo, ainda, a seguinte biografia:



Burckhardt, Jacob – Cultura do Renascimento na Itália. São Paulo, Cia. das Letras, 1991.

Cameron, A (e outros) – L´Europa Del Medievo e Del Rinascimento. Milão: Jaca Book, 1992.

Chevalier – Jean-Jacques – As Grandes Obras Políticas de Maquiavel a nossos dias. São Paulo-Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 1986.

Cueva, Mario de la – La Idea del Estado. México: Fondo de Cultura Económica, 1996.

Grazia, Sebastian – Maquiavel no inferno. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.

Gucciardini, Francesco – Historia de Florencia, 1378-1509. México: Fondo de Cultura Econômica, 1990.

Hale, J.R. – Maquiavel e a Itália da Renascença. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1963.

Hale, John – A civilização européia no Renascimento. Lisboa: Editorial Presença, 2000.

Larivaille, Paul – A Itália no tempo de Maquiavel. São Paulo: Cia. das Letras, 1988.

Lefort, Claude – Le travail l´ouvre Machiavel. Paris: Gallimard, 1986.

Lucas-Dubreton, J. – A vida quotidiana em Florença no tempo dos Médicis. Lisboa; Livros do Brasil,

Maquiavel, Nicolau – História de Florença. São Paulo: Editora Musa, 1998.

Maquiavel, Nicolau – O Príncipe. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1969.

Maquiavelo, Nicolás- Epistolário, 1512-1527. México: Fondo de Cultura Económica, 1990.

Mansfield Jr., Harvey C. – Maquiavelo y los principios de la política moderna: un estudio de los discurso sobre Tito Livio. México: Fondo de Cultura Económica, 1986.

Masters, Roger D. - Da Vinci e Maquiavel – um sonho renascentista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

Pinzani, Alessandro – Maquiavel e o Príncipe. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.,p>Sichel, Edith – O Renascimento. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1963.

Skinner, Quentin – Maquiavelo. Madri: Editoral Alianza, 1981.

Skinner, Quentin – As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo: Cia. das Letras, 1996.

Strauss, Leo – Cropsey, Joseph – Historia de la filosofia política. México: Fondo de Cultura Econômica, 1992.

Symonds, J. A. - El Renacimiento en Italia. México: Fondo de Cultura Económica,1987, 2 v.

Tenenti, Alberto – Florença na época dos Médici. São Paulo: Editora Perspectiva, 1973.

Villari, Pasquale – Maquiavelo. México: Fondo de Cultura Económica, 1958.

Wefort, Francisco C. (org.) – Os Clássicos da Política. São Paulo: Editora Ática, 1989, 2v.

Juvêncio.
Aquele abraço e um bom domingão.

Anônimo disse...

Há muita coisa nessa eleição da UFPa que não está ao alcance dos mortais da vala comum.
Vai daí que, todas essas especulações de "apego ao cargo do Alex", das "incertezas do Maneschy", de reuniões do Consun, etc e tal nada adiantam.
Há muitos interesses em jogo e dizer que a posse de Maneschy são favas contadas.... não sei não.
Cada lado diz e escreve o que lhes convem no momento, mas o amanhã é muito incerto.
Não é mesmo, Prof. Puty ?

Anônimo disse...

O Lib se equivocou,não vai ganhar a estatueta, vai ganhar a coroa!

Anônimo disse...

Esta comenda equivale ao Premio Nobel. É o nosso Estado sendo lembrado. Demorou para que fossemos reconhecidos e só fomos por causa do Jornalista Romulo Maiorana e o Liberal. Não dava para a entrega ser no dia 01 de abril.

Anônimo disse...

É uma vergonha a péssima qualidade jornalística e ética de nossa imprensa.